fale connosco


2010-07-16

Arsénio Pires - Porto

No outro dia foi o Pe. Maneiro. Há dias foi o nosso colega José Luís do Vicente.
Hoje estão no mesmo corredor dos Cuidados Paliativos do IPO (Porto) o Pe. Santos e o Pe. Vaz. Ambos em fase terminal por doença oncológica.

O Pe. Rui Santiago acompanha dia e noite o Pe. Santos naquela Unidade. É dele este belo post que vem no seu blogue “Derrotar Montanhas”:


“Um dia destes vou ter que explicar àquela enfermeira a minha resposta… "Então, o que lhe parece a situação dele?"... Eu sorri de mansinho e só disse: “Já está quase a ser Transferido para outra Unidade…” Ela ficou muda, e eu também. Um dia vou-lhe dizer que esta Unidade não é mais um piso do IPO mas a Comunhão da Santíssima Trindade e da Humanidade já Reconciliada como Comum-Unidade da Nova Aliança inaugurada em Jesus Cristo. E que acredito que morrer é ser Transferido, claro, como diz o Mia Couto, ou Passar, como diz a Escritura da História da Salvação...”


E nós... vamo-nos lendo uns aos outros!
Aqui e em qualquer lugar.

2010-07-14

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Não tenho medo nem vergonha de o dizer, mas a verdade é que eu tremo, e muito, perante a Morte. Por isso, todas as mortes anunciadas me transtornam e me deixam amarfanhado, sobretudo se elas são de amigos, mais ainda de familiares. Quando hoje o Vieira me anunciou pessoalmente o passamento do nosso companheiro Do Vicente, senti-me pequenino e tolhido. Conheci o Vicente com mais abrangência no marcante Encontro das Beiras e no de Tomar, tendo já com ele uma relação desinibida. Era um rapaz prestável e franco que irradiava simplicidade. Mas a morte, pérfida e ruim, ceifou-lhe os passos da sua caminhada que deveria estar ainda bem longe do seu termo. Quero apenas, com estas parcas palavras, prestar-lhe uma insignificante homenagem, dizendo á sua esposa Zeca, sem pretensões de a confortar, que é nestas ocasiões que devemos aplicar toda a força daquela Fé que nos incutiram se. porventura, a tivermos assimilado. Que raio! Sei que é duro, mas sou dos que acredito que o Vicente continuará connosco noutra Dimensão.

2010-07-13

manuel vieira - esposende

Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do nosso colega José Luís do Vicente com 54 anos de idade, meu colega de curso.  Ainda pensei revê-lo no nosso último Encontro em Alcobaça pois na conversa que tive com ele pressenti que isso iria ser possível. Não foi. 

O Vicente reapareceu em 2006 em Fátima e logo mostrou grande entusiasmo pela vida da Associação. No Encontro da Beira Interior foi evidente o seu contributo  e com a sua esposa Maria José colaboraram na preparação da visita a Póvoa de Atalaia, de onde ela é natural e onde nasceu o escritor Eugénio de Andrade.´

A doença grave traçou-lhe o destino e deixou-nos ainda novo, privando-nos do seu convívio e da sua amizade, embora esta tenha laivos de eternidade.

A Zeca, como ele nos habituou a tratar a esposa, deu o seu contributo com alguns textos na nossa Palmeira em papel e esperamos contar com ela em outras oportunidades, pois a sua acção será o testemunho da presença do Vicente entre nós. A ela endereço toda a solidariedade e à família, muito triste porque se esvazia lentamente o tempo de vivência com os amigos.

2010-07-11

Assis - Folgosa - Maia

à NORA... É assim que eu me encontro, meus amigos. Como o burro que puxa a barra da nora, na esperança de ver o fundo ao poço, tento, em vão, ler com um mínimo de atenção todas  as mensagens que me são enviadas diariamente, bem como todas as intervenções no site da nossa associação. E como não sentir-me amarrado ao ronceiro sarilho, se passo como a incansável alimária metade do meu tempo agarrado ao arado?...se não é o arado, é algo bem parecido...

Portanto hoje, 11 de Julho, tento pôr minha leitura em dia. E que leitura? Filosofia, fina literatura e até alguma história...campos que prefiro em contraste com o tal debate (?) de ideias a que vínhamos assistindo. Não que eu odeie o debate, pelo contrário: adoro um bom debate de ideias. Mas, como já pensei que a verdade era coisa exclusiva de quem estivesse do meu lado e que todos os restantes estavam errados - opinião que o tempo me ajudou a mudar - procuro dar um pouco mais de atenção a quem pense de maneira diversa da minha. É que todos nós, por ainda não termos a capacidade de pensar livremente, quer pela nossa pouca idade, quer ainda pelas circunstâncias em que nos vimos envoltos - "O homem é o homem e as suas circunstâncias", dizia o filósofo castelhano - chegámos a defender o indefensável. O bom jornalista é aquele que é capaz de não tomar partido sendo, porém, fiel à verdade. Para tal, terá de ler os acontecimentos à luz que a própria verdade irradia. Terá de ler o que as partes contrárias escrevem ou defendem e terá de ser capaz de filtrar todas as palavras, doces ou amargas elas se apresentem...o que não é fácil. Daqui a minha preferência pelos temas agora tomados em mão por quantos entraram em campo nestes últimos dias, temas que só hoje pude ler. A todos eles o meu louvor e o meu abraço.


2010-07-10

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Vieira,  como soe dizer-se, não te metas! Porque tudo isso não passa de desabafos e divagações de um inveterado e lamecha animal romântico, saudoso de tempos que não voltam mais. Poiso o caso é que, ao ler o belo texto do Alexandre a filosofar fininho, pensei comigo mesmo; " …Ai ele é isso? Pega lá  então e apanha com as dunas que, ao menos nelas, sempre aconteceu alguma coisa de palpável e não foi só poesia abstracta e vaga". 

Por outro lado, ocorreu-me que também se deveriam diversificar os temas e os conteúdos pois a poesia, mesmo a que, supostamente, possa esconder algum escândalo, é uma linda maneira de falarmos uns com os outros. A grande maioria dos companheiros da Associação ainda sãobastante jovens e, quiçá, ainda não apreciem muito estes fantasiosos devaneios, mas lá virá o tempo  em que os hão-de valorizar.

Apreciei muito a animação sugerida pelo Arsénio, mesmo descontando as citações a Saramago, personagem que eu não suporto; mas esse, claro, é um problema meu!  

Se o alimento e os legítimos prazeres do corpo nos sabem bem, igualmente estes levezinhos condimentos do espírito nos deverão alegrar. E olhai que eu, destes, tenho muitos!

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