fale connosco


2010-11-26

manuel vieira - esposende

Há dias o nosso colega Martins Ribeiro dos Arcos passou-se e escreveu "Elisa,meu amor... e se tu voltasses?" e publicou neste espaço esse devaneio louco próprio desta estação fria de arrepios escaldantes e que pretendeu no meu entender, afrontar as mentes repousadas dos nossos ilustres criadores do manso tédio dos neurónios. E persistiu "Que faria eu?"... convictamente convencido daquilo que provavelmente não teríamos dúvidas e que a mordaz fiscalização do matrimónio serviria também de travão, se propósitos houvessem!

E esta conversa vem à liça porquê?

A actividade neuronal do ser humano precisa de ser estimulada tanto quanto a prática saudável dos movimentos do corpo que tanto contribuem para a saúde e para o rejuvenescimento que gera o bem estar.

A prática de alguma retórica é um exercício estimulante para a produção de nutrientes no nosso cérebro, contrariando muitas vezes a rotina, desintoxicando-o. Não sou estudado em análise comportamental e cognição mas o fale connosco é um espaço que pode muito bem ser utilizado como exercício de neuróbica e o nosso colega Martins Ribeiro é um exemplo claro de persistência prática que deve ser seguido. O nosso colega e psicólogo Celso Oliveira disse-o claramente numa palestra num dos nossos Grandes Encontros, que a longevidade pode ter correlação com a actividade cerebral.

E ainda voltando ao Martins Ribeiro e à sua persistência, podemos ler no seu texto "Havia de me lançar nos teus braços, nesses teus braços sedutores, morenos, delicados e deixar-me-ia descansar  um pouco das minhas lutas íntimas, nem que fosse por um escasso instante, abandonar-me-ia neles, perdido e alucinado."

Não posso dizer aqui que o crime compensa mas estimular a mente é por vezes um devaneio que sabe bem.

2010-11-24

Arsénio Pires - Porto

Vai ao Pontos de Vista e vê a REVOLUÇÃO!

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

Se não acordarmos, os "mercados" (sabes quem são?) acabam roendo os nossos ossos!

Acorda!

Acorda!

2010-11-22

manuel vieira - esposende

"Ai António como te puseram", diria a Elisa se porventura tivesse acesso a este nosso recanto palavroso.

Já não bastava a misteriosa eloquência do nosso colega Aventino, que ao falar em "iscas" atiçou logo  as papilas do nosso Peinado, para agora em tarde fria e húmida trazer à liça os devaneios concupiscentes do nosso colega Martins Ribeiro, enlevado por misteriosa musa de antanho.

Bem me lembrei das palavras certeiras do Eça bem referenciadas pelo Arsénio no "patrazmente" e que acertaram no ciclo cavernoso da governação deste torrão, mormente ter sido escrito em século XIX.

Os ais do amor e do desejo são sempre intemporais e apreciando os deleites do nosso colega Ribeiro bem podemos compreender como as tardes de frio sabem bem com ideias quentes, um pouco como as castanhas de Palmela, a estoirar nas mãos sensíveis dos nossos reformados.

Valha-nos a memória desses textos de 58, que em nada se assemelham aos de 50, que em salmo o nosso Alexandre "botou" fora de vez.

Valha-nos a inspiração que ainda não fez mal a ninguém e também consola, em outonos sombrios mas emocionalmente malandros.

2010-11-22

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 

          Hoje deu-me para a pieguice e para o desatino. Contudo, nestes dias de inverno, frios e tristes, nada melhor para nos aquecer do que a exaltação do amor.         

 Então, andai lá e aguentai com um devaneio meu que já vem de longe ... de muito longe!

                                            -------

Elisa, meu amor ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  Eu para ti não voltarei nunca mais e sei que tu para mim também não voltarás de novo.

Falo comigo mesmo, de noite, sozinho, procurando rechaçar  a tua imagem e ao mesmo tempo tentando recorda-la numa doce lembrança.

- Que noites, meu amor, que noites!  Custas muito a sair da minha imaginação, custas! Quando adormeço e sonho, lá estás tu; ou só ou na companhia de  outras, numa casa que eu fantasio, num lugar que me vem á mente e que eu nunca vi na minha vida, nas rimas de versos nunca feitos, e lá te encontro a ti, no estrangeiro, no fim do mundo, em sítios que pareceria ridículo se os mencionasse;  mesmo no céu ou no inferno dou de cara contigo. Mas é um sonho, ás vezes lindo, outras pesadelo negro e pavoroso!  Contudo, mesmo assim, eu prefiro ter o pesadelo a prescindir do  sonho.

Digo que te odeio, procuro mesmo isso, mas não acredites, Elisa, eu amo-te ainda muito, muito e quanto mais procuro odiar-te, quanto mais procuro esquecer-te, tem certo, mais te adoro e quero, mais me alembro de ti, mais me enlouqueço por ti.

Como poderá isto dar-se?  Nem mesmo eu consigo explicá-lo.

Sempre que escuto um trecho de música para dançar, parece-me ver-te a rodopiar alegremente com outro e quanto mais alegre te vejo mais triste eu me quedo.  Uma valsa, a doçura de um tango imaginei-me eu a dança-las contigo ... mas como tu és visionário, meu jovem, como tu és simplório!  Não vês que tudo isso é devaneio, é quimera?

Elisa, mas ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  E que irias fazer tu?

Oh!  Eu?  Havia de me lançar nos teus braços, nesses teus braços sedutores, morenos, delicados e deixar-me-ia descansar  um pouco das minhas lutas íntimas, nem que fosse por um escasso instante, abandonar-me-ia neles, perdido e alucinado.

E poderia encontrar neles a paz?  Creio que sim.  Porque se tu viesses, se tu retornasses também, amada Elisa, decerto que virias  para te lançares nos meus e me dares essa paz ansiada pela minha alma desde que tu partiste, essa paz que, afinal, também tu procuras.

- Elisa, meu amor, e tu não queres voltar ... não?

 

 

 

Arcos, Março de 1958

 

 

                          


 

2010-11-22

PEINADO TORRES - PORTO

Bom dia companheiros Estão os meus amigos todos de parabéns com os escritos que enviaram pós PALMELA, assim, é que é. A minha presença hoje é para perguntar ao AVENTINO simplesmente onde? Dia 4 de Dezemdro às 9 e 3o, muito bem , mas em que sítio? AVENTINO saia o programa pois eu quero estar presente. Com almoço ou sem almoço, eu quero estar lá, já reservei a data. Um abraço

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