fale connosco


2010-07-07

Arsénio Pires - Porto

Agora que as coisas estão bem mais calmas, seria bom que todos nós, interneteiros e assistentes de bancada (que são os mais importantes...) não nos limitássemoa a ler só o "Fale Connosco".

Abramos todos a janela do "Pontos de Vista" e leiamos. Por lá passam "pontos de vista" diversos e diferentes que, por isso mesmo, podem suscitar a nossa reacção para concordar ou discordar. É por isso que, ao fim da cada "ponto de vista", temos à nossa disposição um mecanismo igual ao do "Fale connosco" onde podemos partilhar com todos a nossa opinião.

Força!

2010-07-05

manuel vieira - esposende

Tolerância e sensatez nos comportamentos mentais são importantes como atitude neste espaço “Fale connosco” que passou a ser um importante "Forum" ao que se vê.

Essa predisposição para reagir é indissociável dos comportamentos activos que todos nós apreciamos apalancados no recanto da curiosidade, sempre abstémios em intervir mas interessados em lançar e fazer a leitura do termómetro alijado bem no centro da contenda.

Pode até dizer-se que a temperatura esteve alta e em alguma altura  o mercúrio da medição estalou a escala.

Mas quem disse que debater ou opinar  é conduta pacífica?

Eu até devia agradecer ao Aventino, ao Ismael, ao José Rodrigues, ao António Ribeiro, ao Alexandre, ao Arsénio, ao Assis, ao Marques, ao Guerreiro, ao Gaudêncio, ao Morais, ao Castro, ao Neves, ao Nunes e outros que geraram mais de 3 centenas de mensagens e que reforçaram com o seu saber e atitude a importância deste espaço.

Mas não vou fazê-lo, sob pena de retirar o valor acrescentado à figura da plateia, recheada de nomes sonantes da nossa amizade e que apreciam um debate quente de ideias por actores que se conhecem e comungam da solidez de um abraço.

2010-07-05

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Alex:
Não sei por que artimanha (a culpa foi certamente minha…) o computador engoliu uma mensagem de resposta à tua missiva de 3 do corrente. Finou-se e eu vou tentar ressuscitá-la.
(A propósito, já respondi ao teu comentário que veio no “Pontos de Vista”).

Vamos lá.
Sei, desde os tempos de Gaia com Coimbrões lá no fundo, que tu não trocas “sentimentos por ideias”, como bem afirmas neste post. As ideias leva-as o vento e algumas não valem um charuto. Acho que todos nós, nalguma ocasião, já defendemos ideias que hoje combatemos ou desprezamos. Os sentimentos, sim, esses ficaram e fazem parte constitutiva nossa. Estão inscritos no nosso ADN. Mantêm-nos ligados umbilicalmente. Ainda que não queiramos.

Mas, o que disse naquela minha mensagem a que dás resposta era bem diferente. Nela fazia votos para que, aqui e em toda a parte, nenhum de nós confunda “PESSOAS com ideias” ou ideologias.
Eu em nada fico diminuído por alguém discordar ou combater aquilo em que acredito e assumo como valores meus! É essa distinção que eu gostava que todos fizéssemos para que não houvesse escusados mal-entendidos.
Nesse sentido penso (e aqui dirijo-me ao post do Assis) que aqui não houve nem haverá “polémicas”. O que nos une são “sentimentos” muito profundos que tal não permitem. Há, sim, “discussão de ideias” (ou deveria haver…) que nunca serão “inúteis” se todos assumirmos o princípio de não confundirmos PESSOAS com ideias. E não serão "inúteis" porque trarão luz que nos poderá iluminar para a prática que o Assis realça e eu estou totalmente com ele.


Não confundir pessoas com ideias! Há quem chame a isto tolerância. Eu prefiro chamar-lhe sensatez.

Um abraço para todos.
Arsénio

2010-07-04

Arsénio Pires - Porto

Companheiros:
Agora que tudo parece estar mais calmo, deixo aqui um pensamento proferido recentemente por Bento XVI:

“Vivemos numa sociedade em que cada espaço, cada momento parece ter de ser preenchido com iniciativas, actividades e sons. Muitas vezes não há tempo nem sequer para escutar e para dialogar.
Não tenhamos medo de fazer silêncio fora e dentro de nós, se queremos ser capazes de ouvir a voz de Deus, mas também a voz de quem está ao nosso lado, a voz dos outros”.

Vou pensar nisto durante a semana.
Depois direi, aqui, se valeu a pena!

Saudações.

2010-07-03

Alexandre Gonçalves - Palmela

Meu caro Arsénio: Relendo esta misturada de textos, apercebi-me com mais clareza das imensas potencialidades deste instrumento tecnológico. No entanto, considero que ele atesta mais a agilidade digital dos utentes do que propriamente um aumento de comunicação. Se lermos numa perspectiva de conjunto as diversas intervenções, fica-nos a impressão de um ruído contínuo de fundo onde a palavra se perde, sem graça nem luz. Fomos educados para que ela fosse de cristal. Para que ela desobstruísse o acesso ao esplendor das coisas. E nos levasse pela mão às nascentes. Mas o que vai ficando é uma sensação de cansaço, como se já tivéssemos dito tudo. E só nos restasse a repetição... Mesmo assim, em relação ao teu texto de 1 de Julho, ocorre-me dizer que nunca troquei sentimentos por ideias. Mas também não troco o meu tempo por reptos. Se os dias estão a passar por nós em ritmo de vertígem, então há outras urgências. Talvez comecemos a perder a capacidade de mudar. As palavras antes alvoroçavam-nos de alegria. Agora já não nomeiam expectativas nem desejos. Dizemos um nome e não aceleramos. Chamamos em voz alta e ninguém responde. Que nos fique com a idade uma sensibilidade fina, uma película de contacto subtil com o mundo, que seja quase silêncio. Talvez aprendamos uma nova linguagem. E, claro, mais comunicação! O teu último conselho presume que o tema das intervenções é a nossa vida amorosa. " Te queda tranquillo!" Estas conversas apenas se referem à Solidão dos Agapantos!!!

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