fale connosco


2011-01-12

JMarques - Penafiel

Quem somos nós para ser senhor da verdade?

Não posso contestar o colega Duarte Almeida quando se define através das suas convicções conservadoras e marianistas e percebo que este  carisma eclesial que subscreve fomenta até uma corrente de vida que assenta na família e a sociedade é beneficiária directa.  Não pretendo ter qualquer verdade ou ser dono dela, mas apenas ter fé e proteger  os valores que tenho interiorizados, que  não serão diferentes em termos humanos dos que qualquer de nós defende.

Mas a religião é um fenómeno complexo e as formas descritivas foram fabricadas por homens que o fizeram segundo conceitos da época e esses registos foram seleccionados também por homens e ao seleccionar omitiram outros também escritos por homens.

Não sou, não somos donos da verdade e o Duarte Almeida, que me parece um colega de elevada formação, também de convicções definitivas, entenderá que duvidar é um procedimento normal do processo cognitivo  e por ser  antítese, favorecerá a evolução e por vezes a alteração de conceitos que estavam considerados como imutáveis.

Blasfémia é sobretudo o que se faz de horrendo em contradição com a essência  da fé e não o que se diz, pois dizer é uma forma retórica de coligir o pensamento.

A metodologia numa discussão pode também  diversificar e ser mais ou menos acutilante, embora importe os valores que sustentam a dinâmica pensante.

Como é incómoda ao prazer a torrente musical monocórdica e contínua  numa orquestra, mas os sons diferenciados dos instrumentos, até o ribombar da percussão,  darão alguma  dissonância e acordarão a plateia que desconhece a pauta e despertará os sentidos.

O Presidente Vieira escreveu em negrito e em tom jocoso sobre a verdade de cada um e também ele entenderá  que alguma afronta não é pecado  neste espaço que pertence a todos os que fazem parte da Associação dos Antigos Alunos e divergir sustenta e anima o nosso site que merece ser mais frequentado.

Mas não quero de forma alguma ninguém mal disposto pois a minha afronta pretende mostrar como vemos a mesma coisa de ângulos ou formas diferentes e essa liberdade pensante é um dom intrínseco à  nossa liberdade humana, que devemos usar em favor de nós próprios e de algumas mentes acomodadas.

Mas com isto não quero dizer que se vão ver livres de mim…

  

2011-01-12

Duarte Almeida - Mortágua

Foi muito boa a intervenção do amigo Manuel Vieira no sentido apaziguador que todos lhe reconhecemos, porque ele é por natureza um moderador.

Apercebeu-se certamente do tom um tanto agressivo que alguém terá tentado imprimir à sua intervenção qual dono da verdade de uma verdade que ele assume como totalmente sua. Os outros gravitam à sua volta e não passam de meros espantalhos que servem para animar a festa. Não é assim meus amigos. Reafirmo aqui aquilo que disse na minha perfeita intervenção : respeitamos mas exigimos respeito.

A detorpação intencional ou não de toda, repito TODA, uma intervenção é sintoma de total falta de respeito por todo aquele que não quiz deixar de dar o seu contributo. Já uma vez me resolvi afastar intencionalmente de todo e qualquer debate porque a intervenção desses deuses da verdade foi por demais acintosa.

Tenho por princípio não referir nunca o nome das pessoas embora a nossa intervenção acabe sempre por afirmar implicitamente o sentido das mesmas

Quem esteve na origem desta minha intervenção foram até afirmações de um amigo que eu muito prezo pela sua referência a Maria que muito me feriu. Sou um mariano convicto e pertenço a um movimento dos mais conservadores da Igreja razão pela qual me senti muito atingido. Nem por isso referi o nome dessa pessoa que considero dos bons amigos até porque ...

Porque não quero entrar em diálogo, aconselho o senhor J. Marques a reler com calma a minha !ª intervenção e verá que em 3 pontos nós comungamos da mesmas ideias.

Não me arvoro em construtor de altares para endeusar o que quer que seja. Sempre fui e quero continuar a ser uma pessoa simples e humilde, que escreve porque gosta de escrever com uma linguagem do povo para que todos percebam.

Contruamos os nossos castelos com simplicidade e amor.

Com amizade

Duarte Almeida

2011-01-12

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Ponto prévio: para ser lido de preferência pelo companheiro e amigo Martins Ribeiro. Estava eu aqui posto em sossego,serenamente, e eis senão quando o respeitavel M. Ribeiro fêz agulha para o Nordeste e aí veio ele provocar-me para a conversa. Inocentemente, consegui que duas letrinhas apenas, lançadas por mim no anterior texto que exarei neste sítio, baralhassem completamente os seu neurónios. Lamento profundamente o esforço ingente que dispendeu saltitando de enciclopédia en enciclopédia, de sítio em sítio, à procura de "Abraços P.S." - imagino até a quantidade devastadora de suor cortical que terá exalado o seu cortex, de sobressalto em sobressalto! Vá lá que, apesar de tarde, chegou ao "post scriptum", de outra forma, começava a por em causa as suas qualidades de distinto tribuno. São exclusivamente os "Abraços P:S:" que o preocupam, caro Ribeiro?Ou existe algum texto oculto nas entrelinhas do seu texto - ou por detrás delas -, que eu deva decifrar? Para já o que conta são as palavras escritas, que outras não ouvi.Vamos então aos "abraços P.S.". Eu explico-lhe: é uma questão de tempo, espaço e situação. Num determinado tempo escrevi no retângulo deste sítio um texto arrumadinho, com versos populares dos Reis encavalitados uns nos outros, com reticências sozinhas noutra linha, com desejos de Bom Ano e abraços noutra e com duas letrinhas (P.S.) seguidas de um texto de teor completamente diferente, dirigido ao colega Gaudêncio. Esta era a situação. Não me pergunte porquê, os dados ficaram baralhados quando noutro tempo, foram disponibilizados aqui no sítio pelo gestor. A situação passou a ser diferente, para meu próprio espanto:os versos todos encarreirados, o texto sem qualquer espaço vazio e os abraços junto de P.S. - garanto-lhe que os abraços eram sinceros e de amizade! O que se passou então? Ou eu não dominei a tecnologia e ela pregou-me uma partida, ou o gestor deste lugar condensou o texto por motivo de economia de espaço. Até gostaria que o Vieira me desse uma pequena explicação sobre o assunto sob pena de numa próxima oportunidade, sem o desejar, trocar de novo a vista ao M. Ribeiro. Portanto, o Ribeiro não confunda P.S. de post scriptum com P.S. de partido socialista ou outro qualquer, que eu não quis induzi-lo a semelhante confusão.Por partidos nunca andei e de politica estou bem farto, mas tenho de me aguentar, como os outros. Por tudo, considero acintosas as suas considerações sobre um assunto tão comezinho, para a origem do qual, conscientemente, não ontribuí.Considero graçolas de mau gosto estas que foram parodiadas por num homem que se arroga de tolerante. P.S.(Post Scriptum): Já agora vai uma palavrinha a propósito do famoso P.S. que eu escrevi. Sendo eu seminarista redentorista, tive um professor em Lisboa em 1968/69, que era padre (não redentorista), e que num belo dia disse numa aula, já não sei bem a propósito de quê: "Nem todos os livros são bons; mas é bom ler todos os livros". Criticamente, acrescento eu. Com isto não quero emitir juizo de valor sobre o livro que foquei no dito P.S., por sinal muito bem escrito em termos literários.Quero, sim, dizer que tomo para mim o direito de pensar, opinar e decidir sobre qualquer assunto com toda a liberdade, como lhe concedo a si o mesmo direito. Se Deus (ou a sorte, ou o acaso?!) me deu cabeça, com recheio, não foi, segurammente, só para nela colocar a boina. Retomando a sua "alegoria da caravana", digo-lhe: não está provado que os cães que ladram à caravana que passa, queiram ladrar à caravana por inteiro. Pode muito bem acontecer que eles ladrem selectivamente a um déspota, a um justo, a um camelo ou dromedário. Quem sabe se o seu ladrar(deles)não será a emissão de um alerta de sentinela por vias de quaisquer ameaças que pairem sobre o caravançarai? Abraço de tolerância.
2011-01-11

manuel vieira - Esposende

É bom “ver” o Duarte de Almeida por aqui e com agrado registo os “diálogos” que vão surgindo com entusiasmo , alguma diversidade e encantamento pelos argumentos alheios.

Eu não sou dos que acho que tenho sempre razão pois também escuto a opinião dos outros. É sempre bom ouvir o lado errado das coisas.

Podia sintetizar-se assim o que se vai dizendo por cá…

Mas será importante também que se dê muita atenção, mesmo muita, à mensagem do Peinado e à sua preocupação com os debates à mesa, comprida e bem composta com os sabores que o Minho tem, ali para os lados de Ponte de Lima. São as tais oportunidades, que provadas, nunca mais se esquecem.

 

2011-01-11

JMarques - Penafiel

Fiz algum esforço para saber quem era o colega Duarte Almeida e corri as mensagens do Fale Connosco mas acabei depois  por perceber que afinal   discutimos com alguma acutilância num Fórum desta Associação  há vários anos, sendo o tema o aborto e não havia concordância na abordagem  e curiosamente a argumentação acabava sempre nesta acusação agora verberada:” se calhar não andamos na mesma escola”. Mas andamos e interiorizamos valores idênticos. Mas depois crescemos…

Mas os grandes temas têm também várias escolas, que ora se aproximam ora se afastam de uma matriz de discussão e a importância da subjectividade na argumentação tem a ver com a forma como evoluímos  nas aprendizagens ao longo da vida, com a abertura de espírito a ideias não coincidentes com  verdades registadas como insofismáveis e ao seu aprofundamento em liberdade .

 

Falar na Igreja como Instituição criada por Deus menospreza  a omnisciência divina e mostra  a ambição humana pelo poder temporal  ao construir um trono em nome do céu.

A fé não é um direito dos fracos mas apenas um direito do ser enquanto humano e também Cristo soube afrontar todos aqueles que concebiam o reino dos céus como espaços para onde se transpunham as benesses terrenas.

O homem desorientou-se na sua fé e confundiu Deus e quis usá-lo construindo em seu nome um império terreno, usando a força terrena em nome da expansão divina e viveu em castelos e mansões no meio da luxúria em seu nome.

Hoje a Instituição Igreja debate-se com problemas fortes de credibilidade, embora algumas das suas franjas vivam orientadas para os mais humildes, muitas vezes com o espírito crítico semelhante ao que aqui se pode ler.

A hermenêutica pode favorecer a interpretação do percurso cristão e chegar à  forma visionária com pretendemos sonhar o cristianismo  e o colega Duarte  Almeida entenderá então que as suas verdades têm várias mentiras.

A Igreja de Cristo penso que foi bem percebida pelo colega Martins Ribeiro e eu comungo dela.

Entender a Virgem como a mulher do povo não menospreza a mãe escolhida e a sua humanidade contraria a imagem endeusada que o próprio Cristo rejeitou no momento da sua morte.

Curiosamente são aqueles que mais beberam os conceitos da fé por tanto tempo na Barrosa, os que mais se questionam e também os que mais  aprofundam hoje  essa fé e a encaram como um dom  que evolui em cada pensamento, em cada texto, em cada gesto, em cada olhar, em cada acto, em cada cenário deste mundo. São esses os que mais tempo estiveram sentados nas carteiras de Cristo Rei, alguns ao lado do colega Duarte Almeida, os  que mais abrem o espírito à renovação da fé num mundo que tem de mudar. Sentei-me poucos anos nelas mas ainda pressinto a dureza das suas madeiras.

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