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2010-09-16

Arsénio Pires - Porto

Faleceu hoje o pai do Manuel Vieira, nosso colega e presidente da Associação.
O funeral é no sábado, dia 18, às 16 horas, na igreja de Fão (Esposende).


Ao Vieira apresentamos os nossos sentimentos e deixamos, aqui, o nosso abraço amigo.

2010-09-11

Arsénio Pires - Porto

Amigo David:

Recém-chegado dumas curtas férias, soube pelo Alexandre e, agora, pelo nosso chefe, Manuel Vieira, que estás a passar um mau bocado, uma vez vez que te levaram à faca.

Daqui te mando um forte abraço cheio de votos de rápida recuperação.

Parece que, pelas serras dos Arcos bale já um cabrito esperando por nós.

E nós esperamos por ti!

Saúde!

2010-09-10

manuel vieira - esposende

Confesso que aprecio bem o fado, mais o de rua sob os candeeiros mortiços e a bruma da intimidade do grupo. Em Fão, onde nasci e onde aqueci muitas noites nos pátios dos largos do casco urbano da velha vila, apreciei a canção e as cantigas das velhas revistas acompanhadas da guitarra e dos violões dos amigos. Ainda o ano passado corremos os pátios de Fão a recordar a via sacra de outrora e largas dezenas de pessoas espreitaram um pouco da vida mundana acompanhando os trinados repetidos na noite.Acenderam-se tochas tão na moda e apreciou-se também o silêncio. Os ritmos variaram e cantou-se à desgarrada com sorrisos. As moças vieram à janela e namorou-se à antiga.

Em Fão estas tradições ainda se repetem e o povo canta em uníssuno as cantigas de outrora. A guitarra do Mário Belo com 87 anos ainda se ouve, por vezes já trôpega, mas com graça.

Quem não quer saber das guitarras por estes dias é o nosso amigo David, que foi sujeito na passada segunda feira a uma intervenção cirúrgica no hospital dos bancários e tem para uns tempos pois o pós operatório é normalmente muito incómodo.

Tenho conversado com ele e faço votos que se recomponha depressa pois temos umas contas gastronómicas para ajustar. Um abraço grande para ele.

2010-09-05

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Dado que ninguém mais "cantou o fado" neste site, ou não o quis cantar, que é o mais certo, apareceu este último texto do Vieira o qual, e dada a categoria do mesmo, não posso deixar de assinalar. É uma pequena e magnífica prosa  que consubstancia de forma admirável um perfeito epítome  da história da nossa dita canção nacional. Uma pequena pérola. Há quem goste muito e também quem goste pouco do fado, mesmo até quem o deteste, mas  isso é uma irrelevante questão de gosto e cada um tem o seu. O que interessa é, como muito bem diz o Vieira, ter uma música própria para ouvir nos bons momentos da vida, seja ela um trepidante malhão ou um vira ou, se tiver que ser um fado, que ele seja um fado gingão. Não sei se a broa tem côdea muito dura que aleija os dentes mas, se esse  for o caso, que isso não nos impeça de falar, mesmo que seja com a boca cheia.

Abraços e … aparecei!

2010-09-05

manuel vieira - esposende

Apreciar o fado deve ser no silêncio da noite,diz-se. Ele canta o sofrimento, a saudade, o amor perdido, a desgraça, o amor e ciúme, o destino. Falamos do fado menor, sem a menoridade do termo, talvez cantado pela cigana e prostituta chamada Severa, essa cantadeira de fado também instrumentista que fazia chorar as guitarras.

Esse fado típico, hoje produto turístico e que se desenvolveu nas tabernas e nos pátios dos bairros da capital estava também associado à boémia e teve vários nomes desde fado castiço, fado vadio ou fado corrido e embebia-se de emoções e néctares e os seus conteúdos não eram de intervenção social.

O fado moderno teve apogeu com Amáliae e passaram a cantar-se os grandes poetas como Camões, Fernando Pessoa e outros figurões das letras.

O fado de Lisboa, o fado de Coimbra sairam da rota da fatalidade e procuraram por vezes ser fatais no contexto socio-político.

Mas aquele que era um produto barrado pelas fronteiras excedeu barreiras e Mariza, katia Guerreiro,Camanés e outros deram ainda mais folego a esta canção urbana.

O fado vive-se como se ouve e a guitarra chora quando chora e ri quando ri e entender o fado é mais que a interpretação da nossa alma no momento do trinar.

A desgarrada tem tanto de humor como de sarcástico e explode por vezes em dinâmicas que contrariam o sentimento fatalista. Ouvir o fado é certamente bem diferente de ser fadista e quem canta encena e contracena com o seu público. A melancolia desta canção é apreciada em certos momentos e esquecida em cenários do folclore, pelo Malhão, pela Chula  do Minho, pelos Sargaceiros de Apúlia ovacionados pelo Pedro Homem de Melo, pelos Pauliteiros de Miranda, estes sim reflexos de um povo.

Vamo-nos deixar destes preceitos tristes que mais projectam as nossas personalidades  e embrenhemo-nos nas suas origens boémias  de bordéis e tascas, aplaudamos as divas do fado recente e encaremos a parte sem estender ao todo, e aí sim, amesendemo-nos com fartos canecos de alvarinho e nacos de cabrito de Monção, pois o que é bom tem música e sincera devoção. E deixemo-nos de silêncios quando a broa não agrada.

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