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2010-11-20

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Vieira:

Também eu, e talvez mais que ninguém, te acompanhei na difícil gestação que fizeste deste nosso querido site.

Quero deixar aqui o meu reconhecimento por tal iniciativa e concretização. Confesso que, antes da criança nascer, cheguei a temer o fim da Palmeira. Hoje sei que um e outra se completam e ajudam mutuamente.

Por vezes, parece que tudo está parado. Que ninguém fala. Mas, se nos dermos ao cuidado de verificar outros sites do género, depressa concluímos que o nosso tem uma excelente movimentação. E a qualidade compete com muitos sites e blogues que por aí pululam na rede.

Portanto, parabéns ao papá!

Deixo-te uma adivinha, extensível a todos os colegas: de quem é o texto que se segue?

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático. A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte: 'O País está perdido!' "

 

2010-11-19

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Antes do mais quero saudar o regresso do Assis, depois do apostolado exercido em conjunto com o Pe. Boursicaut em terras de Santa Cruz.

As considerações tecidas sobre o aniversário do nosso site são totalmente pertinentes, sobretudo aquelas que dão realce á pouca actividade que nele exercem muitos companheiros qualificados e que se limitam a passar por ele como gato por brasas, demitindo-se dessa forma da possibilidade de o tornar mais activo e atractivo. Mesmo assim, é um lindo espaço que só nos pode encher de orgulho e satisfação e do qual eu gosto muito. Claro que não me vou pôr p´ra aqui a elogiar o Vieira como "pai da criança", senão  pode ficar mesmo babado, e ele já esclareceu  a importância do seu papel no postal anterior. 

Constatei também que ao Arsénio, feita já, de forma completa, a digestão do borrego do Paraíso, lhe deu para invocar as musas: possivelmente uma questão de ressaca!

No que toca ao blogue do Pe. redentorista Rui Santiago - "Derrotar Montanhas" acho que é um espaço com muita categoria, não só pelo seu conteúdo profundo,  como também pela sua construção informática. Verifiquei que o seu autor alterou o gráfico do cabeçalho do mesmo embora eu, pessoalmente, gostasse mais do anterior; na minha modesta sensibilidade, entendo que era mais expressivo, pois difundia a calma do horizonte e da amplidão da montanha. Quanto ao mais, apresenta um design bem conseguido, com os temas das barras laterais bem colocados, superiormente ilustrado com mini-aplicações de desenhos apropriados, de fontes bem seleccionadas e organizado com perfeição na sua estrutura informática. Há já bastante tempo que tinha arquivado o seu link na minha pasta de favoritos. 

Faço então votos para que o Assis apareça por aí em qualquer altura nos seus terrenos agrícolas ou onde lhe der mais jeito, não para se repetir o borrego ou o cabrito (seria demais e poderia fazer mal) mas para, ao menos, se encher a cova dum dente com os muitos e pequenos petiscos que por aí abundam.

Abraços!

2010-11-19

manuel vieira - esposende

Meu caro Assis,

o blogue do Padre Rui,  que pretende "Derrotar montanhas", já está há uns tempos nos "Links", para esclarecer caminhos para os interessados e penso que já o Diamantino e o Arsénio fizeram referências a esse espaço de inspiração jovial.

O Arsénio dedilhou poesia sem rima (diz o Ribeiro que dá menos trabalho) e provocou a sua inspiração recordando o borrego da autoria do Chefe Davide e lembrando como o coração é fonte de vida, da tal que ainda resta ao som do disco que se esgota, para gáudio do Alexandre que não pensa no tempo mas apenas no salmo 50. A convivência gera energia  e tempera a vida e Palmela resultou.

Obrigado ao maiato Diamantino que referenciou a liderança de um fangueiro, mas o papel do líder é provocar caminhos para os que fazem parte de um grupo o entendam como espaço de partilha, com um bocadinho do seu tempo, do seu entusiasmo e do seu saber. Um bocadinho pequeninho é meu e o restante é a dividir por todos em porções iguais. Se assim o entenderem...

 

2010-11-19

Assis - Folgosa - Maia

Ora, vivam todos os meus amigos/as!

Como ainda não vi qualquer referência ao novo compartimento(?) da Galeria de Imagens que apareceu com o título de "Arrasar Montanhas" da autoria do nosso amigo Rui Santiago (Pe.), não posso deixar de me a ele me referir nesta minha intervenção.

Já sabia da sua existência, mas fora do nosso site. Ontem tive a satisfação de o consultar e me deleitar lendo algumas linhas, umas do Pe. Rui e outras do nosso saudoso Pe. Santos. Pelo que pude ler - ainda foi muito pouco - posso dizer-vos que valeu a pena e aconselho que também vós percais (?) algum do vosso prfecioso tempo com tal leitura.

Poderemos concordar ou discordar com algo que nele está dito e escrito, mas acho que foi uma mais valia que se veio juntar ao nosso ainda tenro bébé.

Parabens, primeiramente ao Pe. Rui pelos seus escritos e por não deixar que os escritos do saudoso Pe. Santos caíssem no esquecimento pela indiferença dos confrades, como muitas vezes acontece. Como "os santos da casa  não fazem milagres" ...

Parabens também àquele(s) que se lembrou/aram de enriquecer o nosso site - enriquecendo este, somos nós os mais enriquecidos - com uma tal iniciativa.

O meu abraço fraterno

2010-11-18

Arsénio Pires - Porto

Perdido tenho andado por terras de Mafoma salivando ao recordar o excelente borrego que o David magistralmente abrasou na Oliveira do Paraíso onde o Alex vocifera dia-a-dia o salmo 50. Não sabemos ainda de que amores davídicos (subentenda-se o rei David...)  o Alex se arrepende nem, muito menos, que maridos enfeitados ele mandou para a frente da batalha… Conhecemos apenas a cadência do arrependimento com que ele move os pés longos e breves do martelado latim sempre novo: Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam…

De facto, por afazeres de trabalho, fui retido num hotel onde a mourama me privou do  acesso ao mundo da internete.

Cheguei hoje e devorei tudo o que aqui foi escrito.

Foi mesmo assim. Quem poderá acrescentar alguma coisa ao que o Peinado e o Martins Ribeiro disseram daquele maravilhoso encontro na Quinta do Alex?

Enquanto esperava pelo dia do regresso a terras de fé, aconteceu-me isto:

    Encontro em Palmela

            Magusto 13.11. 2010

 

    Elogio da Inutilidade

 

Foi preciso chegarmos aqui para sabermos

que o tempo é curto e o disco está a acabar.

Foi preciso chegarmos aqui para sabermos

que a razão nem sempre nos levou por bons caminhos

e que o coração é que nos traz sempre

ao lugar onde nos sentimos bem.

 

Não vou fazer o “Elogio da Loucura”

a que a razão e o lucro nos levaram.

Quero tecer o “Elogio do Inútil”

a que a antiga adolescência

e os cabelos brancos desgrenhados

nos trouxeram.

Aqui. E em qualquer lugar.

 

Chegar de longe e apertar o amigo num abraço,

é inútil. Não dá ouro ou prata a ninguém.

 

Chegar de longe e fazer churrasco para os outros,

é inútil. Não dá ouro ou prata a ninguém.

 

Chegar de longe e acender o fogo das castanhas,

é inútil. Não dá ouro ou prata a ninguém.

 

Chegar de longe e entornar o sangue da alegria,

é inútil. Não dá ouro ou prata a ninguém.

 

Nós sabemos.

Nós sabemos e assim rezamos:

Bem-aventurados os inúteis

porque deles é o reino da amizade.

Bem-aventurados seremos

quando nos insultarem

e contra nós disserem toda a sorte de calúnias

chamando-nos

comilões

borrachos

ou corpos carcomidos e sem alma.

 

Queremos ser, agora e sempre,

servos inúteis!

Pois é nesta inutilidade que nos vemos

e amamos,

nós,

os sempre estrangeiros na cidade dos homens.

 

                                                      Arsénio Pires

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