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2018-03-04

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

       

           E eu vou -me  sentindo só e olvidado

           Ainda que aviste os horizontes mais chegados

           Os amigos que por aí andam distraídos

           Por esse mundo de mim esquecidos

           De tão distantes nem os sinto a meu lado

           Parece que nada têm p'ra dizer _ estão calados

 

 

               Com aquele abraço

                                             Zé Lamas .

            

2018-02-21

Manuel Vieira - esposende

Afinal já não me sinto só nem os horizontes são tão longínquos. Andamos todos por aí, como alguém disse e por vezes a inspiração invade a mente e exteriorizam-se em palavras.

Estes dias a tristeza passou  pelo Diamantino e pelo Gumesindo pelo falecimento das suas mães, com uma idade bonita, é verdade, e vários colegas manifestaram junto deles a solidariedade que alivia. É uma etapa da nossa vida que convém passarmos, sabendo quanto custa essa separação. Um abraço bem amigo aos dois.

2018-02-19

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - Lisboa

Caramba, que sossego!!!!!!

Nem mesmo à provocação do nosso amigo Lamas o pessoal espevitou.

Acho meritório o esforço do Manuel Vieira para acordar o pessoal mas os resultados não surgem. Mas não desanimes, Manel! 

Espero que acabe depressa a nossa hibernação e que, com a chegada da primavera, apareçam  sinais de vida nesta Associação aparentemente moribunda.

Acordem, escrevam, falem mesmo que o assunto pareça não ser interessante. E que tal experimentar :

«Lembram-se daquele discurso em que o velho Tomaz dizia " Portugal esteve à beira do abismo mas deu um passo em frente e salvou-se ? »  E daquele exercício militar que, segundo o manual, devia ser executado gritando gritos parvos e selvagens tais como " viva a pátria ?

Agora já têm motivos para dizer : mas este gajo está mesmo idiota ou está mesmo para além disso.  Escolham...........  


  

2018-02-17

alexandre gonçalves - palmela

 

 

Pois é, amigo Vieira! Li-te com alguma ternura e bastante humidade nos olhos. Os "lençóis de cambraia fina" ficaram-me atravessados no corpo de vila nova, gelado e humilhado de ausências pérfidas e perversas. Esta queixa, que eu não reputo de pessoal, deixou muita gente a coxear pela vida fora.

É tão cedo para desistirmos! Como foi possível que tudo morresse tão depressa?! Fazes referência à vida imediata do facebook. Fosse ela imediata! Já não seria tão deprimente como isso. Ainda seria vida. Mas a deriva para esses cinquenta amigos, entre os quais recuso incluir-me, já era um sinal de mau agoiro. Tinha o ar de novidade. Mas, se já não houver vida, de que serve a mudança e o abandono do que se é? Mesmo denunciando os vícios da iniciação, que eram superiores à qualquer escolha, teremos de reconhecer à distância que fomos educados para a lentidão. Para a mediação que a linguagem, de inspiração greco-latina, nos impunha. Fôssemos parar ao mundo como filhos de Deus ou do Diabo, ninguém poderia devassar o território sagrado e luminoso da palavra, fosse ela falada ou escrita. A palavra herdada é a única ética da existência social. Muitos reclamam- se com pergaminhos dos eternos princípios judaico-cristãos em que foram educados. Hoje são mais-valias nos negócios, nas múltiplas vidas quotidianas, e até, (quem sabe?), em obscuras e ostensivas solidariedades. Mas exibem sem pudor uma atitude imediata, pela qual pairam ou vegetam sobre a superfície do mundo.

Tudo parece estar a morrer, meu caro Manel. Quando a palmeira contou os seus anos, no largo que a viu nascer, e discretamente desapareceu da geografia, ela anunciava a nossa idade provecta, não por excesso de anos mas por excesso de abandono. Por distração. Por hábitos de indolência e insensibilidade. Por falta de fé em nós próprios e no Deus da infância, a quem na prática não se reconhece qualquer papel no destino humano. Quando muito, a missa dominical, um velório na hora das mortes, uma prece oportunista nos apuros, são os gestos que atestam a crença remanescente.

Quando o mundo se associa, nós desistimos sem remorsos da PALMEIRA, que tantos bens e alegrias nos trouxe? 2018 não é um apelo para um encontro/reflexão sobre a esperança que nos resta? Este país, apesar de poucochinho, não terá ainda recantos e segredos por abrir? Quem abre o caminho para vermos um pouco mais de mundo e um pouco menos de indigência espiritual? Não haverá um resto de solidariedade que deite fogo a esta inércia precoce?

Amigo Vieira, preservaste a continuidade do fogo. Os antigos revezavam-se para garantir o lume no dia seguinte. Sem ele, corriam o risco da extinção. Tu és a permanência. Eu creio que ainda há muita gente acordada. A noite, para nós, começa a ser demasiado comprida. E todos precisamos de todos. As palavras eram a nossa salvação. Se as deixarmos em estado de coma, nunca mais acordamos. Usemos o facebook, o site, o telefone. Digamos asneiras, corroamos os interlocutores, mas salvemos o pensamento. Porque o pensamento não é mais do que o excessivo coração a sentir e a estar excessivamente vivo.  

2018-02-14

manuel vieira - esposende

Dia de chuva miudinha que se segue à folia de Carnaval, a ditar os inícios de alguma dieta de quaresma ...

Vai valer as receitas fogosas de lampreia que transformam a carne em peixe, de sabores bem apaladados.

Também os silêncios continuam amansados e até os persistentes da escrita se deram ao desleixo e muitos pensam que são problemas de mera disfunção dos dedos.

Escrever custa e são mais fáceis as mensagens curtas que podem ter resposta nio imediato.

Outros preferem "uma cama de neve, com lençóis de cambraia fina" esquecendo a macieza quente das flanelas ou malhas polares já tão em uso ...

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