fale connosco


2018-07-25

José de Castro - Penafiel

Meus Caros Amigos

 

Desta vez conseguiram acordar-me deste estado de hibernação que a continuar, poderia configurar uma morte antecipada.

O mérito deve-se indiscutivelmente à tenacidade do Aventino que fugindo ao estilo a que nos tinha habituado (com recurso ao aguilhão), passou a uma nova fase assente no que de melhor ele tem: dar, sem nada pedir em troca.

Ora vejamos se não é assim:

1 - Ali pelo início da Primavera lançou um convite para uma confraternização à mesa com as lampreias.

Como ficou bem claro foi necessário cancelar as incrições pois não havia condições logísticas para albergar tanta gente ao mesmo tempo, aguardando os que não puderam participar, pela próxima campanha lá para a Primavera do ano que vem.


2 - Fomos mais tarde presenteados com o convite do Assis que nos proporcionou horas de verdadeira confraternização e partilha de pão, vinho e pequenos retalhos das nossas vidas. Foi bom.

Também em casa do Assis o espaço foi totalmente ocupado com a resposta que deram os que puderam e quiseram participar. Correndo o risco de estar a exagerar, penso que foi a maior participação de sempre.


3 - E porque foi tão bom, o Aventino numa proposta sem paralelo e provavelmente irrepetível, lançou um convite para um jantar apresentando um catálogo de restaurantes que apesar de não ostentarem nenhuma estrela michelin, a estes nada ficam a dever.

Pois para os que não puderam estar presentes fiquem sabendo que foi um jantar de arromba onde se comeu e bebeu do melhor. É caso para dizer que nunca comi tão bem e tão barato.

Antes de passar ao ponto seguinte quero esclarecer que mesmo assim, o restaurante não encheu.


4 - Sempre com o objectivo de manter acesa a chama, veio agora o Aventino lançar um novo desafio. Este não é melhor nem pior do que os anteriores pois todos eles foram especiais e dignos do nosso agradecimento pois revelam uma vontade férrea de não deixar que o Inverno aconteça antes do Outono.

Desta vez abre as portas do seu jardim algures lá para os lados da Foz na Rua Marechal Saldanha.

Este é um convite verdadeiramente original pois além de estar antecipadamente assente que ninguém comerá ou beberá nesse jardim, nos deixa uma oportunidade para caminhando exercitarmos estes músculos e estes ossos cada vez mais emperrados à procura do mesmo.

Como todos sabemos esses encontros mensais não nos levarão ao paraíso (sendo certo que os há...) mas permitirão que a luz penetre mais fundo nas nossas almas tornando-as mais leves e por essa via ficaremos certamente mais perto desse objectivo.

Os encontros mensais terão o seu início em Setembro e têm dia marcado. O tema é sempre desconhecido assim como os seus participantes.

Aqui permito-me antecipar dificuldades pois o quorum é essencial para que valha a pena.

Aventino. A manter-se o convite deveria quanto a mim ser afinado o método para que antecipadamente se saiba se vale a pena ou não aparecer. Não que não seja um gosto andar pela rua à procura da casa e sê-lo-á ainda maior conseguir encontrá-la e poder dar-te um abraço. Mas um encontro em que não poderemos molhar a palavra, mesmo que seja trimestral ou semestral para os menos aguerridos, exigirá pelo menos uma fonte próxima para que os voaços da água assegurem a necessária lubrificação à garganta.


Por aqui me fico aguardando com expectativa o início dessas sessões de fim de tarde (sendo certo que pela hora agendada ainda estou a trabalhar para a minha reforma...).

Para todos um grande abraço e para ti Aventino os meus parabéns pela tua força que teimas em partilhar connosco. Pelo que me toca, OBRIGADO.

Continuarei a visitar este sítio que é nosso. E TU? E TU? E TODOS VÓS? Ainda estais cá?


2018-07-21

Arsénio de Sousa Pires - Porto

O MEU GRAU DE DEMÊNCIA

 

Fui à Escola de Atenas

falar com o Rafael,

perguntar por que razão

não pintou, junto a Platão,

um AAR no seu painel.

 

Tertulianos nós somos

em asas de anjos formados;

letrados em misogenia,

ocupamos noite e dia

a pastar em secos prados.

 

As Primeiras Sextas-Feiras

com confesso, em cada mês,

ao Céu nos davam direito!

Se as de agora dão efeito,

mesmo sem confesso feito

vou-me a elas outra vez!

 

A hora é que é do catano!

Não lembraria a nenhum!

Se, ao menos, houvesse morfos

sem esquecer alguns copos...

É que os números somados

dão um grande "trinta e um"!

 

Venham daí! Batam asas!

Pousem no jardim, na horta.

Filosofem sobre o mal

na rua do Marechal,

mas não procurem a casa!

Falta o número da porta!

 

2018-07-18

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - Lis

Meu caro Aventino

Assim não vale...........

Acho interesssante a ideia que lançaste mas tenho algumas objeções à mesma e que me parecem ser de monta.

É certamente aliciante passar  um serão a palrar e discutir, de forma livre e elevada,  sobre um tema escolhido. Todavia, não sendo a hora do começo  um óbice já a do seu terminus pode ser inoportuna pelo menos para mim. Será um bom horário para quem mora no Porto e arredores mas, no meu caso, fico sem transporte para regressar a penates e eu não quero dormir num banco de jardim ou num vão de escada. Mas , atenção, não te estou a pedir alojamento, nada disso.

Essa ideia de discutir  " sem comes nem bebes" é muito sádica pois, sem molhar o bico, a garganta seca e o raciocínio atrofia.

Quanto às outras alíneas  não tenho objeções a opor e até as acho interessantes.

Sendo omissa a forma sobre a acomodação dos filosofantes, eu proponho que se vá falando e passeando ( uma vez que não há petisco ) e o grupo poderá passar à história como  « OS PERITATÉTICOS DO JARDIM DO AVENTINO » .

VALE

2018-07-17

Aventino Pereira - Porto

PARA APURARMOS O NOSSO GRAU DE DEMÊNCIA:

Meus caros AAR´s:

Cá estou eu empurrando o barco. Meto combustível, limpo o convés, tiro a amarração, iço as velas, o vento sopra, sopra de feição e, mais uma vez, tento fazer-me ao mar.

Aqui vai:

1.      Constitui uma tertúlia.

2.     Mensal; encontro na primeira sexta feira de cada mês às 18,13 horas, com início no dia 07 de setembro próximo.

3.     No jardim da minha casa da Rua Marechal Saldanha, no Porto.

4.     Mulher não entra.

5.      Acesso exclusivo a Redentoristas.

6.     Em cada reunião só pode haver um convidado NÃO AAR.

7.      Objetivo: a discussão inteletual, APENAS.

8.     Não há comes nem bebes.

9.     Em cada reunião haverá um tema (apenas um) para discussão.

10.  Far-se-á um ata de registo do dia e do tema debatido. E é só: nem nome dos presentes, nem a opinião de cada um.

11.   O tema não será préviamente anunciado. Os primeiros dez minutos destinar-se-ão a votar as propostas que houver sobre o assunto a filosofar.

12.   Quando o primeiro que estiver presente quiser sair, termina aí, nesse instante, a reunião.

E é TUDO (a não ser que venha daí a vossa voz).

 

2018-07-05

ANTONIO ROSA GAUDENCIO - Lisboa

Depois de um longo período de silêncio em que estive mudo e quedo porque o meu computador teimava em me dizer que o site da Aaar era pirata e não oferecia segurança e por esse motivo não  enviava os meus escritos para o Fale connosco, eis que hoje, numa tentativa feita por "teimosia", parece que um vergonhoso «PORRA» seguiu mesmo. Talvez tenha convencido o bicho de que ele estava enganado e por isso vou continuar a escrever mas sempre com a expectativa de, ao fim, o texto não seguir e desaparecer de imediato como tantas vezes me tem sucedido. Vou tentar mais uma vez.

Felizmente ( não há só luar ) há também na Aaar boas cabeças e boas penas que pensam e escrevem muitíssimo bem para gáudio de todos nós.  Nem vale a pena referir nomes pois a qualidade dos seus textos, quer no fundo quer na forma, destacão-se e são sempre uma delícia para quem gosta de ler. E eu gosto.

Lamento que companheiros, que escreviam com alguma frequência, se tenham, ultimamente, remetido a um silêncio que espero não seja de morte. Para além do Alexandre e do Aventino ( ordem alfabética ) também fazem falta o Ismael Vigário, o Ribeiro, o António Rodrigues, o Zé Lamas, o R. Morais e todos os que nos tinham habituado a frequentar o site. Por isso o meu apelo é que se tiverem algo a dizer que escrevam. E façam-no enquanto têm pio pois qualquer dia vamos todos cantar fados para outras paragens.

Lamento não ter podido corresponder ao convite do Aventino mas, naquelas datas, andava eu pelo Douro a apanhar frio, chuva e, por vezes, granizo. Depois, numa breve incursão a Vidago, para compensar levei um dia ou dois com mais de 35º. Só espero é que, num outro qualquer momento, surja novo convite ............

Sobre o textos do Alexandre já falei com ele e ele sabe o quanto admiro aquele manancial de ideias, figuras, palavras e poesia que ele nos oferece.

Também já aqui  expressei  a minha admiração pela escrita do Aventino. Lembro-me duma poesia espantosa que, se bem me lembro, era dedicada a sua mãe. Agora fiquei de queixo caído com esta poesia publicada hoje.

Parabéns, Aventino, pois gostei muito desse poema e tanto me identifiquei com ele que, ao fim, tive a louca ideia de "pensar" que isto foi escrito pelo Aventino mas a expressar o que eu penso. Está dito mas não faças caso porque eu nasci em Maio!!!!

Espero que o calor que se aproxima ( isso penso eu ) não seque a veia dos nossos escitores e que tenhamos um verão  com muitas intervenções no site.

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