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2020-10-06

Arsénio de Sousa Pires - Porto

Cum catano, Aventino! Então o teu "cubeiro" (salvo seja!) só abre covas? E quem as fecha?

E, em caso de incumprimento, o falecido e não-totalmente-enterrado terá que vir cá? Quem vai pagar os custos da deslocação?

Em que tribunal os argumentos terão que ser dirimidos? Cá, nesta Terra roída pela Covid-19 ou lá, nos etéreos aposentos onde o maléfico vírus não resiste aos acordes das angélicas cítaras ou às afogueadoras labaredas do mafarrico?

Terás que informar a dita cuja de quem já me acusaram de ser o "cubeiro" e agora, com gáudio infinito de minha parte, tu, querido Aventino, a mim te juntas!

Então, se me permites, remato:

Encomendemos, para a dita cuja, a ABERTURA mas nunca a FECHADURA! 

Vale? 

2020-10-02

Aventino Pereira - Porto

 

DIÁLOGO DE IDIOTAS:

Sabemos todos que tem havido restrições ao acesso aos cemitérios e aos ajuntamentos em funerais.

 

Na minha aldeia, o coveiro prossegue, contudo, a sua tarefaabrindo e fechando campas, mais abrindo do que fechando. Com autorização da Junta de Freguesiamontou a sua banca junto ao portão de entrada do cemitério e oferece a abertura de campas, a preços muitíssimo modestos.

 

Há dias abordou-me,

Eu sou o cubeiro mor aqui desta freguesia tamém de Bale Maior e cum esta pá e estas mons que a terra atécádecumer, aibro os voracos proscadabres,

 

Está bem, mas eu ainda estou vivo, disse-lhe eu,

 

Pois é claro que estah meu sinhore mas faze um bom negoce antecepando os prublemas cus erdeiros sabe cumo é andam sempre ao brulho pur causa disto e dos oitros bens, e eu até que lhe fasso um preço incondições fica   tudo aberto ohdespois ésóbutarlheaterraprocimaquejáestá,

 

Oh! O senhor está doido, eu ainda sou novo para morrernão quero pensar nisso e mais a mais quem cá ficar que trate do assunto, retorqui-lhe.

 

Pois é mesmo iço que quero dezer, eu fico cá e até que já trato do assunto bem tratadinho e se bossemeçê queser tamen dou le uma cumição quersedezer umapartedoganho,

é só arranjar-me pessoas que queiram morrer ou quejá estejum apençar niço, amandemas cá bêm do seu mando que nós num ficamos mal, continuou ele.

 

Não conheço ninguém que queira e se conhecesse faria tudo para lhe tirar essa ideia maluca da cabeça, respondi-lhe,

 

Atão assimtambémpodeser instruções ou enstituções ou lá cumo se dize, que eu tamen aibro pra essasolhe até lhe digo já questa campa aquifoiaberta prumbanco com nomeládocéu, arda aqui já, se não foi.

 

Não me diga!

 

Cim,cim, foieh o pai, o filhu e oitro santo, esprito santo, já tem aqui campa é aquelaalibê?

 

Mas com um nome desses não deveria morrer, continuei.

 

Tamen pencei nisso mas o qésertoéqequinoumesmoejáestá.

 

E então os que ficaram prejudicados com oseus dinheiros nesse banco?

Ah! pra eçes num abrinummepagaram!

 

Pelo que me dizas Instituições, as Coletividades e as Associações também podem reservar a campa e mandá-la abrir jáque sempre fica mais barato?

 

Olhe sinhor eu até que num ceimuitobem oqueéquisso querdezermas eu não deicho ninguém ficar male e fasso o serviçoaqualquerum.

 

Obrigado. Vou dizer à AAAR.

2020-09-17

assis - Viana do Castelo

PROVOCADOR, ESTE AVENTINO ?...

 Como todos os Aventinos passados por aqui, em estilo sempre vice-versado, provoca-nos em tempo de coronavirus a  encontros de Homens com H maior, reconhecendo o difícil trabalho de nossos partos. Melhor dizendo... do trabalho que todos demos às nossas avós, tias e de maneira muito especial às dores de nossas mães. Em hora de pandemia, é momento de encontros virtuais para Homens que se amam em agradecimento às dores Femininas....

Parabéns !

2020-09-14

ANTÓNIO MARTINS RIBEIRO - Terras de Valdevez

Aventino, depois de ler o seu mirabolante texto direi como o Vasco Santana quando respondia a António Silva e a outros personagens nos filmes em que actuou: "... compreendido." Além do mais, fica exorcizada qualquer suspeição degradante de possíveis maldizentes.


2020-09-10

manuel vieira - esposende

Um título insinuante, despreconceituoso mas "assintomático", como sói hoje dizer-se ...

Gosto do exercício de prosa do Aventino, porque provoca e percorre os neurónios da  filigrana cerebral do grupo, com algum rubor experiente que não esconde  reminiscências  de um freudianismo ligeiro, desavindo de uma infância permanente.

Quando eu for grande também quero escrever assim.

Enfim, divagações curtas  para não me sentir calado ...

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