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2010-12-06

António Gaudêncio - Lisboa

Meu caro Arsénio

Eu também já tinha espreitado a nota sobre o livro de que falavas e, creio, que as nossas fontes me parecem ser comuns.

Ainda não li o livro mas espero lê-lo porque não pretendo ficar "especado" sobre o que eu penso sobre o assunto sem cotejar as minhas crenças com os argumentos, igualmente sérios, que outros poderão ter acerca desta matéria.

Custa-me, porém, aceitar como " um regresso de Deus ou a Deus " da actual sociedade quando vejo essas manifestações dos Evangélicos americanos, as encenações cómicas dessas igrejas ( ou seitas? ) brasileiras e o actual fundamentalismo islãmico. ( No meio dessa gente Deus não parece ficar lá muito confortável ).

 O que julgo é que, em épocas de crise, na ausência de valores firmes e no desaparecimento das utopias, a sociedade tende a virar-se e a agarrar-se a qualquer coisa que possa substituir o vazio que nos  desnorteia presentemente.

Mas isto, meu caro Arsénio, é apenas um apontamento meu porque reafirmo que, nesta ocasião, não pretendo entrar a fundo no tema.

Sobre o " Vaticano SA " acertas em cheio na "mouche" porque, na realidade, a mensagem de Cristo anda muito ausente por aqueles palácios de gente rica ( que veste e calça Prada tal como o Diabo. Este personagem, afinal, existirá ou será mais uma ficção da nossa Santa Madre Igreja ? ) Se souberes, conta-me.          

2010-12-06

Arsénio Pires - Porto

Caro Gaudêncio:

Ainda bem que quebraste este pesado silêncio em que o nosso site se encontra nos últimos tempos!

Mas olha que eu não propus tema algum. Limitei-me a dar uma notícia, extraída do Expresso online.

Aliás, nem sequer li o tal livro, uma vez que ainda não se encontra à venda.

Quanto ao livro que propões, não conheço. Comprarei.(A propósito, já compraste o "Ascensão e queda do Comunismo"? Vais gostar!).

Mas em relação ao "Vaticano SA", a priori, direi que não me parece que o Vaticano tenha muito a ver com Deus. Pelo menos, com a Mensagem de Jesus tem muito pouco!

Olha, ando a ler um excelente livro que tem o título "Deus existe". O seu autor é o filósofo britânico, Anthony Flew, pertencente às escolas de pensamento analíticas e evidencialistas. Ele, tendo sido o mais célebre filósofo ateu do século XX e XXI (principal livro: "Theology and Falsification"), evoluiu de ateísta para deísta. Neste livro ele conta-nos o seu itinerário e os motivos racionais da sua mudança. Empolgante!

2010-12-05

Antonio Gaudêncio - Lisboa

Não é que eu esteja quedo e mudo mas não me apetece agora divagar sobre o tema proposto pelo Arsénio. O espaço seria pouco e o tema iria alongar-se por muitas " sessões ". 

Mas para " aliviar " aconselho os meus amigos a ler um  livrinho, relativamente pequeno e barato, com o título de "VATICANO SA" da Editorial Presença que nos faz revelações muito interessantes sobre factos em que Deus, de uma forma ou de outra, acaba por ser um personagem interveniente ou interessado. 

2010-12-03

Arsénio Pires - Porto

 Já que está tudo mudo e quedo, aqui vai um convite:

Lê em PONTOS DE VISTA:

O livro "O Regresso de Deus" (Quetzal)revela que o ateísmo cool é uma marca exclusivamente europeia. A Europa está sozinha na ilegalização de Deus. A modernidade tem várias faces.

2010-12-03

Arsénio Pires - Porto

Vou contar-vos uma história, verdadeira, que recebi por mail e traduzi para quem quiser lê-la.
Garanto-vos que vale a pena ser lida!

Certo dia um músico de rua colocou-se junto à entrada do metro “L’Enfant Plaza” de Washington, DC.
Era uma manhã muito fria do mês de Janeiro.
O violinista esteve a tocar durante 45 minutos. Começou com Bach, depois o “Ave Maria” de Schubert, em seguida Manuel Ponce e Massenet. Finalmente, Bach de novo.

Eram as 8 da manhã, hora de ponta. Passados alguns minutos, um homem de idade avançada reparou no músico, diminuiu os passos, deteve-se uns segundos e seguiu de novo o seu caminho. Um minuto mais tarde, o músico recebeu o primeiro dólar; foi uma mulher que, sem parar, lançou a nota para dentro da caixa do violino. Pouco depois, um indivíduo parou e escutou-o durante uns instantes mas, depois de olhar para o relógio, desatou a andar rapidamente. Estava, certamente, atrasado.
Quem prestou maior atenção foi um menino de 4 anos. Mas a sua mãe interrompeu o miúdo puxando-o fortemente pelo braço. E lá seguiram enquanto ele, quase arrastado, continuava a olhar para o músico com a cabeça voltada para trás.
Durante os 45 minutos que o músico esteve a tocar, somente 7 pessoas pararam para o escutar mas todas muito brevemente.
Ao todo, conseguiu amealhar 32 dólares!
Ninguém olhou para ele quando ele deixou de tocar. Ninguém lhe bateu palmas.

Mais dum milhar de pessoas passou por ele mas ninguém o reconheceu.
Ninguém se deu conta de que o músico era Joshua Bell, um dos melhores violinistas do mundo.
Naquele passeio do metro tocou algumas das mais difíceis e belas partituras que se escreveram para violino e… com um Stradivarius de 1713 valorizado em 3,5 milhões de dólares!
Dois dias antes deste acontecimento já não havia bilhetes à venda para o seu concerto no teatro de Boston! E custavam quase 100 dólares cada um.

Esta actuação incógnita do violinista Joshua Bell, na estação do metro, foi planeada e organizada pelo “Washington Post” para investigar a percepção, o gosto e as prioridades das pessoas.

Eram estas as perguntas para que se procurava obter resposta:
1. Podemos nós, no ambiente do dia-a-dia e numa hora fora do habitual, apreciar a beleza?
2. Somos capazes de parar para apreciar a beleza?
3. Conseguimos reconhecer um talento fora do contexto habitual em que ele, por norma, se manifesta?

Que conclusão podemos tirar desta experiência? Talvez esta:


Se não somos capazes de parar para escutar um dos melhores músicos contemporâneos a executar algumas das melhores obras mundiais para violino, quantas coisas extraordinárias e belas estaremos a perder por andarmos distraídos com o nosso rotineiro dia-a-dia?

Nota:
Meus amigos, aqui há dias apeteceu-me regar um excelente cozido, que a minha mulher bem sabe preparar, com um não menos excelente tinto de Palmela, V.Q.P.R.D., que o meu amigo Alex me tinha oferecido quando, em 2003, fiz anos. Estava estragado. Avinagrado. (Talvez alguma das restantes “botelhas” esteja em bom estado…).
Moral:Tenho andado muito distraído!

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