fale connosco


2011-01-12

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Ponto prévio: para ser lido de preferência pelo companheiro e amigo Martins Ribeiro. Estava eu aqui posto em sossego,serenamente, e eis senão quando o respeitavel M. Ribeiro fêz agulha para o Nordeste e aí veio ele provocar-me para a conversa. Inocentemente, consegui que duas letrinhas apenas, lançadas por mim no anterior texto que exarei neste sítio, baralhassem completamente os seu neurónios. Lamento profundamente o esforço ingente que dispendeu saltitando de enciclopédia en enciclopédia, de sítio em sítio, à procura de "Abraços P.S." - imagino até a quantidade devastadora de suor cortical que terá exalado o seu cortex, de sobressalto em sobressalto! Vá lá que, apesar de tarde, chegou ao "post scriptum", de outra forma, começava a por em causa as suas qualidades de distinto tribuno. São exclusivamente os "Abraços P:S:" que o preocupam, caro Ribeiro?Ou existe algum texto oculto nas entrelinhas do seu texto - ou por detrás delas -, que eu deva decifrar? Para já o que conta são as palavras escritas, que outras não ouvi.Vamos então aos "abraços P.S.". Eu explico-lhe: é uma questão de tempo, espaço e situação. Num determinado tempo escrevi no retângulo deste sítio um texto arrumadinho, com versos populares dos Reis encavalitados uns nos outros, com reticências sozinhas noutra linha, com desejos de Bom Ano e abraços noutra e com duas letrinhas (P.S.) seguidas de um texto de teor completamente diferente, dirigido ao colega Gaudêncio. Esta era a situação. Não me pergunte porquê, os dados ficaram baralhados quando noutro tempo, foram disponibilizados aqui no sítio pelo gestor. A situação passou a ser diferente, para meu próprio espanto:os versos todos encarreirados, o texto sem qualquer espaço vazio e os abraços junto de P.S. - garanto-lhe que os abraços eram sinceros e de amizade! O que se passou então? Ou eu não dominei a tecnologia e ela pregou-me uma partida, ou o gestor deste lugar condensou o texto por motivo de economia de espaço. Até gostaria que o Vieira me desse uma pequena explicação sobre o assunto sob pena de numa próxima oportunidade, sem o desejar, trocar de novo a vista ao M. Ribeiro. Portanto, o Ribeiro não confunda P.S. de post scriptum com P.S. de partido socialista ou outro qualquer, que eu não quis induzi-lo a semelhante confusão.Por partidos nunca andei e de politica estou bem farto, mas tenho de me aguentar, como os outros. Por tudo, considero acintosas as suas considerações sobre um assunto tão comezinho, para a origem do qual, conscientemente, não ontribuí.Considero graçolas de mau gosto estas que foram parodiadas por num homem que se arroga de tolerante. P.S.(Post Scriptum): Já agora vai uma palavrinha a propósito do famoso P.S. que eu escrevi. Sendo eu seminarista redentorista, tive um professor em Lisboa em 1968/69, que era padre (não redentorista), e que num belo dia disse numa aula, já não sei bem a propósito de quê: "Nem todos os livros são bons; mas é bom ler todos os livros". Criticamente, acrescento eu. Com isto não quero emitir juizo de valor sobre o livro que foquei no dito P.S., por sinal muito bem escrito em termos literários.Quero, sim, dizer que tomo para mim o direito de pensar, opinar e decidir sobre qualquer assunto com toda a liberdade, como lhe concedo a si o mesmo direito. Se Deus (ou a sorte, ou o acaso?!) me deu cabeça, com recheio, não foi, segurammente, só para nela colocar a boina. Retomando a sua "alegoria da caravana", digo-lhe: não está provado que os cães que ladram à caravana que passa, queiram ladrar à caravana por inteiro. Pode muito bem acontecer que eles ladrem selectivamente a um déspota, a um justo, a um camelo ou dromedário. Quem sabe se o seu ladrar(deles)não será a emissão de um alerta de sentinela por vias de quaisquer ameaças que pairem sobre o caravançarai? Abraço de tolerância.
2011-01-11

manuel vieira - Esposende

É bom “ver” o Duarte de Almeida por aqui e com agrado registo os “diálogos” que vão surgindo com entusiasmo , alguma diversidade e encantamento pelos argumentos alheios.

Eu não sou dos que acho que tenho sempre razão pois também escuto a opinião dos outros. É sempre bom ouvir o lado errado das coisas.

Podia sintetizar-se assim o que se vai dizendo por cá…

Mas será importante também que se dê muita atenção, mesmo muita, à mensagem do Peinado e à sua preocupação com os debates à mesa, comprida e bem composta com os sabores que o Minho tem, ali para os lados de Ponte de Lima. São as tais oportunidades, que provadas, nunca mais se esquecem.

 

2011-01-11

JMarques - Penafiel

Fiz algum esforço para saber quem era o colega Duarte Almeida e corri as mensagens do Fale Connosco mas acabei depois  por perceber que afinal   discutimos com alguma acutilância num Fórum desta Associação  há vários anos, sendo o tema o aborto e não havia concordância na abordagem  e curiosamente a argumentação acabava sempre nesta acusação agora verberada:” se calhar não andamos na mesma escola”. Mas andamos e interiorizamos valores idênticos. Mas depois crescemos…

Mas os grandes temas têm também várias escolas, que ora se aproximam ora se afastam de uma matriz de discussão e a importância da subjectividade na argumentação tem a ver com a forma como evoluímos  nas aprendizagens ao longo da vida, com a abertura de espírito a ideias não coincidentes com  verdades registadas como insofismáveis e ao seu aprofundamento em liberdade .

 

Falar na Igreja como Instituição criada por Deus menospreza  a omnisciência divina e mostra  a ambição humana pelo poder temporal  ao construir um trono em nome do céu.

A fé não é um direito dos fracos mas apenas um direito do ser enquanto humano e também Cristo soube afrontar todos aqueles que concebiam o reino dos céus como espaços para onde se transpunham as benesses terrenas.

O homem desorientou-se na sua fé e confundiu Deus e quis usá-lo construindo em seu nome um império terreno, usando a força terrena em nome da expansão divina e viveu em castelos e mansões no meio da luxúria em seu nome.

Hoje a Instituição Igreja debate-se com problemas fortes de credibilidade, embora algumas das suas franjas vivam orientadas para os mais humildes, muitas vezes com o espírito crítico semelhante ao que aqui se pode ler.

A hermenêutica pode favorecer a interpretação do percurso cristão e chegar à  forma visionária com pretendemos sonhar o cristianismo  e o colega Duarte  Almeida entenderá então que as suas verdades têm várias mentiras.

A Igreja de Cristo penso que foi bem percebida pelo colega Martins Ribeiro e eu comungo dela.

Entender a Virgem como a mulher do povo não menospreza a mãe escolhida e a sua humanidade contraria a imagem endeusada que o próprio Cristo rejeitou no momento da sua morte.

Curiosamente são aqueles que mais beberam os conceitos da fé por tanto tempo na Barrosa, os que mais se questionam e também os que mais  aprofundam hoje  essa fé e a encaram como um dom  que evolui em cada pensamento, em cada texto, em cada gesto, em cada olhar, em cada acto, em cada cenário deste mundo. São esses os que mais tempo estiveram sentados nas carteiras de Cristo Rei, alguns ao lado do colega Duarte Almeida, os  que mais abrem o espírito à renovação da fé num mundo que tem de mudar. Sentei-me poucos anos nelas mas ainda pressinto a dureza das suas madeiras.

2011-01-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Dir-me-ão assim: que chatice o Vieira e o Arsénio terem tido a “triste” ideia de pôr á nossa disposição este instrumento de diálogo que é o nosso site. Mas bendito ele seja porque, através dele e com o decorrer do tempo, nos vamos conhecendo melhor uns aos outros. Na verdade, estas técnicas modernas de informação são armas de um poder  insofismável e “terrível”.

Adoro a amizade e quando entrei para a nossa Associação fi-lo de coração aberto e cheio de alegria por me ser apresentada a oportunidade de conhecer amigos que tinham bebido os mesmos valores que eu bebera antes, numa fonte de que já quase me fugia a memória. E, ao princípio, vinha imbuído de um espírito despreocupado de que estava entre gente  da mesma fé. E o meu respeito por todos era absolutamente intocável. Porém, á medida que ia convivendo, esse experimentado sentimento foi dando lugar á dúvida e á retranca. Verifiquei que muitos dos males e da incerteza experimentada ao longo duma vida passada no meio de um mundo cada vez mais cão, afinal também existiam na AAAR. E caí da minha ingenuidade. Felizmente que o meu juízo inicial na esmagadora maioria (como se diz agora) dos meus caros companheiros e amigos, continua bem firme, intangível, incondicional e com o mesmo entusiasmo de sempre, bem arreigada no meu coração. Não quero dizer com isto que devamos ter  opiniões unânimes e que não haja confronto entre nós todos. Entendo mesmo isso como fundamental para um forte relacionamento. Mas terá de haver seriedade e honestidade mental.

O caro Duarte Almeida, a quem muito respeito, com muita mais autoridade que eu, sintetizou no seu post, a essência (palavra minha e não ouvida noutro qualquer lado) da discórdia e do azedume: “Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles. Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.”

Alguém aqui pretendeu endossar-me a um tal Pe. Mário para me tentar explicar não sei o quê, e essa intenção foi por demais forte para a minha sensibilidade. Mas quem é esse tal padre Mário? Será, quiçá, um certo indivíduo que, como falso profeta, eu vi um dia arengar na televisão disparates em catadupa, numa desconexa verborreia, impregnada dum amargo ódio que ia destilando da sua destrambelhada mente? Que me poderia ensinar então essa criatura? Se as minhas  orações não fossem tão insignificantes como são, rezaria a Deus para que lhe desse a sua paz. Por isso, encaminharem-me para o dito padre Mário? Bué! Tenham pena; mais valia dizer que não me gramam.

Isto não é uma jactância e devo dizer que fui sempre um homem livre, sempre. Só aceito aquilo que quero e me convém. A Fé que tenho é minha, os conceitos que tenho das coisas e da vida são meus, tomados e assumidos por mim com lucidez e de livre vontade, ninguém mos impôs. Se respeito  os dos outros? Mas sem dúvida que sim e se não puserem os meus em causa, nada tenho com isso!

2011-01-11

Duarte Almeida - Mortágua

Quantas vezes já me interroguei sobre a minha passagem pelo seminário de Cristo Rei.Será que todos os que vimos expondo as nossas opiniões frequentamos as mesmas carteiras? As minhas opiniões são pobres e sem qualquer interesse, porque despidas de conceitos elaborados a partir das verdades absolutas de todos aqueles que personificam o próprio deus. Nós os mais fracos precisamos de ter Fé, porque não criamos os nossos deuses. Somos seres menores que se precisam de agarrar à fé. Veneramos Maria e aceitamo-la, porque somos frágeis e precisamos dela. Não questionamos o seu papel de Virgem e de mãe. Fosse ou não muito bela. Isso é coisa que não nos preocupa e muito menos o pape´,l que José desempenhou na familia de Nazaré.

Desde há longo tempo me venho questionando. Quem afinal sou eu neste emaranhado de sentimentos contraditórios?

Nunca questionei a autoridade de quemquer que seja, apenas a aceito ou a recuso. Quanto ao meu posionamento na Igreja enquanto Instituição criada pelo homem é uma posição crítica. Quanto à Igreja enquanto Instituição criada por Deus aceito-a sem qualquer critica. Na primeira direi que estou à porta porque o ar é mais puro. Quanto à segunda estou lá dentro de corpo e alma porque efectivamente acredito nela. Não sou, nem espero ser nunca como um tal Mário que nunca soube onde estava nem sequer o seu papel no mundo.

Concordo que cada um tenha a sua opinião mas que tenha a humildade de não se querer substituir a Deus. Seria o cumulo da usurpação. Mas parece-me que na AAAR existem muitos deuses de pés de barro.

Força amigo Martins Ribeiro. Não somos da mesma geração pois como todos sabem sou do curso do Nabais do Arsénio e Cª. Uma coisa porém é certo, o nosso caminho é paralelo. Somos gente humilde e frágil pelo que temos necessidade de ancorar a nossa vida a uma FÉ, que ninguuèm nos consegue tirar, porque assenta no Amor. Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles.

Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.

Perdoem a pobreza destas expressões, que não quizeram primar pela exuberância nem pela riqueza de raciocínio. Elas foram ditadas por um coração, que sente  e se sente injuriado por alguns daqueles, que frequentaram as mesmas salas.

Estaremos efectivamente na mesma ASSOCIAÇÃO?

Até sempre, com um abarço para todos

Duarte Almeida

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