fale connosco


2010-11-26

Arsénio Pires - Porto

A Elisa... a Elisa... Quem não tem (teve...) uma Elisa?!

E por falar em estimular a mente, respondo ao apelo do Vieira acrescentando: estimulemos também “outras coisas". (Honi soit qui mal y pense…)

Acaso estaremos nós também aposentados dessas "outras coisas"?!)

Acaso estaremos nós de Greve Geral ou Parcial?                                                         
Estamos, sim, dormindo. Ressonando ruidosamente na pachorra dos dias.

Então, aqui vai mais uma adivinha. De quem é esta afirmação?

É claro que se refere ao PS e ao PSD. Mas quem a proferiu? Aqui vai:

"Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Aceitam-se respostas.

2010-11-26

manuel vieira - esposende

Há dias o nosso colega Martins Ribeiro dos Arcos passou-se e escreveu "Elisa,meu amor... e se tu voltasses?" e publicou neste espaço esse devaneio louco próprio desta estação fria de arrepios escaldantes e que pretendeu no meu entender, afrontar as mentes repousadas dos nossos ilustres criadores do manso tédio dos neurónios. E persistiu "Que faria eu?"... convictamente convencido daquilo que provavelmente não teríamos dúvidas e que a mordaz fiscalização do matrimónio serviria também de travão, se propósitos houvessem!

E esta conversa vem à liça porquê?

A actividade neuronal do ser humano precisa de ser estimulada tanto quanto a prática saudável dos movimentos do corpo que tanto contribuem para a saúde e para o rejuvenescimento que gera o bem estar.

A prática de alguma retórica é um exercício estimulante para a produção de nutrientes no nosso cérebro, contrariando muitas vezes a rotina, desintoxicando-o. Não sou estudado em análise comportamental e cognição mas o fale connosco é um espaço que pode muito bem ser utilizado como exercício de neuróbica e o nosso colega Martins Ribeiro é um exemplo claro de persistência prática que deve ser seguido. O nosso colega e psicólogo Celso Oliveira disse-o claramente numa palestra num dos nossos Grandes Encontros, que a longevidade pode ter correlação com a actividade cerebral.

E ainda voltando ao Martins Ribeiro e à sua persistência, podemos ler no seu texto "Havia de me lançar nos teus braços, nesses teus braços sedutores, morenos, delicados e deixar-me-ia descansar  um pouco das minhas lutas íntimas, nem que fosse por um escasso instante, abandonar-me-ia neles, perdido e alucinado."

Não posso dizer aqui que o crime compensa mas estimular a mente é por vezes um devaneio que sabe bem.

2010-11-24

Arsénio Pires - Porto

Vai ao Pontos de Vista e vê a REVOLUÇÃO!

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

Se não acordarmos, os "mercados" (sabes quem são?) acabam roendo os nossos ossos!

Acorda!

Acorda!

2010-11-22

manuel vieira - esposende

"Ai António como te puseram", diria a Elisa se porventura tivesse acesso a este nosso recanto palavroso.

Já não bastava a misteriosa eloquência do nosso colega Aventino, que ao falar em "iscas" atiçou logo  as papilas do nosso Peinado, para agora em tarde fria e húmida trazer à liça os devaneios concupiscentes do nosso colega Martins Ribeiro, enlevado por misteriosa musa de antanho.

Bem me lembrei das palavras certeiras do Eça bem referenciadas pelo Arsénio no "patrazmente" e que acertaram no ciclo cavernoso da governação deste torrão, mormente ter sido escrito em século XIX.

Os ais do amor e do desejo são sempre intemporais e apreciando os deleites do nosso colega Ribeiro bem podemos compreender como as tardes de frio sabem bem com ideias quentes, um pouco como as castanhas de Palmela, a estoirar nas mãos sensíveis dos nossos reformados.

Valha-nos a memória desses textos de 58, que em nada se assemelham aos de 50, que em salmo o nosso Alexandre "botou" fora de vez.

Valha-nos a inspiração que ainda não fez mal a ninguém e também consola, em outonos sombrios mas emocionalmente malandros.

2010-11-22

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 

          Hoje deu-me para a pieguice e para o desatino. Contudo, nestes dias de inverno, frios e tristes, nada melhor para nos aquecer do que a exaltação do amor.         

 Então, andai lá e aguentai com um devaneio meu que já vem de longe ... de muito longe!

                                            -------

Elisa, meu amor ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  Eu para ti não voltarei nunca mais e sei que tu para mim também não voltarás de novo.

Falo comigo mesmo, de noite, sozinho, procurando rechaçar  a tua imagem e ao mesmo tempo tentando recorda-la numa doce lembrança.

- Que noites, meu amor, que noites!  Custas muito a sair da minha imaginação, custas! Quando adormeço e sonho, lá estás tu; ou só ou na companhia de  outras, numa casa que eu fantasio, num lugar que me vem á mente e que eu nunca vi na minha vida, nas rimas de versos nunca feitos, e lá te encontro a ti, no estrangeiro, no fim do mundo, em sítios que pareceria ridículo se os mencionasse;  mesmo no céu ou no inferno dou de cara contigo. Mas é um sonho, ás vezes lindo, outras pesadelo negro e pavoroso!  Contudo, mesmo assim, eu prefiro ter o pesadelo a prescindir do  sonho.

Digo que te odeio, procuro mesmo isso, mas não acredites, Elisa, eu amo-te ainda muito, muito e quanto mais procuro odiar-te, quanto mais procuro esquecer-te, tem certo, mais te adoro e quero, mais me alembro de ti, mais me enlouqueço por ti.

Como poderá isto dar-se?  Nem mesmo eu consigo explicá-lo.

Sempre que escuto um trecho de música para dançar, parece-me ver-te a rodopiar alegremente com outro e quanto mais alegre te vejo mais triste eu me quedo.  Uma valsa, a doçura de um tango imaginei-me eu a dança-las contigo ... mas como tu és visionário, meu jovem, como tu és simplório!  Não vês que tudo isso é devaneio, é quimera?

Elisa, mas ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  E que irias fazer tu?

Oh!  Eu?  Havia de me lançar nos teus braços, nesses teus braços sedutores, morenos, delicados e deixar-me-ia descansar  um pouco das minhas lutas íntimas, nem que fosse por um escasso instante, abandonar-me-ia neles, perdido e alucinado.

E poderia encontrar neles a paz?  Creio que sim.  Porque se tu viesses, se tu retornasses também, amada Elisa, decerto que virias  para te lançares nos meus e me dares essa paz ansiada pela minha alma desde que tu partiste, essa paz que, afinal, também tu procuras.

- Elisa, meu amor, e tu não queres voltar ... não?

 

 

 

Arcos, Março de 1958

 

 

                          


 

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