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2010-12-23

manuel vieira - esposende

Meu caro Marques,

a tua mensagem sobre o escrito do contestado Saramago pode  levar-nos a várias interpretações: o próprio evangelho aceite pela Igreja refere as dúvidas de José,  normais perante factos anormais da vida de um casal. É um acontecimento misterioso aceite pela fé, pese o facto de ninguém ser obrigado a tê-la.

Saramago romanceou certamente as dádivas dos pastores e é lógico que a alimentação do Menino fosse a normal dos costumes da comunidade onde vivia e a amamentação seria o  processo habitual comum às crianças da época e o mais natural, materializado na imagem da Senhora do Leite.

Ironizar com a crítica à situação que vivemos pode ter algum nexo pois o fenómeno do Natal de hoje  é recreação do homem e o seu aproveitamento pela sociedade de consumo pouco já terá a ver com o acontecimento religioso que alguns comemoram e agora até os chineses mais gastadores fizeram disso uma moda.

A tua linguagem já a conhecemos e não estranhamos e provavelmente até serás um crente militante que não agradará  certamente a outros que não são militantes mas se sentem crentes.

Entendo a terminologia que usas como lenha para a fogueira mas as dúvidas de José registadas no Novo Testamento e a alimentação do menino são hsitória normal da época.

O Arsénio trouxe um texto interessante que eu já tinha lido e reporta o acontecimento que não é negado, segundo a lupa de um ateu contestado e polémico na sua postura. A tua mensagem pode não agradar, como pode não ser do teu agrado o que interpretas das minhas palavras, mas a diversidade na forma de escrever é tão interessante como a infidelidade de um compromisso e bem espero que alimentes a afronta de ideias. Um bom Natal, com estrelas ou sem estrelas.

 

2010-12-23

Alexandre Gonçalves - Palmela

Amigos de todas as ilhas: O Pai Natal chegou e convenceu. A afluência não se fez esperar. Isto significa uma enorme cadeia de lembranças e afectos, que em silêncio medram por aí. Não é esta narrativa mítica e sublime que nos faz correr. Por mais que o Menino nasça do útero virginal de Maria, de Susana ou de Raquel, é sempre uma narrativa onde o maravilhoso se acrescenta a qualquer nascimento. Os meninos dos Hebreus são a metáfora de todos os meninos(leia-se também e sobretudo meninas) que uma sociedade predadora transformou em produtos comestíveis. A consciência universal está atravancada de barbaridades. No Natal as crianças são promovidas a protagonistas, para que o mundo se alivie de culpas e de suspeitas. O Natal é um mito, uma peça de teatro onde todos somos actores. Como todos os mitos, há ensinamentos e valores, gestos e rituais. Através deles exercitamos o espírito de comunidade, convocamos a memória e perpetuamos a coesão social. E nós também emergimos lá dos fundos de Vila Nova, onde nem tudo era como parecia. Se tiver que lembrar o que foi ficando, eu abandonarei o salão discretamente nessa noite. Sobrarei de tal forma que ninguém notará a minha ausência. Vou pedir asilo espiritual e psicológico à embaixada de Deus na instituição. Fica ao fundo das escadas, do lado direito de quem desce. Entro, avanço até ao canto superior esquerdo e sento-me. Lembro, choro, adormeço, sobro. Às quatro ou cinco da manhã subirei até à camarata e à luz sonâmbula que ilumina o sono colectivo, deitar-me-ei sem ruído, sem esperança e sem natal. Por tudo isso, regresso ao passado onde todos deitámos raízes. Agora, nesta curva litúrgica de neve e de frio. E duma profunda solidariedade com todos os que nos lembramos de termos sido meninos.
2010-12-23

DAVIDE vAZ - ALMADA

mEUS CAROS AMIGOS. Tal qual o M. José Rodrigues, tenho-me limitado a espreitar o que outros escrevem. GOSTO DE POLÉMICAS MAS POR VEZES OS MEUS PONTOS DE VISTA NÃO AGRADAM A TODOS... Penso que alguns at´é ficam incomodados com o que digo. DAÍ, O MELHOR É FICAR CALADO. De qualquer modo, estamos em quadra festiva. Por isso não posso ficar sem desejar a TODOS um bom natal e um próspero ano novo. UM ABRAÇÃO
2010-12-23

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

O dito Marques voltou a este sítio e em má hora o fez. O dito Marques é, decididamente, um blasfemo. Também o que se pode esperar de quem vai ler outro energúmeno espiritual como o Saramago? 

Procuro aproveitar o privilégio que me é concedido de ser devoto e de tentar amar a Santíssima Virgem Maria, mormente na sua invocação de Perpétuo Socorro, como minha Mãe do Céu; repugna-me e nem posso aceitar que se belisque, muito menos blasfeme, de forma torpe e acintosa, da sua imaculada vida. Mesmo até e como católico que sou, cumprir-me-ia respeitar uma verdade de Fé. 

Por isso, sinto-me deveras ofendido e insultado nos meus sentimentos com as impressões malévolas sobre Nossa Senhora proferidas por este asqueroso indivíduo, voltando a ficar confuso em relação á atitude que, porventura, deva tomar.

Porque um tópico deste teor não pode ter sido colocado no nosso site de boa-fé nem como o princípio de uma sã discussão e sim com o intuito deletério de uma gratuita e miserável provocação ou então de uma desprezível graçola. 

O que de imediato me apetece dizer é que este dito Marques vá insultar a senhora mãe dele.

Em tempos atrás tinha decidido nunca mais intervir em resposta a quaisquer textos desta criatura, por motivos óbvios. Porém, neste caso, vou quebrar essa minha decisão porque, tratando-se duma alarve e desbocada peroração sobre a santíssima Mãe de Deus, culto que me é sagrado e intocável, não podia ficar calado. Peço-vos desculpa desta minha agressiva reacção. 

E pensar eu que andaram os doutores marianos, entre os quais o nosso Santo Afonso, a despender tanto entusiasmo e trabalho para cantar as Glórias de Maria, para surgir agora uma luminária destas a espantar o mundo com as suas filosofias de penico.

E esclareço sobre o seguinte: após esta minha postura, pode o dito sr. Marques saltar como uma mola, dançar, espernear ou querer conversa que não a vai ter da minha parte porque, se volto aqui é somente para manifestar a minha indignação.



 

2010-12-23

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Caros companheiros AAR's Sem eu próprio entender o facto, a verdade é que me arredei um pouco deste lugar de convívio.Dantes, com alguma regularidade, ia produzindo por aqui alguma conversa.De há tempos a esta parte tenho-me limitado, em visitas esporádicas, a espiolhar o que os outros dizem. Motivo? Não encontro. Calculo que se trate de puro desleixo. Mas, sim, tenho observado a cadeia de ideias, as realizações convivais e as deambulações gastronómicas/culturais que aqui têm desfilado. Com toda a ademiração e respeito pelos intervenientes opinantes, onde eu tenho preferido ver-vos foi em fotografias que falam de mesas adornadas com suculentas iguarias, mesas de onde se vê jorrar, cristalina, a verdadeira amizade. "Mas, que andarás tu por aqui a fazer?" - perguntareis. Nada de relevante. Talvez temendo, inconscientemente, vir a ser zurzido pelo chicote gelado do Pai Natal do Arsénio, ou atropelado pelas renas, pus-me em marcha. Chegado aqui - porque gosto de vós - aproveito para desejar a todos um Bom Natal e distribuir abraços de amizade.

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