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2010-11-24

Arsénio Pires - Porto

Vai ao Pontos de Vista e vê a REVOLUÇÃO!

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

REVOLUÇÃO

Se não acordarmos, os "mercados" (sabes quem são?) acabam roendo os nossos ossos!

Acorda!

Acorda!

2010-11-22

manuel vieira - esposende

"Ai António como te puseram", diria a Elisa se porventura tivesse acesso a este nosso recanto palavroso.

Já não bastava a misteriosa eloquência do nosso colega Aventino, que ao falar em "iscas" atiçou logo  as papilas do nosso Peinado, para agora em tarde fria e húmida trazer à liça os devaneios concupiscentes do nosso colega Martins Ribeiro, enlevado por misteriosa musa de antanho.

Bem me lembrei das palavras certeiras do Eça bem referenciadas pelo Arsénio no "patrazmente" e que acertaram no ciclo cavernoso da governação deste torrão, mormente ter sido escrito em século XIX.

Os ais do amor e do desejo são sempre intemporais e apreciando os deleites do nosso colega Ribeiro bem podemos compreender como as tardes de frio sabem bem com ideias quentes, um pouco como as castanhas de Palmela, a estoirar nas mãos sensíveis dos nossos reformados.

Valha-nos a memória desses textos de 58, que em nada se assemelham aos de 50, que em salmo o nosso Alexandre "botou" fora de vez.

Valha-nos a inspiração que ainda não fez mal a ninguém e também consola, em outonos sombrios mas emocionalmente malandros.

2010-11-22

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 

          Hoje deu-me para a pieguice e para o desatino. Contudo, nestes dias de inverno, frios e tristes, nada melhor para nos aquecer do que a exaltação do amor.         

 Então, andai lá e aguentai com um devaneio meu que já vem de longe ... de muito longe!

                                            -------

Elisa, meu amor ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  Eu para ti não voltarei nunca mais e sei que tu para mim também não voltarás de novo.

Falo comigo mesmo, de noite, sozinho, procurando rechaçar  a tua imagem e ao mesmo tempo tentando recorda-la numa doce lembrança.

- Que noites, meu amor, que noites!  Custas muito a sair da minha imaginação, custas! Quando adormeço e sonho, lá estás tu; ou só ou na companhia de  outras, numa casa que eu fantasio, num lugar que me vem á mente e que eu nunca vi na minha vida, nas rimas de versos nunca feitos, e lá te encontro a ti, no estrangeiro, no fim do mundo, em sítios que pareceria ridículo se os mencionasse;  mesmo no céu ou no inferno dou de cara contigo. Mas é um sonho, ás vezes lindo, outras pesadelo negro e pavoroso!  Contudo, mesmo assim, eu prefiro ter o pesadelo a prescindir do  sonho.

Digo que te odeio, procuro mesmo isso, mas não acredites, Elisa, eu amo-te ainda muito, muito e quanto mais procuro odiar-te, quanto mais procuro esquecer-te, tem certo, mais te adoro e quero, mais me alembro de ti, mais me enlouqueço por ti.

Como poderá isto dar-se?  Nem mesmo eu consigo explicá-lo.

Sempre que escuto um trecho de música para dançar, parece-me ver-te a rodopiar alegremente com outro e quanto mais alegre te vejo mais triste eu me quedo.  Uma valsa, a doçura de um tango imaginei-me eu a dança-las contigo ... mas como tu és visionário, meu jovem, como tu és simplório!  Não vês que tudo isso é devaneio, é quimera?

Elisa, mas ... e se tu voltasses?  Que faria eu?  E que irias fazer tu?

Oh!  Eu?  Havia de me lançar nos teus braços, nesses teus braços sedutores, morenos, delicados e deixar-me-ia descansar  um pouco das minhas lutas íntimas, nem que fosse por um escasso instante, abandonar-me-ia neles, perdido e alucinado.

E poderia encontrar neles a paz?  Creio que sim.  Porque se tu viesses, se tu retornasses também, amada Elisa, decerto que virias  para te lançares nos meus e me dares essa paz ansiada pela minha alma desde que tu partiste, essa paz que, afinal, também tu procuras.

- Elisa, meu amor, e tu não queres voltar ... não?

 

 

 

Arcos, Março de 1958

 

 

                          


 

2010-11-22

PEINADO TORRES - PORTO

Bom dia companheiros Estão os meus amigos todos de parabéns com os escritos que enviaram pós PALMELA, assim, é que é. A minha presença hoje é para perguntar ao AVENTINO simplesmente onde? Dia 4 de Dezemdro às 9 e 3o, muito bem , mas em que sítio? AVENTINO saia o programa pois eu quero estar presente. Com almoço ou sem almoço, eu quero estar lá, já reservei a data. Um abraço
2010-11-21

Aventino Aventino - Porto

Vejo-vos sempre de uma partida para tantas terras, tão longínquas e tão pouco vizinhas desta nossa terra de um seminário, Rua Visconde das Devesas, Vila Nova de Gaia, Porto, PortusCale.

Somos daqui, de uma portugalidade nascida, na ponte das barcas não afogada: de Dom Fernando a Dom Hugo, de Infante Dom Henrique a Garrett, de António Nobre a Amadeo.

Convido-vos, pois, a ficar. Um sábado, ou um domingo, de manhã ou a um finzinho de tarde, na melancolia dos nossos dias de Outono. Um cicerone apaixonado por este PORTUS CALLE serei, vosso, Aventino, um servo ao dispôr do vosso servir,  convido-vos a conhecer ou ignorar o lado terno e eterno de uma cidade com que os meus olhos sonhavam sempre daqueles muros de uma quinta onde me fiz teu irmão.

QUATRO DE DEZEMBRO ÀS 9,30 horas? Que tal? Se tu disseres que sim e outros bons como tu também, seremos felizes nem que seja à volta de uma isca num dos tascos da nossa amizade.     

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