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2010-12-07

Assis - Folgosa - Maia

Aos meus amigos, tudo de bom!

Não gostaria de ser eu a meter-me em conversas teológicas. Desejava que outros com maior formação teológica - e há muitos entre os nossos associados - o fizessem. Contudo, a propósito do escritor do Expresso, cujo artigo se encontra nos Pontos de Vista, pouco mais poderei dizer que me parece se preocupa demasiado com Deus, e muito pouco com os Homens. Do que dele tenho lido - não muito é certo - parece esquecer-se de que "não podemos amar a Deus sem amar o próximo, aquele a quem vemos". Já o Pe. Américo aconselhava os doutores teólogos a irem ao Barredo aprender "teologia, e da melhor", com uma determinada prostituta...

Quanto aos livros propostos, tanto pelo Arsénio, como pelo Gaudêncio, nada posso dizer, já que ainda os não li. Deixo aqui, todavia, embora repetindo-me, a velha frase do nosso Cícero: "A História é a mestra da Vida". E esta é paciente, esperando que o tempo a faça luz clara. Infelizmente a história do comunismo, bem como a do capitalismo, ainda estão longe de serem luz que nos esclareçam suficientemente para que possamos tomar qualquer posição a favor de qualquer um delas. O que podemos, e devemos fazer hoje é, sim, estarmos contra toda e qualquer barbaridade que estes dois sistemas fizeram e continuam fazendo ainda hoje. E não pôr-nos a contabilizar quem fez mais ou menos...- Não quero, antes de acabar estas breves linhas, deixar de vos aconselhar a ler dois textos que considero belos e cultos que vêm no último FRATERNIZAR. São eles dos teólogos brasileiros Frei Betto e L. Boff. Seus títulos, respectivamente: "O Mercado é o novo Fetiche" e "Por que persiste a Igreja-Poder?". Digo-vos que não perdereis o vosso tempo.

Um abraço fraterno

2010-12-07

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Gaudêncio:

 

Como seria bom que, serenamente, todos nós soubéssemos discutir e aprofundar alguns dos temas que o nosso tempo nos põe diante dos olhos. Infelizmente, já nem de pensar somos capazes. Parece! Aqui!

 

A nós coube (e cabe…) ser testemunhas duma das maiores crises da história humana. O Homem total está em crise. O polvo neoliberal estendeu os seus braços pela Terra inteira espalhando a confusão e o desequilíbrio em que nos encontramos: económico, social, cultural, climático, religioso, ético e espiritual. E, como consequência, essa confusão e desequilíbrio atingiu o essencial: o sentido da vida deste ser a que chamamos Homem!

E desistimos. Parece que baixámos os braços dizendo:

- Não podemos fazer nada. Deixa andar! A ver em que tudo isto vai parar...

 

Tu dizes, e muito bem: “O que julgo é que, em épocas de crise, na ausência de valores firmes e no desaparecimento das utopias, a sociedade tende a virar-se e a agarrar-se a qualquer coisa que possa substituir o vazio que nos  desnorteia presentemente.”

 

Fizeste-me reflectir e dei comigo a perguntar-me:

- Será que o Homem só é capaz de pensar em si e no seu destino quando está em crise?

Será que o Homem tem andando tão distraído com o seu umbigo que nem sequer encontrou tempo para se olhar "olhos nos olhos"?

Será que só agora se deu conta que o ser humano é um ser “vazio” a exigir plenitude?

Será que só no silêncio deste deserto de crise o homem consegue encontrar um sentido para a sua existência?

Será que a crise tem, ao menos, esse lado positivo?

Será?

(Alguém aqui virá dizer que “isto” é muita filosofia para tão pequena camioneta. Será?).

2010-12-06

António Gaudêncio - Lisboa

Meu caro Arsénio

Eu também já tinha espreitado a nota sobre o livro de que falavas e, creio, que as nossas fontes me parecem ser comuns.

Ainda não li o livro mas espero lê-lo porque não pretendo ficar "especado" sobre o que eu penso sobre o assunto sem cotejar as minhas crenças com os argumentos, igualmente sérios, que outros poderão ter acerca desta matéria.

Custa-me, porém, aceitar como " um regresso de Deus ou a Deus " da actual sociedade quando vejo essas manifestações dos Evangélicos americanos, as encenações cómicas dessas igrejas ( ou seitas? ) brasileiras e o actual fundamentalismo islãmico. ( No meio dessa gente Deus não parece ficar lá muito confortável ).

 O que julgo é que, em épocas de crise, na ausência de valores firmes e no desaparecimento das utopias, a sociedade tende a virar-se e a agarrar-se a qualquer coisa que possa substituir o vazio que nos  desnorteia presentemente.

Mas isto, meu caro Arsénio, é apenas um apontamento meu porque reafirmo que, nesta ocasião, não pretendo entrar a fundo no tema.

Sobre o " Vaticano SA " acertas em cheio na "mouche" porque, na realidade, a mensagem de Cristo anda muito ausente por aqueles palácios de gente rica ( que veste e calça Prada tal como o Diabo. Este personagem, afinal, existirá ou será mais uma ficção da nossa Santa Madre Igreja ? ) Se souberes, conta-me.          

2010-12-06

Arsénio Pires - Porto

Caro Gaudêncio:

Ainda bem que quebraste este pesado silêncio em que o nosso site se encontra nos últimos tempos!

Mas olha que eu não propus tema algum. Limitei-me a dar uma notícia, extraída do Expresso online.

Aliás, nem sequer li o tal livro, uma vez que ainda não se encontra à venda.

Quanto ao livro que propões, não conheço. Comprarei.(A propósito, já compraste o "Ascensão e queda do Comunismo"? Vais gostar!).

Mas em relação ao "Vaticano SA", a priori, direi que não me parece que o Vaticano tenha muito a ver com Deus. Pelo menos, com a Mensagem de Jesus tem muito pouco!

Olha, ando a ler um excelente livro que tem o título "Deus existe". O seu autor é o filósofo britânico, Anthony Flew, pertencente às escolas de pensamento analíticas e evidencialistas. Ele, tendo sido o mais célebre filósofo ateu do século XX e XXI (principal livro: "Theology and Falsification"), evoluiu de ateísta para deísta. Neste livro ele conta-nos o seu itinerário e os motivos racionais da sua mudança. Empolgante!

2010-12-05

Antonio Gaudêncio - Lisboa

Não é que eu esteja quedo e mudo mas não me apetece agora divagar sobre o tema proposto pelo Arsénio. O espaço seria pouco e o tema iria alongar-se por muitas " sessões ". 

Mas para " aliviar " aconselho os meus amigos a ler um  livrinho, relativamente pequeno e barato, com o título de "VATICANO SA" da Editorial Presença que nos faz revelações muito interessantes sobre factos em que Deus, de uma forma ou de outra, acaba por ser um personagem interveniente ou interessado. 

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