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2010-12-20

Arsénio Pires - Porto

Obrigado, Pai Natal!
Agradeço-te o teres atendido o meu pedido.
Mas não precisavas de chicotear tanto!
Deu resultado! Eles apareceram “rapidamente e em força”!
Até o foragido J. Marques acusou as tuas chicotadas!

Agora que estamos por cá quase todos, não nos deixes parar!
Ao mínimo sinal de afrouxamento… aí vai disto!
Arreia-NOS forte!

Agasalha-te bem que, por cá, está um briol do caraças!

2010-12-19

jmarques - penafiel

É verdade, desapareci numa noite mas voltei noutra e cá estou, depois de ter desfeito as malas e dar uma espreitadela no nosso blogue.
Li na transversal e ia dizer que fiquei desapontado, mas não, só ligeiramente porque algumas aves ainda andam por cá em jeito de resistentes. Mas estes lugares são como a igreja, alguns vão lá ao domingo e outros nos casamentos e despedidas. Outros mais ateus, apenas sabem que existem.
Entrei assim de chofre e nem me apresentei. Sou o Marques ,vagabundo de ideias no dizer de alguns, apimentado no pensar de outros, esconjurado na vontade de outros, mas sempre amigo de uma boa discussão que alimenta o cérebro e alguém disse que aquece as audiências. Estou por cá entre a neve, onde as tradições também se ouvem por vezes em português, e se cheiram também. Regressado por uns dias e entendi espreitar.
Bateram à porta e entrei para desejar um bom Natal mas já enviei uma mensagem natalícia ao Presidente Vieira para que não pensem que vivo indiferente à nossa Associação. O indiferente não sou eu.
Um abraço para quem se lembrou de mim.

2010-12-17

manuel vieira - esposende

“Entremos apressados, friorentos,

numa gruta, no bojo de um navio,

num presépio, num prédio, num presídio

no prédio que amanhã for demolido…

Entremos, inseguros, mas entremos.

Entremos e depressa, em qualquer sítio,

Porque esta noite chama-se Dezembro,

Porque sofremos, porque temos frio.”

Escrevia assim David Mourão Ferreira sem perceber então, que muitos dias depois, sob o fantasma verde de uma palmeira algures plantada, se reforçava o toque do “entremos”, “entremos” e até o Alexandre Pinto, sob a penumbra altiva do castelo  de Palmela também martelava “entremos”, “entremos”.

Acabei por entrar eu outra vez, não que não tenha mais nada para fazer, mas sobretudo porque me passaram pelas órbitas os versos ligeiramente estridentes do poeta e em jeito de partilha resolvi encostar-me à varanda para ver se alguém passava e desfraldar o poema neste recanto.

Será que este frio inóspito (já pareço o Martins Ribeiro com as palavras caras) me intimou a repetir presença neste espaço aaariano?Até acredito que sim e isto porque sou um homem de fé, bem ao contrário do nosso colega J.Marques que se fundiu em gelo e contrariamente à crença sebastiânica, desapareceu numa noite de cruel nevoeiro.

2010-12-17

Alexandre Gonçalves - Palmela

Pois é, meu caro! Invocaste o Pai-Natal, para nos proteger do absentismo. Mas esse sujeitinho anda completamente derramado em compras. E nem consta que tenha secretária. O teu pedido provavelmente nem chegará aos olhos/ ouvidos das instâncias decisórias. O FALECOMNOSCO, que na melhor das horas foi inventado para consolo dos viajantes, é assim desperdiçado, tornando-o um lugar de ausência. Já agora aproveito para uma palavra de reconhecimento ao seu inspiradíssimo criador. Quando me apercebi das óbvias possibilidades que esta iniciativa proporcionouapressei-me a resolver o apoio logístico indispensável. Entrei tarde mas com toda a disponibilidade para arrepiar caminho. Não tanto quanto eu queria. Sou um aposentado que se deita às três da matina e se levanta às nove horas. Não acreditam mas o tempo está ficando curto. Eu estico mas ele encolhe. Garanto no entanto que é raro o dia em que não deito um olho ao Site em geral mas do FALECOMNOSCO não perco nada. Também quero referir-me às sensatas entrevistas que o Vieira tem desenrolado com uma notável perícia jornalística. É um gosto pegar nelas e no fim só lamentar que pequem por serem curtas e poucas. Especialmente a mais brilhante de todas, a que ele chamou de "Auto-Entrevista". Um conceito novo, e uma nova metodologia de autoconhecimento. Parabéns, Vieira, pela maneira como conduzes este combóio pesado que se chama AAAR! Isto não é ar, são calhaus de granito. Mas a paciência é a virtude dos ganhadores. E já ganhaste. Não só porque instituíste os mais aptos meios de comunicação, como também porque estás em todos os momentos onde o diálogo abranda. Instigas, desculpas, dás o exemplo. É uma liderança tanto mais discreta quanto eficaz, tanto mais pedagógica quanto mais os destinatários se enredam nas mais diversas aposentações... Tudo bem. É assim e já nenhum de nós persiste na perversa intenção de salvar o mundo. Nem tudo parece sofrer de absentismo. Desta vez a PALMEIRA deu o salto. Graficamente parece uma donzela a chegar ao mercado amoroso. Delicada na cintura, alguns volumes a mostrarem substância, curvas rítmicas onde se espera que estejam. Grácil, leve e múltipla! Parabéns à equipa técnica! O conteúdo choveu do céu de novembro, onde terá aproveitado os benefícios do RORATE. Diverso, intercontinental, quase sinfónico. Todos diferentes mas todos, e de todos os lugares, fazendo desta PALMEIRA um modelo de publicação específica. Amigos meus de todos os tempos, é a hora de contar. A escrita foi-nos dada a beber quase no berço. Naquela época ainda não sabíamos o sabor dos morangos. Ainda não tínhamos provado o doce veneno do amor. Sabíamos dizer mas desconhecíamos o quê. Agora não há desculpas. Temos o sótão cheio de objectos. Escrever é resgatá-los, compreendê-los e disponililizá-los. Para quê? Primeiro, para nos entendermos a nós próprios. Segundo, para ler o mundo e quem o habita. Terceiro, para entoar ironicamente canções de escárnio e maldizer. Moramos num território ocupado pelo inimigo, cheio de vendilhões e trafulhas. Escrever também é denunciar. Etc. Amigos meus, a associação é uma causa nobre. Protege-nos a memória, respeita-nos a palavra e sabe o nosso nome e a nossa idade. Pede-nos em troca pouco mais do que uma voluntária e suave participação. Que ninguém se distraia! Os dias já não são muitos e nada se repete. "Atentos, disse, estai, que o vento cresce/ daquela nuvem negra que aparece!"
2010-12-16

manuel vieira - esposende

Natal é só nestes dias e é verdade que quase só as crianças o sentem.É outra dimensão, a da ansiedade, dos sonhos, também muitas vezes da frustração das diferenças. Outras vezes da indiferença.

Para os adultos Natal é um arquétipo na definição iunguiana, como constante repetição de uma mesma experiência durante muitas gerações.

Para muitos ele satisfaz ou não conforme os orçamentos confirmados, para outros é um mero cenário profilático onde se desenvolve a crença na figura pomposa mas amiga do Pai Natal, o tal que destronou presépios.

Por falar em presépios, a estrela desafiadora que foi brilhando aqui já fez chegar alguns reis magos vindos do oriente e ocidente  com os presentes da agradável presença e mais virão porque a este presépio iconoclasta todos devem voltar. Claro que falta o Peinado, o Zé Manel Rodrigues, o Duarte de Almeida, o Celso, o Castro, o Diamantino, o Marques,o Samorinha, o David, o Neves, o Nunes, o Eugénio, o Sacadura... bem, é melhor ficar por aqui, pois é aqui que podemos compor o nosso presépio, um presépio vivo e com graça.

Mas Natal é também uma forma de estar, de rever o presépio da família, de onde as figuras primas já não voltam. É por vezes a nostalgia dessa ausência. Pode ser tudo o que nós queiramos, menos o que já foi. Natal dá para sorrir, para chorar, para contestar, para filosofar ... e para estar agora aqui a divagar, também a partilhar. Bem, vou repetir : Natal dá para sorrir... sempre sabe melhor!

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