fale connosco


2010-12-23

Alexandre Gonçalves - Palmela

Amigos de todas as ilhas: O Pai Natal chegou e convenceu. A afluência não se fez esperar. Isto significa uma enorme cadeia de lembranças e afectos, que em silêncio medram por aí. Não é esta narrativa mítica e sublime que nos faz correr. Por mais que o Menino nasça do útero virginal de Maria, de Susana ou de Raquel, é sempre uma narrativa onde o maravilhoso se acrescenta a qualquer nascimento. Os meninos dos Hebreus são a metáfora de todos os meninos(leia-se também e sobretudo meninas) que uma sociedade predadora transformou em produtos comestíveis. A consciência universal está atravancada de barbaridades. No Natal as crianças são promovidas a protagonistas, para que o mundo se alivie de culpas e de suspeitas. O Natal é um mito, uma peça de teatro onde todos somos actores. Como todos os mitos, há ensinamentos e valores, gestos e rituais. Através deles exercitamos o espírito de comunidade, convocamos a memória e perpetuamos a coesão social. E nós também emergimos lá dos fundos de Vila Nova, onde nem tudo era como parecia. Se tiver que lembrar o que foi ficando, eu abandonarei o salão discretamente nessa noite. Sobrarei de tal forma que ninguém notará a minha ausência. Vou pedir asilo espiritual e psicológico à embaixada de Deus na instituição. Fica ao fundo das escadas, do lado direito de quem desce. Entro, avanço até ao canto superior esquerdo e sento-me. Lembro, choro, adormeço, sobro. Às quatro ou cinco da manhã subirei até à camarata e à luz sonâmbula que ilumina o sono colectivo, deitar-me-ei sem ruído, sem esperança e sem natal. Por tudo isso, regresso ao passado onde todos deitámos raízes. Agora, nesta curva litúrgica de neve e de frio. E duma profunda solidariedade com todos os que nos lembramos de termos sido meninos.
2010-12-23

DAVIDE vAZ - ALMADA

mEUS CAROS AMIGOS. Tal qual o M. José Rodrigues, tenho-me limitado a espreitar o que outros escrevem. GOSTO DE POLÉMICAS MAS POR VEZES OS MEUS PONTOS DE VISTA NÃO AGRADAM A TODOS... Penso que alguns at´é ficam incomodados com o que digo. DAÍ, O MELHOR É FICAR CALADO. De qualquer modo, estamos em quadra festiva. Por isso não posso ficar sem desejar a TODOS um bom natal e um próspero ano novo. UM ABRAÇÃO
2010-12-23

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

O dito Marques voltou a este sítio e em má hora o fez. O dito Marques é, decididamente, um blasfemo. Também o que se pode esperar de quem vai ler outro energúmeno espiritual como o Saramago? 

Procuro aproveitar o privilégio que me é concedido de ser devoto e de tentar amar a Santíssima Virgem Maria, mormente na sua invocação de Perpétuo Socorro, como minha Mãe do Céu; repugna-me e nem posso aceitar que se belisque, muito menos blasfeme, de forma torpe e acintosa, da sua imaculada vida. Mesmo até e como católico que sou, cumprir-me-ia respeitar uma verdade de Fé. 

Por isso, sinto-me deveras ofendido e insultado nos meus sentimentos com as impressões malévolas sobre Nossa Senhora proferidas por este asqueroso indivíduo, voltando a ficar confuso em relação á atitude que, porventura, deva tomar.

Porque um tópico deste teor não pode ter sido colocado no nosso site de boa-fé nem como o princípio de uma sã discussão e sim com o intuito deletério de uma gratuita e miserável provocação ou então de uma desprezível graçola. 

O que de imediato me apetece dizer é que este dito Marques vá insultar a senhora mãe dele.

Em tempos atrás tinha decidido nunca mais intervir em resposta a quaisquer textos desta criatura, por motivos óbvios. Porém, neste caso, vou quebrar essa minha decisão porque, tratando-se duma alarve e desbocada peroração sobre a santíssima Mãe de Deus, culto que me é sagrado e intocável, não podia ficar calado. Peço-vos desculpa desta minha agressiva reacção. 

E pensar eu que andaram os doutores marianos, entre os quais o nosso Santo Afonso, a despender tanto entusiasmo e trabalho para cantar as Glórias de Maria, para surgir agora uma luminária destas a espantar o mundo com as suas filosofias de penico.

E esclareço sobre o seguinte: após esta minha postura, pode o dito sr. Marques saltar como uma mola, dançar, espernear ou querer conversa que não a vai ter da minha parte porque, se volto aqui é somente para manifestar a minha indignação.



 

2010-12-23

M. JOSÉ RODRIGUES - MACEDO DE CAVALEIROS

Caros companheiros AAR's Sem eu próprio entender o facto, a verdade é que me arredei um pouco deste lugar de convívio.Dantes, com alguma regularidade, ia produzindo por aqui alguma conversa.De há tempos a esta parte tenho-me limitado, em visitas esporádicas, a espiolhar o que os outros dizem. Motivo? Não encontro. Calculo que se trate de puro desleixo. Mas, sim, tenho observado a cadeia de ideias, as realizações convivais e as deambulações gastronómicas/culturais que aqui têm desfilado. Com toda a ademiração e respeito pelos intervenientes opinantes, onde eu tenho preferido ver-vos foi em fotografias que falam de mesas adornadas com suculentas iguarias, mesas de onde se vê jorrar, cristalina, a verdadeira amizade. "Mas, que andarás tu por aqui a fazer?" - perguntareis. Nada de relevante. Talvez temendo, inconscientemente, vir a ser zurzido pelo chicote gelado do Pai Natal do Arsénio, ou atropelado pelas renas, pus-me em marcha. Chegado aqui - porque gosto de vós - aproveito para desejar a todos um Bom Natal e distribuir abraços de amizade.
2010-12-22

jmarques - penafiel

O nosso colega Arsénio convida-nos para  a visita da rubrica Pontos de Vista e leitura de um texto do nobel Saramago, que eu desconheço, pese toda a controvérsia dos seus livros, muita dela por afrontar as verdades sagradas.
“José já ali não está”, aliás parece que nunca esteve e que deu lugar a outrem em toda a tarefa procriativa, onde a inseminação espiritual acabou por ser uma novidade relatada nos evangelhos consensuais, para admiração certa da comunidade hebraica da altura e que encaixou perfeitamente no cenário do nascimento de Cristo, homem filho de Deus.
Curiosamente Saramago insere neste seu texto o papel dos pastores na colheita do sustento do menino, esquecendo que Maria, a exemplo de outras Marias, amamentava-o, no exercício pleno da sua função maternal , excretora do divino alimento, completo nos seus nutrientes e adequado ao desenvolvimento do nascituro.
Claro que romanceando, Saramago foi desenvolvendo o seu evangelho que não li, mas irei certamente lê-lo em momentos de descanso, talvez até neste bocadinho de inverno rigoroso que me não facilita os movimentos.
Mas afinal onde andará o José, atordoado com os comentários do fale connosco, com a invectiva do colega Arsénio, com os boatos nojentos da vizinhança que se foram apercebendo da barriguinha crescida da delicada esposa, com os zumbidos do espírito santo?
É que o nascimento é já esta sexta à noite e com estes tempos de cinzas nublados e brancos frios no chão, dificilmente se vai arranjar a tempo a estrela, a tal que quer guiar  os magos de agora, os ministros e subministros, banqueiros e especuladores, montados nos muitos camelos que os aguentam.
Chamem o joZé e digam-lhe, convençam-no que a verdade é mesmo esta, não foi só o espírito santo!

 

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