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2011-01-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Dir-me-ão assim: que chatice o Vieira e o Arsénio terem tido a “triste” ideia de pôr á nossa disposição este instrumento de diálogo que é o nosso site. Mas bendito ele seja porque, através dele e com o decorrer do tempo, nos vamos conhecendo melhor uns aos outros. Na verdade, estas técnicas modernas de informação são armas de um poder  insofismável e “terrível”.

Adoro a amizade e quando entrei para a nossa Associação fi-lo de coração aberto e cheio de alegria por me ser apresentada a oportunidade de conhecer amigos que tinham bebido os mesmos valores que eu bebera antes, numa fonte de que já quase me fugia a memória. E, ao princípio, vinha imbuído de um espírito despreocupado de que estava entre gente  da mesma fé. E o meu respeito por todos era absolutamente intocável. Porém, á medida que ia convivendo, esse experimentado sentimento foi dando lugar á dúvida e á retranca. Verifiquei que muitos dos males e da incerteza experimentada ao longo duma vida passada no meio de um mundo cada vez mais cão, afinal também existiam na AAAR. E caí da minha ingenuidade. Felizmente que o meu juízo inicial na esmagadora maioria (como se diz agora) dos meus caros companheiros e amigos, continua bem firme, intangível, incondicional e com o mesmo entusiasmo de sempre, bem arreigada no meu coração. Não quero dizer com isto que devamos ter  opiniões unânimes e que não haja confronto entre nós todos. Entendo mesmo isso como fundamental para um forte relacionamento. Mas terá de haver seriedade e honestidade mental.

O caro Duarte Almeida, a quem muito respeito, com muita mais autoridade que eu, sintetizou no seu post, a essência (palavra minha e não ouvida noutro qualquer lado) da discórdia e do azedume: “Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles. Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.”

Alguém aqui pretendeu endossar-me a um tal Pe. Mário para me tentar explicar não sei o quê, e essa intenção foi por demais forte para a minha sensibilidade. Mas quem é esse tal padre Mário? Será, quiçá, um certo indivíduo que, como falso profeta, eu vi um dia arengar na televisão disparates em catadupa, numa desconexa verborreia, impregnada dum amargo ódio que ia destilando da sua destrambelhada mente? Que me poderia ensinar então essa criatura? Se as minhas  orações não fossem tão insignificantes como são, rezaria a Deus para que lhe desse a sua paz. Por isso, encaminharem-me para o dito padre Mário? Bué! Tenham pena; mais valia dizer que não me gramam.

Isto não é uma jactância e devo dizer que fui sempre um homem livre, sempre. Só aceito aquilo que quero e me convém. A Fé que tenho é minha, os conceitos que tenho das coisas e da vida são meus, tomados e assumidos por mim com lucidez e de livre vontade, ninguém mos impôs. Se respeito  os dos outros? Mas sem dúvida que sim e se não puserem os meus em causa, nada tenho com isso!

2011-01-11

Duarte Almeida - Mortágua

Quantas vezes já me interroguei sobre a minha passagem pelo seminário de Cristo Rei.Será que todos os que vimos expondo as nossas opiniões frequentamos as mesmas carteiras? As minhas opiniões são pobres e sem qualquer interesse, porque despidas de conceitos elaborados a partir das verdades absolutas de todos aqueles que personificam o próprio deus. Nós os mais fracos precisamos de ter Fé, porque não criamos os nossos deuses. Somos seres menores que se precisam de agarrar à fé. Veneramos Maria e aceitamo-la, porque somos frágeis e precisamos dela. Não questionamos o seu papel de Virgem e de mãe. Fosse ou não muito bela. Isso é coisa que não nos preocupa e muito menos o pape´,l que José desempenhou na familia de Nazaré.

Desde há longo tempo me venho questionando. Quem afinal sou eu neste emaranhado de sentimentos contraditórios?

Nunca questionei a autoridade de quemquer que seja, apenas a aceito ou a recuso. Quanto ao meu posionamento na Igreja enquanto Instituição criada pelo homem é uma posição crítica. Quanto à Igreja enquanto Instituição criada por Deus aceito-a sem qualquer critica. Na primeira direi que estou à porta porque o ar é mais puro. Quanto à segunda estou lá dentro de corpo e alma porque efectivamente acredito nela. Não sou, nem espero ser nunca como um tal Mário que nunca soube onde estava nem sequer o seu papel no mundo.

Concordo que cada um tenha a sua opinião mas que tenha a humildade de não se querer substituir a Deus. Seria o cumulo da usurpação. Mas parece-me que na AAAR existem muitos deuses de pés de barro.

Força amigo Martins Ribeiro. Não somos da mesma geração pois como todos sabem sou do curso do Nabais do Arsénio e Cª. Uma coisa porém é certo, o nosso caminho é paralelo. Somos gente humilde e frágil pelo que temos necessidade de ancorar a nossa vida a uma FÉ, que ninguuèm nos consegue tirar, porque assenta no Amor. Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles.

Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.

Perdoem a pobreza destas expressões, que não quizeram primar pela exuberância nem pela riqueza de raciocínio. Elas foram ditadas por um coração, que sente  e se sente injuriado por alguns daqueles, que frequentaram as mesmas salas.

Estaremos efectivamente na mesma ASSOCIAÇÃO?

Até sempre, com um abarço para todos

Duarte Almeida

2011-01-11

PEINADO TORRES - PORTO

Bom dia companheiros . FELIZ ANO NOVO para todos vós e respectivas FAMÍLIA Cá estou de novo, tenho acompanhado os vários textos que os meus queridos companheiros foram enviando. A diversidade de temas é vasto, e sinceramente tenho de dizer que há matéria para meditar ( texto do amigo Davide Vaz ) conteúdo que subscrevo inteiramente. Escandalos na Igreja são uns atrás dos outros, que me interessa o legado de Renato Dardozi. a actuação do Cardeal Marcinkus, para mim foram uns crápulas. O que me choca nisto é esta gente ter tido influência numa INSTITUIÇÃO que deveria ser PURA E JUSTA, e para este peditório não dou mais. Agora vamos ao que interessa. No próximo dia 10 de Fevereiro vamos ter um almoço presidido pelo nosso decano MARTINS RIBEIRO. LOCAL - POIARES -PONTE DE LIMA DATA LIMITE DA INSCRIÇÃO - 5 de Fevereiro CONCENTRAÇÃO -RUA DA fAIA, 13 - PORTO HORA - 11 horas EMENTA GASTRONÓMICA -Chouriço assado e pão de Milho (broa) Bacalhau na brasa com batata cozida e verdura pode e deve ser aoompanhado com VERDE TINTO da casa Antes , durante e após o repasto, tal qual como em Aveiro, Arcos de Valdevez, Palmela e noutros locais, trataremos de passar em revista todos os assuntos que nos afligem , quer os de ordem pessoal, espiritual,económicos, políticos. Temos que falar, não pretendo fazer parte do grupo de angustiados. P S desde já informo os meus caros companheiros que tenho neste momento 4 lugares disponiveis na minha viatura. Como sempre VOLTAREI
2011-01-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Ao ler o tópico exarado neste site pelo nosso companheiro e amigo José Rodrigues, em jeito de saudação e bom augúrio em dia de Reis, reparei que enviava a todos nós, “Abraços PS”, coisa que  eu não entendi bem. De abraços, felizmente e para minha satisfação, conheço algumas espécies: os de amor, os de amizade, os familiares, porém, reconheço que há muitos outros géneros de abraçar. Existem ainda os abraços de partir costelas, os abraços de morte da anaconda, os abraços do urso, os abraços de falso amigo, os abraços de pesar nos velórios, os “Abraços Partidos” de Pedro Almodóvar e muitos mais: agora, abraços PS? Que raio de chi-coração será esse? 

E, vede lá, para o que me deu: para pesquisar nas enciclopédias o que poderiam ser os tais abraços PS. Fui á da Verbo e nada encontrei, á Portuguesa-Brasileira e nem sombras, ao dicionário da Academia e nem peta, á Wikipédia do Google e zero, ao Petit Larousse e nicles.

Fiquei deveras intrigado que raio de abraços poderiam ser esses e então pus-me a magicar e a fazer conjecturas; seriam abraços psicológicos? Pseudo-abraços que se dão assim a pessoas de quem pouco se gosta? Abraços psicotécnicos, psicotrópicos, psicadélicos? Sinceramente não conseguia deslindar o enigma. 

Ia desistir quando, de súbito, uma pequena centelha me iluminou o mistério, que nem sequer era mistério nenhum. Mas que burro eu estava a ser! Pois claro: um abraço PS só podia ser um abraço “Post Scriptum”, pese embora a circunstância de ele ter sido transmitido “in medio scripti”. 

PS. E sabeis que mais, caros amigos e companheiros? Resolvido o imbróglio, aqui vos mando então, todo vosso muito afectuoso, um grande abraço PS. “Post Scriptum”, nada de confusões! 


 

2011-01-11

Arsénio Pires - Porto

Meu caro Gaudêncio:

Não fora o meu tempo estar quase todo ocupado durantes estes dias (reformado trabalha...) e já teria ultimado o texto que ando a escrever sobre "As duas Igrejas católicas"! Sairá dentro em pouco e, então, espero ouvir a tua opinião.

O que disse sobre o texto do Martins Ribeiro mantenho-o porque ele apontou um dos necessários caminhos para qualquer analista dos acontecimentos referentes a qualquer figura ou instituição: Nunca confundir a parte com o todo! A deturpação dos factos ou a generalização dos mesmos de modo a atingir o todo é desonestidade intelectual que não podemos cometer sob pena de merecermos o epítito de malintencionados e intolerantes. Pelo facto do Estaline ter sido um crápula comunista não tenho o direito de dizer que os comunistas são todos uns crápulas! As instituições humanas são feitas de homens e, mesmo tendo algumas maior dever de serem sãs e exemplares, os homens ainda não têm asas. O último que tentou tê-las viu-as derretidas pelo sol e caiu por terra.

Foi só isso que quis dizer quando no meu post afirmei:

"Não tomar a parte pelo todo é próprio de quem da experiência tira o equilíbrio necessário para concluir que sabemos muito pouco sobre tudo de tal modo que não temos o direito de sermos intolerantes."

Mas estou a gostar deste diversificado e adulto diálogo que todos vimos travando nos últimos tempos.

Voltarei!

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