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2010-12-24

António Gaudêncio - Lisboa

Meus caros companheiros:

Desta vez vou acompanhar o Davide e dizer pouco, ou não dizer o que penso. (" nem sempre o que  penso digo mas também nem sempre o que digo penso " Zeca Afonso )

Considero o último escrito do JMARQUES um texto de antologia e concordo integralmente com o que ele diz. Melhor era impossível ! Já li o livro do Zé Saramago há tanto tempo que já nem me lembro de quase nada. Mas do que me lembro, nada me feriu a atenção naquela altura. 

De quando em vez surgem, entre nós, estes encapelamentos por causa da religião.Mas eu rio-me bastante quando penso que, neste momento, o Saramago deve estar sentado ( não à direita de Deus padre ) mas um pouco mais ao lado e mais discreto a uma sombra, discutindo com S.Paulo, com o Imperador Constantino e com Santo Agostinho, verberando-os por terem inventado todas as trapalhadas que, só têm atribulado a tribo dos seguem o Cristianismo " cegamente". Deve ser uma cena e tanto......
Festejemos o Natal mas não se esqueçam de festejar também o solstício do inverno. E agora batam.....
Boas Festas e um bom Ano Novo para todos.         
2010-12-23

jmarques - penafiel

Não pretendo alimentar polémicas estéreis e o que eu disse foi o que muitos disseram já e outros pensaram e em nada ofendi quem quer que fosse e não posso ser culpabilizado por aquilo que cada um pensa ou crê. Fátima será um bom exemplo sobre as questões de fé, de interpretação do fenómeno religioso e não religioso por parte de grandes crentes.A própria expressão inseminação espiritual não é da minha autoria e já a vi repetida em várias obras e a primeira vez que a interpretei sorri e não precisei de me ir confessar logo a seguir pois a maldade está muitas vezes em quem a lê e não em quem a escreve.O meu amigo António Ribeiro entendeu explodir e está no seu direito e eu até poderia explodir também pelas suas blasfémias, quando as diz porque também diz,  mas não o fiz pois entendo a lupa por onde olha e admirando a forma como combate, entendo ter o direito de não concordar com as causas da sua batalha e uso a minha linguagem que não tem de ser igual à dele por razões diversas, nomeadamente da diversidade e experiência de culturas.Não o incomodo por isso e não pensei que a minha interpretação do texto do ateu Saramago constituisse blasfémia, tanto mais que sou crente, embora em crenças que a sua crença talvez desconheça ou atinja. A profundidade da fé não tem que ver com  dogmatismos instituídos pelo homem falível, embora perceba a falibilidade do ser humano como ser pensante e inteligível que descodifica segundo a sua formação e capacidades. Pela forma como reage e interpreta compreendo a sua formatação mas eu também tenho humanamente os meus limites e procuro perceber os outros na esperança que me saibam interpretar e compreender, o que vejo que por vezes é difícil, sobretudo quando o temperamento não ajuda.Mas quero-o bem disposto e menos blafesmo em relação a quem tem ideias diferentes, porque não é batendo no peito que vai garantir um dia o Reino dos Céus e mais lhe garanto que é mais fácil um espírito aberto e de bom coração sentar-se ao lado do Pai do que um conservador nato e de espírito fechado, que só entende como verdade aquilo que lhe rezaram.A seu lado estará Maria que se dará bem pelo nome humilde, pois viveu na humildade e servidão, em vez de Maria Virgem Santíssima, palavras geradas pelo homem ambicioso de títulos.Espero que concorde comigo e se reveja na sua singeleza.

Uma Festas Felizes para todos.

2010-12-23

manuel vieira - esposende

Meu caro Marques,

a tua mensagem sobre o escrito do contestado Saramago pode  levar-nos a várias interpretações: o próprio evangelho aceite pela Igreja refere as dúvidas de José,  normais perante factos anormais da vida de um casal. É um acontecimento misterioso aceite pela fé, pese o facto de ninguém ser obrigado a tê-la.

Saramago romanceou certamente as dádivas dos pastores e é lógico que a alimentação do Menino fosse a normal dos costumes da comunidade onde vivia e a amamentação seria o  processo habitual comum às crianças da época e o mais natural, materializado na imagem da Senhora do Leite.

Ironizar com a crítica à situação que vivemos pode ter algum nexo pois o fenómeno do Natal de hoje  é recreação do homem e o seu aproveitamento pela sociedade de consumo pouco já terá a ver com o acontecimento religioso que alguns comemoram e agora até os chineses mais gastadores fizeram disso uma moda.

A tua linguagem já a conhecemos e não estranhamos e provavelmente até serás um crente militante que não agradará  certamente a outros que não são militantes mas se sentem crentes.

Entendo a terminologia que usas como lenha para a fogueira mas as dúvidas de José registadas no Novo Testamento e a alimentação do menino são hsitória normal da época.

O Arsénio trouxe um texto interessante que eu já tinha lido e reporta o acontecimento que não é negado, segundo a lupa de um ateu contestado e polémico na sua postura. A tua mensagem pode não agradar, como pode não ser do teu agrado o que interpretas das minhas palavras, mas a diversidade na forma de escrever é tão interessante como a infidelidade de um compromisso e bem espero que alimentes a afronta de ideias. Um bom Natal, com estrelas ou sem estrelas.

 

2010-12-23

Alexandre Gonçalves - Palmela

Amigos de todas as ilhas: O Pai Natal chegou e convenceu. A afluência não se fez esperar. Isto significa uma enorme cadeia de lembranças e afectos, que em silêncio medram por aí. Não é esta narrativa mítica e sublime que nos faz correr. Por mais que o Menino nasça do útero virginal de Maria, de Susana ou de Raquel, é sempre uma narrativa onde o maravilhoso se acrescenta a qualquer nascimento. Os meninos dos Hebreus são a metáfora de todos os meninos(leia-se também e sobretudo meninas) que uma sociedade predadora transformou em produtos comestíveis. A consciência universal está atravancada de barbaridades. No Natal as crianças são promovidas a protagonistas, para que o mundo se alivie de culpas e de suspeitas. O Natal é um mito, uma peça de teatro onde todos somos actores. Como todos os mitos, há ensinamentos e valores, gestos e rituais. Através deles exercitamos o espírito de comunidade, convocamos a memória e perpetuamos a coesão social. E nós também emergimos lá dos fundos de Vila Nova, onde nem tudo era como parecia. Se tiver que lembrar o que foi ficando, eu abandonarei o salão discretamente nessa noite. Sobrarei de tal forma que ninguém notará a minha ausência. Vou pedir asilo espiritual e psicológico à embaixada de Deus na instituição. Fica ao fundo das escadas, do lado direito de quem desce. Entro, avanço até ao canto superior esquerdo e sento-me. Lembro, choro, adormeço, sobro. Às quatro ou cinco da manhã subirei até à camarata e à luz sonâmbula que ilumina o sono colectivo, deitar-me-ei sem ruído, sem esperança e sem natal. Por tudo isso, regresso ao passado onde todos deitámos raízes. Agora, nesta curva litúrgica de neve e de frio. E duma profunda solidariedade com todos os que nos lembramos de termos sido meninos.
2010-12-23

DAVIDE vAZ - ALMADA

mEUS CAROS AMIGOS. Tal qual o M. José Rodrigues, tenho-me limitado a espreitar o que outros escrevem. GOSTO DE POLÉMICAS MAS POR VEZES OS MEUS PONTOS DE VISTA NÃO AGRADAM A TODOS... Penso que alguns at´é ficam incomodados com o que digo. DAÍ, O MELHOR É FICAR CALADO. De qualquer modo, estamos em quadra festiva. Por isso não posso ficar sem desejar a TODOS um bom natal e um próspero ano novo. UM ABRAÇÃO

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