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2011-01-12

manuel vieira - Esposende

Desta vez o Martins Ribeiro quis brincar e levou e a culpa foi do gestor do site, diz o Zé Rodrigues. E teve razão porque o Ribeiro disse-me que ia pegar em jeito de brincadeira, aproveitando o encavalitar das palavras e eu incentivei-o a fazê-lo pois seria uma forma do Zé Rodrigues vir à liça para responder.

Como normalmente o Martins Ribeiro leva as coisas muito a sério, o Zé Rodrigues não estava a vê-lo a usar o humor simpático e toca a atirar a bola com alguma força para as terras de Valdevez, que às vezes andam encharcadas por força de um dos rios mais límpidos de Portugal.

Mas estas coisas não fazem mal a ninguém e tudo aconteceu porque o texto remetido pelo Zé Rodrigues deveria ser tratado antes de ser remetido e causou alguma confusão e em tempos de campanha eleitoral, embora para Presidentes,  até deu para brincar.

Explicando ao Zé Rodrigues: Os textos enviados não podem ser alterados pelo gestor, o que se compreende. O programa não permite.Na minha primeira leitura  também achei piada aos abraços PS e como tenho um coração democrata aceitei-os virtualmente.

Mas como logo de início o texto começou com os "Reis" eu duvidei, como diz o JMarques e percebi que a monarquia não se poderia misturar com a república e depois de reler percebi à 2ª o Post Scriptum.

Mas gostei da brincadeira do Martins Ribeiro pois era mesmo brincadeira e o Zé Rodrigues vai digeri-la bem agora, mesmo à sombra da tal caravana.

 

2011-01-12

Arsénio Pires - Porto

Tenho acompanhado as várias intervenções e alegro-me por verificar que vamos entrando, a pouco e pouco, na desejável cultura democrática de expor livremente a opinião própria respeitando a dos outros. Não confundimos ideias e valores com as pessoas que os emitem. Isso é maturidade!

Os colegas Ismael, JMarques, Davide, Martins Ribeiro, Peinado e Vieira, na sequência dos posts do Gaudêncio, têm, cada um a seu jeito, tratado o tema da Igreja católica e algumas das suas mazelas ao longo dos tempos.

Prometi intervir e já o fiz em PONTOS DE VISTA.

Leiam e comentem. Se acharem oportuno, claro!

2011-01-12

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Caro companheiro e amigo M.José Rodrigues: após ler lido o seu texto de contraditório a outro meu anterior, reconheço o seu direito á indignação, um tanto exagerada no meu entender, mas legítima. Se vir que poderá servir de desculpa e se ma poder relevar, peço-lhe encarecidamente que atenda também á minha seguinte explicação: em primeiro lugar e como parece que percebi, na verdade, estas ferramentas electrónicas pregam-nos diversas partidas o que, suponho, aconteceu neste caso. Há escritores que não ligam a pontuações mas, devo concluir que elas fazem todo o sentido num qualquer texto literário em termos de o tornar rigoroso. Ora, tendo eu examinado o seu tópico causador da discórdia, ele não deixava dúvidas quanto á sua (aparente) clareza. Daí a minha confusão e, reconheço, destemperada reacção. Achei estranhos os tais abraços PS, desenquadrados de toda a lógica, pois eles seriam, forçosamente, discriminativos em relação a outros leitores que não os pudessem aceitar. O que a mim nunca passou pela cabeça pudesser ser um propósito seu. Aqui, bato com a mão no peito se, porventura, aventou essa conclusão.

A talho de foice devo esclarece-lo de que eu me estou a marimbar para a política, é jogo em que, desde há muito, não entro nem quero entrar, nada tenho contra e aceito todos os abraços, sejam eles PSs, PSDs, PCs, CDSs, Bloquistas, e outros que tais sem qualquer reparo, por conseguinte, não veja o caro Rodrigues qualquer intenção menos clara da minha parte nem ela encerra nada de oculto quer nas entrelinhas quer por detrás delas, pelo que não tenha cuidado em decifrar seja o que for. Tratou-se apenas de um escrito pretensamente jocoso (e reconheço agora, também abacocado) que se, na verdade e como disse, não tivesse um neurónio, pelos vistos e sem o notar, em mau estado, nunca o teria publicado. Pois eu deveria ter em conta que este género de liberdades apenas se podem  tolerar entre amigos muito chegados e não com um companheiro com quem apenas tenho uma amizade institucional. Pode crer, mesmo assim, que não pretendi fazer graçolas de mau gosto, fosse com quem fosse, muito menos com a sua pessoa. Por isso, peço-lhe sinceramente desculpa e garanto-lhe que tal não voltará a acontecer, nem consigo nem com outros colegas.

Pelos vistos a alegoria da caravana caiu no goto mas, neste caso, não abro mão e mantenho o que escrevi: aceito que esteja provado que os perros ao ladrar a uma caravana que passa o poderão fazer de forma selectiva só que, se assim fosse, ninguém o poderia distinguir, a não ser os próprios animais. E o certo é que, na mera hipótese de ladrarem apenas aos “maus”, os “bons” também ouviriam os mesmos latidos. Sabe que eu até gosto muito dos cães, cumprimento sempre um cão, alguma gente me recuso, e gosto mesmo que o cão me ladre pois é sinal de que me aceitou o cumprimento. 

Caro companheiro e amigo M.José Rodrigues, se o puder e quiser aceitar, estou aqui a enviar-lhe um forte abraço de amizade e, mais uma vez, com o pedido de sinceras desculpas pelo meu desaforo.

 

 

 

2011-01-12

JMarques - Penafiel

Quem somos nós para ser senhor da verdade?

Não posso contestar o colega Duarte Almeida quando se define através das suas convicções conservadoras e marianistas e percebo que este  carisma eclesial que subscreve fomenta até uma corrente de vida que assenta na família e a sociedade é beneficiária directa.  Não pretendo ter qualquer verdade ou ser dono dela, mas apenas ter fé e proteger  os valores que tenho interiorizados, que  não serão diferentes em termos humanos dos que qualquer de nós defende.

Mas a religião é um fenómeno complexo e as formas descritivas foram fabricadas por homens que o fizeram segundo conceitos da época e esses registos foram seleccionados também por homens e ao seleccionar omitiram outros também escritos por homens.

Não sou, não somos donos da verdade e o Duarte Almeida, que me parece um colega de elevada formação, também de convicções definitivas, entenderá que duvidar é um procedimento normal do processo cognitivo  e por ser  antítese, favorecerá a evolução e por vezes a alteração de conceitos que estavam considerados como imutáveis.

Blasfémia é sobretudo o que se faz de horrendo em contradição com a essência  da fé e não o que se diz, pois dizer é uma forma retórica de coligir o pensamento.

A metodologia numa discussão pode também  diversificar e ser mais ou menos acutilante, embora importe os valores que sustentam a dinâmica pensante.

Como é incómoda ao prazer a torrente musical monocórdica e contínua  numa orquestra, mas os sons diferenciados dos instrumentos, até o ribombar da percussão,  darão alguma  dissonância e acordarão a plateia que desconhece a pauta e despertará os sentidos.

O Presidente Vieira escreveu em negrito e em tom jocoso sobre a verdade de cada um e também ele entenderá  que alguma afronta não é pecado  neste espaço que pertence a todos os que fazem parte da Associação dos Antigos Alunos e divergir sustenta e anima o nosso site que merece ser mais frequentado.

Mas não quero de forma alguma ninguém mal disposto pois a minha afronta pretende mostrar como vemos a mesma coisa de ângulos ou formas diferentes e essa liberdade pensante é um dom intrínseco à  nossa liberdade humana, que devemos usar em favor de nós próprios e de algumas mentes acomodadas.

Mas com isto não quero dizer que se vão ver livres de mim…

  

2011-01-12

Duarte Almeida - Mortágua

Foi muito boa a intervenção do amigo Manuel Vieira no sentido apaziguador que todos lhe reconhecemos, porque ele é por natureza um moderador.

Apercebeu-se certamente do tom um tanto agressivo que alguém terá tentado imprimir à sua intervenção qual dono da verdade de uma verdade que ele assume como totalmente sua. Os outros gravitam à sua volta e não passam de meros espantalhos que servem para animar a festa. Não é assim meus amigos. Reafirmo aqui aquilo que disse na minha perfeita intervenção : respeitamos mas exigimos respeito.

A detorpação intencional ou não de toda, repito TODA, uma intervenção é sintoma de total falta de respeito por todo aquele que não quiz deixar de dar o seu contributo. Já uma vez me resolvi afastar intencionalmente de todo e qualquer debate porque a intervenção desses deuses da verdade foi por demais acintosa.

Tenho por princípio não referir nunca o nome das pessoas embora a nossa intervenção acabe sempre por afirmar implicitamente o sentido das mesmas

Quem esteve na origem desta minha intervenção foram até afirmações de um amigo que eu muito prezo pela sua referência a Maria que muito me feriu. Sou um mariano convicto e pertenço a um movimento dos mais conservadores da Igreja razão pela qual me senti muito atingido. Nem por isso referi o nome dessa pessoa que considero dos bons amigos até porque ...

Porque não quero entrar em diálogo, aconselho o senhor J. Marques a reler com calma a minha !ª intervenção e verá que em 3 pontos nós comungamos da mesmas ideias.

Não me arvoro em construtor de altares para endeusar o que quer que seja. Sempre fui e quero continuar a ser uma pessoa simples e humilde, que escreve porque gosta de escrever com uma linguagem do povo para que todos percebam.

Contruamos os nossos castelos com simplicidade e amor.

Com amizade

Duarte Almeida

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