fale connosco


2011-01-11

JMarques - Penafiel

Fiz algum esforço para saber quem era o colega Duarte Almeida e corri as mensagens do Fale Connosco mas acabei depois  por perceber que afinal   discutimos com alguma acutilância num Fórum desta Associação  há vários anos, sendo o tema o aborto e não havia concordância na abordagem  e curiosamente a argumentação acabava sempre nesta acusação agora verberada:” se calhar não andamos na mesma escola”. Mas andamos e interiorizamos valores idênticos. Mas depois crescemos…

Mas os grandes temas têm também várias escolas, que ora se aproximam ora se afastam de uma matriz de discussão e a importância da subjectividade na argumentação tem a ver com a forma como evoluímos  nas aprendizagens ao longo da vida, com a abertura de espírito a ideias não coincidentes com  verdades registadas como insofismáveis e ao seu aprofundamento em liberdade .

 

Falar na Igreja como Instituição criada por Deus menospreza  a omnisciência divina e mostra  a ambição humana pelo poder temporal  ao construir um trono em nome do céu.

A fé não é um direito dos fracos mas apenas um direito do ser enquanto humano e também Cristo soube afrontar todos aqueles que concebiam o reino dos céus como espaços para onde se transpunham as benesses terrenas.

O homem desorientou-se na sua fé e confundiu Deus e quis usá-lo construindo em seu nome um império terreno, usando a força terrena em nome da expansão divina e viveu em castelos e mansões no meio da luxúria em seu nome.

Hoje a Instituição Igreja debate-se com problemas fortes de credibilidade, embora algumas das suas franjas vivam orientadas para os mais humildes, muitas vezes com o espírito crítico semelhante ao que aqui se pode ler.

A hermenêutica pode favorecer a interpretação do percurso cristão e chegar à  forma visionária com pretendemos sonhar o cristianismo  e o colega Duarte  Almeida entenderá então que as suas verdades têm várias mentiras.

A Igreja de Cristo penso que foi bem percebida pelo colega Martins Ribeiro e eu comungo dela.

Entender a Virgem como a mulher do povo não menospreza a mãe escolhida e a sua humanidade contraria a imagem endeusada que o próprio Cristo rejeitou no momento da sua morte.

Curiosamente são aqueles que mais beberam os conceitos da fé por tanto tempo na Barrosa, os que mais se questionam e também os que mais  aprofundam hoje  essa fé e a encaram como um dom  que evolui em cada pensamento, em cada texto, em cada gesto, em cada olhar, em cada acto, em cada cenário deste mundo. São esses os que mais tempo estiveram sentados nas carteiras de Cristo Rei, alguns ao lado do colega Duarte Almeida, os  que mais abrem o espírito à renovação da fé num mundo que tem de mudar. Sentei-me poucos anos nelas mas ainda pressinto a dureza das suas madeiras.

2011-01-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Dir-me-ão assim: que chatice o Vieira e o Arsénio terem tido a “triste” ideia de pôr á nossa disposição este instrumento de diálogo que é o nosso site. Mas bendito ele seja porque, através dele e com o decorrer do tempo, nos vamos conhecendo melhor uns aos outros. Na verdade, estas técnicas modernas de informação são armas de um poder  insofismável e “terrível”.

Adoro a amizade e quando entrei para a nossa Associação fi-lo de coração aberto e cheio de alegria por me ser apresentada a oportunidade de conhecer amigos que tinham bebido os mesmos valores que eu bebera antes, numa fonte de que já quase me fugia a memória. E, ao princípio, vinha imbuído de um espírito despreocupado de que estava entre gente  da mesma fé. E o meu respeito por todos era absolutamente intocável. Porém, á medida que ia convivendo, esse experimentado sentimento foi dando lugar á dúvida e á retranca. Verifiquei que muitos dos males e da incerteza experimentada ao longo duma vida passada no meio de um mundo cada vez mais cão, afinal também existiam na AAAR. E caí da minha ingenuidade. Felizmente que o meu juízo inicial na esmagadora maioria (como se diz agora) dos meus caros companheiros e amigos, continua bem firme, intangível, incondicional e com o mesmo entusiasmo de sempre, bem arreigada no meu coração. Não quero dizer com isto que devamos ter  opiniões unânimes e que não haja confronto entre nós todos. Entendo mesmo isso como fundamental para um forte relacionamento. Mas terá de haver seriedade e honestidade mental.

O caro Duarte Almeida, a quem muito respeito, com muita mais autoridade que eu, sintetizou no seu post, a essência (palavra minha e não ouvida noutro qualquer lado) da discórdia e do azedume: “Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles. Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.”

Alguém aqui pretendeu endossar-me a um tal Pe. Mário para me tentar explicar não sei o quê, e essa intenção foi por demais forte para a minha sensibilidade. Mas quem é esse tal padre Mário? Será, quiçá, um certo indivíduo que, como falso profeta, eu vi um dia arengar na televisão disparates em catadupa, numa desconexa verborreia, impregnada dum amargo ódio que ia destilando da sua destrambelhada mente? Que me poderia ensinar então essa criatura? Se as minhas  orações não fossem tão insignificantes como são, rezaria a Deus para que lhe desse a sua paz. Por isso, encaminharem-me para o dito padre Mário? Bué! Tenham pena; mais valia dizer que não me gramam.

Isto não é uma jactância e devo dizer que fui sempre um homem livre, sempre. Só aceito aquilo que quero e me convém. A Fé que tenho é minha, os conceitos que tenho das coisas e da vida são meus, tomados e assumidos por mim com lucidez e de livre vontade, ninguém mos impôs. Se respeito  os dos outros? Mas sem dúvida que sim e se não puserem os meus em causa, nada tenho com isso!

2011-01-11

Duarte Almeida - Mortágua

Quantas vezes já me interroguei sobre a minha passagem pelo seminário de Cristo Rei.Será que todos os que vimos expondo as nossas opiniões frequentamos as mesmas carteiras? As minhas opiniões são pobres e sem qualquer interesse, porque despidas de conceitos elaborados a partir das verdades absolutas de todos aqueles que personificam o próprio deus. Nós os mais fracos precisamos de ter Fé, porque não criamos os nossos deuses. Somos seres menores que se precisam de agarrar à fé. Veneramos Maria e aceitamo-la, porque somos frágeis e precisamos dela. Não questionamos o seu papel de Virgem e de mãe. Fosse ou não muito bela. Isso é coisa que não nos preocupa e muito menos o pape´,l que José desempenhou na familia de Nazaré.

Desde há longo tempo me venho questionando. Quem afinal sou eu neste emaranhado de sentimentos contraditórios?

Nunca questionei a autoridade de quemquer que seja, apenas a aceito ou a recuso. Quanto ao meu posionamento na Igreja enquanto Instituição criada pelo homem é uma posição crítica. Quanto à Igreja enquanto Instituição criada por Deus aceito-a sem qualquer critica. Na primeira direi que estou à porta porque o ar é mais puro. Quanto à segunda estou lá dentro de corpo e alma porque efectivamente acredito nela. Não sou, nem espero ser nunca como um tal Mário que nunca soube onde estava nem sequer o seu papel no mundo.

Concordo que cada um tenha a sua opinião mas que tenha a humildade de não se querer substituir a Deus. Seria o cumulo da usurpação. Mas parece-me que na AAAR existem muitos deuses de pés de barro.

Força amigo Martins Ribeiro. Não somos da mesma geração pois como todos sabem sou do curso do Nabais do Arsénio e Cª. Uma coisa porém é certo, o nosso caminho é paralelo. Somos gente humilde e frágil pelo que temos necessidade de ancorar a nossa vida a uma FÉ, que ninguuèm nos consegue tirar, porque assenta no Amor. Temos os valores que nos foram legados e defendêmo-los com unhas e dentes, porque acreditamos neles.

Respeitamos, mas exigimos respeito. Não ofendam mais a nossa inteligência por favor.

Perdoem a pobreza destas expressões, que não quizeram primar pela exuberância nem pela riqueza de raciocínio. Elas foram ditadas por um coração, que sente  e se sente injuriado por alguns daqueles, que frequentaram as mesmas salas.

Estaremos efectivamente na mesma ASSOCIAÇÃO?

Até sempre, com um abarço para todos

Duarte Almeida

2011-01-11

PEINADO TORRES - PORTO

Bom dia companheiros . FELIZ ANO NOVO para todos vós e respectivas FAMÍLIA Cá estou de novo, tenho acompanhado os vários textos que os meus queridos companheiros foram enviando. A diversidade de temas é vasto, e sinceramente tenho de dizer que há matéria para meditar ( texto do amigo Davide Vaz ) conteúdo que subscrevo inteiramente. Escandalos na Igreja são uns atrás dos outros, que me interessa o legado de Renato Dardozi. a actuação do Cardeal Marcinkus, para mim foram uns crápulas. O que me choca nisto é esta gente ter tido influência numa INSTITUIÇÃO que deveria ser PURA E JUSTA, e para este peditório não dou mais. Agora vamos ao que interessa. No próximo dia 10 de Fevereiro vamos ter um almoço presidido pelo nosso decano MARTINS RIBEIRO. LOCAL - POIARES -PONTE DE LIMA DATA LIMITE DA INSCRIÇÃO - 5 de Fevereiro CONCENTRAÇÃO -RUA DA fAIA, 13 - PORTO HORA - 11 horas EMENTA GASTRONÓMICA -Chouriço assado e pão de Milho (broa) Bacalhau na brasa com batata cozida e verdura pode e deve ser aoompanhado com VERDE TINTO da casa Antes , durante e após o repasto, tal qual como em Aveiro, Arcos de Valdevez, Palmela e noutros locais, trataremos de passar em revista todos os assuntos que nos afligem , quer os de ordem pessoal, espiritual,económicos, políticos. Temos que falar, não pretendo fazer parte do grupo de angustiados. P S desde já informo os meus caros companheiros que tenho neste momento 4 lugares disponiveis na minha viatura. Como sempre VOLTAREI
2011-01-11

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Ao ler o tópico exarado neste site pelo nosso companheiro e amigo José Rodrigues, em jeito de saudação e bom augúrio em dia de Reis, reparei que enviava a todos nós, “Abraços PS”, coisa que  eu não entendi bem. De abraços, felizmente e para minha satisfação, conheço algumas espécies: os de amor, os de amizade, os familiares, porém, reconheço que há muitos outros géneros de abraçar. Existem ainda os abraços de partir costelas, os abraços de morte da anaconda, os abraços do urso, os abraços de falso amigo, os abraços de pesar nos velórios, os “Abraços Partidos” de Pedro Almodóvar e muitos mais: agora, abraços PS? Que raio de chi-coração será esse? 

E, vede lá, para o que me deu: para pesquisar nas enciclopédias o que poderiam ser os tais abraços PS. Fui á da Verbo e nada encontrei, á Portuguesa-Brasileira e nem sombras, ao dicionário da Academia e nem peta, á Wikipédia do Google e zero, ao Petit Larousse e nicles.

Fiquei deveras intrigado que raio de abraços poderiam ser esses e então pus-me a magicar e a fazer conjecturas; seriam abraços psicológicos? Pseudo-abraços que se dão assim a pessoas de quem pouco se gosta? Abraços psicotécnicos, psicotrópicos, psicadélicos? Sinceramente não conseguia deslindar o enigma. 

Ia desistir quando, de súbito, uma pequena centelha me iluminou o mistério, que nem sequer era mistério nenhum. Mas que burro eu estava a ser! Pois claro: um abraço PS só podia ser um abraço “Post Scriptum”, pese embora a circunstância de ele ter sido transmitido “in medio scripti”. 

PS. E sabeis que mais, caros amigos e companheiros? Resolvido o imbróglio, aqui vos mando então, todo vosso muito afectuoso, um grande abraço PS. “Post Scriptum”, nada de confusões! 


 

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