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2011-06-16

manuel vieira - esposende

"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena", esventrava o poeta sem conhecer a Serra das Mesas, os fios frescos de água cristalina e ternurenta entrelaçados até ao Côa, as guritas esculpidas nas torres do Sabugal, do Castelo Mendo e do Castelo Bom.

Tudo vale a pena porque é pena que a vida se esconda também nas sombras das cidades, onde a urze não tem cheiro nem tem cor nem os fenos cegados há instantes, onde o bulício só tem fumo e frenesim e as aves de rapina esvoacem esticadas nos museus já sem vida e movimento.

Tudo vale a pena, sempre vale a pena se o poeta soubesse e sentisse no âmago que  o Encontro na Casa do Castelo se cruzou em Porto de Honra generoso trincado com os biscoitos de figo e amendoas doces em ceiras de sorrisos e Judiarias  escavadas.

Bem, viveu-se entre a gula do Albertino e os grelhados do Zé Nabeiro, com caldo de cornos no Soito.

Junto ao Côa de parto, amesendamos com queijos e vinhos, com pão rústico e enchidos de fumeiro genuínos e nos Fóios da Capeia Raiana afugentamos os sonos com cafezinho à maneira.

Para que o poeta não pense que por ali andamos ao Deus dará, que em Melos calcamos a calçada do seu percurso, que em Folgosinho subimos às ameias e sublimamos sabores e avistamos cerejais, no Sabugal descansamos e em Coimbra nos cruzamos.

Foi bom, foi muito bom e para o ano há mais!

2011-06-15

aventino pereira - Porto

 

Ouço o  vosso silêncio, ouço: acabou.

O encanto vazio

A ilusão vadia

um sonho mais que nos fintou.

Foi tanto o tempo preparado, tanto, para uma apoteose que todos sabemos que não existe. Tanto de tanto, de Alexandres e de Arsénios, de Vieiras e de Castros, de Ribeiros e de Vergílios, de Vivat's e de gulas. Foi tudo tanto e tudo tão pouco que depois, no abraço instante dos tão poucos que aparecem, há quem diga que vale a pena, há que digam que GAIA é que vale a pena.

" de repente do riso fez-se o pranto

silencioso e branco como a espuma.

Fez-se do amigo próximo o distante.

Fez-se da vida uma aventura errante" (Vinicius de Moraes).

 

2011-06-14

Assis - Folgosa - Maia

Amigos!

Como  manter-me calado, depois de ter visto um filme tão expressivo da realidade por nós vivida nestes dois dias passados em terras de Riba-Côa? Os artistas até poderiam ser apenas os mesmos que entraram em outros filmes - e ainda bem que tal não aconteceu, pois tivemos a alegria de nos encontrar com protagonistas do passado, já longínquo, com quem confraternizámos como se só agora tivéssemos entrado todos juntos na quinta da Barrosa - mas a qualidade da sua produção e realização sobrepõe-se aos anteriores. Nem a sonolência a que o realizador se viu forçado conseguiu beliscar um "chisquinho" que fosse a sua qualidade. Todos nós ficámos beneficiados em côr e beleza cintética, não tenhamos dúvida...

Amigo Ribeiro: Os nossos parabens!

Também não posso calar a beleza da paisagem, o esforço da organização, mormente do nosso Alex, e a qualidade dos petiscos servidos nos diversos pontos do Encontro. Até a qualidade da água - a par da do vinho do Delfim - com que a bica do bébé Côa matou nossa sede e aquela que o Alexandre nos foi fornecendo ao longo de todo o percurso, é digna de ser celebrada. - Claro que não poderíamos exigir que o Alex tirasse a medida a todos os ângulos, curvas e tangentes das ruas - ele apenas se tinha fixado no belo das formas - pois, segundo me foi revelado, na Grécia, ele apenas teve contacto com o autor da Odisseia, nunca com Pitágoras... O que também me foi segredado, foi que o condutor alentejano da Barraquense levava já bem assente que iria fazer a seguinte proposta à administração da empresa: «que para a próxima visita ao norte, ela, a administração, lhe concedesse uma viatura com um segundo volante, à rectaguarda claro...».

Por aqui me fico por hoje. O meu xi-coração para todos/as vós. Desta vez, um muito especial para quantos já não via desde 1960, pois sei que não levareis a mal.

F. Assis

   

2011-06-14

manuel vieira - esposende

 
Este é o link do vídeo do nosso Encontro Nacional que percorreu terras do Sabugal e de Gouveia, neste último concelho em busca de Vergílio.
O nosso amigo Martins Ribeiro já disponibilizou os conteúdos registados e podem ser vistos acedendo à galeria de Imagens e aos nossos vídeos.Em breve estarão disponíveis fotografias que relembrarão percursos imensos e felizes.
2011-06-13

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Depois de ter passado o domingo inteirinho e até ás tantas da manhã para editar um pequeno filme do nosso Encontro do Côa, ele ainda não está disponível no YouTube porque, ao tentar publicá-lo nesse espaço, surgiram inesperados problemas; não erros ou culpa minha, mas exigências do dito Servidor que está sempre a alterar as regras. Vamos ver se, amanhã, já poderá ser visionado na melhor perfeição. 

Porém, neste longo intervalo que demora a sua entrada no Tube, fui dar uma espreitadela ao nosso site e verifiquei que, também até agora, ainda ninguém “chiou”; nada, nem sequer o nosso Presidente mas este, sim, terá uma boa desculpa pois suponho que está a fazer um trabalho ingente para inserir os montes de fotografias que foram tiradas. 

Quero acrescentar que, salvo alguns contratempos de ocasião, mormente as malfadadas marchas-atrás que o nosso motorista teve que executar e os imprevistos barulhos nocturnos, todo o passeio foi muito bom e agradável. Bom tempo, boa comida, magnífica confraternização entre todos. Para mim foi marcante a subida á nascente do rio Côa, por tudo o que ela encerrou; aventura, alegria, esticanço das minhas pernas já com muita falta de óleo e algum caruncho. Por fim a “encornadura” da canja dos ditos que eu nunca tinha comido nem fazia ideia de que pudesse existir um prato com tal designação. Bem, mas nomes bizarros de comidas regionais há muitos pelo País fora e, quanto mais escabroso é o nome, parece que mais saborosos eles são. O “vivat”, cantado com todo o calor, causa sempre uma funda emoção.

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