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2011-06-14

Assis - Folgosa - Maia

Amigos!

Como  manter-me calado, depois de ter visto um filme tão expressivo da realidade por nós vivida nestes dois dias passados em terras de Riba-Côa? Os artistas até poderiam ser apenas os mesmos que entraram em outros filmes - e ainda bem que tal não aconteceu, pois tivemos a alegria de nos encontrar com protagonistas do passado, já longínquo, com quem confraternizámos como se só agora tivéssemos entrado todos juntos na quinta da Barrosa - mas a qualidade da sua produção e realização sobrepõe-se aos anteriores. Nem a sonolência a que o realizador se viu forçado conseguiu beliscar um "chisquinho" que fosse a sua qualidade. Todos nós ficámos beneficiados em côr e beleza cintética, não tenhamos dúvida...

Amigo Ribeiro: Os nossos parabens!

Também não posso calar a beleza da paisagem, o esforço da organização, mormente do nosso Alex, e a qualidade dos petiscos servidos nos diversos pontos do Encontro. Até a qualidade da água - a par da do vinho do Delfim - com que a bica do bébé Côa matou nossa sede e aquela que o Alexandre nos foi fornecendo ao longo de todo o percurso, é digna de ser celebrada. - Claro que não poderíamos exigir que o Alex tirasse a medida a todos os ângulos, curvas e tangentes das ruas - ele apenas se tinha fixado no belo das formas - pois, segundo me foi revelado, na Grécia, ele apenas teve contacto com o autor da Odisseia, nunca com Pitágoras... O que também me foi segredado, foi que o condutor alentejano da Barraquense levava já bem assente que iria fazer a seguinte proposta à administração da empresa: «que para a próxima visita ao norte, ela, a administração, lhe concedesse uma viatura com um segundo volante, à rectaguarda claro...».

Por aqui me fico por hoje. O meu xi-coração para todos/as vós. Desta vez, um muito especial para quantos já não via desde 1960, pois sei que não levareis a mal.

F. Assis

   

2011-06-14

manuel vieira - esposende

 
Este é o link do vídeo do nosso Encontro Nacional que percorreu terras do Sabugal e de Gouveia, neste último concelho em busca de Vergílio.
O nosso amigo Martins Ribeiro já disponibilizou os conteúdos registados e podem ser vistos acedendo à galeria de Imagens e aos nossos vídeos.Em breve estarão disponíveis fotografias que relembrarão percursos imensos e felizes.
2011-06-13

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Depois de ter passado o domingo inteirinho e até ás tantas da manhã para editar um pequeno filme do nosso Encontro do Côa, ele ainda não está disponível no YouTube porque, ao tentar publicá-lo nesse espaço, surgiram inesperados problemas; não erros ou culpa minha, mas exigências do dito Servidor que está sempre a alterar as regras. Vamos ver se, amanhã, já poderá ser visionado na melhor perfeição. 

Porém, neste longo intervalo que demora a sua entrada no Tube, fui dar uma espreitadela ao nosso site e verifiquei que, também até agora, ainda ninguém “chiou”; nada, nem sequer o nosso Presidente mas este, sim, terá uma boa desculpa pois suponho que está a fazer um trabalho ingente para inserir os montes de fotografias que foram tiradas. 

Quero acrescentar que, salvo alguns contratempos de ocasião, mormente as malfadadas marchas-atrás que o nosso motorista teve que executar e os imprevistos barulhos nocturnos, todo o passeio foi muito bom e agradável. Bom tempo, boa comida, magnífica confraternização entre todos. Para mim foi marcante a subida á nascente do rio Côa, por tudo o que ela encerrou; aventura, alegria, esticanço das minhas pernas já com muita falta de óleo e algum caruncho. Por fim a “encornadura” da canja dos ditos que eu nunca tinha comido nem fazia ideia de que pudesse existir um prato com tal designação. Bem, mas nomes bizarros de comidas regionais há muitos pelo País fora e, quanto mais escabroso é o nome, parece que mais saborosos eles são. O “vivat”, cantado com todo o calor, causa sempre uma funda emoção.

2011-06-09

manuel vieira - esposende

O Alexandre verbera sobre quem estimula as glândulas ao visionar os 5 pratos fumegantes do Chefe Albertino, afirmando em tom fustigante que os ditos cujos não são um convite à nefasta gula, quase chamando de pecaminoso o delírio dos sabores que o saber de arte das panelas estende sobre as mesas.

Diz o saber do povo que a necessidade aguça o engenho e o Albertino bebeu dessa fonte, aprimorou o jeito prá coisa e afastou os espíritos com os fumos dos enchidos e das sápidas encomendas dos praticantes sagrados da gula, esse pecado capital que tem dimensão universal e indefectíveis nos postos de observação do Vaticano.

O Albertino assentou pés na terra e teve unhas para o negócio e dedo para os vícios da mesa. É isso que lhe vamos dizer amanhã, sobretudo quem se viu mirrado nos refeitórios do Redentor.

Cardápios de bom comer não são pecado e a gula é boa companheira em santuários desta religiosidade, pois pecado é a fome, companheira da miséria e o milagre da multiplicação teria lógica em Folgosinho pois multiplicar o que é bom é sempre de louvar e bem nos levará a afirmar que esta viagem é uma subida aos céus.

2011-06-08

Alexandre Gonçalves - Palmela

3. Como prometi na intervenção anterior, aqui estou a dar continuidade aos comentários que me ocorreram a propósito do Encontro Nacional 2011. Fiquei surpreendido com o entusiasmo verificado a propósito da mesa do chefe Albertino. Recomendo que se leia o que aparece na nete sobre Folgosinho e o respectivo restaurante. É uma história de pobreza e de combate. Hoje é uma referência mas o seu passado está cheio não de pratos mas de espírito. E daquela utopia que acredita no esforço tenaz e na procura dum caminho para construir um lugar ao sol. Isto é, numa aldeia que parece um ninho de águias, marcada pelo vento, pela neve, por uma solidão ontológica, onde só os deuses podem morar. Ou como diz Vergílio, Folgosinho é uma aldeia que galgou para o alto da serra onde tem ficado a meditar entre as montanhas. Daí que ele assuma um sentimento colectivo, apostrafando em nome das gentes os elementos, eternamente mudos: "dizei aos montes que falem;iluminai estes vales escuros, estas árvores negras e paradas, que eu não posso com este silêncio de terror!" Esta viagem tanto é uma subida ao céu como descida aos infernos. E isto não é metáfora. É muito mais que uma serra, como diz a publicidade. É um poderoso impacto, um quase doloroso espanto, pela grandeza do universo e pela minúscula sombra da espécie humana. Folgosinho é festa, uma festa branca, um horizonte sem limites, um castelo de pedra alvíssima, como os seixos dos rios. E uma farta mesa de sabores, arte quase milenária. Os ditos cinco pratos não são um convite à nefasta gula. São antes apelos estéticos ao prazer elevado, como quando se experimenta uma paisagem de água ou uma suave manhã de sol. Este território é sagrado. Só uma profunda emoção o pode descobrir. Vergílio não ensina mas com ele pode-se aprender a ler a montanha e a vida.

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