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2011-08-08

Arsénio Pires - Porto

Amigos:

"A transparênia dos anos/ está pronta".

Disto falou o Alex.

Ao nosso querido Nabais se referia! (Penso...)

Ele que, possivelmente, nem as comovidas palavras de Alex lerá

porque  

"Retirou-se para as ervas, para os lugares abandonados,

para os silêncios desconhecidos."


Para que toda a AAAR saiba.

E recorde!

2011-08-08

alexandre gonçalves - palmela

2.PERFIL É um homem discreto e transparente. Escava a vida como quem lavra um campo. Desde o natal de cinquenta e sete. Faz neve nos campos de vila nova. No imenso dormitório, morre-se de frio. As aldeias morrem de frio. As famílias estão mortas de frio e de ausência. Não há no mundo um lugar para passar a noite. Não se pode adormecer na morte. Um homem traz consigo uma bola de neve. Às vezes um homem é um poço. Às vezes é uma dor surda. Ou um mistério sem voz. A música é uma paixão. Uma rapariga vestida de branco. Proibida. Vedada por uma grande cerca. Como aqueles muros altos, eriçados de vidros. Deus é um problema, não uma solução. A consciência estorva como um silvado. O corpo é uma fraude. As mãos sugerem vestígios residuais duma antiga função biológica, entretanto desaparecida. Um homem tem dificuldade em aturar-se. É perigoso dispor de memória e de reflexão. Nascer assim, crescer assim, gritar assim. Ser pão ainda, ser luz ainda, estender mesmo assim os braços em múltiplas direcções. Não saber o que é a raiva. Não estilhaçar um vitral. Não disparar um tiro contra a perfeição. Um homem não é seguramente um DEUS. Mas é a mais elevada de todas as criaturas. Dele não direi nem sequer o nome, tão grande é o silêncio que o habita.
2011-08-06

Alexandre Gonçalves - Palmela

"A transparênia dos anos/ está pronta. Discrimina./E quanto retém é quanto/se comoveu.Trouxe acima/ um assentimento./ ..." (F. Echevarría)É um homem discreto e transparente. Enquanto discreto, não fez nada, não disse nada, não acumulou um pingo de glória. Trata as palavras como pessoas. Sorri-lhes, dá o jeito para que a mão as liberte. Respeita-as como se elas fossem susceptíveis. Aprendeu a lidar com elas subtilmente. Trata-as com pudor, como se fossem meninas de colégio. Se falam, bebe-as. Se dormem, passa ao lado , para não as acordar. Se gracejam, ou tendem para comentários menos próprios, ele retira-se tão agilmente que ninguém nota. Sabe o nome delas todas. Se for preciso, ele chama-as e elas obedecem. Só exige uma condição: que elas, as palavras, não incluam o nome dele na agenda. Como é discreto, quase invisível, quis o destino que a transparência lhe cobrisse a vida toda. Desde vila nova, quando começou a aprender as palavras principais, percebeu-se logo que ali havia um vulcão. Não fora o silêncio, haveria lavas para consumo geral. Tudo nele é comoção. E assentimento. Os anos vieram, a vida queria ruído, a cidade estava toda pronta para o abate. Ele nem disse não. Acenou apenas negativamente. Era mais sóbrio. E como se viu mais eficaz. Agora, a transparência dos anos está pronta. Sabe-se o tear dos dias em que teceu a solidariedade, a gestual atitude de preencher todas as ausências, de executar tudo o que foi adiado pelos outros. Retirou-se para as ervas, para os lugares abandonados, para os silêncios desconhecidos. Lá dentro mora ainda um vulcão, que nenhuma força do mundo poderá desactivar.
2011-07-31

A. Martins Ribeiro - TERRAS DE VALDEVEZ

Caros amigos e companheiros:

Estou a preparar a tralha para ir uns dias por esse País fora,  que é como quem diz e de forma pomposa, para ir de férias. Como “trabalho” muito, entendo que me assiste esse direito. 

No entanto, o que me traz aqui é o seguinte: como ficou previsto e que ainda nenhum dos possíveis interessados contestou, vai ser no dia 13 de Setembro o ataque á “dita cuja” da minha terra e preciso de saber, impreterivelmente até ao dia 20 de Agosto, quem vão ser os valentes que estão dispostos a entrar na liça. Porque  tão transcendente cometimento não se pode preparar assim em cima do joelho, nem isto é como na casa da mãe Joana. Tem que ser dada a ordem de execução pelo menos quinze dias antes para tudo poder estar operacional na devida altura. Tenho tentado contactar alguns dos possíveis interessados - e continuarei a fazê-lo até lá - através do telefone mas até agora ainda o não consegui. Se me permitis e sem querer preterir ninguém - a porta está aberta para quem quiser entrar - apenas iria sugerir alguns dos nomes que já trilharam os caminhos destas andanças: Vieira, Peinado, Diamantino e Arsénio já os dou como certos, no entanto e pelo menos, gostaria tambm que o Davide, o Gaudêncio, o Alexandre, o Assis e o Meira também pudessem estar presentes. Garanto que ninguém se irá arrepender. 

Portanto fico á espera das vossas "faladuras" que podem ser dadas para o meu e-mail, telefone ou neste site; também podem ser combinadas com o Peinado, Vieira ou Arsénio. 

Cá vos espero e agora … ala, que vou de abalada até ao Alentejo!

2011-07-26

Arsénio Pires - Porto

O Vieira veio focar um problema que me toca profundamente:

O próximo desaparecimento da Editorial e da revista Míriam.

 

Este é um grande sinal dos tempos que, a meu ver, se prende com a Igreja em geral:

A Igreja institucional, com o seu esquema tradicional que remonta aos tempos constantinianos do séc. IV, já não diz nada a quase ninguém.

Mas parece que ninguém quer enfrentar a realidade.

A autêntica mensagem de Jesus foi deturpada, quando não mesmo “rasgada”, ao longo dos séculos por esta instituição que consegue chegar ao séc. XXI com um esquema absolutista, nada democrático e com práticas que, nalguns aspectos, infringem os fundamentais direitos humanos no que à igualdade dos mesmos diz respeito. Dou um exemplo: a condição subserviente e limitativa de ascensão a postos de serviço da mulher (disse “SERVIÇO” e não honrarias ou eminências…reverendíssimas… sumos pontífices…) quando comparada com o homem.

Felizmente que o principal desta Igreja (mas, infelizmente, o menos visível… ou talvez não…) perdurou ao longo dos séculos e não largou o cap. 25 de Mateus!

 

Por isso me dá dó ver desaparecer um posto tão privilegiado de difusão do evangelho de Jesus, como é o duma Editorial e um revista, por não terem sabido adpatar-se aos tempos modernos, insistindo na venda de livros que pouco mais falam do que de novenas, terços e jaculatórias.

Quem pode comprar livros assim?

Onde estão os grandes temas que afectam os homens e mulheres de hoje?

Onde está, também na mensagem escrita, a Igreja que se quis “semper reformanda”? Que temas temos visto serem tratados na Míriam que interessem minimamente aos cristãos de hoje?

Depois… não há leitores? Pudera!

Quem aguenta?

 

Nota: Houve uma proposta formal feita à Congregação (que incluía  um grupo de ex-alunos redentoristas) para dar continuidade à Editorial e à Miriam, que viria a ser dentro duma linha moderna, com raízes no esquecido (ignorado?) Concílio Vaticano II, aberta à sociedade dos homens de hoje.

Resposta: NÃO!

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