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2016-06-21

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

AMIZADE E FAVAS

No passado dia 18 novamente alguns AARs juntaram-se na colina de Cabanas onde assenta a casa do companheiro Assis para confraternizarem numa favada a preceito superiormente cozinhada pelo competente Mestre e nosso Presidente Vieira. Mais uma vez se esbanjou amizade a rodos por entre diversas iguarias acompanhadas pelos mais afamados nectares que alegram o coração, alguns da lavra de companheiros nossos. Todos esses ingredientes são colhidos da terra com o trabalho do homem. P´ra lá das indispensáveis favas foram esquisitos salpicões trazidos pelo Castro, rudes alheiras assadas no churrasco, foram os apetitosos camarões, os deliciosos queijos, foi a rústica boroa típica da região minhota, saborosos croquetes e rissois, houve diversas frutas de entre as quais sobressaíram  coloridas cerejas, este ano raras e por isso tão caras, sem faltar também todo o género de doces, bolos e pudins, vinhos e licores sem conta, proporcionando essa vasta ementa um dia inesquecível. Além dos companheiros de mais perto, vieram outros de bem longe com relevância para o amigo Guerreiro e esposa, provenientes das longínquas e tropicais paragens de Brasília. Foi uma jornada cheia amor e fraternidade onde se libou á amizade, á possível e desejada felicidade em futuras demandas. Deixo aqui os meus respeitos a todos esses amigos e companheiros com quem tive o privilégio de conviver nessa tarde pois me proporcionaram alegria a jorros e me atiçaram os carvões já mortiços da fogueira da vida. 

Peço-vos que espereis por um pequeno filme que está a ficar quase pronto para este sítio.

Apetece-me terminar com uma versalhada ao jeito do amigo Lamas:

 

Amigos e companheiros

Porque não bebestes bagaço

Estou aqui entre os primeiros

 A dar-vos um grande abraço!

 

Arcos, Junho 2016

2016-06-21

manuel vieira - esposende

Apetecia-me esboçar aqui alguns comentários sobre o texto do Castro mas optei por ligar ao Elias e afirmar-lhe que esse não é o meu Deus. Ponto final.

A casa do Assis em Orbacém recebeu ontem cerca de 2 dúzias de convivas que perceberam a importância da mesa, neste caso das mesas, na passagem de um tempo feliz e ameno.

Umas favinhas estufadas da colheita do Lamas e um arrozinho de favas da horta do Assis aconchegaram as entradas fartas de bom fumeiro, camarão, rissóis, azeitonas curtidas, bom pão, entrecosto grelhado e umas divinais alheiras na brasa de sabores e aromas inquestionáveis. As "pomadas" várias reforçaram a inspiração e o Castro ainda foi ao Pinhão buscar um divinal paio que entonteceu os palatos.

Toucinho do céu à moda de Alijó das mãos da D.Argentina do S.Frutuoso de Braga, esposa do Lamas, os charutos de doce de ovos dos Arcos trazidos pelo Martins Ribeiro e outros doces "infernais" combinaram com a abundância  das cerejas carnudas de Resende oferecidas pelo Diamantino. Fizeram-se discursos como sempre e abraçamos o Luís Guerreiro e a Irene sempre bem entre nós e depressa demos por ela que o tempo voou.

Não sei do que se falou pois não escutei conversas tantas que houve e de avental ao peito aprimorei mais uma favada que está a fazer tradição lá na montanha do Assis.

2016-06-16

José de Castro - Penafiel

A Palavra do Senhor

Meus caros amigos. Estou ainda em choque não sabendo porém se pela minha ignorância ou se de facto o que ouvi na igreja do Foco desta cidade do Porto não ser susceptível de outras interpretações que não a minha. Certamente porém outros ouviram as mesmas palavras por esse mundo fora nesse mesmo dia 14 de Junho de 2016.

Queiram por favor ajudar a que se faça luz nesta mente obscura com o vosso comentário. É um favor que peço!

Logo eu que como nunca escondi frequento pouco as missas dos dias comuns... porém participo activamente nas poucas a que sou chamado em momentos solenes (mais os de dor do que de festa).

Pois o facto é que na passada terça feira quis o destino que eu participasse numa missa de sétimo dia pela morte de um Amigo.

Não é comum estar com a atenção que é devida ao ponto de interiorizar cada palavra da Primeira Leitura. Mas o caso não foi para menos. Mal começou a dita Leitura a minha atenção não se desviou mais um milímetro até ao seu final. Era a Palavra do Senhor e dizia assim:

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita:

"Vai; desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que mora em Samaria, ei-lo que desce a tomar posse da vinha de Nabot.

Dir-lhe-ás: 'Isto diz o Senhor: Mataste, e agora usurpas!' - E ajuntarás: 'Eis o que diz o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu'".

Acab exclamou: "Encontraste-me de novo, ó meu inimigo?" "Sim!", respondeu Elias. "Porque te vendeste para fazer mal aos olhos do Senhor.

Farei cair o mal sobre ti, varrer-te-ei, extreminarei da família de Acab em Israel todo varão, seja escravo ou livre.

Farei de tua casa o que fiz da de Jeroboão, filho de Nabat, a da de Baasa, filho de Aías, porque me provocaste à ira e arrastaste Israel ao pecado.

E eis agora o que diz o Senhor contra Jezabel: Os cães devorarão Jezabel na terra de Jesrael.

Todo o membro da família de Acab que morrer na cidade será devorado pelos cães, e o que morrer no campo será comido pelas aves do céu.

Com efeito, não houve ninguém que praticasse tanto mal aos olhos do Senhor como Acab, excitado como era por sua mulher Jezabel.

Levou a abominação ao extremo, seguindo os ídolos dos amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante dos Israelitas"

Ouvindo estas palavras, Acab rasgou as vestes, cobriu-se com um saco e jejuou; dormia envolto no saco e andava a passos lentos.

Então a Palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos:

"Viste como Acab se humilhou diante de mim? Pois que ele assim procedeu, não mandarei o castigo durante a sua vida, mas nos dias de seu filho farei vir a catástrofe sobre a sua casa".

Palavra do Senhor.

 

2016-06-14

manuel vieira - esposende

O Assis continua a organizar a sua casa em Orbacém para poder receber tantas visitas no próximo sábado para a tradicional favada, que é apenas um pretexto quente para mais um abraço aos meus caros amigos. Curiosamente o Assis tem sempre lugar para todos e nunca são de mais.

Neste dia 10 de Portugal a cidade de Champigny nos arredores de Paris juntou muitos portugueses e as suas figuras principais que entenderam centralizar por ali as comemorações do dia de Portugal, este ano com muito foco nos nossos emigrantes que por ali passaram e viveram nas décadas de 50, 60 e 70 nos bairros de lata conhecidos por bidonville.

O de Champigny ficou muito conhecido e recordo que em 1966 chegou à Quinta da Barrosa o padre francês Henri marie le Boursicaud para aprender português durante algum tempo. Era um padre redentorista que optou por viver nesse bairro de lata com 6000 portugueses onde seria também um operário carpinteiro.

A sua dinâmica social foi muito forte e a sua intervenção, nomeadamente junto do então presidente da Câmara, o comunista Luis Talamoni, que a Comunidade portuguesa homenageou há dias com a oferta de um monumento em mármore com a figura daquele autarca falecido na década de 70 e que conseguiu alterar as condições de vida da população da "favela".

Estive a pesquisar notícias na imprensa francesa sobre a efeméride e o Le Parisien refere que o dito monumento está colocado na Rotunda Henri Marie Le Boursicaud, que também tem nome numa grande avenida da cidade e que penso foram atribuídas em tempos pelo autarca falecido e agora homenageado, em resposta ao trabalho desenvolvido pelo nosso padre amigo em favor de tantos emigrantes.

O padre Henri que muitos conhecemos, vive hoje em Fortaleza e vai a caminho dos 96 anos e alguns de nós vamos acompanhando o seu tempo através do facebook e das notícias que temos dele p+or esse meio.

Ao ler a notícia senti sinceramente um grande orgulho por ser um de nós ...

 

2016-06-13

alexandre gonçalves - palmela

Serra d'Arga

 

Orbacém, na colina da Serra d'Arga, rima com Jerusalém, um lugar sagrado, rente ao rio do tempo. Amigos das muitas paisagens, desliguem os botões do tédio e por um dia acreditem na doçura da amizade. Francisco preside ao culto, na pureza dos seus gestos. Seja a fava rica, seja a explosão do verde Minho, sejam os nomes que trazemos de longe. O templo fica perto de todos os lugares. E fica bem, aos que viajam atentos, que rezem o silêncio da montanha. Num ano tão escasso de alegria, tão ferido de ausências, é suave um largo lenho, coberto por uma toalha de linho, onde os frutos da terra consolam o corpo e levantam a alma. O verão vem por aí, no seu tropel de ruídos e aparência. A dezoito é o que resta duma primavera que o não foi. É hora de preparar este espiritual prazer do encontro. Preservemos a sede, a palavra, o gesto. E todos os sentimentos próprios de uma liturgia da memória. Afinemos a audição. Há uma voz que chama de longe e derrama bondade pelas estradas de acesso. Não sejamos surddos. Não guardemos para um incerto verão o que resta de um óbvio final de primavera!

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