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2011-07-14

manuel vieira - esposende

Ao fim do dia a minha mulher ligou-me a perguntar se alinhava num bacalhauzinho cozido com uns legumes, acautelando certamente o bom trato de uma dieta mediterranica. Alinhei como convém.

Ao sentar-me à mesa apercebi-me que um tachito medianamente ocupado com água da dita cozedura ia ser despejado. Dei logo voz de comando, alcei o avental, retirei um molhinho de coentros que esmaguei bem esmagadinhos com 2 dentes de alho e sal grosso no almofariz.

Tachinho meio cheio ao lume da vitorceramica, um tomate desfeito em gomos a cozer acolitado pela cebola e bem depois passei-lhe a varinha mágica até a coisa ficar no ponto. Um azeitinho de Vila Flor ou arredores, umas gotas de piripiri e escorrichei a garrafa do vinagre de lentas gotas precisadas.

Desfiz grossamente o bacalhau cozido liberto das espinhas, juntei o esmagamento cheiroso dos coentros abundantes e depos de mais uma fervura adicionei o pão grosso e rústico esfrangalhado em ajuizadas porções.

Agarrei num ovo crú, parti-o e lancei-o na substância escalfando-se. Mais uns minutos e foi servir em prato fundo uma açorda fumegante e gulosa de bacalhau à moda de Évora, do interior alentejano, com aqueles cheirinhos em êxtase que atiçam qualquer mortal. Desculpem lá mas foi um consolo.

Com todo o enlevo um bom minhoto se esfalfa a condimentar uma açorda rica dos confins do alentejo, apreciando os cheiros e sabores da sopa grossa enxuta pelo pão rude.

Depois de lambuzado pela preciosa receita dos confins alentejanos lembrei-me como também o crente desbunda palavras cheias sobre a vivência do ateu, com o mesmo empenho que o fervoroso ateu descreve a fé do convicto crente.

É verdade que também no sul se cozinham uns bons rojões à moda do Minho com a mesma mística que me despertou a açorda à moda de Évora.

Dizia o nosso filósofo e poeta Agostinho da Silva " a única salvação do que é diferente é ser diferente até ao fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade".

2011-07-13

Arsénio Pires - Porto

Amigo Peinado:

Que tu não ias ao Encontro só por motivo de férias, já eu sabia pois tínhamos falado poucos dias antes.

Por isso estava descansado. Interpretei aquela referência do Gaudêncio como uma suposição dele e não como uma certeza.

Foi bom ouvir-te. Como sempre.

Para a tal "Foda de Monção" já desde o início estou inscrito no livro de assentos do Martins Ribeiro. Levarei os meus ancestrais apetites e não as miraculosas medicinas de que, felizmente, ainda não necessito.

Só espero que, se for na 1ª semana de Setembro, combinemos com tempo o dia pois tenho dois dias ocupados mas ainda sem confirmação (dias 6 e 7).

É claro que também de "pés debaixo da mesa" se faz a nossa Associação!

Não falharei!

2011-07-12

PEINADO TORRES - PORTO

Boa tarde companheiros Efectivamente não foi a doença que me afastou do grande encontro no SABUGAL, mas sim uma oportunidade de férias, e as oportunidades têm que ser aproveitadas e as decisões também têm que ser tomadas. Devo acrescentar que os anos não perdoam, tenho alguns problemas de saúde que estão a ser tratados. O meu muito obrigado ao GAUDENCIO E ao nosso decano MARTINS RIBEIRO, pelas atenções prestadas e pelas palavras elogiosas que não mereço. Já visualizei o video do grande encontro, parabéns aos realizadores. Daqui envio o meu grande abraço de amizade e fraternidade ao meu distinto condiscípulo e amigo FERNANDO CAMPOS que já não o vejo à 52 anos, pois tive conhecimento de que também esteve no SABUGAL. A respeito de nos integrar-mos na FEDERAÇÃO anunciada, o meu voto é NÃO. E a propósito deste assunto acho que antecipadamente deveram ter divulgado os contornos da possível adesão, e as pessoas já iriam para a assembleia com umas luzes do que se ia tratar. Como não faço parte da fundação da AAAR não sei quem quiz fu8ndar " O CLUIBE DOS QUE SE SENTAM COM OS PÉS DEBAIXO DA MESA ", mas sou dos que pugno pela união, amizade e fraternidade entre todos os AAAR, e sou também ferrenho devorador de boas companhias e lautos almoços, isto não é novidade para muitos de nós, vou começar a tomar VIAGRA para me preparar para a " FODA DE MONÇÃO " que se irá realizar possivelmente durante a primeira semena de setembro a convite do meu companheito e ilustre amigo MARTINS RIBEIRO. SOU REFORMADO, DOENTE SEMI-PROFISSIONAL, E GSSTOR DOS MEUS NEGÓCIOS em parte time VOLTAREI P S ainda tenho uns talhões para vender no céu. Até breve
2011-07-12

Arsénio Pires - Porto

Pela rubrica "Pontos de Vista" também vão passando vários pontos de vista.

Porque o nosso portal não é só "Fale connosco", não te esqueças de clicar no "Pontos de Vista" e espreitar.

E intervir!

Vão aparecendo "coisas" novas!

2011-07-10

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Após ter lido os últimos textos exarados no nosso site, de repente, dei comigo a matutar no meu bestunto sobre uma chamada de atenção do Gaudêncio na parte final do seu tópico e na qual me foi dado entender que o grande amigo Peinado estaria doente e, por essa razão, não teria comparecido no nosso recente encontro do Sabugal. Não era essa a informação que possuía e que, segundo o próprio Peinado me confirmara, o motivo da sua não comparência se devia, isso sim, a um período de férias por terras de Espanha. Por isso, tenho andado a cismar e não tendo nada que me sugira o contrário, vou procurar deslindar o que se passa sobre o assunto. Sabia que o companheiro Peinado tinha alguns problemas de saúde, entretanto sob vigilância médica e com adequado tratamento como, é sabido, toda a “velhada” vai sentindo com maior ou menor acutilância. Nada, porém, que impeça certos pecados, principalmente os da gula. O Peinado faz parte do núcleo duro de certos “malucos” do nosso Grupo e nem sequer me passa pela ideia que não possa comparecer na próxima estroinice planeada para Setembro em terras do meu burgo.

Também verifiquei que os ânimos, até aqui tão calmos, parece terem começado a espingardear um tanto acirrados. Entendo que não valerá a pena seguir por esse caminho pois tendo sido eu, em tempos, um desenfreado sniper, cheguei a essa conclusão. Contudo, se for para animar este espaço e sem consequências de maior, haja forte tiroteio que quanto mais barulho fizer, melhor será. E não me chameis á liça porque senão também estarei lá para dar e levar.

Diz o nosso Vieira, apaziguador nato e poeta refinado, servindo-se duma  bela imagem literária de barcos tangidos á vara em águas calmas, como também eram os do meu rio Minho sem par, que alguns dos textos teclados neste sítio roçariam a poesia por serem incrivelmente musicais. Gostei muito desse parágrafo e devo dizer que tal género de intervenções são, de longe, as minhas preferidas, mas como não se pode viver sempre na lua dos arroubos poéticos, reconheço que, de vez em quando, também deverão ser dados uns valentes murros na mesa.

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