fale connosco


2011-07-15

Arsénio Pires - Porto

Ó Davide! Que bom ouvir o teu bom humor!

Há dias, naquela tarde na Duque de Loulé, em Lisboa, enquanto cervejávamos arrancando da toca uns mirrados caracóis, fizeste-me soltar ruidosa gargalhada com esta estória da nossa "vida real" na Barrosa.

Pedi-te então que ma mandasses para eu a esparramar na Palmeira. Fizeste-o agora e ainda bem. Mesmo assim, ela irá para lá pois nem todos os nossos antigos colegas espreitam por esta janela.

Tens que contar as outras que me relataste nesse dia.

Tens que vir à dita de Monção!

A dita ficaria incompeta se tu não viesses!

2011-07-15

DAVIDE VAZ - ALMADA

15-07-2007

MEUS CAROS AMIGOSE COMPANHEIROS:

Por razões várias tenho andado arredado destas conversas, mas já é tempo de eu também dizer alguma coisa.

É que as conversas havidas entre o nosso decano Martins Ribeiro e o nosso presidente Manuel Vieira sobre as ditas cujas Fodas de Monção e não sei que mais, despertaram-me o apetite, coisa que, aliás, nunca me tem faltado.

Já reparei que as tais fodas são um rato à base de bacalhau. E sobre bacalhau, dizia o nosso Rei D. Carlos, que era um bom gourmet, que só havia três maneiras de cozinhar o dito cujo: cozido, assado ou estragado.

Fiquei contente com o regresso do nosso Peinado às lides. Sê bem-vindo, e espero que tenhas gozado umas merecidas e repousantes férias.

Sobre o nosso passeio e assembleia não me pronunciarei pois não diria melhor que outros que já falaram de ambos e  mostraram belas imagens.

Mas, mudando de tema, hoje apetece-me contar-vos aqui, a pedido de alguns dos nossos companheiros a quem já a contei, uma cena passada na Barrosa, em 1953, quando ali dei entrada pela 1ª. vez.

A história poderá chamar-se  OS FIGOS SECOS LAMBIDOS

 Aí vai.

Estávamos a almoçar no refeitório que existia na casa velha.

Como devem recordar-se os do meu tempo, ao fundo do refeitório existia um estrado e, sobre ele, uma secretária e uma cadeira onde o prefeito se sentava e lia, ou fingia ler, o breviário enquanto nos vigiava.

Como vos lembrais, durante o repasto, havia um aluno que lia um livro em voz alta, que podia ser um romance do JÚLIO VERNE, ou outro escritor, ou um livro de devoção ou piedade, normalmente as habituais GLÓRIAS DE MARIA, e nós alunos, ouvíamos em silêncio e sem falar.

Eu, com mais cinco ou seis, estava numa mesa próxima do dito estrado do prefeito.

Se a memória não me trai, entre os colegas que estavam comigo à mesa havia um tal SILVA, natural de Aldeia Velha, que já andava no segundo ano.

A imagem que guardo desse tal colega é a de que ele era muito alegre e sempre bem disposto.

Se bem se lembram. à data, a sobremesa que nos davam, resumia-se a meia dúzia de figos secos ou de amendoins.

Naquele dia a sobremesa era os figos secos.

O nosso amigo Silva, brincalhão como era, lá terá dito algo em voz mais alta ou feito qualquer ratice enquanto o leitor debitava o texto, de que o prefeito se apercebeu.

E perante isso, sentenciou logo ali, e de imediato, o ccorrectivo a aplicar ao nosso bom amigo: - DE CASTIGO O SENHOR SILVA NÃO COME SOBREMESA

Após termos comido as sopas, lá vieram meia dúzia de figos secos, servidos, salvo erro num pratinho de alumínio.

 Todos os que estavam próximos ficámos estremunhados e com medo de que o mesmo castigo se estendesse a mais alguém da mesma mesa.

O certo é que lá fomos comendo os figuitos, olhando com pena para o Silva e ele olhando para nós com alguma inveja.

A determinada altura o Silva teve uma ideia luminosa e diz para nós: - O PREFEITO PROIBIU-ME APENAS DE COMER OS FIGOS.

E vai daí, foi pegando em cada figo seco lambendo-o cuidadosamente com sofreguidão, figo esse que, após ter sido bem lambido e relambido, colocava de novo no pratinho.

E, depois do trabalhinho feito, virou-se para nós com ar satisfeito e disse: - CUMPRI O CASTIGO IMPOSTO, POIS O PREFEITO APENAS ME PROIBIU DE COMERF OS FIGOS, E EU NÃO OS COMI..

SÓ OS LAMBI!

Por hoje fico por aqui e um dia, se tiver disposição para isso, poderão vir mais histórias.

Um abração para todos.

 

2011-07-15

Alves Diamantino - Terras da Maia

Com a liberdade que amizade concede, os reencontros no encontro, são sempre mais um registo, na memória desta feliz convivência.

“Não Morras até ao Verão” é o primeiro livro , romance, de mais um companheiro nosso dos Fóios, reencontrado  nesta visita ao Sabugal.Terminei de o reler. Numa análise imparcial, afirmo ser uma excelente proposta de leitura. Recorrerei  a outras opiniões ,pois, o autor foi meu colega de curso.

Ana Paula Bernardo  -  o  romance  espraia-se por uma temática onde se desmonta o mundo psicológico do ser humano com os seus conflitos pessoais, éticos e sociais, consagrando um interesse especial ao amor e aos afectos. Termina a sua crónica, afirmando, em suma, uma narrativa bem disposta, com histórias de encontros e desencontros, condimentada com beijos, carícias e algum sexo, especiarias em  manjares bem mais físicos, envolvendo.....

Após “Não Morras até ao Verão “que planos os teus, MANUEL DIAS ? - Eu não sou uma pessoa que viva muito em função de planos. Prefiro mover-me  no campo das  ambições e dos desejos e, neste momento,a escrita assume-se como um  vector assaz  importante da minha realização. Como tal, espero que os requisito  fulcrais para continuar a escrever não me faltem, a especificar:  motivação, quietude,  cabeça limpa. E também que a minha escrita chegue ao leitor, claro, e não fique confinada ás quatro paredes do escritório onde, horas e horas a fio, não raro me enclausuro.....

Estas afirmações do Manuel Dias, são de uma entrevista, concedida à revista“Bem-Estar”, informando que o próximo, trata uma temática pertinente e universal, dizendo respeito ao português como ao chinês,ao espanhol como ao mongol, ao mexicano como ao australiano....

Certamente, Manuel Dias, dirá respeito a este teu companheiro, que neste embate entre a juventude e a velhice, entre tombos e elevações, se cicatrizam  feridas antigas.               

 

2011-07-14

manuel vieira - esposende

Apercebo-me que aos nortenhos uma açorda causa quase sempre alguma reacção e isso tem a ver com 2 componentes sensoriais "o aspecto" e "a textura".

Mas bem confeccionada e pouco presa, como diz o Ribeiro, outros 2 componentes "o aroma" e "o sabor" dão-lhe presença magistral numa boa mesa.

A açorda de bacalhau é muito agradável e comi-a recentemente em Castro Verde, muito aguada mas sensaborão e segui um pouco a receita de um chefe experimentado de um restaurante de Évora.

A dita cuja de Monção é receita emblemática daquela vila raiana e o Município pretendeu certificar este prato com o apoio especializado do Politécnico de Viana do Castelo, mas faltou-lhe coragem a preceito, talvez por preconceito linguístico.

A "Foda de Monção" foi trocada pelo "Cordeiro à moda de Monção" pois entendeu ser pejorativo o termo, que a meu ver é património gastronómico a proteger com todos os condimentos, incluindo os linguísticos.

Poderia ser Cabrito à moda de Monção, mas a utilização frequente do borrego levou o Município a optar pelo "cordeiro". Assado nos fornos de lenha, alguns comunitários, constava em recipientes sobre o arroz seco, que enriquecia de sabores com as escorrências bem temperadas.

Em terras de Alavarinho e Trajadura,  com bom volume, sabor intenso frutado e com uma acidez equilibrada, a refeição vai ser muito bem regada de branco fresco em mesa farta que tão bem caracteriza o Alto Minho.

Com tão refogados prazeres não há viagra que force o vício, tal é a apetência natural para os apetites da boca.

 

2011-07-14

- Terras de Valdevez

Açorda? Não me faleis! E de bacalhau? Não conhecia! Como dizem os meus netos quando não gostam dalgum prato de comida que se lhes põe na frente, fazendo cara feia …: brrr, avô, “nós não gostar”. Claro que, apesar de traçar quase tudo, de açorda não gosto muito, a não ser mesmo duma açordinha de marisco, não muito presa como, em certo dia, apreciei na Ericeira; essa sim, era mesmo apetitosa. Ah, mas esqueci-me de dizer que, só pelo facto de esta de bacalhau ter sido confeccionada pelo nosso grande “Chefe” Vieira, de certeza que ninguém lhe resistiria, mesmo aqueles que não gostam. E aqui aproveito para o recriminar:

— Vieira, ao menos, podia ter-nos convidado!

Mas, enfim, ocasiões não deverão faltar.

Depois de uma certa ausência gostei muito de ver aparecer por aqui o nosso amigo Peinado e tomei nota da sua determinação em comparecer no meu programado evento, o que me deixa descansado pois, como disse, ele é um dos indefectíveis. Para tranquilizar o Arsénio, é evidente que a data da “cimeira” será marcada depois de se perceberem os interesses dos possíveis participantes e acordada a contento de todos.

Como em tempos certo político apelou a que o “deixassem trabalhar” também eu, como já trabalhei e bastante, apenas pedirei: “deixem-me saborear” o que de bom ainda me resta e posso porque, quando me mudar para o talhão do céu que comprei ao Peinado, sei bem que aí, mais nenhuma dessas extravagâncias será consentida.

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº