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2011-06-13

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Depois de ter passado o domingo inteirinho e até ás tantas da manhã para editar um pequeno filme do nosso Encontro do Côa, ele ainda não está disponível no YouTube porque, ao tentar publicá-lo nesse espaço, surgiram inesperados problemas; não erros ou culpa minha, mas exigências do dito Servidor que está sempre a alterar as regras. Vamos ver se, amanhã, já poderá ser visionado na melhor perfeição. 

Porém, neste longo intervalo que demora a sua entrada no Tube, fui dar uma espreitadela ao nosso site e verifiquei que, também até agora, ainda ninguém “chiou”; nada, nem sequer o nosso Presidente mas este, sim, terá uma boa desculpa pois suponho que está a fazer um trabalho ingente para inserir os montes de fotografias que foram tiradas. 

Quero acrescentar que, salvo alguns contratempos de ocasião, mormente as malfadadas marchas-atrás que o nosso motorista teve que executar e os imprevistos barulhos nocturnos, todo o passeio foi muito bom e agradável. Bom tempo, boa comida, magnífica confraternização entre todos. Para mim foi marcante a subida á nascente do rio Côa, por tudo o que ela encerrou; aventura, alegria, esticanço das minhas pernas já com muita falta de óleo e algum caruncho. Por fim a “encornadura” da canja dos ditos que eu nunca tinha comido nem fazia ideia de que pudesse existir um prato com tal designação. Bem, mas nomes bizarros de comidas regionais há muitos pelo País fora e, quanto mais escabroso é o nome, parece que mais saborosos eles são. O “vivat”, cantado com todo o calor, causa sempre uma funda emoção.

2011-06-09

manuel vieira - esposende

O Alexandre verbera sobre quem estimula as glândulas ao visionar os 5 pratos fumegantes do Chefe Albertino, afirmando em tom fustigante que os ditos cujos não são um convite à nefasta gula, quase chamando de pecaminoso o delírio dos sabores que o saber de arte das panelas estende sobre as mesas.

Diz o saber do povo que a necessidade aguça o engenho e o Albertino bebeu dessa fonte, aprimorou o jeito prá coisa e afastou os espíritos com os fumos dos enchidos e das sápidas encomendas dos praticantes sagrados da gula, esse pecado capital que tem dimensão universal e indefectíveis nos postos de observação do Vaticano.

O Albertino assentou pés na terra e teve unhas para o negócio e dedo para os vícios da mesa. É isso que lhe vamos dizer amanhã, sobretudo quem se viu mirrado nos refeitórios do Redentor.

Cardápios de bom comer não são pecado e a gula é boa companheira em santuários desta religiosidade, pois pecado é a fome, companheira da miséria e o milagre da multiplicação teria lógica em Folgosinho pois multiplicar o que é bom é sempre de louvar e bem nos levará a afirmar que esta viagem é uma subida aos céus.

2011-06-08

Alexandre Gonçalves - Palmela

3. Como prometi na intervenção anterior, aqui estou a dar continuidade aos comentários que me ocorreram a propósito do Encontro Nacional 2011. Fiquei surpreendido com o entusiasmo verificado a propósito da mesa do chefe Albertino. Recomendo que se leia o que aparece na nete sobre Folgosinho e o respectivo restaurante. É uma história de pobreza e de combate. Hoje é uma referência mas o seu passado está cheio não de pratos mas de espírito. E daquela utopia que acredita no esforço tenaz e na procura dum caminho para construir um lugar ao sol. Isto é, numa aldeia que parece um ninho de águias, marcada pelo vento, pela neve, por uma solidão ontológica, onde só os deuses podem morar. Ou como diz Vergílio, Folgosinho é uma aldeia que galgou para o alto da serra onde tem ficado a meditar entre as montanhas. Daí que ele assuma um sentimento colectivo, apostrafando em nome das gentes os elementos, eternamente mudos: "dizei aos montes que falem;iluminai estes vales escuros, estas árvores negras e paradas, que eu não posso com este silêncio de terror!" Esta viagem tanto é uma subida ao céu como descida aos infernos. E isto não é metáfora. É muito mais que uma serra, como diz a publicidade. É um poderoso impacto, um quase doloroso espanto, pela grandeza do universo e pela minúscula sombra da espécie humana. Folgosinho é festa, uma festa branca, um horizonte sem limites, um castelo de pedra alvíssima, como os seixos dos rios. E uma farta mesa de sabores, arte quase milenária. Os ditos cinco pratos não são um convite à nefasta gula. São antes apelos estéticos ao prazer elevado, como quando se experimenta uma paisagem de água ou uma suave manhã de sol. Este território é sagrado. Só uma profunda emoção o pode descobrir. Vergílio não ensina mas com ele pode-se aprender a ler a montanha e a vida.
2011-06-08

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Parece que, e assim devia ser, com as eleições do passado domingo houve uma mudança verdadeira no rumo deste desgraçado País. Pura ilusão, enganadora miragem; se as circunstâncias fossem outras não resultaria daí qualquer mal, pois tudo não passaria de mero folclore. Mas o que mudou, e por força dum povo acarneirado e crédulo, foi apenas a substituição de uns ladrões por outros. Ouviram, até hoje, alguns desses sinistros personagens - sempre os mesmos - falar em corrupção? Ouviram alguma referência em acabar com privilégios? Ouviram sequer algum deles falar em cortes nos seus imorais proventos? Ouviram-os dizer que eles também iriam ser abrangidos pelos sacrifícios que já estão a ser feitos? Enquanto esse discurso não mudar não haverá nem credibilidade, nem mudança, nem esperança.

E, na verdade, era tão fácil resolver isto; senão, vejam:

Tecto de remuneração fixado nos 5 000.00€, fosse quem fosse, nunca poderia auferir mais que esse montante. A quem fosse pago aquilo que excedesse tal quantia, seria taxado a cem por cento no IRS;

Deputados, nunca mais de 50 e já seriam demais;

Autarquias, reduzidas apenas a um Presidente eleito que, se já tivesse emprego, poderia optar entre o da profissão e o que, porventura, lhe oferecesse a política, mantendo uma Repartição administrativa, estruturada nos moldes normais das Instituições públicas;

Redução drástica de tribunais e juízes, um tribunal apenas em cada Distrito. Quem tivesse de ser julgado podia muito bem deslocar-se  aí para tal;

Extinção de mordomias e de regalias de todos aqueles que exercessem cargos políticos, pagando todos eles do seu bolso, como qualquer outro trabalhador, comida, gasolina,  carros próprios e tudo o mais;

Reduzir o Estado ao rigorosamente necessário para o seu funcionamento;

Extinguir todas as reformas exclusivamente atribuídas por desempenhos políticos: 

Confiscar os bens adquiridos por todos aqueles que os obtiveram através do seu exercício político;

Julgar todos os parasitas e ladrões que até hoje nos dizem ter governado;

Pôr toda essa imensa corja de mandriões a trabalhar e a produzir, ganhando assim com o suor do seu rosto e de maneira digna o direito á sua sobrevivência.

Dir-me-ão que, dessa forma, não haveria ninguém que quisesse apresentar-se em cargos de serviço público e que muitos iriam embora do País. Deixá-los ir que não fariam cá falta nenhuma, estando eu convencido de que tal não iria acontecer, antes pelo contrário.

Garanto-vos que o tal déficit desapareceria como por artes mágicas, haveria dinheiro até para melhorar a grande maioria das pequenas pensões e também nem se tornaria necessário mexer em muitas outras de nível médio.

Experimentem esta receita! Não custa nada!

 

2011-06-06

Arsénio Pires - Porto

Jovens:

O Encontro Nacional está aí!

A lista de Participantes está completa.

Os compromissos com o hotel e restaurantes vão ser assumidos  DEFENITIVAMENTE pela Direcção, no dia 7 de Junho (terça-feira), até às 24 horas.

Após as 24 horas do dia 7 de Junho, cada inscrito deverá assumir a responsabilidade pelo pagamento integral das suas despesas correspondentes à sua presença (e à dos seus acompanhantes) neste nosso Encontro Nacional.

Pedimos compreensão pois os nossos compromissos com aquelas instituições assim o exigem!

Palavra... é palavra!

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