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2011-05-31

manuel vieira - esposende

"Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam."

 Este pensamento de François Rabelais, escritor, padre e médico francês do Renascimento e que me foi remetido há dias pela Lígia, filha do nosso colega Arsénio, pode ajustar-se com oportunidade ao discurso do Ismael que ainda não provou as artes gastronómicas do Albertino e tão perto andou daquelas mesas.

A data deste nosso Encontro encalha num fim de semana de 3 dias e potencia aos naturais do Sabugal e desligados no dia a dia dos ares serranos e do serpenteado do Côa, uma fuga feliz aos seus antanhos.

Pena é que os cenários das Capeias arraianas de larga tradição no sítio não decorram nesta altura, pois reforçariam a animação do nosso evento.

 O Ismael ainda vai repensar o assunto tendo em conta o pensamento do Rabelais e o Albertino vai ter de esticar as mesas pois “farnel” não lhe falta.

2011-05-31

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Não é que nunca fui ao Albertino a Folgosinho e andei por aquelas paragens tantas vezes!... Já passei por lá uns bons tempos em casa de família, mas agora foge-me a alma para a minha aldeia e vêm-me as saudades de Vale de Espinho e não me dou bem por terras de Celorico da Beira. Mas com esta impertinência do Albertino estão-me a acirrar o apetite e não sei se me aguento sem ir lá. Acho que os vossos reparos, não são apenas textos literários, mas slogans publicitários de primeira água. Continuai a soprar os ventos da serra, porque mais gente virá. De camioneta, de burro, de égua ...virão  do Norte e do Sul, do Este e do Oeste... Virão à procura de uma fonte que nasce da montanha, de um vale que se perde nos penhascos, de um castelo roqueiro que conserva a memória gloriosa onde as espadas se partiram e o sangue jorrou a rodos para que a serra ao menos fosse nossa já que o mar é longe e custa a dominar.

Agora era uma oportunidade entusiástica e irrepetível. Mas, se não for desta vez, como curioso e mundano, prometo que um dia, se Deus quiser, o dito restaurante do Albertino não me escapará ou eu não me chame Ismael. Porque as lamúrias abstencionistas do passado já lá vão e tempus fugit e é preciso agarrar a vida que sobra ou ainda segurar-se ao passado que foi bom enquanto durou.

2011-05-30

Arsénio Pires - Porto

Encontro Nacional 2011


Vai a "Actividades" e consulta em pormenor:

1. Itinerário.

2. Descrição das várias etapas.

3. Convocatória para a Assembleia Geral

3. Preço por pessoa.

2011-05-29

Arsénio Pires - Porto

Pois eu,

com todos os dentes que a natura me deu,

também irei.

Ao pecado da gula, claro!

 

Da Barrosa recordo com saliva a broa quente e fumegante

que o Peinado distribuía ao pequeno almoço.

(De vez em quando lá surgia um safanão.

E… caladinho! que ele era dos “Maiores”.)

 

Ao nosso Encontro levarei também

todo o apetite do mundo.

Somos todos dos “Menores”.

2011-05-29

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Oh! Bem-aventurado que eu fui por não ter ficado com deletérias sequelas do seminário, nem com a personalidade cheia de mórbidas brotoejas. Nada disso; enquanto lá estive fui-me adaptando à sua vivência, fui comendo o que me davam e calando o que me mandavam. Poderia ter havido para outros motivos de escândalo, motivos de esconjuro, motivos para ter de sentir ainda hoje algum ferrete de ignomínia e recalcamento, mas eu apenas direi: bendito seminário de Cristo-Rei que me deu quase tudo do que fui na vida. Poderia, na verdade, não ter sido muito, mas esteve conforme o tamanho da minha ambição; por isso, o bastante. Apesar de tudo o que dizem, senti-me (e fui) sempre um homem livre. Reconheço, no entanto, que as coisas devem ser encaradas através de várias perspectivas e, por isso, admito sentimentos e reacções diferentes das minhas e posso dizer-vos que eu nunca me deixei castrar e, libertando-me da lei da rolha, pude sentir mesmo e sem preconceitos os ditos amores da juventude. Creio que, nesse aspecto, as gerações mais recentes dos seminaristas da Barrosa foram bem mais favorecidas que a minha já que, segundo me apercebi, puderam conviver de forma mais descontraída com o elemento feminino. Mesmo assim não os invejo porque eu soube dar-lhe a volta e nunca me queixei. Claro, posteriormente, fora desses muros, pude então desforrar-me bem das restrições passadas.

Verifico que ao Vieira lhe deu hoje para, de forma erudita, filosofar sobre o rapanço de tachos e cantar o fado corrido da chouriça e das possíveis iguarias do Albertino; ainda bem, porque esse é que é fado que se cante, fado corrido e marialva, e não o da “desgraçadinha”, fado triste que certos meninos dos seminários que não souberam construir a tal carapaça protectora de que fala o nosso Presidente, ainda hoje cantam, em tom fatalista e lamurioso, frustrações e traumas  simplórios;  mas eu não. Embora prefira ser comido pela terra pois tenho isso como um fim mais bíblico e prosaico, creio mesmo que e como entende o companheiro Peinado, até ser “cromado” cederei sempre ao pecado da gula e, não querendo ser indiscreto, a muitos outros pecados considerados ainda mais escabrosos. 

Assim sendo, que venha rápido o nosso Encontro para nele vivermos a alegria da amizade e cometermos, ao menos e já sem os dentes de outrora, o dito pecado da gula. De resto e como reza o “Borda d´Água”, Deus super omina!

E que viva o Amor!

 

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