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2011-06-18

Arsénio Pires - Porto

Pois eu também quero.

Falar.

Sobre este Re-Encontro em que todos nos abraçamos ano sim ano sim.

O condutor do autocarro, sr. Silveira, dixit:

-Este é o Grupo mais maluco que me calhou na rifa em toda a vida! – e continuava a tentar recuar o autocarro sem ferir nenhuma esquina ou berma.

E como é verdade! Somos os mais malucos desde sempre. Olhamo-nos quando em grupo e… como somos feridos daquela infantil-loucura que faz de nós as pessoas mais adoráveis e veneráveis da terra!

Crianças com cabelos brancos!

Como é possível juntar 50 pessoas ligadas por tal corrente afectiva que de todos faz um TODO tão harmónico, tão feliz, tão solidário, tão criança, tão maluco?

Gostei! Cada vez gosto mais. Nunca deixarei de gostar. Quem não gostou ainda, não sabe o que é gostar assim!

 

Notas:

Martins Ribeiro:

O filme. És um artista. Bem-aventurado és tu porque, amando as pequenas coisas, construiste, mais uma vez, uma grande e bela obra de arte. Sobretudo de amor. De amor a este grande Grupo de Malucos!

Alex: Precisamos SEMPRE dos teus saudáveis devaneios que nos fazem ainda mais malucos. Foste feito para os grandes feitos! A ti devemos esta indiscutível "marcha-à-frente" da nossa Associação.

Vieira: Precisamos SEMPRE do "grande-chefe", conciliador, motivador e sempre em cima dos grandes pormenores que constróem a Unidade do Grupo. Grupo saudávelmente maluco!

Como dizia o outro: "Amo-vos a todos!"

2011-06-16

manuel vieira - esposende

"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena", esventrava o poeta sem conhecer a Serra das Mesas, os fios frescos de água cristalina e ternurenta entrelaçados até ao Côa, as guritas esculpidas nas torres do Sabugal, do Castelo Mendo e do Castelo Bom.

Tudo vale a pena porque é pena que a vida se esconda também nas sombras das cidades, onde a urze não tem cheiro nem tem cor nem os fenos cegados há instantes, onde o bulício só tem fumo e frenesim e as aves de rapina esvoacem esticadas nos museus já sem vida e movimento.

Tudo vale a pena, sempre vale a pena se o poeta soubesse e sentisse no âmago que  o Encontro na Casa do Castelo se cruzou em Porto de Honra generoso trincado com os biscoitos de figo e amendoas doces em ceiras de sorrisos e Judiarias  escavadas.

Bem, viveu-se entre a gula do Albertino e os grelhados do Zé Nabeiro, com caldo de cornos no Soito.

Junto ao Côa de parto, amesendamos com queijos e vinhos, com pão rústico e enchidos de fumeiro genuínos e nos Fóios da Capeia Raiana afugentamos os sonos com cafezinho à maneira.

Para que o poeta não pense que por ali andamos ao Deus dará, que em Melos calcamos a calçada do seu percurso, que em Folgosinho subimos às ameias e sublimamos sabores e avistamos cerejais, no Sabugal descansamos e em Coimbra nos cruzamos.

Foi bom, foi muito bom e para o ano há mais!

2011-06-15

aventino pereira - Porto

 

Ouço o  vosso silêncio, ouço: acabou.

O encanto vazio

A ilusão vadia

um sonho mais que nos fintou.

Foi tanto o tempo preparado, tanto, para uma apoteose que todos sabemos que não existe. Tanto de tanto, de Alexandres e de Arsénios, de Vieiras e de Castros, de Ribeiros e de Vergílios, de Vivat's e de gulas. Foi tudo tanto e tudo tão pouco que depois, no abraço instante dos tão poucos que aparecem, há quem diga que vale a pena, há que digam que GAIA é que vale a pena.

" de repente do riso fez-se o pranto

silencioso e branco como a espuma.

Fez-se do amigo próximo o distante.

Fez-se da vida uma aventura errante" (Vinicius de Moraes).

 

2011-06-14

Assis - Folgosa - Maia

Amigos!

Como  manter-me calado, depois de ter visto um filme tão expressivo da realidade por nós vivida nestes dois dias passados em terras de Riba-Côa? Os artistas até poderiam ser apenas os mesmos que entraram em outros filmes - e ainda bem que tal não aconteceu, pois tivemos a alegria de nos encontrar com protagonistas do passado, já longínquo, com quem confraternizámos como se só agora tivéssemos entrado todos juntos na quinta da Barrosa - mas a qualidade da sua produção e realização sobrepõe-se aos anteriores. Nem a sonolência a que o realizador se viu forçado conseguiu beliscar um "chisquinho" que fosse a sua qualidade. Todos nós ficámos beneficiados em côr e beleza cintética, não tenhamos dúvida...

Amigo Ribeiro: Os nossos parabens!

Também não posso calar a beleza da paisagem, o esforço da organização, mormente do nosso Alex, e a qualidade dos petiscos servidos nos diversos pontos do Encontro. Até a qualidade da água - a par da do vinho do Delfim - com que a bica do bébé Côa matou nossa sede e aquela que o Alexandre nos foi fornecendo ao longo de todo o percurso, é digna de ser celebrada. - Claro que não poderíamos exigir que o Alex tirasse a medida a todos os ângulos, curvas e tangentes das ruas - ele apenas se tinha fixado no belo das formas - pois, segundo me foi revelado, na Grécia, ele apenas teve contacto com o autor da Odisseia, nunca com Pitágoras... O que também me foi segredado, foi que o condutor alentejano da Barraquense levava já bem assente que iria fazer a seguinte proposta à administração da empresa: «que para a próxima visita ao norte, ela, a administração, lhe concedesse uma viatura com um segundo volante, à rectaguarda claro...».

Por aqui me fico por hoje. O meu xi-coração para todos/as vós. Desta vez, um muito especial para quantos já não via desde 1960, pois sei que não levareis a mal.

F. Assis

   

2011-06-14

manuel vieira - esposende

 
Este é o link do vídeo do nosso Encontro Nacional que percorreu terras do Sabugal e de Gouveia, neste último concelho em busca de Vergílio.
O nosso amigo Martins Ribeiro já disponibilizou os conteúdos registados e podem ser vistos acedendo à galeria de Imagens e aos nossos vídeos.Em breve estarão disponíveis fotografias que relembrarão percursos imensos e felizes.

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