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2011-08-09

Assis - Folgosa - Maia

Meus amigos: Saúde!

Voltarei para dois dedos de conversa depois de acabar de ler as notías todas. Só hoje soube da aposentação do Nabais com quem tarbalhei 10 anos na EPS e ainda mal passei os olhos pelas outras notícias.

Um abarço e até breve

2011-08-09

Assis - Folgosa - Maia

Dia de "pôr em dia a leitura"

Retido no meu recanto, tenho deixado passar o tempo, ausente das letras do nosso lugar comum: apalmeira. A perda tem sido compensada, em parte apenas, com olhar, ver as flores e a erva crescer, mas também com saborear a doçura das poucas ameixas que os pássaros me deixaram. Tentei saborear ainda as peras que os bichinhos abitam desde a floração. - Mas, como desalojar inquilinos da primeira hora de construção? - Além do mais, encontram-se ainda duras. Desci ontem ao povoado com a intenção de me encontrar em bodas de ouro com os antigos colegas de Nava del Rey e Valladolid. Com eles fizemos o noviciado, professámos, 50 anos são já quase passados, e com eles nos sentámos nas salas de filosofia durante 3 anos e uns meses mais nas de teologia. Poderia intitular estas linhas, se breves linhas não fossem, como "Encontro com História". 51 anos são já tempo suficiente para fazer história. Mas foi apenas - na sala do 1º ano, no refeitório e na capela da quinta da Barrosa, nossa conhecida desde o longínquo Agosto de 1954 - encontro para contar histórias, para nos tornarmos, por momentos breves, velhas crianças, jovens. De Espanha vieram 6, todos padres, e a eles nos juntámos mais 6: 3 padres e 3 ex. Um encontro do qual ninguém se mostrou arrependido, antes pelo contrário. Um encontro de repetir? - O tempo dirá.

 

2011-08-08

manuel vieira - esposende

Como o Alexandre trasfega bem as emoções para as palavras ...

Lendo e relendo, sabe bem cogitar sobre o destino dos termos e descodificar o silêncio das intenções.

Diz o Arsénio que ele fala do Nabais, indiferente ao silêncio do nome e como se o anonimato clandestino não tivesse já registo em cada um de nós, que silenciosamente admira quem assim está.

Não vou dizer mais do que os demais pensam. Palavras para quê? Português humilde, voluntarioso e ansiosamente anónimo, sempre a ocultar-se à lente da minha Sony...uma boa reforma Nabais!

2011-08-08

Arsénio Pires - Porto

Amigos:

"A transparênia dos anos/ está pronta".

Disto falou o Alex.

Ao nosso querido Nabais se referia! (Penso...)

Ele que, possivelmente, nem as comovidas palavras de Alex lerá

porque  

"Retirou-se para as ervas, para os lugares abandonados,

para os silêncios desconhecidos."


Para que toda a AAAR saiba.

E recorde!

2011-08-08

alexandre gonçalves - palmela

2.PERFIL É um homem discreto e transparente. Escava a vida como quem lavra um campo. Desde o natal de cinquenta e sete. Faz neve nos campos de vila nova. No imenso dormitório, morre-se de frio. As aldeias morrem de frio. As famílias estão mortas de frio e de ausência. Não há no mundo um lugar para passar a noite. Não se pode adormecer na morte. Um homem traz consigo uma bola de neve. Às vezes um homem é um poço. Às vezes é uma dor surda. Ou um mistério sem voz. A música é uma paixão. Uma rapariga vestida de branco. Proibida. Vedada por uma grande cerca. Como aqueles muros altos, eriçados de vidros. Deus é um problema, não uma solução. A consciência estorva como um silvado. O corpo é uma fraude. As mãos sugerem vestígios residuais duma antiga função biológica, entretanto desaparecida. Um homem tem dificuldade em aturar-se. É perigoso dispor de memória e de reflexão. Nascer assim, crescer assim, gritar assim. Ser pão ainda, ser luz ainda, estender mesmo assim os braços em múltiplas direcções. Não saber o que é a raiva. Não estilhaçar um vitral. Não disparar um tiro contra a perfeição. Um homem não é seguramente um DEUS. Mas é a mais elevada de todas as criaturas. Dele não direi nem sequer o nome, tão grande é o silêncio que o habita.

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