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2011-10-29

José de Castro - Gondomar

Caros Amigos: Foi com satisfação que registei o renascimento deste sítio, onde muitos de nós bem instalados na bancada, participam de forma "activa" e anónima como consumidores, das saborosas dissertações, contendas e discussões que nos são servidas por muitos e bons intervenientes. A minha participação é a de um consumidor compulsivo dos belíssimos textos com que me têm presenteado. Vem a propósito lembrar com saudade o nosso MARQUES que ainda se lembra vagamente do meu nome... Caro Amigo: ainda nos havemos de encontrar! Com arte, disparavas directamente para o meio da ninhada,despertando emoções aos protagonistas que contigo pelejavam, mas também aos consumidores de bancada como eu. Bem gostava de te ter de volta, pois o despique que se gerava nunca deixou de ser salutar, apesar de nem sempre o tempero dos "pratos" que nos servias, estar ao gosto de todas as bocas. E por falar de pratos, não posso deixar de fazer uma referência que desde já prometo não ser enfadonha, pois no essencial já quase tudo foi dito desse delicioso prato que, tudo indica, é mais saboroso se for comido em dia útil. Essa delícia a que uns chamaram "DITA", outros "CUJA" e poucos "FODA DE MONÇÂO". Estes últimos, poucos é certo, mas certamente também bons e mais leais à tradição Monsanense, sempre se referiram ao afamado manjar, pelo nome que lhe deu a fama. Cabe aqui uma especial referência a um Amigo portuense de seu nome PEINADO. Sempre fiel ao respeito pela tradição, sem perder a elegância a que nos habituou, foi o único, tanto quanto percebi, que sempre se referiu à "DITA CUJA FODA DE MONÇÂO" como "FODA DE MONÇÂO". Já todos fomos seminaristas, mas já nenhum de nós é virgem, pelo menos dos ouvidos... Parabéns Amigo Peinado, também em nome dos Monsanenses que apesar dos esforços desenvolvidos, não conseguiram ainda a certificação da designação, desse manjar que tanto os orgulha. Agora que estou virado para os pratos regionais, é a ti que me dirijo Caro Aventino. Pelo que percebi na ultima abordagem que fizezte ao assunto, estamos à espera uns dos outros, para a tal visita guiada, que apesar de um atraso de quase um ano, mantém toda a sua actualidade. Com as portas do Porto franqueadas por ti a quantos queiram entrar e ver elém das paredes, será concerteza um dia memorável. Estou certo de que tal evento acontecerá num dia "inútil" a que nós daremos toda a utilidade, sem esquecer que, não há Porto sem umas "TRIPAS À MODA DO PORTO", sabendo que alguns preferirão certamente comer "UMA FRANCESINHA"... Até eu!!! Claro que para sermos mais bairristas deveria ser comida "UMA PORTUGUESINHA" mas isso daria concerteza lugar imediato à instauração de um processo crime por pedofilia pelo que apesar do nome não ser muito próprio, vou mesmo comer "UMA FRANCESINHA". Outra designação não ficaria bem...foi este o nome que lhe deu a fama! Caros Amigos: é uma oportunidade a não perder! Somos muitos nesta região. Muitos e bons são também os que já por cá passaram. Parafraseando o Peinado, que neste modest texto sem engenho e arte mas sincero, me mereceu especial destaque: "VOLTAREI"!
2011-10-28

Edgar Teixeira de Lima - Rua Geraldo Mariz, Nº 1076 - Tambauzinho, João Pessoa-PB - Brasil - CEP 58042-060

Olá Pessoal!

Sou brasileiro de João Pessoa, extremo oriental do país, portanto mais próximo de vocês. Faço parte de um grupo de ex-seminaristas redentoristas (Redentoristas Ontem e Sempre) que se reune anualmente para se confraternizarem. Já vamos para o nosso X encontro e já trouxemos até um amigo que reside em Portugal. Somos parte da Sub-província do Recife que instalou-se também em Garanhuns e em Campina Grande no estado vizinho. Fiquei interessado em saber como funciona vossa associação e gostaria muito de trocar informações.

ogozxemosxno existimos há jH

2011-10-27

manuel vieira - esposende

"Habemus site", me perdoem os nossos  linguístas extremosos.

Embora esta situação para mim não seja nova, enfurece a nossa paciência, também por alguma morosidade associada às diversas e necessárias purgas do malware.

Mas também foi bom sentir que esta ferramenta afinal já fazia parte dos hábitos quase diários de um grupo razoável de aaar's.

Mas a nossa palmeiraonline já está de saúde e como diz o nosso amigo Ribeiro, é preciso dar-lhe uso.

2011-10-27

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Aleluia! Depois do ataque pirata ao nosso precioso site, aí está ele de novo, vivo e operacional. De ferramenta aparentemente pouco apreciada, nesta temporária falta dela é que lhe reconhecemos a utilidade e importância. É sempre assim: quando temos um burro para quem, muitas vezes, por rotina e desleixo, nem sequer olhamos, se ele entretanto morre é que lhe notamos a falta. Vamos ver se, a partir agora,  este nosso espaço vai passar a ser bem mais utilizado. 

Ocorreu ontem na linda praia de Vieira de Leiria, cujo arranjo urbanístico feito  de forma moderna mas, quanto a mim, com muito mau gosto pois mal permite a vista do mar, uma inesquecível mariscada sugerida pelo companheiro Peinado na qual estiveram presentes doze indomáveis “patifes” que com ela se empanturraram. O pior  foi que, para os que haviam rumado do Norte, o regresso se tornou por demais atribulado e tormentoso; parecia que os céus vinham abaixo e se desfaziam em raios coruscantes, chuva diluviana e vento furibundo, causando perigosas inundações e, nas estradas, imensuráveis engarrafamentos. Eu próprio só cheguei a casa por volta da uma da madrugada. Nessa altura o rio Vez bramia no cachão das suas águas revoltas, cheias e engrossadas pelo caudal da ribeira de Couço.

Vou preparar um pequeno filme desse acontecimento e, seguidamente, enviar aos interessados o respectivo link para o seu visionamento no YouTube.

2011-10-27

Alexandre Pinto - Palmela

A Teoria das pontes:

Como sabemos, o  rectângulo marítimo onde nos foi dada a abundante luz do sol está retalhado de asfalto. Como antes estava, e assim permanece, idilicamente atravessado por rios, regatos e ribeiros. São cursos leves e ornamentais em que a água protagoniza o que de mais suave se oferece a esta paisagem múltipla e apaixonante. O verde, o branco e o azul fazem uma sinfonia de cores que entram matinalmente pela janela. Porém, de tanta ser e tão assídua esta claridade, distraímo-nos dela. Possuímo-la como se fora mulher de saldo, mas nós não a vemos, como não vemos as rugas de expressão que ostenta. Também não ouvimos o seu silêncio profundo, as mágoas discretas que ocorrem nos seus suspiros. Somos como um ladrão que vem de noite, com pés de gato e mãos de tigre. Entramos muitas vezes pelas traseiras da casa, saímos de madrugada, após um banho rápido que nos torne insuspeitos.

 

As estradas e as pontes tornaram mais pequeno, muito pequeno, o território onde nasceram os nossos pais. A maioria anónima que entope os litorais não tem de certo esta herança cultural, esta linguagem à  flor da pele, que naturalmente aprendemos nos primeiros passos da vida. Nem a memória rústica dos dias anteriores, quando os baldios eram o nosso pasto favorito. Assim sendo, atravessemos as pontes, destruamos o asfalto, abramos os sentidos até aos seus limites. Deixemo-nos de vidinhas repetidas, em frente dum LCD obsceno que devassa a sala de estar, o gesto íntimo, a mesa lenta e falada. Que ninguém diga, "para esse peditório eu já paguei"! Primeiro, porque não é verdade. Todos os encontros são novidades absolutas. Depois, porque estamos todos em estado de emergência e de urgência.

  Já se concordou em que os dias nos fogem em vertigem e não devemos resignar-nos. A cultura da resistência é um antídoto contra a iminência do perigo. Temos de fugir do cais de embarque. Se não pusermos bancos para lá nos sentarmos à espera dum navio, muitas voltas terão de dar à nossa procura. A idade tem um saber próprio, um modo lento de respirar a existência, que se opõe às marcações de ponto. A terra dos nossos pais está a ser ocupada violentamente pelo estrangeiro. Não deixemos que tão súbitas e pardacentas criaturas nos queiram contar a conta, como se ainda fôssemos inocentes.

 

Os encontros são pontes físicas e não metafísicas. Como vimos de longe, não da distância asfaltada, mas dum tempo afectivo que perdura, precisamos duma longa mesa de palavras, eventualmente líquidas, cada um sabe de si, para retomarmos algum alinhamento. Precisamos de rir, de tudo e de nós próprios, porque o mundo, tal como se anda a manifestar, é  em si mesmo tão risível como equívoco. E é a altura para convocar o Aventino. Durante vários dias, abria o site e lá estava ele, no seu texto de fendas e de nostalgia, absolutamente só, pendurado numa proposta sem eco e sem consequências. Tive tristeza, parecida com a dele e ocorreu-me que algum estado de coma se estivesse a abater sobre a associação. Dei um murro no computador e abri esta janela a dar para o azul imenso da nossa idade. Pois  bem, caro Aventino, vamos agarrar a tua sugestão. Marca e vejamos o teu porto. Acredito que de tanto o olharmos o ignoremos, para lá do que é desculpável. Mas não nos tires a mesa, que funciona como um tapete persa, debaixo dos nossos pés. Nós somos o que somos, criaturas terrenas cheias de fome e de sede. E na nossa herança mais arcaica, há mesas por todo o lado. O mal não está na mesa nem nas iguarias que a nutrem. A mesa é um lugar de virtudes. O problema, se o há, é de gestão individual. E esse espaço é inviolável.

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