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2011-11-23

Arsénio Pires - Porto

A única causa da pobreza é a riqueza.

Na minha casa, todos somos IGUALMENTE RICOS porque o pão e o vinho é repartido IGUALMENTE por todos.

Na Casa Comum dos Homens deste planeta não é assim. Há sempre elementos da família que partem, repartem e ficam com a melhor parte. Não são tolos, não senhor! Percebem da arte. E fazem tudo segundo a lei que eles mesmos redigiram.

É por isso que, aqui neste fórum, ainda ninguém me respondeu à pergunta:

- Quantos pobres são necessários para fazer um rico?

2011-11-23

Peinado Torres - porto

Bom dia companheiros É uma maravi8lha pertencer a uma associação como a AAAR, é só uma questão de ler os textos e poesias que nos enviaram os nossos amigoa, GAUDÊNCIO, FREI ASSIS, ARSÉNIO, J.MARQUES ( desta vez bastante sóbrio )e o CASTRO. Anda o ALEXANDRE aflito pela falta de publicação da PALMEIRA, tem alguma razão, mas eu penso que esta página é muito mais activa, somos mais rápidos e expontaneos a escrever. É certo que tiramos o EMPREGO a alguém, mas estamos em pleno século XXI, e é lei da vida, eu não quero mais pobres, mas tenho que sobreviver. Não sei se isto tem alguma coisa a ver com os RICOS, mas sei que há muito boa gente que berra, só para viver à custa de quem trabalha ou gere o seu património. Parabéns CASTRO o teu texto é mais à minha medida, é dos que se lê com agrado, dá para meditar, em suma, tem MENSAGEM VOLTAREI
2011-11-23

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

REDACÇÃO DE UM PUTO DE ESCOLA

Os vampiros. Eu nunca vi nenhum vampiro. Dizem que são uns bicharocos negros e muito feios que voam de noite, em magotes. Que não têm ossos nem penas macias, mas nervuras ásperas. Que só bebem e gostam muito de sangue. Que têm uns dentes ocos e aguçados com que chupam o sangue das pessoas. Disse-me o meu amigo Tone da Reigada que já viu um. O Tone é um mentiroso porque está a dizer isso só para me assustar. Mas o meu pai, quando lho perguntei, encolheu os ombros e só me disse que os vampiros existem e  atacam tudo o que lhes cheire a sangue. Que começaram a aparecer há alguns anos, num certo dia de Abril. Eram muitos e mais vieram depois, engrossando o bando; tinham cada vez  mais sede e todo o sangue que havia já não ia chegando para os fartar e quanto menos sangue havia mais desaustinados iam ficando, ao ponto de perderem algum receio e começarem a sair do escuro da noite para se empanturrarem em plena luz do dia. Agora andam por todo o lado e atacam sem medo e ás claras.

Ah, se calhar é verdade e por isso é que eu vi tanta gente nas rua a berrar e então alembrei-me duma cantiguinha de vampiros que cantava que eles comiam tudo e não deixavam nada. Que sugavam o sangue e ficavam com os beiços muito focinhudos, como os dos aganões, todos lambuzados, tão gordos e inchados que até quase estoupavam. Mas logo lhes vinha a fome e então lá iam eles outra vez a voar de noite e até de dia á procura de mais sangue. E nunca se fartavam. 

O meu irmão mais velho, o Nelo, que já é casado, disse-me que já foi mordido por eles, que perdeu muito sangue e o fez ficar sem o dinheirinho das férias e do Natal. Que este ano não me ia dar a prenda do costume porque não podia, que nem aos meus primos, os filhos dele, lhas podia dar. Há dias ouvi minha mãe, danada, a barafustar que essa bicharada tinha andado por lá e a tinham cravado, que eram piores que os ladrões porque levavam tudo pela calada. Até o meu avô Bílio e a minha avó Quina, que mal vivem duma reforminha que recebem, me mostraram umas mordidas frescas que os malvados lhes tinham feito numa noite destas, tendo ficado sem algum do seu pouco sangue e também, por via disso, nem um rebuçadinho me iam poder dar neste Natal. A minha professora também me disse que tem sido muito mortificada pelos vampiros, que os sente á volta dela a quererem mordê-la e que, muitas vezes, nem a deixam sequer dormir. O meu tio Artur, que gosta muito de ir á bola, anda sempre a dizer que os viu lá pelos campos de futebol a chuchar as outras equipas e que no fim do jogo se vão embora tão gordos e inchados que até arrebentam. Por isso eu não sei se vou ter de acreditar mas, se tanta gente o diz, deve ser verdade. E começo a ficar também muito acagaçado.

Eu não gosto nada de vampiros!

 

Zèquinha

 

 

2011-11-23

Assis - Folgosa - Maia

Olá, meus amigos!

Quanta água passou por baixo da ponte e eu a dormir... Ainda bem que alguém me chamou à pedra e acordei para ler as vossas intervenções... 1 - Antes de mais, ainda que atrasados, os meus parabens ao nosso SITE pelo seu segundo aniversário.  2 - Agradeço o Email ao Peinado, embora tenha ficado com a dúvida da troca de um ponto (.) em vez da (,) que aparece entre o "peinado (,) torres". Eu pelo menos nunca vi. Mas não pretendo afirmar com isso que já vi tudo...Ok?...Vós já tinheis visto o Berlusconi como autor de baladas? Não, pois não?...Que ele era artista em outros campos, isso também eu já tinha visto... 3 - "Palra a pega e o papagaio. Cacareja a galinha....etc." aprendemos todos na primária. "...a fala foi dada ao homem, rei dos outros animais..."  mas é verdade, Aventino, por vezes também "ladramos"... Ouvia eu por vezes`, quando criança, às mães que chamavam na minha terra pelos filhos e eles se demoravam a responder ou ir até junto delas...«chamo eu...ou ladra um cão?...»(interessante! nunca diziam cadela...elas lá sabiam porquê). Que o mundo nunca esteve tão bom...aceito se estás a ironizar, mas não só em Portugal, claro. Azedar, azedar...não pretendo, nem desejo, mas olha que os os nossos governantes - estes e os anteriores, já mesmo após o 25 de Abril e também do tempo da velha senhora - têm-nos dado a beber cá um raio dum VINAGRE... não há salada que o suporte...Talvez seja graças a este maldito vinagre que ainda não consegui aliar-me a um qualquer partido político.  4 - A minha alegria pelo regresso do nosso amigo J. Marques. Com azedumes ou sem azedumes, com teres entendido ou deixado de entender o quer que seja - eu também não entendi algumas coisas -, ou até com as porradas que possam cair sobre as tuas costas, não te escondas, aparece, pois és dos nossos e tens direitos iguais a todos nós. 5 - Ao Beltrano A 75 - Que bom amigo Arsénio! Eu, que pouco aprendi dos símbolos químicos, apesar de ter aprendido ou pelo menos admitido que no nosso corpo todos eles se encontravam - até ouro, vê lá tu... - Beltrano foi termo que nunca usei. Fulano, sim. Pois, como beltrano ou fulano, cada um de nós pode ser FELIZ, mas não morto, VIVINHO da silva. É mesmo nossa obrigação, já que para isso viemos a este mundo, não para sofrer...Só que, como o nosso amigo Henri Le Boursicau (suponho que o amigo J.Marques é a ele que se refere) diz, temos logo de nos interrogar: "como posso ser totalmente feliz, sabendo que que irmãos nossos morrem de fome num mundo onde se esbanja tanto?" - 6 - De Mikis Theodorakis, admiro a sua bela música e, agora, também a sua opinião sobre democracia. A este propósito, já enviei em tempos, a muitos de vós, uma mensagem do nosso associado Álvaro Gomes. Seria bom que fosse colocada no nosso site, bem como uma outra que ainda não enviei e que lhe pedi me fosse permitido também divulgar, como a anterior, entre os amigos. São mensagens que merecem, a meu ver,o maior respeito e admiração. Aguardo contudo a autorização para a segunda. 7 - Ao nosso amigo Castro. - "Sou pobre mas honrado..." Lá que tenhas sido e continues assim por muito tempo, pelo menos honrado, ainda vá que não vá. Agora FALIDO...não. Pelo menos não dês o tiro na tola. Faz como os nossos governates e outros que tais...(a)ROUBA...são só quinze Kgs... "PORRA"! A isto acrescentaria, o agora pe. Teixeira, quando jovem em Gaia: «asso...asso, sor António...» como é que tu conseguiste ter sido tantas coisas e estado em tantas situações com as que descreves?... Tu mesmo dizes e tens que aceitar levar porrada por tudo isto...Pelo que nos contas já deves ter mais 20 anos do que eu e olha que eu já estou às portas dos 70... A única dívida que te podemos perdoar -pelo menos da minha parte - é que continues a escrivinhar como tão bem sabes no nosso site, ok?  8 - Finalmente ao homem das Quadras, ao Aleixo Gaudêncio. Que belas elas são e sábias, vindas de quem apenas recebera ensinamentos na primária, mas bebera na VIVDA vivida...

Agora digo eu: "PORRA, sor António...que já escrevi de mais..." já nem vou reler...emendai vós se vos aprouver...

PS - Só um agradecimento especial ao Alexandre e ao Pascoal. A ambos pela bela recepção no magusto e na quintina de cada um deles. Ao Pascoal e à D. Fátima, ainda pelas belas e saborosas clementinas do seu pomar e pelo leito quentinho em que me deitaram.

 

 

2011-11-22

António Gaudêncio - Lisboa

                         

                                                 CINCO QUADRAS

Acho uma moral ruim

trazer o vulgo enganado:

mandarem fazer assim

e eles fazerem assado.

 

Sou um dos membros malditos

desta falsa sociedade

que, baseada nos mitos,

pode roubar à vontade

 

Esses por quem não te interessas

produzem quanto consomes:

vivem das tuas promessas

ganhando o pão que tu comes.

 

Não me dêem mais desgostos

porque sei raciocinar.......

Só os burros estão dispostos

a sofrer sem protestar!!

 

Esta mascarada enorme

com que o mundo nos aldraba,

dura enquanto o povo dorme,

 quando ele acordar, acaba.

ANTÓNIO   ALEIXO 

 

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