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2011-09-14

Arsénio Pires - Porto

A Dita de Monção

(ao generoso Martins Ribeiro)

 

Como foi bom estarmos todos: Os presentes e os ausentes!

Que seria de nós sem uma mesa?

Sem um pão?

Sem um copo de vinho?

 

Já nada nos ama senão o estarmos AQUI.

 

O tempo que levamos não permite caras sérias.

De nós já nada mais vale que o abraço e o sorriso.

Já nem sequer lembramos tempos mortos.

As palavras tornam-se vastas e sobrantes.

Apascentamos o cordeiro

aquele que nos tira todos os pecados de então.

E estamos.  

E comemos como quem busca ração para uma vida longa.

E bebemos como quem prepara a sede

que vai ser eterna.

 

E regressamos. Sempre.

Como quem nunca saiu do seu lugar.

2011-09-12

manuel vieira - esposende

 

AQUELES QUE FICARAM
é porque não puderam vir ou não quiseram...

Estes Encontros à mesa são uma forma íntegra de accionar as turbinas da amizade, partilhando as conversas da vida com as sensações dos sabores que se vão descobrindo nos recantos dos saberes culinários.

Umas enguias da Gafanha, uma lampreia do Cávado em Fão, um bacalhau de Poiares, um cabritinho mamão dos Arcos, uma "foda à Monção" já perto da fronteira norte e outros pitéus em que se incluem as tripas à moda do Porto em qualquer catedral das ditas, são todas cartaz para qualquer encontro de amigos.

O Aventino sabe bem como estas coisas energizam a amizade e a sua vida profissional é porventura um óbice à sua presença, para seu desespero de alma, que os que lutam por estar presentes bem entendem.

O Aventino compreensivelmente glosa com a situação e lamenta nos seus termos a ausência, o que faríamos certamente no seu lugar em face de repetidas faltas e cheirosas comidas.

Claro que as mesas em qualquer lugar esticam e se adaptam à dimensão do grupo e o Martins Ribeiro não tem de se preocupar com estas conversas pois resultam de angústias da não presença e são reacções psicossomáticas normais pelo mero efeito reactivo ao imaginário de uma mesa farta no Alto Minho.

Pena temos que os nossos amigos não estejam todos a uma mesa comprida de cordeiro estonado em travessas com desenhos em azul e amarelo da fábrica de Viana, mas de certeza que os seus nomes vão ser lá lembrados pela oportunidade perdida, em alguns casos justificada.

Espero estar por lá...


2011-09-12

A. Martins Ribeiro - TERRAS DE VALDEVEZ

AQUELES QUE FICARAM 

foi porque quiseram. A data que se aventou foi lançada com tempo á consideração de todos os possíveis interessados, não tendo nenhum deles apresentado qualquer reclamação ou sequer sugestão, como se esperava.

Bem se diz, e com razão, que não há fome que não dê em fartura: um dos meus receios que, conforme se ia aproximando a horinha, se transformava em medo e angústia, era o de que o meu grito de chamada se perdesse no deserto da indiferença e da deserção. Podia lá ser!  Expliquei sempre e muitas vezes que esta era uma “guerra” especial que só podia ter êxito com uma  planificação á risca. Tinha que ser travada com um número certo de guerreiros e então que sucedeu? Quando o batalhão estava pronto e já dada a ordem de marcha, num repente, começaram a apresentar-se muitos mais recrutas e já não havia armas para eles todos nem se poderiam adquirir já a tempo. Como está bom de perceber, nunca se excluiu quem quer que fosse; precisamente o contrário.

Ninguém mais que eu teria uma alegria imensa em ver presente o Aventino e muitos outros mais. E então agora, triste de mim, que farei? Sinceramente, não sei! O que vos digo é que também não queria ficar com o papel de vilão nem com o ónus ilícito de decisões despropositadas.

Creio bem que falei, e até demais, aos meninos da minha carteira; o que me parece é que esses meninos, estouvados e traquinas, é que não quiseram ouvir e, quando se aperceberam, só não digo que já era tarde, porque para mim e para todos nós, tarde nunca é, nem tal podemos aceitamos.

2011-09-12

Peinado Torres - Porto

Bom dia companheiros, Caro AVENTINO. Vou meter a foice em seara alheia, mas nós pertencemos todos à mesma FAMÍLIA. Sou um entusiasta destes convívios, mas a realização da " FODA À MONÇÃO " é da exclusiva responsabilidade do nosso DECANO MARTINS RIBEIRO, a data concerteza que foi acordada entre algnus dos presentes. Tenho a perfeita noção, de que alguns dos nossos companheiros ainda estão no activo, e daí terão mais dificuldade em em se libertarem para estes eventos. Mas caro AVENTINO, ainda vais viver o tempo suficiente para gozares as delícias e inconvenientes da REFORMA, mas dado à tua juvente receio bem de já não me restar muito tempo para nos encontrarmos. De qualquer modo, dado que sou bastante optimista desde já te convido para que reserves o próximo dia 18 de Outubro, para estarmos presentes em VIEIRA DE LEIRIA, para nos deliciarmos com uma das 7 maravilhas da gastronomia portugusa "o famaso ARROZ DE MARISCO ". Portanto amigos estão desde já as inscrições abertas, e encerram no dia 14 do mesmo mês. E já agora companheiro nosso, o ano passado lançaste aqui um convite para uma visita à nosso querida CIDADE DO PORTO CAPITAL DO MUNDO, mas tudo ficou no tinteiro. AVENTINO muitos de nós continuamos à espera e não queremos esperar sentados, e também queremos beber uns copos e comer uma tripalhada, que muito injustamente não foi classificada. Como PORTUENSE e PORTISTA já estou habituado a estas MANIGâNCIAS.O NABAIS reformou-se mas ainda não tem carta de alforria para se juntar aos restantes RECLUSOS, FICAMOS à espera. P S Fui informado de que o meu caro companheiro e amigo JOSÉ PEDROSA, também vai estar em MONÇÃO, vem e traz a tua MÚSICA. VOLYAREI
2011-09-11

AVENTINO AVENTINO - Porto

E AQUELES QUE FICARAM

Hoje eu quero chorar a minha ausência. A que me impões. Tu designas, tu escreves, tu marcas dias 13, e terças feiras e quintas feiras e longe e perto e além, sem que me dês oportunidade de estar presente, abraçar-te, sorrir e rir dos nossos tempos-menino, dos nossos tempos de meninos.

Hoje eu quero chorar a minha ausência. Tu excluis-me, tu foges, tu não proclamas os hinos do meu ir.

Hoje tu não falaste aos meninos da minha carteira; àqueles, que uma década ou duas depois de ti, subiram os mesmos trilhos do mesmo tróley, o mesmo portão triste de uma casa triste, a mesma escuridão de um final feliz.

Hoje, eu verto lágrimas e dor pela minha dor.

Mas...amanhã?! Amanhã... eu não chorarei a minha ausência.

Apenas a tua!...

   

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