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2011-11-27

alexandre gonçalves pinto - palmela

Tenho lido com regularidade esta nova PALMEIRA, renascida da penosa  ausência daquela que chegava às nossas mãos e tactilmente semeava sugestões físicas, como se fora corpo de rapariga, no tempo em que era zelosamente proibido. Do mal o menos. Antes este ser virtual, magro e frio, do que o silêncio pesado que já crescia por cima da memória. E folgo com a diversidade das intervenções, onde aflora duma forma ou outra um certo espírito subversivo, com o J.Marques a carregar o sobrolho. Com o M. Ribeiro sempre preparado para a refrega. E o Aventino a trocar o ar filtrado e docemente melancólico do seu porto por uma atenta protecção dos flancos, como se os funcionáriois públicos ainda funcionassem às ordens dos "comunas". Mas o que me comoveu foi a guerra dos ricos contra os pobres. É um rasgo genialmente evangélico. É de esperar que depois desta luminosa distracção, tudo venha a alterar-se no plano social. Os ricos estão presos por um fio. Os pobres, não tarda, saltam-lhes em cima, e comem-nos com o mesmo tédio e desprezo que se desenvolvem nas suas mãos, paradas pelo desemprego, pela desilusão, pela violência das instituições.  Salvem-nos os eróticos diospiros de s. francisco, que eu imagino a botarem fogo à região de Orbacém.                      Mudando de parágrafo, regresso gostosamente ao dia 12 de Novembro, à fogueira, ao oiro daquelas CASTANHAS, aos criativos de engenhos fascinantes, cuja eficácia só uma boca atenta pode garantir. Éramos muitos, vindos dum quotidiano honestamente fatigado. Mas chegámos de improviso. A alegria transbordava como se chegássemos a um lugar de família. Temos uma clara consciência da transição. E um quase receio de que os encontros já mostrem alguns sinais de prazo.  A mesa tem o tamanho da vida. O vinho circula em vasos comunicantes, para que nenhuma palavra se esconda ou adie. "Em nome da vida", diz a voz mais calada do universo. Uma roda em volta do fogo, o espírito soprando por onde podia.  Ritual de passagem, liturgia da idade. Não nos chamem nomes! Tivemos testemunhas de afectos  e das mais diversas doçuras. Uma onda de SÓCIAS fez do local um oásis demorado, mesmo que o outono impusesse ritmos incontornáveis. Um agradecimento especial para elas. Conquistaram o direito ao pódio, por mérito próprio.                    Para concluir, manifesto a espectativa de um porto aventiniano, seja sábado ou dia de N.Sra da Esperança. E sugiro que o site bote fogo à crise e aos meliantes que apodrecem de ricos sob as malhas subtis do interesse nacional.

2011-11-26

Assis - Folgosa - Maia

...continuo pois isto da internete...

além do caldo verde, ainda vos posso brindar com o canto dos meus (?) melros e pinta-roxos e com o perfume das flores.

Aproveito para informar, amigo Ribeiro, que na minha conta já cairam alguns brindes para o Pe. Henri. Asim, passo nomear:

Manuel Viera -  Delfim Nascimento - António Gaudêncio  -  António Peinado  -  Fernado Viterbo  -  Davide Vaz  -

Portanto, o meu amigo ponha-me essa MÁQUINA a funcionar. Suponho que já tem as respectivas direcções enviadas pelo Manel. - Entretanro aguardamos que cheguem outras verbas. Todas serão bem-vindas e todas serão sempre poucas. - A uns e outros, aos que enviaram e aos que hão-de enviar um obrigado vindo desde longe.

E ainda uma informação mais: para todos os associados. - O amigo Barros tem já quase finalizada uma verdadeira obra de arte, com a colaboração do irmão Ricardo. Trata-se da capa do livro "O Peregrino" , o novo ramance do Luís Guerreiro, livro que nos traz bastantes ensinamentos sobre a História da Igreja, e que tem por fundo a viagem "Paris - Roma - a Pé" do nosso querido Henri Le Boursicaud.

Para todos vós o meu abraço fraterno

2011-11-26

Assis - Folgosa - Maia

Privilegiado, mas não tanto como o pai Adão, amigo Ribeiro...a ele, foi-lhe dado de graça o jardim já feito e eu tive que suar...Pinheiros, austrálias e outros que tais a cortar, pedra a arrancar, terraplanagem, sulcos a brir, sementes a espalhar, árvores de fruto a plantar, regar, adubar, pudar e até sulfatar e depois voltar a tudo iniciar no início de cada ano...mas feliz por assim continuar. O sacana do Adão - que ninguém se ofenda com o "sacana", pois ele não existiu - já morreu, e também a sua Eva, e eu continuo vivinho da silva, embora com as mãos calejadas e ele não. Priveligiado, sim, pelo canto e encanto dos pássaros, bem como da paisagem que nos envolve, mas mais ainda por poder com partilhar com os amigos que nos visitam esse previlégio. É realmente um cantinho do Eden onde há flores todo o ano e todo o ano tenho que fazer, embora ele seja pequeno. As clementinas, tangerinas e laranjas - este ano em menor quantia que no ano trasacto - já começam a sorrir por entre o verde das folhas. Há dias ainda mal eu as distinguia das folhas. O Manel até já as provou e diz que  não estão más, mas eu não acredito. Que tenha paciência e que as venha provar dentro de dois meses...a doçura poderá vir a superar a dos diospiros que tanto gabas. Ele até já a conhece do passado...Os diospiros, como o Arsénio diz, podem realmente ter vindo lá do Eden - a etimologia do nome parece clara - mas o amigo Álvaro Gomes puderá elucidar-nos melhor sobre o assunto e então se quiser dar-nos a honra de comê-los em "pires", como eu normalmente faço...mas também me lambuso com eles quando ando sedento na horta, amigo Ribeiro...Privilegiado, sim, sobretudo pela visita das pessoas amigas que me visitam e, no caso, dos três "mosqueteiros da AAAR" que agora fizeram esse favor: o Ribeiro, o Barros e o Manel. Aos três, o meu obrigado. E também aos que hão-de vir um dia, mesmo que já tenham acabado os diospiros, os fisális ou as tangerinas. Haverá sempre, pelo menos, um caldo verde com broa e chouriça - eu prefiro o bom azeitinho da minha terrinha,Cedovim -e 

 

 

2011-11-24

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

A QUINTINHA DO ASSIS


Passei hoje á tarde pelo bucólico refúgio que o Assis erigiu na aldeia de Cabanas em Orbacém. Lá apareceram também o companheiro Barros e o Presidente Vieira. Digo-o sem hesitação, porque é notório e sentido, que esse local é um recanto do paraíso, onde recendem flores, onde medram variados frutos, onde canta o cuco e o noitibó. Um verdadeiro Olimpo onde nos sentimos deuses, um bíblico Tabor onde nos transfiguramos com a beleza e a paz.

É uma quintinha gira e aconchegada, com um belo tanque de água fresca, muitas árvores que  crescem á medida da Natureza, espreitada do horizonte fronteiro pelas corcovas da serra de Arga a confinar em perfeito mano a mano com o seu vizinho mar. Melros de bico amarelo, pica-paus de crista vermelha, rouxinóis e pintassilgos e toda a casta de passarada que por ali volteia em genuína liberdade usufrui e se farta num opíparo e gratuito banquete. Na verdade, o bodo não será assim tão de graça porque o Assis é pago com a sinfonia dos seus trinos e gorgeios que a toda a hora, sobretudo ao romper do dia, lhe deleita os ouvidos.

Acedendo a amáveis convites do anfitreão que muito me honraram já por lá passei várias vezes e pude conversar com outros companheiros, entre os quais sobressaíram o Guerreiro e o Padre Boursicaut; mas o que me levou lá hoje foi o aceno com os dióspiros a que não pude resistir porque eu sou um lambão dessa esquisita fruta. E então, como a proibida árvore do éden, sobressaía por entre  fambroesas e fisalis de fruto encriptado nos seus casulos de mistério, por entre arbustos e flores, um quase desfolhado diospireiro, carregado de carnudos frutos cor de fogo, de muitos fogos, mais ardente de todos o do Amor, também a cor do ocaso no crepúsculo da vida. Ah! Pude então verificar que os dióspiros do Assis não têm igual! E ali mesmo, debaixo dos galhos despidos dessa árvore, eu e o Vieira nos lambuzamos despudoradamente com a polpa daquelas maçãs do Paraíso terreal, mais suculenta e doce que maminhas de garota. 

Vale a pena desfrutar de tão abrangente bucolismo, por isso e para fugir ao bulício da vida não há nada como experimentar tão inesquecíveis sensações.

O Assis é um privilegiado!

 

2011-11-24

Arsénio Pires - Porto

O caro Martins Ribeiro encheu-me o coração de contentamento com este seu belíssimo post. É impossível dizer mais e melhor!

Até o nosso querido e tão injustamente esquecido Pe. António Vieira foi aqui trazido por si a dar tão bela achega à famosa questão que agora ocupa.

A sua equação está quase perfeita. Talvez os tais ditos cujos cacarás sejam menos de 300.000… não?!

OBRIGADÃO!

 

Para ti, meu grande amigo Assis, vai a promessa de um dia te visitar na tua “aldeia”! Até porque Diospiros tem a ver com o "Fogo dos Deuses", sendo que "piros" me faz lembrar "pires" que levo "aceso" como apelido!

Sempre atento, vais valorizando todas as intervenções naquilo que de positivo elas têm.É sempre bom ler-te!

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