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2011-11-22

CASTRO - Gondomar

Caro Marques: Não podia ficar indiferente àquele abraço. É bom ter-te de volta. Estou certo de que vais provocar estragos neste exército acantonado de AAAR´S. Fico atento às tuas farpas que, estrategicamente teleguiadas, atingem sempre o alvo da pachorrice onde também habitualmente eu me encontro. Prova disso é que decidi dedilhar algumas teclas para te dar um abraço fraterno. Entra e senta-te! Agora e em jeito de despedida falando de dívidas... - Sou do tempo em que havia pobres. Pobres, mas não de espírito (para estes estava reservado o reino dos céus). - Sou do tempo em que ser pobre não era motivo de desonra. Com orgulho se ouvia dizer: "sou pobre mas honrado!" - Sou do tempo em que uma dívida fosse qual fosse era sempre para honrar. - Sou do tempo em que um falido era isso mesmo. UM FALIDO! - Sou do tempo em que um falido dava um tiro na cabeça (não discuto o mérito de tal ato). - Sou do tempo em que se não tinha dinheiro para uma casa própria arrendava uma. Se não tivesse dinheiro para a arrendar, ficava com os pais ou esperava para casar. - Sou do tempo em que não precisava que me perdoassem dívidas porque só as contraía se estivesse certo de que de uma maneira ou de outra as honraria.Vivia com dignidade dentro das possibilidades que CONQUISTAVA. - Sou do tempo em que havia ricos e pobres e sonhava um dia ser rico também. - Sou do tempo em que havia criadas e patroas e as criadas sonhavam um dia ser patroas. - Sou do tempo em que havia patrões e empregados que um dia alguns seriam patrões também. - Sou do tempo dos sonhos e da HONRA. - Não sou do tempo em que se entra no bar e se ouve alguém dizer com muito orgulho: "fui declarado insolvente. Agora Já ninguém põe a mão no que é meu porque não tenho nada. É tudo da mulher de quem me divorciei. Mas...continuo a dormir com ela). - Não sou do tempo em que todos são ricos. - Não sou do tempo em que todos querem ter um carro melhor do que o do patrão para se pavonearem com o que lhes não pertence. - Não sou do tempo dos que para alimentarem seus vícios e vaidades têm que mandar os filhos comer na cantina da escola para não morrerem à fome. - E OS PROFESSORES QUE OS EDUQUEM! SEM LHES RALHAR, PORQUE SERIA UMA GERAÇÃO PERDIDA CONDENADA AOS PSICÓLOGOS E AO S.N.S. PARA TODA A VIDA. - Não sou do tempo em que se vai para a fila do banco alimentar, com o carro à porta para encher a bagageira. - Não sou do tempo em que as mães vão para a fila do pão da Cáritas (e eu também fui), com as unhas pintadas a duas cores, com flores no meio e com uns óculos de sol bem grandes no alto da cabeça. - SOU DO TEMPO EM QUE NÃO HAVIA MENINOS DE RUA MAS SIM VADIOS. - SOU DO TEMPO EM QUE HAVIA PAIS E FILHOS E A FAMÍLIA ERA UM MUNDO. - NÃO SOU DO TEMPO DOS PROGENITORES. - AS DÍVIDAS SÃO PARA HONRAR OU NÃO DEVEM SER CONTRAÍDAS. GREGOS OU TROIANOS DEVEM VIVER DENTRO DOS LIMITES E ASSUMIR OS SEUS DEVANEIOS. - SE O DINHEIRO NÃO DÁ PARA TOMAR O PEQUENO ALMOÇO NA PASTELARIA, COMO UM PÃO EM CASA. PARA ISSO SEMPRE SERÁ SUFICIENTE O RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO OU EQUIVALENTE. E mais não digo, porque estou certo de que por estas, também já vou levar. MAS...SE ME PERDOAREM UMA DÍVIDA, FALHEI!
2011-11-21

Arsénio Pires - Porto

E... mais!

Ouçam o grego Mikis Theodorakis:

"A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios gerarm sob a forma de dívidas".

E agora, não ladram?

Não marcam comezainas?

Venham! Malhem!

Quero lá saber!

2011-11-21

Peinado Torres - Porto

Boa tarde amigos e companheiros Esta minha mensagem tem como finalidade informar o ASSIS e o GAUDÊNCIO de que chegou ao email da empresa o vosso correio, mas não conseguiram abrir por sobrecarga do SERVIDOR. para evitar estes pequenos aborrecimentos, passo a comunicar-vos o meu endereço amtonio.peinado,torres@gmail.com espero daqui em diante, responder em tempo útil a todas as vossas brincadeiras e solicitações. DELFIM já cumpri o meu dever VOLTAREI
2011-11-21

Arsénio Pires - Porto

(Para  responder ao Aventino)

Eu, beltrano, estou morto e não sou feliz.

Sabes porquê?

Beltrano sempre fui. Sem nome, A 75 (símbolo químico do Arsénio…), sem jeito para a bola e “aquele que gostaria de ter aprendido a tocar piano” mas que nuca gostou pois tal  só era permitido a certos e determinados.

Morto… porque todos o estamos. Desde que nascemos.

Não feliz… porque a felicidade são momentos. Nunca foi nem será um estado.

(Para o outro)

Percebes agora alguma coisa, ó foragido Marques?

2011-11-20

JMarques - Penafiel

 Há dias que me encosto ao meu portátil para perceber uma brecha que me atire para o diálogo aberto nesta rubrica.

A subida ao púlpito do colega Aventino Aventino, em tom de sermão antoniano com retoque poético, levou-me a subir alguns degraus e escutar a sua pose magistral:

“Não azedeis, meus caros companheiros.

Ainda há, neste nosso silêncio do fim da tarde, uma luz coada p'ro nosso entardecer.”

 

As gotas acidulentas da sua poesia batem em alguém. Mas estanca a contenda.

Vamos, que o tempo urge. Deixemo-nos de queixumes que a vida não tem intervalos.

Comam, bebam, verborreiem!

Mas não pretendam gerar contenciosos à moda da Beneton pois Roma não tem humor e a marca apenas deseja publicidade. Beijos daqueles são coisas de Leste, ainda pensam alguns.

Ando arrediço, pensarão outros. Os mesmos outros dirão: “para dizer o que dizes mais valia estares calado e deixares-te quietinho no teu sítio.” Mas é preciso dizê-lo, como refere o nosso colega do Porto.

Meus amigos de longe: pela janela já vejo o frio gélido. Esfrego as mãos de alguma ansiedade, também. Os ritmos de vida divergem, as velocidades estafam. Coço-me de nervoso.

Entretanto lembro aquele padre francês que envergonha tanta gente pelo que faz, mais que pelo que diz, pois tantos dizem.

Às vezes ainda penso que quando for grande quero ser como ele, que curiosamente acredita em Deus, porque para ele não é incómodo acreditar, sustenta-lhe a vida.

Um dia que regresse poderei acreditar, hoje não sei. Descansa-me pensar que Deus não existe, talvez como a tantos ateus falsos deste nosso mundo.

Os comentários seguintes não os percebi. Também não sei se são para perceber. O sentido das coisas pode ter cheiro por vezes, mas não o sinto.

Um abraço ao Castro e ao Presidente que serão as caras que eu lembro e mesmo assim ainda vou saltando por aqui. De longe. Quando escrevo estou perto.

 

 

 

 

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