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2011-11-29

manuel vieira - esposende

Como diz o Arsénio “este é cada vez mais o nosso sítio”, umas vezes com lenha crepitando sem macieza, outras com os ares serenos da serra das bandas do Côa ou semelhantes.

Identifico a nossa Palmeira da gráfica como um património importante e que tem um papel mensageiro na nossa Organização. Penso que ninguém colocou até agora em causa esse papel.

Tenho consciência que tem havido mudanças que começam a ser um constrangimento para o grupo em que assentava a sua construção, referenciando também a falência da gráfica, embora esse obrigue apenas a uma prospecção de orçamentos no mercado e a novos hábitos.

O Arsénio apontou com muita clareza os constrangimentos e todos temos de perceber que não é fácil, por vezes, retomarmos o caminho por novas veredas e essa leitura merece ser feita por todos, com o bom senso que estas situações merecem, reconhecendo que cada um reage com os ímpetos que caracterizam os diferentes temperamentos.

Os nossos associados, que são antigos colegas e actuais amigos,  têm um nível elevado de formação na generalidade e isso “obriga” à compreensão de que todos temos direitos e obrigações na Organização de que fazemos parte e o sucesso da vida associativa tem resultado em muito dos compromissos cheínhos de convicção que alguns têm assumido para levar adiante tarefas do interesse geral.

Não disse nada que todos já não soubessem, mas fi-lo apenas para reforçar a ideia de que estamos num momento da vida em grupo em que precisamos de reorientar os nossos esforços e ideias para levar adiante algumas tarefas que obrigam ao empenho de muitos.

Convido-vos a um esforço: vamos procurar lançar o novo número da Palmeira em papel no 2º trimestre do próximo ano, entre Abril e Maio. Sinto que  cada um vai utilizar as suas energias para dar contributos (não estou a falar em dinheiro embora a vida vá estar mais difícil) e o Arsénio vai sentir mais facilitada a tarefa exigente de trazer à luz, com o Nabais, o Assis, o Barros e outros que pretendam colaborar, o próximo número da Palmeira. Estava a esquecer o Irmão Ricardo Morais que dá sempre muito do seu tempo e saber à nossa revista.

A Palmeira online , como tenho chamado ao nosso site, tem as obrigações do dia a dia, nesta mesa de comidas brandas. A Palmeira em papel temos de entendê-la como a nossa mesa em dia de Festa.

Apreciei muito a chegada do Nicolau, com uma intervenção de muita qualidade, que soube tão bem ler.

Não posso esquecer de referenciar tantas e tão “ricas” mensagens, o que reforça a importância deste espaço tão disponível e tão fácil de usar.

 

2011-11-28

Arsénio Pires - Porto

Meus caros:

Este é cada vez mais o lugar onde estamos, sítio virtual da AAAR, a nova PALMEIRA, renascida da penosa ausência daquela que chegava às nossas mãos”, nas palavras do Alexandre.


Falemos então no assunto da “penosa ausência”  da Palmeira.

Por que razão ela anda ausente?

Pertencendo eu à TROIKA responsável pela sua produção (mais especificamente, com o Nabais e o Barros é que ela tem sido ultimamente amanhada, sem esquecer o excelente trabalho do Ir. Ricardo) devo-vos algumas palavras. Aí vão.

 

1. O leito onde ela era germinada ruiu. A Editorial vai ser desactivada, a revista Míriam vai acabar em Dezembro, o Nabais que ali trabalhava há anos reformou-se seguindo as pegadas do Assis, outro braço importante na produção da tal "ausente".

2. Em tempo oportuno a Assembleia Geral da nossa Associação solicitou ao Provincial da Congregação um pequeno espaço onde pudéssemos ter as nossas “coisas”, arquivo, computador, etc. e onde a Direcção da AAAR e o grupo da Palmeira pudesse reunir periodicamente. Passado largo tempo, foi-nos oferecido um espaço, uma sala grande e pouco acolhedora, que teríamos de partilhar com outros grupos, em particular, com os escuteiros. Depois de visionada com a presença do Manuel Vieira, nosso presidente, manifestámos o desejo de que nos cedessem uma sala mais pequena e onde pudéssemos ter alguma privacidade. Ainda não recebemos resposta alguma.

Não faltam salas ideais para isso na Editorial (que agora irá ser desactivada ficando o edifício vazio… supomos) mas o actual responsável pela Editorial, o Pe. António Baptista, não se mostrou receptivo a que fôssemos para lá apesar de lá haver três gabinetes vazios e ideais para o efeito.

De maneira que estamos sem tecto. E, à chuva e ao frio, não temos condições para avançarmos.

Quem pensar que este trabalho pode ser feito “online” através do computador, internete e telefone, desengane-se. Este é um trabalho de muito esforço e atenção aos pormenores que exige reuniões de trabalho e troca constante de opiniões.

Acresce ainda o facto de que a tipografia, que há muito nos conhecia e fazia preços de saldo só para nós e para a Editorial, faliu.

De maneira que estamos atados de pés e mãos.

Este é o ponto da situação.

Mas, se entre vós houver alguém (ou alguns) que queira, mesmo assim, meter mãos à obra… Venha daí!

Devia-vos esta explicação.

 

Nota1: Em relação à “guerra dos ricos contra os pobres” que tanto “comoveu” o Alexandre, direi só que tal nunca foi “um rasgo genialmente evangélico” como nunca o foi também uma guerra de pobres contra os ricos, embora a Igreja institucional bastantes vezes não o tenha compreendido nem praticado.

O rasgo GENUINAMENTE evangélico não vai por guerra mas por fraternidade. Muito embora Ele não viesse trazer a paz podre mas a espada afiada. E nota-se! Também aqui. E… felizmente, caro Assis, onde uns te apelidam de “frei” e outros de “santo”… Porque será?

A especialidade da guerra é doutros que prometeram e prometem, ainda hoje, “amanhãs que cantam”. Mas nesse campo nunca militei! Não me arrependo, portanto!

Ora, aí está! Estas são águas que moveram outros moinhos. Como quase todos já concluímos.

Nota 2: Saudações especiais ao Nicolau! Excelente crónica. Não menos excelente português com que a redigiste! Bem-vindo!

Termino.

Abraços e beijos que é como quem diz: ABREIJOS!

2011-11-28

Peinado Torres - PORTO

Bom dia companheiros Depois de ter saboreado a vtória do meu F C Porto sobre o Braga, fui nanar e hoje quando cheguei ao escritório, depois de cumprimentar as pessoas, abri o meu correio electrónico . Li e despachei. Seguidamente fui ao site da AAAR . Não podia ficar mais contente, pois além doa avençados ( ASSIS, ALEXANDRE, MARTINS RIBEIRO ), apareceu creio que pela lª vez o NICOLAU, ex-presidário da quinta da BARROSA, que eu também já não via hÁ 52 anos, bem como o JÙLIO que tive dificuldade em reconhece-lo. São estes encontros de sã camaradagem e amizade, que nos dão vida e força para aguentar-moos os tempos dificeis em que vivemos actualmente, O encontro na Oliveira do Paraíso, em Palmela ,faz parte do nosso roteiro anual de convivios, cuja importância tem de ser realçada devido à devoção e amisade à causa que o ALEXANDRE dedica a todos nós. Parabéns ao NICOLAU pelo texto enviado e pela tua presença, é bom para a ternura dos SETENTA FELIZ NATAL PARA todos nós e FAMÍLIAS VOLTAREI
2011-11-28

Assis - Folgosa - Maia

27 de Novembro de 2011 - Dia do santo FADO...

Oh que belo FADO o d'hoje. Já ficou p'a trás o fado menor. Agora é só FADO  MAIOR. Parabens aos proponentes e a quantos à sua candidatura de PATRIMÓNIO MUNDIAL serviram em todo este tempo passado...Parabens! - Nunca eu ouvi tanto Fado como hoje, e adorei. Estou até sonhando com um dia me iniciar a cantá-lo. - Esperemos agora que o outro, o triste fado em que os nossos governantes, políticos e economicistas, nos embrulharam se venha um dia a desvanecer, senão com a celeridade com que nos tramaram, pelo  menos pouco a pouco. - Mas hoje é dia de Festa. Deixemos de parte a crise. - É festa também porque um novo FADISTA se apresenta entre nós: o Nicolau. E como ele canta bem o Fado! Os meus parabens pela tua entrada gloriosa em FADO MAIOR nesta nossa taberna, com V ou com B tanto dá. Sê bem-vindo, ou bindo! Só aguardamos que, à bela escrita agora vista, um poema por ti declamado se faça ouvir. Sei que és exímio no palco e, por isso, aqui o declaro para que todos o saibam e também a ele te chamem.  - Não me refiro às qualidades do anfitrião da "Árvore do Paraíso" porque de todos são já mais que conhecidas e apreciadas. Outras castanhas venham, do Soito ou de Macedinho do Mato, e por lá nos verá...tão mal fomos por ele tratados... - A confusão em que a ironia do Aventino me meteu ainda não me permitiu que, com igual ironia eu lhe dirigisse a palavra. Só o meu convite para o nosso encontro por terras de Orbacém, ou de Moledo, continua em pé. - E como o Nicolau me despeço de todos vós: Pegai do vosso pião e vinde jogá-lo comigo nas terras minhotas, à beira-mar. Eu já tenho andado a treinar, assim como a andar de andas. Nestas, treinei há tempos na feira medieval de Caminha. Posso apresentar testemunhas e defender-me sem advogado...

 

2011-11-27

Nicolau - Oeiras (Soito)


Conversa, à soalheira...

Foi no sábado, já lá vão 15 dias, que mais uma vez a festa aconteceu. Todos os caminhos iam dar a Palmela, mais exactamente ao santuário do Alexandre. Mas logo que deixámos o alcatrão, fomos guiados pelo silêncio, a lembrar as veredas das nossas aldeias. Não se viam os anjos, mas eles cantavam. Não se viam rebanhos, mas o som dos chocalhos, à solta, em loucas correrias,  faziam lembrar o meu rio, sempre a cantar... Não sei porquê, mas logo que  se passa o portão da entrada, com o olhar concordante do imponente Serra da Estrela, todo o espaço nos faz respirar uma energia muito positiva, energia essa que nos transporta para uma paz, harmonia, equilíbrio e um bem estar inigualável, pelo que somos obrigados a respirar a sensualidade de todo aquele espaço envolvente. Os sentidos, sem quaisquer restrições, aceitam e envolvem-se neste convite. Mais além, numa pequena leira, está o alfobre das palavras do anfitrião. Pelo viço que irradiam, adivinha-se uma boa colheita para uns bons regos de escrita. Ficarei à espera para ter o privilégio de os gulosar. E já que estamos a falar de palavras, quero aqui expressar que sou um ávido leitor da escrita do Alexandre, pois sente-se nela a força de um touro, a leveza da gazela, a rebeldia do vento e a profundidade dos mares. E leio-a com o mesmo prazer com que, quando menino, comia uma grande talhada de melancia, com o sumo a escorrer-me pelos braços abaixo.  
Portanto, não tenho dúvidas algumas, que este bem estar começa logo pela maneira como o Alexandre recebe os amigos - espontaneidade e muita alegria. Penso que não haverá ninguém que não fique feliz com estes gestos e mimos que sabem tão bem a quem os recebe.
E agora não pensem que vou relatar tintim por tintim todos os passos de um dia em cheio, muito bem passado e com o nosso ego bem repleto. Longe disso! Porque, para os ausentes, curiosos, só lhes digo que tivessem aparecido. Mas resumindo, posso informar que nos abifámos e nos avinhámos, onde não faltou o bom pão com olhos, o bom queijo sem olhos e o bom vinho a saltar para os olhos.
Quanto às sobremesas, que fariam pecar qualquer monge, estiveram à altura das nossas conversas imateriais.  
Depois...
Bem,  depois, lá mais para a tarde, eis que o momento mais solene aconteceu, como que por encanto. Tocaram-se as trombetas, acendeu-se a fogueira e a conversa continuou, agora com palavras mais quentes. Trocaram-se ideias, botaram-se discursos, apresentaram-se argumentos, arquitectaram-se projectos e todos assinaram a acta. Por fim, fez-se uma prece à divindade do fogo, enaltecemos a partilha daquele momento ímpar e após a dança da Lua, num estonteante strip tease, a amizade saiu reforçada. Até o Sol, escondido atrás de uma nuvem, estava em lume, ao assistir a tão belo espectáculo. 
E para ser franco, para mim, este encontro foi, o verdadeiro grande encontro. talvez pela liberdade, pela coerência e pela verdadeira amizade, vivida entre todo o grupo, tão naturalmente. Mas tenho de  dizer que o encontro havido no Verão passado, valeu pelo reencontro com todos os antigos companheiros, mas principalmente com o meu amigo e condiscípulo Júlio, pessoa que sempre tive e tenho no meu álbum de recordações. Um bom amigo! E valeu também pelo bando que ocupou o último banco do autocarro, nas muitas centenas de quilómetros do percurso. Falámos de tudo e mais alguma coisa. Contaram-se anedotas, lembraram-se episódios, cochichámos sobre as namoradas antigas, gargalhámos ao desbarato e tudo o que mais possam imaginar. Mas valeu a pena todos os quilómetros de conversa, havida no banco traseiro. E pasmem-se os céu!  Não fomos expulsos, nem por mau comportamento, nem por amizades particulares. Portanto o artº. 37 da Constituição cumpriu e até saiu reforçado.
Mas, embora não esteja bêbado, volto a repetir que gostei mais do encontro de Palmela. Como dizia um camarada meu e companheiro da guerra quando se referia ao gostar. "Um só adjectivo: GOSTEI!"
E agora vou abrir a janela do tempo e vou até ao terreiro da minha escola, para jogar ao pião e lançarmos o papagaio, feito de papel, com as cores do arco-íris. O Davide, meu amigo, primo, conterrâneo, companheiro de carteira, padrinho, deve estar farto de esperar por mim...
Volto já!
Nicolau

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