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2011-11-21

Arsénio Pires - Porto

(Para  responder ao Aventino)

Eu, beltrano, estou morto e não sou feliz.

Sabes porquê?

Beltrano sempre fui. Sem nome, A 75 (símbolo químico do Arsénio…), sem jeito para a bola e “aquele que gostaria de ter aprendido a tocar piano” mas que nuca gostou pois tal  só era permitido a certos e determinados.

Morto… porque todos o estamos. Desde que nascemos.

Não feliz… porque a felicidade são momentos. Nunca foi nem será um estado.

(Para o outro)

Percebes agora alguma coisa, ó foragido Marques?

2011-11-20

JMarques - Penafiel

 Há dias que me encosto ao meu portátil para perceber uma brecha que me atire para o diálogo aberto nesta rubrica.

A subida ao púlpito do colega Aventino Aventino, em tom de sermão antoniano com retoque poético, levou-me a subir alguns degraus e escutar a sua pose magistral:

“Não azedeis, meus caros companheiros.

Ainda há, neste nosso silêncio do fim da tarde, uma luz coada p'ro nosso entardecer.”

 

As gotas acidulentas da sua poesia batem em alguém. Mas estanca a contenda.

Vamos, que o tempo urge. Deixemo-nos de queixumes que a vida não tem intervalos.

Comam, bebam, verborreiem!

Mas não pretendam gerar contenciosos à moda da Beneton pois Roma não tem humor e a marca apenas deseja publicidade. Beijos daqueles são coisas de Leste, ainda pensam alguns.

Ando arrediço, pensarão outros. Os mesmos outros dirão: “para dizer o que dizes mais valia estares calado e deixares-te quietinho no teu sítio.” Mas é preciso dizê-lo, como refere o nosso colega do Porto.

Meus amigos de longe: pela janela já vejo o frio gélido. Esfrego as mãos de alguma ansiedade, também. Os ritmos de vida divergem, as velocidades estafam. Coço-me de nervoso.

Entretanto lembro aquele padre francês que envergonha tanta gente pelo que faz, mais que pelo que diz, pois tantos dizem.

Às vezes ainda penso que quando for grande quero ser como ele, que curiosamente acredita em Deus, porque para ele não é incómodo acreditar, sustenta-lhe a vida.

Um dia que regresse poderei acreditar, hoje não sei. Descansa-me pensar que Deus não existe, talvez como a tantos ateus falsos deste nosso mundo.

Os comentários seguintes não os percebi. Também não sei se são para perceber. O sentido das coisas pode ter cheiro por vezes, mas não o sinto.

Um abraço ao Castro e ao Presidente que serão as caras que eu lembro e mesmo assim ainda vou saltando por aqui. De longe. Quando escrevo estou perto.

 

 

 

 

2011-11-19

Arsénio Pires - Porto

(Este não é um Postal de Natal)

Porque teimamos em não ser mortais?

Porque somos eternos? Pois... Comemos da árvore da vida e somos como Deus. Pequenos deuses amealhando tesouros e guardando ódios e rancores nas nossas despensas.

Saímos, manhã cedo, para o campo a regar a nossa indiferença perante os samaritanos.

Ocupamos o dia indiferentes à angústia de quem se sente esvair na solidão e no desprezo entre Jerusalém e Jericó.

Regressamos à tardinha e dormimos encostados à almofada do muito ter e do muito cultivar.

E contemplamos o pôr-do-sol.

E amanhã voltaremos.

E, um dia destes, azedaremos! (Obrigado pela palavra, Aventino!)

Definitivamente.

 

 

2011-11-19

Aventino Aventino - PORTO

Meus caros AAR'S:

Fartei-me de aqui "ladrar" contra os repastos marcados para os dias úteis e, chegado que foi o de um sábado, nada, não fui.

Desancai-me, pois, como muito bem faz o Peinado, esse gentil e generoso companheiro e gritemos todos, bem alto, a todos os AAAR'S para que aqui escrevam, participem, comuniquem e apareçam; há tantos e tantos talentos nesses rapazinhos que, por um curto ou longo tempo, entraram, um dia, por aquele portão adentro de uma quinta de nome BARROSA.

Vá lá! Venha daí a vossa voz. Nem que seja para dizer apenas: eu sou fulano, estou vivo e sou feliz.

2011-11-19

Aventino Aventino - PORTO

Não azedeis, meus caros companheiros.

Ainda há, neste nosso silêncio do fim da tarde, uma luz coada p'ro nosso entardecer.

Amanhã poderemos já nem azedar, tão breves são os dias, tão ténue o caminho que falta caminhar.

Não azedeis, pois, porque à parte a nossa juventude que não volta, viver é maravilhoso e o mundo nunca esteve tão bom. 

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