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2011-11-22

António Gaudêncio - Lisboa

                         

                                                 CINCO QUADRAS

Acho uma moral ruim

trazer o vulgo enganado:

mandarem fazer assim

e eles fazerem assado.

 

Sou um dos membros malditos

desta falsa sociedade

que, baseada nos mitos,

pode roubar à vontade

 

Esses por quem não te interessas

produzem quanto consomes:

vivem das tuas promessas

ganhando o pão que tu comes.

 

Não me dêem mais desgostos

porque sei raciocinar.......

Só os burros estão dispostos

a sofrer sem protestar!!

 

Esta mascarada enorme

com que o mundo nos aldraba,

dura enquanto o povo dorme,

 quando ele acordar, acaba.

ANTÓNIO   ALEIXO 

 

2011-11-22

Arsénio Pires - Porto

Meus caros:

Este post do Castro, bem certeiro e diagnóstico perfeito do muito que se passa nesta pobreza-riqueza do nosso país, levou-me, embora por outro caminho, a redigir este grito de revolta.

 

Porra! Até já os explorados por esta roubalheira planetária dizem:

- Pois! Andávamos a viver acima das nossas possibilidades… Agora temos que pagar!

Esta nossa propensão para a auto-culpabilização e flagelação é confrangedora!

Mas quem é que andava a viver acima das suas possibilidades? Se isso pode ser verdade para alguns, acaso é verdade para todos? Para a grande maioria?

Para os reformados que trabalharam toda a sua vida e a agora se vêem roubados de grande parte da reforma com que contavam para acabar os seus dias mais ou menos amparados?

Para os jovens sem emprego que se vêem forçados a carregar a mala às costas em direcção aos aeroportos de outros países?

Para os milhões que dum dia para o outro acordaram e acordam no desemprego ainda a meio da sua idade produtiva?

São estes os que consumiram e consomem acima das suas possibilidades?!

Será que aqueles que vivem do seu trabalho não têm direito a retirar o que puderem para o empregar naquilo que é fundamental: casa, meio de locomoção e comida?

Alguém me responde a esta pergunta:

- Por que razão muitos deixaram de poder pagar os seus empréstimos que os bancos tão generosamente ofereciam e lhes metiam pelos bolsos dentro?

Respondo eu:

- Não será que o fizeram porque os juros iniciais foram subindo exponencialmente, puxados pela usura daqueles mesmos que lhes emprestaram tão facilmente o dinheiro?

Não será que muitos empresários avarentos e desprovidos de qualquer valor ético foram deitando para a rua do desemprego milhares e milhares de trabalhadores para manterem os seus objectivos de lucro sempre em crescendo de ano para ano?

Acaso esta crise não rebentou quando os pobres deste planeta deixaram de poder pagar as prestações aos donos do dinheiro e estes se viram entulhados nos jardins das suas casas com o lixo que eles próprios quiseram e ajudaram a criar?

Mas quem é que viveu e vive acima das suas “legais” possibilidades? Foram os milhões de pobres deste planeta ou a meia dúzia de ricos que enchem as páginas da revista “Forbes” e são donos desta Casa que deveria ser de todos?!

 Quantos pobres são necessários para fazer um rico? Alguém sabe?

Nada temos contra os ricos, contra os ricos que são honestos, que põem a sua riqueza ao serviço dos outros. Interrogamos, sim, os ricos desonestos! Desonestos porque figuram nas listas dos maiores possuidores de bens à custa da fome e morte daqueles que pouco ou nada têm.

E nós, em Portugal, temos alguns que figuram na Forbes!

2011-11-22

CASTRO - Gondomar

Caro Marques: Não podia ficar indiferente àquele abraço. É bom ter-te de volta. Estou certo de que vais provocar estragos neste exército acantonado de AAAR´S. Fico atento às tuas farpas que, estrategicamente teleguiadas, atingem sempre o alvo da pachorrice onde também habitualmente eu me encontro. Prova disso é que decidi dedilhar algumas teclas para te dar um abraço fraterno. Entra e senta-te! Agora e em jeito de despedida falando de dívidas... - Sou do tempo em que havia pobres. Pobres, mas não de espírito (para estes estava reservado o reino dos céus). - Sou do tempo em que ser pobre não era motivo de desonra. Com orgulho se ouvia dizer: "sou pobre mas honrado!" - Sou do tempo em que uma dívida fosse qual fosse era sempre para honrar. - Sou do tempo em que um falido era isso mesmo. UM FALIDO! - Sou do tempo em que um falido dava um tiro na cabeça (não discuto o mérito de tal ato). - Sou do tempo em que se não tinha dinheiro para uma casa própria arrendava uma. Se não tivesse dinheiro para a arrendar, ficava com os pais ou esperava para casar. - Sou do tempo em que não precisava que me perdoassem dívidas porque só as contraía se estivesse certo de que de uma maneira ou de outra as honraria.Vivia com dignidade dentro das possibilidades que CONQUISTAVA. - Sou do tempo em que havia ricos e pobres e sonhava um dia ser rico também. - Sou do tempo em que havia criadas e patroas e as criadas sonhavam um dia ser patroas. - Sou do tempo em que havia patrões e empregados que um dia alguns seriam patrões também. - Sou do tempo dos sonhos e da HONRA. - Não sou do tempo em que se entra no bar e se ouve alguém dizer com muito orgulho: "fui declarado insolvente. Agora Já ninguém põe a mão no que é meu porque não tenho nada. É tudo da mulher de quem me divorciei. Mas...continuo a dormir com ela). - Não sou do tempo em que todos são ricos. - Não sou do tempo em que todos querem ter um carro melhor do que o do patrão para se pavonearem com o que lhes não pertence. - Não sou do tempo dos que para alimentarem seus vícios e vaidades têm que mandar os filhos comer na cantina da escola para não morrerem à fome. - E OS PROFESSORES QUE OS EDUQUEM! SEM LHES RALHAR, PORQUE SERIA UMA GERAÇÃO PERDIDA CONDENADA AOS PSICÓLOGOS E AO S.N.S. PARA TODA A VIDA. - Não sou do tempo em que se vai para a fila do banco alimentar, com o carro à porta para encher a bagageira. - Não sou do tempo em que as mães vão para a fila do pão da Cáritas (e eu também fui), com as unhas pintadas a duas cores, com flores no meio e com uns óculos de sol bem grandes no alto da cabeça. - SOU DO TEMPO EM QUE NÃO HAVIA MENINOS DE RUA MAS SIM VADIOS. - SOU DO TEMPO EM QUE HAVIA PAIS E FILHOS E A FAMÍLIA ERA UM MUNDO. - NÃO SOU DO TEMPO DOS PROGENITORES. - AS DÍVIDAS SÃO PARA HONRAR OU NÃO DEVEM SER CONTRAÍDAS. GREGOS OU TROIANOS DEVEM VIVER DENTRO DOS LIMITES E ASSUMIR OS SEUS DEVANEIOS. - SE O DINHEIRO NÃO DÁ PARA TOMAR O PEQUENO ALMOÇO NA PASTELARIA, COMO UM PÃO EM CASA. PARA ISSO SEMPRE SERÁ SUFICIENTE O RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO OU EQUIVALENTE. E mais não digo, porque estou certo de que por estas, também já vou levar. MAS...SE ME PERDOAREM UMA DÍVIDA, FALHEI!
2011-11-21

Arsénio Pires - Porto

E... mais!

Ouçam o grego Mikis Theodorakis:

"A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios gerarm sob a forma de dívidas".

E agora, não ladram?

Não marcam comezainas?

Venham! Malhem!

Quero lá saber!

2011-11-21

Peinado Torres - Porto

Boa tarde amigos e companheiros Esta minha mensagem tem como finalidade informar o ASSIS e o GAUDÊNCIO de que chegou ao email da empresa o vosso correio, mas não conseguiram abrir por sobrecarga do SERVIDOR. para evitar estes pequenos aborrecimentos, passo a comunicar-vos o meu endereço amtonio.peinado,torres@gmail.com espero daqui em diante, responder em tempo útil a todas as vossas brincadeiras e solicitações. DELFIM já cumpri o meu dever VOLTAREI

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