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2011-12-07

manuel vieira - esposende

Não sei bem se estamos a mudar de tema pois a condição económica também proporciona grandes diferenças naquilo a que chamamos prenda.

Quando o Arsénio lembra as pinhas mansas lançadas ao lume de Natal para mais facilmente lhes retirar os pinhões gulosos, enquadro no tempo de carências e limitações num mundo que ainda não era consumista.

Provavelmente nos dias de hoje as mesmas pinhas teriam uma valorização razoável em bolsa pois os ditos pinhões comercializam-se hoje no mercado negro a cerca de 40 euros o quilograma, dando-lhe o toque de oiro a umas sementes graciosas que se encasularam na memória privilegiada do Arsénio.

Não tenho lembranças privilegiadas de prendas de Natal mas sim de quem mas deu, com o carinho enfeitiçado dos gestos maternais.

Também não lembro as prendas nos sapatinhos de criança pois os não tinha, mas recordo nostalgicamente os figos secos de ceira, as avelãs, talvez as nozes e os amendoins numa miscelânea embrulhada em cartucho da loja.

Eram subtilmente deixados debaixo da cama com colchão de palha de centeio, com travesseiros   de folhelho de milho cardados pelo suor, onde dormíamos 4 e onde os pés cansados se travestiam de negrume da terra arregaçada pelas brincadeiras do buliçoso dia.

Isso eu lembro, isso eu nunca esqueço e ainda hoje olho os figos de ceira encastelados, como se o tempo se esquecesse de avançar.

Essa mitigação em mesas pobres, essa sombra dos tempos de invernos frios de criança com sonhos fartos e felizes eram o meu Natal, eram os natais da altura.

As pinhas do Arsénio, dos pinheiros mansos enramalhados que eu trepava, dessas também eu lembro bem. Mas nada me marcou tanto como a singeleza desses dias.

2011-12-04

Arsénio Pires - Porto

Vamos mudar de assunto, não acham?

Então, aí vai.

Há dias vi esta pergunta ser feita a certas personalidades:

- Qual foi a melhor prenda de Natal que recebeste na tua vida?

Vai daí, pensei:

E se eu propusesse este tema no portal dos AAAR?

Já sei que não vamos ter respostas (é o costume… mais assistentes que jogadores, como convém!) mas eu atrevo-me a mostrar aqui a minha.

 

Não me lembro que idade teria mas andaria por volta dos 4 ou 5 anos.

Os meus Pais (nunca sei distinguir se foi ele ou ela quem mais me amou…) deram-me, na Noite de Natal, duas pinhas de pinheiro manso. Sei que devo ter ficado de olhos esbugalhados pois o meu espanto advinha do facto de eu não saber bem o que aquilo era. É que, naquela época antes da florestação ordenada por Salazar, na serra do Minheu onde a minha aldeia está enterrada, não havia pinheiros. Só carvalhos, freixos, salgueiros, vidoeiros, amieiros e castanheiros. Nem árvores de fruto, tal é a hospitalidade do frio e da neve que por ali crescem sem rega nem sega.

Perante o meu espanto, certamente esperado pelos meus pais, veio a informação:

- É daqui que nascem os pinhões. Lá dentro tens pinhões para jogarmos logo à noite ao “Rapa-Tira-Põe-Deixa”. Para os tirares, faz assim: Coloca essas pinhas nas brasas da fogueira e, quando já estiverem quase a arder, empurra-as para fora e, com uma pedra, vais batendo nestas casquinhas a começar por baixo. Debaixo de cada casquinha destas está um pinhão! Guardas os pinhões todos e logo jogas connosco!

Assim fiz e, hoje, ainda descasco essas duas pinhas sempre dentro de mim.

Porque de pequenas coisas se faz a riqueza do Amor.

 

Nos Natais da Quinta da Barrosa lembrava-me sempre destas pinhas.

Em todos os Natais da minha vida lembrei-me sempre destas pinhas.

E dos meus Pais!

Porque a ausência maior é sempre a daqueles que mais nos amaram.

 

Este é o meu postal para todos vós!

2011-12-02

manuel vieira - esposende

Víctor, bem vindo.

É com muito agrado que te vemos entrar por  esta porta.Entraste em Gaia no mesmo ano em que eu saí e do Alcides dos Anjos R.Marques ,natural de Vila Marim ,Vila Real não temos outras informações. Talvez na altura tivesse residência na Serra da Mira. Do teu ano tivemos contactos do Lima, natural de S.Estêvão em Chaves, do Adelino, do Nunes, do Ramos, do Firmino, do Marques e do Arrepia, todos a "viver" em Gaia no ano de 1974.

O Padre Marinho é agora o Provincial e vou enviar-te por e-mail o seu endereço electrónico.

2011-12-02

VICTOR JOÃO OLIVEIRA COSTA - CACEM

É a primeira vez que entro em contacto convosco.

Quero mandar os parabéns muito, muito, atrasados ao Padre Marinho. Que Deus o ajude nesta nova fase da sua vida.

Gostava de saber se têm contato com um aluno que entrou no Seminário em Vila Nova de Gaia quando eu, em 1973 se não estou errado, o seu nome é Alcides morava na Serra da Mira (AMADORA).

Nessa altura era director o Padre C. Batista.

2011-12-02

Arsénio Pires - Porto

Nem de propósito!

Acabo de ouvir e ver, na SIC Notícias (são 14.50 h. do dia 2 de Dezembro) uma reportagem da qual retive o seguinte:

1. Uma empresa em Palmela de nome ILUMINA (negócios: Lâmpadas).

2. O Gerente/Patrão diz: “Lá fora, dizem, há crise!”.

3. A empresa factura 16 milhões de euros/ano.

4. Os empregados dizem que só trocariam o seu emprego por um contrato milionário “tipo Ronaldo”. Acrescentam: Temos um bom salário e temos excelentes regalias extra!”

5. A Empresa vai pagar o subsídio de Natal por inteiro e vai pagar ao Estado os 50% roubados para a engorda daqueles que nos puseram neste estado…!

6. O Gerente/Patrão disse: “Tenho filhos e desejo um Natal feliz a todos os meus colaboradores que também têm filhos! Gosto muito deles: Se eu precisar de um voluntário, aparecem-me logo 12 voluntários!”

 

Bem-aventurados os ricos como este porque deles é o Reino de Deus!

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