fale connosco


2012-02-23

Assis - Folgosa - Maia

Oh, maravilha!...

Também eu fui a Caminha saborear os doces de Viseu e Tentúgal e o azul manso do mar norte em Vila Praia de Âncora. Mas hoje, como já tenho um pouco de "internete" - cá por Cabanas de Orbacém é assim... - posso saborear, e com redobrado prazer, os vossos escritos, mormente o 'saboroso' poema do Ismael. Parabens a ele. Afinal, não há comadres zangadas...e não podia ser doutra maneira. Pensava ter remetido para esta palmeira um outro escrito anterior a este, mas a tal internete passou-me a rasteira. Fico todavia feliz por agora poder remeter estas breves linhas. Espero que cheguem sem falhas até vós.

O meu abraço fraterno

2012-02-23

manuel vieira - esposende

Mais um carnaval e  aproveitei o domingo de sol para dar um saltinho até  Caminha para fazer uma visita à sua "Feira de doçaria" que se realizou pelo 3º ano consecutivo. É sempre bom ver como se estruturam estes eventos. Aprende-se e também se saboreiam os doces sabores com a leveza que agora convém.

No regresso encontrei em Viana o colega Miranda, do meu tempo.

Por cá adoço-me com a poesia do Ismael, uma vertente que  não explicitara ainda, pese o facto de apenas ter dado forma aquilo que lhe ia  lendo.

O Nicolau do Soito soube contar fazendo lembrar os "correspondentes de guerra" e mostrou como "contar" enriquece este espaço sem o propósito de debater. E como ele refere "quase de certeza absoluta que todos temos alguma coisa para contar".

Em "Notícias" podem ler uma referência ao nosso colega Fernando Echevarria que é tema na revista "Humanística e Teologia" da Faculdade de Teologia da Universidade Católica com uma abordagem à sua obra e também uma Entrevista, ambas da autoria de Arnaldo Pinho. Espero mostrar por cá este documento.

Esta notícia foi partilhada pelo nosso colega Eugénio que colabora com aquela Faculdade do Porto.

2012-02-20

Peinado Torres - PORTO

Bom dia companheiros, se quizerem colegas, se acharem piada pode ser EX-RECLUSOS da QUINTA DA BARROSA Mas bom dia. Não sou poeta, nem prosador, mas fez parte da minha aprendizagem nas carteiras do seminário o estudo da lingua portuguesa, e francamente quando leio os vossos textos, penso em duas coisas, estes AAAR são demais, mas a seguir volto a pensar. Eh Peinado quem não quiser que não leia, e vai daí toca a escrevinhar. Parafrseando o FREI ASSIS, o Ismael também me deixou baralhado, mas a poesia que a seguir enviou deixou-me encantado. Tarde e a más horas , aqui vão os meus PARABÉNS, pelo aniversário e pelos textos. Gostava de o conhecer, assim como o J. MARQUES. Quanto aos outros escrivas de serviço, tais como o MARINS RIBEIRO, ALEX, ASSIS,MANUEL VIEIRA, ARSÉNIO, GAUDÊNCIO e outros que tais são sempre bem vindos, mas o NICOLAU encheu-me o ego, quero dizer "as medidas ". Efectivamente, todos nós temos coisas boas e más para contar, quase todos somos já maduros, passamos mais tempo na vida civil, do que no seminário, mas quando nos encontramos, uma parte das nossas conversas, referem~se aos tempos passados no seminário, não é para abordarmos questões da FÉ, todos temos e teremos sempre dúvidas, basta pensarmos nas coisas, pois em matéria de RELEGIÃO, mesmo os que estiveram lá pouco tempo sairam bem formados e informados, e o decorrer da vida acabou por completar tudo que poderia ter faltado. NICOLAUS e QUEJANDOS,escrevei pois é saudável ler os vossos escritos. Para terminar quem vai a MESSINES ? já li o programa, só não li do que consta o reportório musical a cargo do meu estimado amigo PEDROSA. Até breve VOLTAREI
2012-02-19

Arsénio Pires - Porto

Caro Ismael (e outros que por aqui falam):

Nada como o tempo para sarar as feridas. Ainda que esse tempo seja de dias ou horas.

Se as palavras rissem. Se elas chorassem…

Mas as palavras são contentores. Com elas, mais facilmente se faz a guerra do que a paz. Traem-nos (traem-me…) quase sempre.

Portanto, as palavras são traidoras. Dois pontos.

 

Obrigado pelo teu poema. Sairá na próxima Palmeira que a de agora vai, dentro em breve, para os prelos.

Fácil seria dizer-te que o achei belo e que, nele, me aconteceu poesia. Mas não o digo pois pode soar a oportunismo ou outra coisa qualquer…

Mas, com frontalidade digo: Nós, os habitantes da Quinta (e eu em primeiro lugar!), somos bem melhores poetas que prosadores.

Volta sempre.

Eu estarei por cá.

2012-02-19

Ismael Malhadas Vigário - Braga / Vale de Espinho

(Oferta aos meus amigos da aaar: ao Arsénio. Assis, Aventino, Alexandre, NÉ Vieira, e a todos os que nesta refrega de palavras têm prazer e escrevem à noite até doerem os olhos, as mãos das teclas, porque gostam de partilhar a amizade, as dúvidas, a dor, mesmo que seja a metafísica, que pode ser melhor bálsamo e dádiva da amizade.)

 

Recado

 

Aurora radiosa

Vem sentar-te ao meu lado

E segreda-me

uma palavra escondida.

 

Uma palavra diáfana

a escorrer dos teus lábios luminosos

vem, aurora radiosa

e segreda-me o teu amor glorioso

de dias azuis e transparentes.

 

Vê aqui,

neste ponto do meu lugar,

 o diálogo dos teus raios

 são de prata.

as palavras procuradas.

 

 

Desce,

doce e fresca manhã

e inebria-me na tua brisa.

 

Vem visitar-me

E afaga-me de luz

nos teus róseos dedos.

 

Nos campos de Marte

Jazem corpos em delírio

Saúdam a terra

E em estado decadente

Repetem o ritmo

De deuses ancestrais.

 

Deixa  os deuses do olimpo

E vem sentar-te

 Aqui.

Viemos de longe

E perdemos o rasto

Da melodia das palavras

À força de as pronunciarmos.

 

E o tempo urge  

É de viagem a pé

À soleira da porta.

 

Vem,

Senta-te aqui

E falemos da ponte

da água que

aqui nos trouxe.

 

Saúdo-te

Por nos termos encontrado

Nesta ponte de caminheiros

E façamos outra ponte

A do futuro de hoje

Deixemos o tempo em que fomos órfãos,

Somos as mãos que o delírio

Não consegue abraçar.

 

Quisemos estar sempre juntos

E perdemos o rasto do horizonte crepuscular.

Peguemos no bordão

 subamos a montanha

Nem que seja por uma breve ilusão.

 

O tempo ainda é de oiro

E pesa ainda

Sobre nossos ombros partidos.

E são esquálidos estes dias finais,

Ainda sabem a mosto e a maresia

E vale a pena

Ouvir o marulhar do mar

E em turbilhão e seja fraca a inspiração.

 

Ainda sabe bem sentir os odores da cozinha

E as palavras que embalam o coração.

Às vezes  trocamos palavras azedas

E a nossa procura fere na alma

E ouvem-se vozes e cantos

E choros e vigílias.

 

E tudo apenas

Por nos cruzarmos

No mar da comunicação.

 

Vem sentar-te

À minha mesa

Sempre desejei o teu convívio

 E das palavras surdas

que as procurei sempre dentro de mim.

Fala-me e diz-me

Das vozes que ainda

Estão dentro de ti

 

 E se ouve palavras de sangue

Palavras de ausência

De loucura.

Podes falar.

 

Senta-te aqui

 e ri e chora

E reconhece

Que tens direito

Ainda e sempre a poder SER.

Ismael Malhadas Vigário

 

 

 

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