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2012-02-07

Arsénio Pires - Porto

Caro JMArques:

As fontes todas elas são discutíveis ficando a cada qual o dever de escolher aquela em que a sua sede mais facilmente se esvai.

O autor que aconselhei é um profundo estudioso dos evangelhos e tudo o que no seu livro vem dito e afirmado surge fundamentado com recurso a outros também estudiosos do tema. Como em tudo na vida, nada como ver para crer! (Às vezes é preciso crer para ver...!) Certo é que, nestas coisas, não nos devemos ficar por impressões ou pescas apressadas aqui e ali.

Sei que este livro não deixa ninguém tranquilo. Desafia e estimula. Mexe com águas turvas mais ou menos inquinadas. Por isso ele foi “saneado” pela hierarquia católica do país vizinho de onde o seu autor é oriundo.

 

Quanto ao amigo Martins Ribeiro, ele encanta com os seus belos textos como este. Nestes dias de frio e gelo, apetece ir tomar um café bem quente a terras dos Arcos!

Estamos a vê-la, junto à árvore do Paraíso, com todos os seus arcos no sítio!

Só é pena que ela “jogue” no Benfica!

2012-02-07

jmarques - Penafiel

Ao Arsénio agradeço a indicação do livro para consulta e já li alguma informação disponível na internet e cheira-me a mais do mesmo, assente parte em fontes discutíveis e que alicerçam algumas das minhas dúvidas. Mas como diz o Peinado Torres, cada um come do que gosta, utilizando outras expressões e numa primeira oportunidade vou procurar ler pois não será muito comum uma visão histórica em tradução portuguesa.O nome Bernardino Henriques diz-me algo.

Instiga-me o colega Torres  a trazer ao palco colegas do meu tempo, o que não é fácil, até pelo facto simples de que não aparecem por cá, com raras excepções e também não sei onde andam. Muitos deles ainda correm todos os dias para respeitar o orçamento de casa, com a preocupação dos filhos e da crise que se instalou nesse país.

Mas lá vou eu aparecendo por cá, sem a frequência que gostava e às vezes vale bem a pena, nem que seja para ler textos do António Ribeiro da Vila minhota dos Arcos de Valdevez.

Concordo com o título que lhe atribui o nosso chefe e também concordo que aquela ponta do lenço estimula bem os espíritos, por razões de adesão ou descrença.

É uma boa crónica, de espaços voluptuosos que seduzem o espírito mais calmo e que mostram a genica do seu autor e a inspiração não deve ter nada a ver com o Alvarinho da região, por outros textos que em tempos li. Bem, cuidado com o Homem!

2012-02-06

manuel vieira - esposende

"Crónica de um bom malandro benfiquista" seria o título adequado ao texto do nosso amigo Martins Ribeiro, atento  que está à ponta do véu encarnado da jovem donzela servente.

Os seus laivos de escultor astuto em nada se confundem com os de José Rodrigues, artista renomado autor dos cavaleiros medievos dos duelos arcuenses,. Os golpes de vista batidos desempoeiram as formas gostosas da garota dos Arcos e o pingo bem quentinho é servido a ferver para caldejar a língua sibilina do nosso decano das musas.

Um belo texto para escaldar desejos nestas noites bem frias de Fevereiro.

2012-02-06

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

 

GERAÇÕES SEM CONFLITOS


Por via de certas quezílias que sucedem no dia a dia, aborreci-me com o pessoal da casa onde todos as manhãs ia tomar o meu café e dar dois dedos de conversa com os amigos. Dessa forma, mudei para outro estabelecimento perto dali  pois, como soe dizer-se, cafés há muitos e o freguês tem sempre razão. 

Sentado a uma mesinha logo surgiu para me servir uma rapariga para mim desconhecida, fogosa e cheia de simpatia, com a solicitude e presteza dos seus frescos dezoito anos. 

Um pingo normal, bem quentinho;  pedi eu.

Dali a instantes, sempre sorridente, a moça colocou na minha frente o que pedira e pude então reparar na sua rara beleza. A mão que me estendia a chávena era pequenina, bem feita, podia dizer-se, uma jóia de porcelana. O rosto lindo como o de um anjo; imagino, porque eu nunca vi nenhum anjo, porém, estou certo de que nenhum anjo poderia ser mais resplendente: um botãozinho de aleli, um raiozito de lua duma noite de Janeiro. Tinha nas orelhas brincos de pechisbeque com pingentes que lhe iam debicando com leveza as protuberâncias assomadas no peito, das suas perfeitas e sedutoras maminhas, duas suculentas maçãs do paraíso. Por fim, sobressaía ainda nela um traseiro bem torneado, completando o elegante conjunto de toda a sua harmoniosa figura. Todo o seu porte era  de uma irreal escultura, com mais justeza uma verdadeira obra de arte. Não se via, mas sentia-se que daquele ser irradiava um fogo telúrico, em labaredas crepitosas, semelhante ao que ardia outrora  dentro de fornalhas mitológicas. 

Embora marcado pela fantástica impressão, o que mais me atraiu na jovem foi, contudo, ter visto a sair-lhe do bolso da bata que trazia vestida, um pequeno lenço em cuja ponta figurava o emblema do grande Benfica, bordado com esmerada perfeição. 

Sem receio, atirei-lhe então:

Miúda, como te chama

Karina, respondeu de imediato.

És muito bonita, sabes?

Sorriu, sem mostrar lisonja.

Vejo que gostas do Benfica:

Quase me não deixou acabar e olhando intencionalmente para o lenço, foi sorrindo:

Desde pequenina, meu senhor: gostava de ir ver um jogo a Lisboa, ao estádio da Luz, mas não posso. Nunca fui a Lisboa: 

O quê, tu nunca foste a Lisboa?

Nunca calhou;

Deixa lá, disse eu em jeito de reconforto. Olha, se queres que te seja franco, eu também ainda não vi o novo estádio da Luz.

Em face disto, agora lá me encontro eu sempre, todas as manhãs, no novo café, ali perto do outro, aproveitando todo o tempo que posso para conversar com tão sedutora garota. 

Porém, quando regresso a casa, vou cismando sempre nas voltas que a vida dá. Se bem possa dizer-se que as gerações mais antigas possuem o apanágio da grande experiência e são credoras de merecida veneração, para mim não passam já, em termos vivenciais, de farrapos, de refugo, de lixo do passado, quando confrontadas com a força e generosidade da linhagem que desponta. 

Quando me é dado ver o sócio número um desse imorredoiro Clube, centenário encarquilhado e relho, compreendo a necessidade da morte e não me revolto, nem lamento, nem sinto saudade; apenas satisfação por ter vivido, realização por ter chegado e, porventura, ânimo ainda para conviver com a juventude que  se vai cruzando comigo. 

E pronto, a partir dali, nasceu entre mim e essa encantadora jovem uma irresistível empatia, como entre um avô e uma neta, quiçá mesmo bisneta, tão distantes eram os mundos que separavam as nossas origens. Procurei sempre a convivência com gerações diferentes da minha, pois entendo que não devem existir conflitos entre elas e sim que as mesmas se deverão completar. 

Devo concluir que as gerações mais novas se podem misturar sem conflito algum com aquelas que as precederam, sobretudo se ambas se deixarem unir por valores transcendentais e eternos, compreensão e respeito, muito mais se adorarem os mesmos deuses, como é este meu caso; o da moça era o Benfica, o meu também o era.

 

2012-02-06

Peinado torres - PORTO

Bom dia Companheiros ASSUNTO DA ORDEM DO DIA - TOCA A INSCREVEREM-SE VAMOS TODOS A MESSINES. O nosso Amigo e companheiro DELFIM, seguindo os bons exemplos do nosso Amigo e companheiro ALEX, resolveu abrir as portas da sua mansão, aos EX-RECLUSOS da " quinta da barrosa " e suas famálias, para mais uma jornada de sã camaradagem, convívio e alegremente pudermos reviver o passado bom que tivemos e festejar o presente porque AINDA ESTAMOS VIVOS. Será uma FESTA Á VIDA. Desde já lhe envio os meus parabéns, pelo programa que elaborou. É FANTAÁSTICO, vai ser muito divertido. Malta como esta não há. Sejam rápidos a fazer a mercação o 21 de Abril É JÁ AMANHÃ. Meu caro J. MARQUES Aminha idade e a vida que tive, leve~me, creio eu, a estar praparado para todos os escritos e eventualidades. Já quase nada me choca, quer seja de ordem espiritual, quer seja de ordem material, e até politica. Porque na minha ótica já estou na parte descendente da VIDA, o que faz bem ao meu ego são temas SUAVES, no entanto você tem todo o direito de escrever e cultivar o seu estilo, Prometo que enquanto tiver vista lerei sempre os seus escritos. E já agora tire-se dos seus cuidados e entusias-me os seus condíscipulos, os do ano seguinte e os do ano anteior a participarem nestas andanças . Assim teremos temas mais diversificados . Cada um tem a sua personalidade e o seu estilo, eu sou dos que dão preferência ao contato pessoal, mas uso o telefone e a escrita. Aqui fica a minha mensagem de hoje VAMOS TODOS A MESSINES. Na passada sexta-feira, deu-se um dos pequenos encontros REGIONASI, foi uma jornada de descontração e como sempre de um bom almoço, vai haver mais. VAMOS TODOS A MESSINES . VOLTAREI

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