fale connosco


2012-02-06

Arsénio Pires - Porto

Meu caro “eremita” JMarques.

Assim o apelidei por mor do seu distanciamento desta praça.

Saudemos, portanto, a sua descida ao povoado.

E começando pelas suas saudáveis dúvidas. Quem não duvida, penso eu, desistiu de ser homem. Mais, penso novamente, só os ateus não têm dúvida alguma sobre a existência de Deus. Esses existem mas não duvidam. Outros pensam e, portanto, não existem. Complicado? Talvez…

Das suas preocupações e receios em relação à sã discussão nesta praça, também eu comungo.  Não só comungo como até, confesso com tristeza, estou chamuscado! Infelizmente, nisto de religião e política (as duas são religiões porque bebem de absolutos e de fé… e até de santos e santas…!), ainda não sabemos distinguir ideias de pessoas.

Sonho pelo dia em que sejamos livres e libertos para podermos trocar impressões sobre tudo, sem nunca confundirmos o amigo com as suas ideias ou crenças.

Em relação ao tema que levanta, poderemos aprofundá-lo.

Para começar, eu aconselharia um belíssimo livro com o título “Jesus, uma abordagem  histórica”. Autor: José António Pagola.

Curiosidade para os AAAR! A tradução é do nosso colega e amigo Bernardino Henriques (não sei se conhece…) que exerceu a sua actividade profissional como professor em Mirandela.

Por agora, ficamos por aqui.

2012-02-05

JMarques - Penafiel

Estimado Arsénio,

Confesso que achei alguma piada à sua expressão "eremita" pois ela pouco tem a ver com a minha identidade diária embora esteja distante do meu ninho de nascença.

Aprecio a sua fé e também a sua distância dos enquadramentos normalizados de Igreja e também da milagreira Fátima.

Curiosamente muitos contestam os comportamentos extremistas dos muçulmanos, esquecendo que eles também se fundamentam em interpretações conservadoras dos seus líderes.

Não faltarão nossos antigos colegas com formação teológica, o que confesso não é o meu forte.

Mas questiono-me com alguma frequência sobre alguns temas e sempre causou dúvidas no meu espírito de bastantes leituras que fiz o facto de os Evangelhos falarem de Jesus quando se refere ao seu nascimento, uma ou outra vez quando já criança a discutir no templo e depois só aparece quando já é adulto trintão. O que se terá passado num intervalo tão grande da vida?

Provavelmente Jesus terá casado como qualquer jovem hebreu e nada consta dessa fase da vida. Terá trabalhado como qualquer adulto pois era o normal nas famílias.

Terá deixado a família como pediu aos seus apóstolos quando lhes disse para deixarem tudo e segui-lo?

A existência de outros Evangelhos não reconhecidos pela Igreja e os aceites terem sido escritos muito mais tarde depois da morte de Jesus por inspiração do tal espírito santo que se esqueceu de influenciar as "santidades" que dirigiram a Igreja dos homens ao longo dos séculos, causa-me muitas dúvidas. Não questiono a sua existência, a de Jesus, porque me parece que o crédito da história me leva a ficar por aí.

Estas e muitas outras questões seriam curiosas para abordar nestes espaços, mas também muitos temas da modernidade teriam bom cabimento, embora eu me aperceba de um elevado comodismo que invade as mentalidades seminarísticas, com a fobia às abordagens públicas, como se de sermão de púlpito se tratasse.

Toda a gente tem jeito para lançar lenha para a sua lareira, mas todos fogem quando se trata de lareira colectiva com receio de que olhem para a acha que atiram.

Também reconheço em mim alguns constrangimentos de debate mas apercebo-me por aqui de gente com competências para transmitir ideias de elevado nível e por isso me atrevo por vezes a abrir a agenda a que o Arsénio quis dar seguimento. 

2012-02-04

Arsénio Pires - Porto

Saúdo o eremita J.Marques e pego nas suas palavras quando diz:

“Eu sei que colocar em causa dogmas é um sacrilégio imperdoável na mente de alguns e também Cristo teve esses problemas (…).

 

Concordo.

A minha fé é em Jesus: Creio na PESSOA de Jesus.

E a fé de Jesus não foi crer em dogmas que, aliás, nem sequer existiam!

A fé de Jesus nunca foi submeter-se a uma hierarquia que ele combateu e proclamou bem alto que nunca deveria existir.

E o sonho de Jesus, atrevo-me a dizê-lo, nunca foi fundar uma Igreja que em muitos aspectos desrespeita os direitos iguais de todos os baptizados, nomeadamente desrespeita os direitos das mulheres a quem Ele fez discípulas e a quem escolheu para se revelar primeiramente como ressuscitado antes de o fazer aos outros discípulos.

A fé de Jesus não era, seguramente, fundar uma Igreja que fosse, ao mesmo tempo, um Estado!

A fé de Jesus, não era seguramente o escândalo de Fátima!

 

(Agora venham os gregos e os troianos… Penso ainda possuir uma jangada (que Calypso me proteja!) para regressar a Ítaca onde me espera Argus, o meu fiel amigo).

2012-02-03

manuel vieira - esposende

O "discurso" do Alexandre Pinto apanhou a nossa revista em boa cozedura e segundo o Arsénio encerraram as "inscrições" pois já temos material que chegue para o próximo número.

Todos conhecemos a importância dessa revista na estratégia de comunicação do grupo e no reforço da sua vitalidade e da sua estabilidade e o seu núcleo redatorial merece bem a nossa admiração e o aplauso pelo trabalho que têm desenvolvido.

Vários colegas têm mostrado muito interesse pelo Encontro de Messines tendo em conta o local escolhido e a oportunidade de conhecer os locais enunciados no programa, em tempo de Primavera.

As condições estão já divulgadas em "Agenda" e "Actividades", onde constam também os contactos da Organização para eventuais dúvidas e inscrições.

Ao colega Marques abro os braços de convencimento que as suas mensagens são recebidas com normal curiosidade e interesse num espaço de abordagem saudável que define o Fale connosco.

2012-02-03

JMarques - Penafiel

Prezados amigos,

Os frios glaciares estão a invadir a Europa e o Polo Norte espalha-se por aí e os mais velhos sofrem com essa tormenta do frio, embora as casas já estejam preparadas para as temperaturas muito baixas.

O nosso colega Peinado Torres diz que me leu e que estou mais soft e não sei se isso é bom ou se é mau pois isto às vezes precisa de um estremeção e em tempos de frio deve-se deitar lenha para a fogueira para ver se a coisa aquece. Não nos devemos acomodar aos textos bonitos mas que não mexem com a nossa poltrona comodista.

Apercebi-me em tempos que as minhas interpretações agradavam a troianos e não a gregos mas não foi por isso que estes estão como estão. Eu sei que colocar em causa dogmas é um sacrilégio imperdoável na mente de alguns e também Cristo teve esses problemas desde criança quando discutiu com os "sábios" na Sinagoga, embora não me coloque ao seu nível pelo simples facto de que não sou Ele nem alguns colegas insatisfeitos são sábios.

O exercício mental da dúvida qualifica a nossa atitude perante a vida embora traga muitas vezes controvérsia e ainda há pouco tempo vi e ouvi na televisão portuguesa uma entrevista a um padre da Lixa que dizia que os episódios de Fátima foram arte cénica e que deram o resultado financeiro pretendido. Muito boa gente também assim pensa e nessa boa gente incluem-se muitos padres sem colocar em causa a importância de Maria na sua religiosidade. 

Pesquisei na internet sobre esse padre e fiquei a conhecer melhor os seus fundamentos e a sua actividade, embora pudesse discutir pequenos aspectos das suas discordâncias, mas essa liberdade todos temos como direito inalienável.

Isto apenas para dizer que tenho tempo e vontade para ser soft mas também o tenho para tentar gerar debate embora neste sítio estoirem foguetes quando  as conversas não tenham consonância com a linha programática do velho seminário.

Tenho alguma esperança que colegas mais novos apareçam com mais frequência por aqui pois hoje têm acesso através das tecnologias modernas onde quer que eles estejam,aliás como eu faço, mas parece que alguns ainda não chegaram a essa fase da vida pois a vida tem etapas com interesses característicos.

 

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