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2012-01-20

alexandre gonçalves - palmela

Emblemático Decano Martins Ribeiro---------------------------------------- Apesar de o desconhecimento da lei não poder absolver o infractor, não tenho outra desculpa que não essa para não te saudar pelo teu aniversário. Com o atraso de um dia, evoco e invoco a exemplaridade da tua participação, a tua força de combate, e mais que tudo as deliciosas alegria e juventude da tua idade. De ti direi com rigor que não tens andado a acrescentar anos à tua vida, mas sim vida aos teus anos. Nem sempre estivemos do mesmo lado quando em lúcidas guerrilhas lutámos por convicções. Mas é essa a nossa glória. Fazemos um bom combate, não por verdades oficialmente garantidas, mas por convicções que a pulso pretendemos sustentar. As divergências são a vitalidade da PALMEIRA. É imperioso que quebremos a regra da uniformidade, tão nefasta nos critérios institucionais, dos quais nem a própria Igreja conseguiu fugir. Aproveitando uma velha distinção, recorrente nas boas práticas do convívio social, podemos divergir nas ideias, mas nada nos desculpa se não convergirmos nos abraços. M.R., parabéns por tanto ano fértil, por tanta colaboração, pela imensa afectividade esbanjada entre todos aqueles que têm a sorte e até(quem sabe?)o mérito da tua convivência!
2012-01-19

Arsénio Pires - Porto

O nosso colega Celso colocou no Face Book este belo poema do Vasco Graça Moura.

Quero parilhá-lo convosco:


Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"
2012-01-19

JMarques - Penafiel

Confesso que me sinto alheio ao conteúdo do texto do Alexandre Gonçalves de Palmela, enfim, não cheguei lá, apesar da qualidade expositiva do seu autor, da musicalidade e poética que enbria quem se envolve até ao fim. Senti algum mistério mas fiquei com fé nos seus propósitos.

Mas foi importante que alguém aparecesse depois de soar o gonzo do silêncio.

Passei 2 dias na terra e quando lá vou, pese alguns frémitos de ausência da fé conservadora, sento-me recatadamente nos bancos sombrios da igreja românica do Salvador, monumento nacional, e descanso as dúvidas. O ambiente do granito e das linhas sóbrias interferem na mente e aprofundam o tempo. É curioso como a nossa mente diverge em ambientes diferentes.

Dali fui à adega Molha o Bico na cidade  e reforcei as energias do corpo, aliás como ofaço quando regresso à minha terra. Mas bom,bom é rever os amigos e sobretudo alguma família e as conversas fazem arrebitar. Uma boa  conversa desperta normalmente os tempos bons da vida.

Curiosamente por aqui fui-me apercebendo de que só se fala dos tempos menos bons da vida de caserna, num sítio onde a fé era o menos importante pois não era minimamente debatida e noto que a imposição de hábitos deixou marcas de efeito contraditório.

Confesso que muito boa gente que eu conheço e não partilhou os nossos sítios da infância e adolescência pratica os mesmos problemas de dúvida, o que será próprio do homem energizado pelas ambições e necessidades da vida material, das responsabilidades.

Dizem que a idade acalma, mas vejo que só acalma e não fosse o medo de alguma ideia interiorizada do Além e a experiência acumulada da vida lançava o ser humano para as catacumbas do fim eterno.

Se por vezes me encontro a brindar aos pensamentos como alguém já disse, por outro lado injeto em mim novas energias positivas para preparar os novos ciclos de vida activa, sobretudo a nível profissional.

O mundo está diabólico, as crises são necessárias para repensar os desafios que aparecem e é uma oportunidade que a Igreja não pode perder para influenciar positivamente a sociedade e nela intervir na sua missão de proteger os desgraçados, compensando-se dos erros graves na sua história e que desprestigiaram Deus.

 

2012-01-18

alexandre Gonçalves - palmela

UMA PALMEIRA AO SUL DA MEMÓRIA. Admito não ser assíduo nesta ágora tão propícia à subversão dos costumes e do mais que suspeito conforto do sofá e das pantufas. Mas vou lendo com regularidade. E exalto desde já o vigor dos que têm vindo a manter o fogo, umas vezes em chama aberta outras apenas fumegando. Mas a PALMEIRA deve a este espaço a vitalidade que ainda lhe sobra. Se na prática circulamos de mesa em mesa, ou em invisíveis contactos telefónicos, é aqui neste páteo recatado que se ouve o eco e o sentido da nossa fala real. Não serão muitos os que escrevem. Mas são muitos com certeza os que lêm e reagem, os que elogiam e os que censuram, os que até se zangam e aqueles que se acalmam. Isto chama-se vitalidade. ---- Aproveito para saudar o novo ano dando forma a uma ideia que já circula nos bastidores. Estes primeiros meses ainda jazem sob a neve de inverno. Não aquela que vem do céu e tudo cobre de imaculada brancura. Mas aquela que semeou solidão no natal e nas obscenas mesas de fim de ano. Nem a crise moderou as gástricas diferenças. Mas neste inverno de descontentamento as raízes não se distraem. Preparam afanosamente uma primavera sumptuosa. E em coro com ela também os ARES se movimentam para uma entrada pontual nas forças vivas da terra. Ao SUL, onde o sol e o mar criaram as grandes utopias da história, uma PALMEIRA se alevanta por sobre a nossa memória. Em vila nova nasceu, cresceu e tamanha se tornou que trezentos braços verdes ergueu sobre o nosso passado colectivo. Com os anos e a dor da nossa ausência ainda não morreu. Mas é um corpo estranho, hirto, apenas metafórico. Hoje a Palmeira é o nome que se dá ao movimento que ela tem. Aos filhos que ela gerou em sucessivas épocas de gestação. À alegria dos múltiplos encontros por sobre o ibérico território. Porque há crise. Porque há frio em abundância. Porque o rectângulo já nem jardim é. Porque o tempo já não sobra. Porque temos a boca cheia de inúteis impropérios. Por tudo isto e o que não se diz, já estamos em marcha para SUL. Vamos saudar ABRIL e a esperança que ele abriu em todas as ibéricas primaveras, numa palmeira nova que já cresce na terra do mouro. Depois duma lisboa já tão pouco luminosa. Depois de um tejo já tão gasto pela desilusão. Depois das brancas planícies alentejanas, ainda borbulhosas dos verdes rasteiros de época. Depois... é o oiro do poente algarvio. Não entramos no mar, que é lugar comum. Mas vamos vê-lo em moldura horizontal, num azul ofuscante, sem a ensurdecedor ruído das populações migrantes do verão. Falo dum lugar mouro, no interior da história, de quando os infiéis cristãos infligiam rudes e feros ataques aos pacíficos muçulmanos. É um suave monte a que alguns chamam de barrocal. Um nome que fica bem a norte mas que mal se entende neste sul frutífero, onde a eira rima com noras e infindas plantas que cercam a figueira. Quando chegar a hora concreta, que não demorará, não se sentem diante dos tvs. Não aleguem distâncias, porque num qintal nada é longe. Não sejam tão importantes que não possam alterar ou destruir a agenda. Nós somos a vida que resta no tronco da palmeira hirta. Os cristãos e os ateus do norte devem largar liturgias, vinhas e espadas e vir em missão de paz a este sul mediterrânico, onde ainda correm o leite e o mel, e os mais diversos licores da sede humana. Atentos estejam porque em abril um belo navio vos tranportará por estas margens de alegria!!!
2012-01-18

manuel vieira - esposende

A minha mensagem vai ser curta e servirá para retribuir o abraço ao Marques. Também envio ao Martins Ribeiro dos Arcos  um abraço grande pois faz hoje 79 anos e escutam-se aqui foguetes de festejos naquela bonita vila minhota. Um abraço de melhoras para o nosso colega Samorinha que saiu ontem do Hospital onde esteve para uma ligeira cirurgia.

Amigo Marques, há sempre que dizer neste mundo do escrever, mas o frio até encolhe as vontades, sejam elas de  filósofos, poetas ou reformados da fé nestes sítios, descrentes nas conversas à distância de um teclado.

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