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2016-06-16

José de Castro - Penafiel

A Palavra do Senhor

Meus caros amigos. Estou ainda em choque não sabendo porém se pela minha ignorância ou se de facto o que ouvi na igreja do Foco desta cidade do Porto não ser susceptível de outras interpretações que não a minha. Certamente porém outros ouviram as mesmas palavras por esse mundo fora nesse mesmo dia 14 de Junho de 2016.

Queiram por favor ajudar a que se faça luz nesta mente obscura com o vosso comentário. É um favor que peço!

Logo eu que como nunca escondi frequento pouco as missas dos dias comuns... porém participo activamente nas poucas a que sou chamado em momentos solenes (mais os de dor do que de festa).

Pois o facto é que na passada terça feira quis o destino que eu participasse numa missa de sétimo dia pela morte de um Amigo.

Não é comum estar com a atenção que é devida ao ponto de interiorizar cada palavra da Primeira Leitura. Mas o caso não foi para menos. Mal começou a dita Leitura a minha atenção não se desviou mais um milímetro até ao seu final. Era a Palavra do Senhor e dizia assim:

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita:

"Vai; desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que mora em Samaria, ei-lo que desce a tomar posse da vinha de Nabot.

Dir-lhe-ás: 'Isto diz o Senhor: Mataste, e agora usurpas!' - E ajuntarás: 'Eis o que diz o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu'".

Acab exclamou: "Encontraste-me de novo, ó meu inimigo?" "Sim!", respondeu Elias. "Porque te vendeste para fazer mal aos olhos do Senhor.

Farei cair o mal sobre ti, varrer-te-ei, extreminarei da família de Acab em Israel todo varão, seja escravo ou livre.

Farei de tua casa o que fiz da de Jeroboão, filho de Nabat, a da de Baasa, filho de Aías, porque me provocaste à ira e arrastaste Israel ao pecado.

E eis agora o que diz o Senhor contra Jezabel: Os cães devorarão Jezabel na terra de Jesrael.

Todo o membro da família de Acab que morrer na cidade será devorado pelos cães, e o que morrer no campo será comido pelas aves do céu.

Com efeito, não houve ninguém que praticasse tanto mal aos olhos do Senhor como Acab, excitado como era por sua mulher Jezabel.

Levou a abominação ao extremo, seguindo os ídolos dos amorreus, que o Senhor tinha expulsado de diante dos Israelitas"

Ouvindo estas palavras, Acab rasgou as vestes, cobriu-se com um saco e jejuou; dormia envolto no saco e andava a passos lentos.

Então a Palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos:

"Viste como Acab se humilhou diante de mim? Pois que ele assim procedeu, não mandarei o castigo durante a sua vida, mas nos dias de seu filho farei vir a catástrofe sobre a sua casa".

Palavra do Senhor.

 

2016-06-14

manuel vieira - esposende

O Assis continua a organizar a sua casa em Orbacém para poder receber tantas visitas no próximo sábado para a tradicional favada, que é apenas um pretexto quente para mais um abraço aos meus caros amigos. Curiosamente o Assis tem sempre lugar para todos e nunca são de mais.

Neste dia 10 de Portugal a cidade de Champigny nos arredores de Paris juntou muitos portugueses e as suas figuras principais que entenderam centralizar por ali as comemorações do dia de Portugal, este ano com muito foco nos nossos emigrantes que por ali passaram e viveram nas décadas de 50, 60 e 70 nos bairros de lata conhecidos por bidonville.

O de Champigny ficou muito conhecido e recordo que em 1966 chegou à Quinta da Barrosa o padre francês Henri marie le Boursicaud para aprender português durante algum tempo. Era um padre redentorista que optou por viver nesse bairro de lata com 6000 portugueses onde seria também um operário carpinteiro.

A sua dinâmica social foi muito forte e a sua intervenção, nomeadamente junto do então presidente da Câmara, o comunista Luis Talamoni, que a Comunidade portuguesa homenageou há dias com a oferta de um monumento em mármore com a figura daquele autarca falecido na década de 70 e que conseguiu alterar as condições de vida da população da "favela".

Estive a pesquisar notícias na imprensa francesa sobre a efeméride e o Le Parisien refere que o dito monumento está colocado na Rotunda Henri Marie Le Boursicaud, que também tem nome numa grande avenida da cidade e que penso foram atribuídas em tempos pelo autarca falecido e agora homenageado, em resposta ao trabalho desenvolvido pelo nosso padre amigo em favor de tantos emigrantes.

O padre Henri que muitos conhecemos, vive hoje em Fortaleza e vai a caminho dos 96 anos e alguns de nós vamos acompanhando o seu tempo através do facebook e das notícias que temos dele p+or esse meio.

Ao ler a notícia senti sinceramente um grande orgulho por ser um de nós ...

 

2016-06-13

alexandre gonçalves - palmela

Serra d'Arga

 

Orbacém, na colina da Serra d'Arga, rima com Jerusalém, um lugar sagrado, rente ao rio do tempo. Amigos das muitas paisagens, desliguem os botões do tédio e por um dia acreditem na doçura da amizade. Francisco preside ao culto, na pureza dos seus gestos. Seja a fava rica, seja a explosão do verde Minho, sejam os nomes que trazemos de longe. O templo fica perto de todos os lugares. E fica bem, aos que viajam atentos, que rezem o silêncio da montanha. Num ano tão escasso de alegria, tão ferido de ausências, é suave um largo lenho, coberto por uma toalha de linho, onde os frutos da terra consolam o corpo e levantam a alma. O verão vem por aí, no seu tropel de ruídos e aparência. A dezoito é o que resta duma primavera que o não foi. É hora de preparar este espiritual prazer do encontro. Preservemos a sede, a palavra, o gesto. E todos os sentimentos próprios de uma liturgia da memória. Afinemos a audição. Há uma voz que chama de longe e derrama bondade pelas estradas de acesso. Não sejamos surddos. Não guardemos para um incerto verão o que resta de um óbvio final de primavera!

2016-06-07

alexandre gonçalves - palmela

 

BARROSAL XXIV-A Vertigem da Noite

 

Como quem passa à tua porta e vê as luzes apagadas. Como quem diz "boa noite!" e nem o eco distante se pressente na resposta. Uma casa vazia. Uma rua abandonada, por onde ninguém passa em noite de luar. Gente ao pé de gente, numa relação de surdez. Onde está a palavra? Quem impõe tanto silêncio?

Antes de me recolher aos braços oblíquos da noite, avanço hesitante por um caminho que passa à tua porta. Às vezes faz frio, outras vezes chove muito. Outras ainda dói o corpo todo, devido a uma longa jornada anónima, sem qualquer finalidade. Nesses dias, olho sempre. Se não houver luz, faço ouvir uma campainha de bolso. O resultado é com frequência o mesmo. Depois só me resta deitar-me e forçar um sono difícil, em que os sonhos são labirintos flutuantes.

Durante muitos anos, mesmo quando era proibido, os sonhos eram doces, verdes e luminosos. Havia uma rapariga de serviço, alta, morena e triste. Às vezes usava um vestido azul celeste, quase transparente, onde o vento mexia sem pudor. Mas eu, como estava a dormir, não abria bem os olhos. Queria ver, mas o sono ou o medo não deixavam. O corpo dela, de tão esguio, e os olhos dela, de tão amendoados, tornavam as noites serenas e cúmplices. Acordava com alguma nostalgia mas agradecido por tanto esplendor. Havia de quando em vez algumas variantes, na regularidade sonâmbula da sua aparição. A mais sedutora, e também a mais dolorosa, faz-me recuar ao largo da aldeia. É verão e há gerânios na varanda. É lá que ela está, no seu vestido translúcido, entre múltiplas flores olhando. Digo, vem!, e ela desce ligeira. Sobe para um carro de bois. Vamos até à ribeira dos amieiros. As rodas chiam silêncio e campos abandonados por Deus e pelos homens. Há um açude. Ela despe-se. Entra na pureza das águas. Eu faço o mesmo e quando estendo a mão, unicamente para tocar na dela, eu acordo e fico triste. Às vezes zangado, como se alguém se intrometesse na minha vida. Eram sonhos de água límpida. Era o desejo a crescer para a vida. Não havia culpa. Só doía a sua irrealidade.

Os sonhos de agora são pesados e obscuros, povoados por fantasmas e violências. As noites são vertigens, algumas parecem fatais e últimas. É um alívio abrir uma portada e deixar entrar um pouco de realidade. Ou tomar um banho frio, como quem se vinga de um absurdo onírico.

A tua porta dá para um largo. Põe nesse largo o que te apetecer. Uma fonte, uma tília centenária, um sítio alto para ver o mar. Acende a luz de casa! Dá uma palavra de conforto a quem passa! Não deixes esse largo tão vazio, tão inútil, tão precocemente triste! Eu passo todas as noites por lá. Se vejo alguém, falo, bebo um copo de vinho branco e sento-me com alguma lentidão. Depois deito-me e adormeço melhor. Talvez a rapariga alta, morena e triste venha passar a noite comigo.

2016-06-02

José Manuel Lamas - Navarra - Braga

 

 

     A chuva deu lugar ao sol que já brilha por sobre as encostas do alto Minho e com o seu calor vai forçando o crescimento das favas na horta do Assis . O Assis já se recompôs e até marcou a data p'rà favada . Assim estão reunidas as mínimas condições para que seja possível mais um alegre convívio que se deseja bem frequentado  " em número " e na tentativa de encorajar alguns indecisos só vos posso dizer ...

 

                      Fazei - vos à estrada que vos leva à farra

               Levai pão e vimho , chouriço e até carne do pescoço

               Que das generosas e bem cuidadas hortas de Navarra

               De favas já foi enviado um bom reforço 

 

 

 

                 Aquele abraço

                                          Zé Lamas

 

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