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2012-02-24

Alves Diamantino - Terras da Maia

Doutos AAARs

Sois brilhantes na guerra e em paz. A vossa capacidade missionária incentiva a mais solitária cabeça santa. O vosso espírito evangélico motiva o molha o bico dos ímpios e gentios. As vossas palavras são artilharia. Estimulam ideias e reflexões. Criam novos paradigmas de consenso. Não sejais letais com a infantaria da bancada.

Recordai que todos somos prata descuidada. O brilho, perdemos há muito, mas escurecemos a cada a dia……o que nos falta perder?

Também nós, os da clausura, silenciosos A S A E  dos Rs, já não somos convertíveis. Usai de indulgência, na vossa oratória catequética da arquitectura das convicções. Nada adiciona, só subtrai.

Sejamos benevolentes, como as palavras do eloquente penitente de Santo Estevão.

“ Vem. Vem com eles a Messines. A tua recta e justa amizade impele-te a peregrinar.

Partilha as tuas mazelas e memórias. Escutarás palavras de gozo e alegria.

Renovarás o teu espírito de firmeza e a tua vontade generosa.”

 Aguardai até Messines. Para o silêncio me retiro. Um abraço de um ex-juvenista.

2012-02-24

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Fugi, estes dias, do bulício trepidante e do abominável ruído do passado carnaval. Regressado agora, dei uma vista de olhos pelo nosso espaço e pude ler mais alguns tópicos nele, entretanto, exarados. Lá está o do Né Vieira, a raspar ao de leve pelos temas versados: alegro-me que o preclaro Assis já disponha da desejada Internete, o do caro Arsénio sobre a palavra e a alegria que me trouxe o do amigo Peinado, o mais ilustre ex-presidiário da Barrosa, por saber que continua firme e brejeiro como sempre. Mas … verifiquei que e como gosto, lá estava colado um poema do Ismael Vigário. É assim mesmo, a poesia é que conta e nos enche o espírito de beleza e não pode faltar neste nosso belo cantinho. Por isso e só para vos  pôr a "suspirar", tereis de gramar com um "poema" desenterrado das folhas de papel amarelecido nos arcanos do meu tempo. O carnaval já passou mas,  mesmo assim, não leveis a mal.

 

                                    ******

 

 

 

DUAS ESTRELAS

 

 Elisa … Conceição … duas estrelas que cintilaram no Firmamento da minha existência. Uma doirada, mais viva, mais brilhante; outra mais escura, mais mortiça, menos refulgente! 

Conceição … Elisa … duas estrelas verdadeiras nas límpidas noites do meu viver, mas lá tão distantes, tão longe, tão no Infinito!

Elisa … Conceição … as duas últimas estrelas que eu remirei, que eu contemplei em noites de serenidade a ofuscarem o brilho de outros luzeiros, ou em noites de tempestade, furibundas, tormentosas a aparecerem na clareira das nuvens como guias da minha dificultosa caminhada para a Lonjura!

Conceição … Elisa … duas estrelas irmãs, duas estrelas preciosas, duas estrelas que me atormentaram porque as não podia alcançar, porque as não podia tocar que o meu braço era pequenino e tão curto para a inatingível distância em que refulgiam. 

Então, o remédio? O remédio era uma delas baixar, descer, parar na frente do meu caminho até me deslumbrar o desejo, até me saciar de consolação.

Elisa … Conceição … qual de vós será o meu encanto? Tu, Conceição, mais serena, mais divina ou tu, Elisa, mais brilhante, mais sedutora?

Não sei!

 

Arcos ... 1955

2012-02-23

Assis - Folgosa - Maia

Oh, maravilha!...

Também eu fui a Caminha saborear os doces de Viseu e Tentúgal e o azul manso do mar norte em Vila Praia de Âncora. Mas hoje, como já tenho um pouco de "internete" - cá por Cabanas de Orbacém é assim... - posso saborear, e com redobrado prazer, os vossos escritos, mormente o 'saboroso' poema do Ismael. Parabens a ele. Afinal, não há comadres zangadas...e não podia ser doutra maneira. Pensava ter remetido para esta palmeira um outro escrito anterior a este, mas a tal internete passou-me a rasteira. Fico todavia feliz por agora poder remeter estas breves linhas. Espero que cheguem sem falhas até vós.

O meu abraço fraterno

2012-02-23

manuel vieira - esposende

Mais um carnaval e  aproveitei o domingo de sol para dar um saltinho até  Caminha para fazer uma visita à sua "Feira de doçaria" que se realizou pelo 3º ano consecutivo. É sempre bom ver como se estruturam estes eventos. Aprende-se e também se saboreiam os doces sabores com a leveza que agora convém.

No regresso encontrei em Viana o colega Miranda, do meu tempo.

Por cá adoço-me com a poesia do Ismael, uma vertente que  não explicitara ainda, pese o facto de apenas ter dado forma aquilo que lhe ia  lendo.

O Nicolau do Soito soube contar fazendo lembrar os "correspondentes de guerra" e mostrou como "contar" enriquece este espaço sem o propósito de debater. E como ele refere "quase de certeza absoluta que todos temos alguma coisa para contar".

Em "Notícias" podem ler uma referência ao nosso colega Fernando Echevarria que é tema na revista "Humanística e Teologia" da Faculdade de Teologia da Universidade Católica com uma abordagem à sua obra e também uma Entrevista, ambas da autoria de Arnaldo Pinho. Espero mostrar por cá este documento.

Esta notícia foi partilhada pelo nosso colega Eugénio que colabora com aquela Faculdade do Porto.

2012-02-20

Peinado Torres - PORTO

Bom dia companheiros, se quizerem colegas, se acharem piada pode ser EX-RECLUSOS da QUINTA DA BARROSA Mas bom dia. Não sou poeta, nem prosador, mas fez parte da minha aprendizagem nas carteiras do seminário o estudo da lingua portuguesa, e francamente quando leio os vossos textos, penso em duas coisas, estes AAAR são demais, mas a seguir volto a pensar. Eh Peinado quem não quiser que não leia, e vai daí toca a escrevinhar. Parafrseando o FREI ASSIS, o Ismael também me deixou baralhado, mas a poesia que a seguir enviou deixou-me encantado. Tarde e a más horas , aqui vão os meus PARABÉNS, pelo aniversário e pelos textos. Gostava de o conhecer, assim como o J. MARQUES. Quanto aos outros escrivas de serviço, tais como o MARINS RIBEIRO, ALEX, ASSIS,MANUEL VIEIRA, ARSÉNIO, GAUDÊNCIO e outros que tais são sempre bem vindos, mas o NICOLAU encheu-me o ego, quero dizer "as medidas ". Efectivamente, todos nós temos coisas boas e más para contar, quase todos somos já maduros, passamos mais tempo na vida civil, do que no seminário, mas quando nos encontramos, uma parte das nossas conversas, referem~se aos tempos passados no seminário, não é para abordarmos questões da FÉ, todos temos e teremos sempre dúvidas, basta pensarmos nas coisas, pois em matéria de RELEGIÃO, mesmo os que estiveram lá pouco tempo sairam bem formados e informados, e o decorrer da vida acabou por completar tudo que poderia ter faltado. NICOLAUS e QUEJANDOS,escrevei pois é saudável ler os vossos escritos. Para terminar quem vai a MESSINES ? já li o programa, só não li do que consta o reportório musical a cargo do meu estimado amigo PEDROSA. Até breve VOLTAREI

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