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2012-02-08

Arsénio Pires - Porto

Companheiro Martins Ribeiro:

1. Se é verdade que, como dizia Darwin, “a função cria o órgão”, teremos que concluir também que a disfunção do mesmo contribui para a morte dele.

Vem isto a propósito da pouca participação dos nossos colegas neste espaço de diálogo. Somos sempre os mesmos!

Será que os chamados “participantes de bancada” estão já descerebrados?

Aqui fica a pergunta?

2. Apesar de sermos sempre os mesmos, os teus textos são sempre dos que deixam marca na alma. Por mim falo.

Do “fundo de verdade” dos mesmos eu não duvido pois que toda a ficção parte da realidade. Mas, a mim, agrada-me a poesia que deles transcende. Como dizia o grande poeta Novalis, “quanto mais poético, mais verdadeiro”. É por isso que, quando for aos Arcos tomar uma “bebida quentinha”, por favor não me leves ao tal café onde mora a Beleza. Prefiro a tua poesia!

3. A tal Beleza, para mim, veste de azul. Celeste. Sem asas!

2012-02-07

A.Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Estimado companheiro Arsénio: 

todos os textos que escrevo têm a sua razão de ser e o seu fundo de verdade, como sucedeu com este último. Encaro-os como um devaneio que ainda perdura nos tempos derradeiros de uma longa vida; para meu encanto, digo eu. Mas peço-vos que me não verbereis a tendência porque entendo que ela não faz mal a ninguém e, pelo menos, ajuda-nos a apreciar a Beleza. Acho que Eros é bem mais agradável de seguir do que Marte porque aquele perdura pela eternidade e o este acaba quando nela damos entrada. 

Diz muito bem que, agora nestes dias enregelantes, uma bebida quentinha, seja de que espécie for, é sempre agradável; porém, sendo tomada aqui nos Arcos, pelo menos para mim, tem outra ênfase, por razões óbvias e, certamente, muito mais aprazível se tornaria na companhia de grandes amigos, como todos vocês são. Por isso, sabeis onde me encontro e se vos aprouver e vos der jeito não dareis o tempo por malbaratado. E prometo apresentar-vos a falada beldade, quanto mais não seja só para me dardes razão.

No que toca a jogar no Benfica é apenas um "fait divers" mas … nem todos podem ter sorte no acerto!

Abraços!

2012-02-07

Arsénio Pires - Porto

Caro JMArques:

As fontes todas elas são discutíveis ficando a cada qual o dever de escolher aquela em que a sua sede mais facilmente se esvai.

O autor que aconselhei é um profundo estudioso dos evangelhos e tudo o que no seu livro vem dito e afirmado surge fundamentado com recurso a outros também estudiosos do tema. Como em tudo na vida, nada como ver para crer! (Às vezes é preciso crer para ver...!) Certo é que, nestas coisas, não nos devemos ficar por impressões ou pescas apressadas aqui e ali.

Sei que este livro não deixa ninguém tranquilo. Desafia e estimula. Mexe com águas turvas mais ou menos inquinadas. Por isso ele foi “saneado” pela hierarquia católica do país vizinho de onde o seu autor é oriundo.

 

Quanto ao amigo Martins Ribeiro, ele encanta com os seus belos textos como este. Nestes dias de frio e gelo, apetece ir tomar um café bem quente a terras dos Arcos!

Estamos a vê-la, junto à árvore do Paraíso, com todos os seus arcos no sítio!

Só é pena que ela “jogue” no Benfica!

2012-02-07

jmarques - Penafiel

Ao Arsénio agradeço a indicação do livro para consulta e já li alguma informação disponível na internet e cheira-me a mais do mesmo, assente parte em fontes discutíveis e que alicerçam algumas das minhas dúvidas. Mas como diz o Peinado Torres, cada um come do que gosta, utilizando outras expressões e numa primeira oportunidade vou procurar ler pois não será muito comum uma visão histórica em tradução portuguesa.O nome Bernardino Henriques diz-me algo.

Instiga-me o colega Torres  a trazer ao palco colegas do meu tempo, o que não é fácil, até pelo facto simples de que não aparecem por cá, com raras excepções e também não sei onde andam. Muitos deles ainda correm todos os dias para respeitar o orçamento de casa, com a preocupação dos filhos e da crise que se instalou nesse país.

Mas lá vou eu aparecendo por cá, sem a frequência que gostava e às vezes vale bem a pena, nem que seja para ler textos do António Ribeiro da Vila minhota dos Arcos de Valdevez.

Concordo com o título que lhe atribui o nosso chefe e também concordo que aquela ponta do lenço estimula bem os espíritos, por razões de adesão ou descrença.

É uma boa crónica, de espaços voluptuosos que seduzem o espírito mais calmo e que mostram a genica do seu autor e a inspiração não deve ter nada a ver com o Alvarinho da região, por outros textos que em tempos li. Bem, cuidado com o Homem!

2012-02-06

manuel vieira - esposende

"Crónica de um bom malandro benfiquista" seria o título adequado ao texto do nosso amigo Martins Ribeiro, atento  que está à ponta do véu encarnado da jovem donzela servente.

Os seus laivos de escultor astuto em nada se confundem com os de José Rodrigues, artista renomado autor dos cavaleiros medievos dos duelos arcuenses,. Os golpes de vista batidos desempoeiram as formas gostosas da garota dos Arcos e o pingo bem quentinho é servido a ferver para caldejar a língua sibilina do nosso decano das musas.

Um belo texto para escaldar desejos nestas noites bem frias de Fevereiro.

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