fale connosco


2012-05-28

Assis - Folgosa - Maia

Aos nove peregrinos (?) de Cabanas de Orbacém...uma só palavra: "OBRIGADO"!

Fostes até Orbacém levados pelo odor quente das favas, é certo, mas o odor que lá deixaram vossos pés peregrinos foi mais intenso do que o delas, em FRATERNIDADE. Foi um dia tranquilo, sem o mínimo sobressalto, como a paisagem o exigia. Pena que o sol não tenha sido mais generoso, como em outras ocasiões. Quiçá tenha sido mais favorável assim, proporcionando-vos a natureza envolvente um melhor acolhimento. Não nos desperdiçámos... Mas, mais. E esta nota também para quantos desejariam ter participado deste convívio e não puderam. Eu dei apenas as favas que os gaios não puderam comer...mas vós, o que levastes? - Foi o bolo, as moelas, o entrecosto, a jeropiga, o melhor moscatel do mundo, o champagne francês, as caixas de vinho verde, branco e tinto, o garrafão de maduro...Meus amigos: Já temos vinho que chegue para a próxima "favada", ainda que seja daqui a um ano... Se os gaios respeitarem as favas que semeei mais tarde e que se encontram ainda em flor, alguns dos associados que não puderam estar presentes neste, poderão ainda delas vir a provar num outro encontro, já que vinho esse não falta...

Termino como iniciei: Aos nove peregrinos (?)...uma só palavra: "OBRIGADO"!

PS - Não nomeio os ditos, pois sei que os fotógrafos de serviço vo-los apresentarão em breve.

 

 

2012-05-27

Alexandre Gonçalves - palmela

O CAMINHO QUE LEVA FRANCISCO

 

Comecemos pelo porto. É ainda cedo. É quando, no leito nupcial, mais apetece um aconchego reforçado, na manhã fria e nublada. Como quem se refaz duma noite clássica e viril, após os deveres conjugais. À saída do metro, em pose de sedução anónima, está o antónio torres, na sua idiossincrasia original. O dia adquire de imediato outro ritmo e uma irreverência singular. E o bom do torres impõe com argumentos matinais a confeitaria, que estava ali mesmo ao lado. Uma donzela queirosiana, a mesma de tormes, atraída pela nossa entrada arrogante e possessiva, inclina-se com notável profissionalismo. Que tomam? O resto não se diz, porque a jornada é longa. Surge então, na curva dum passeio, um volvo mais idoso do que nós. O meu amigo antónio surpreende-me sempre. Mas desta vez excedeu-se. Pôs um boné de pala, sentou-se ao volante e virou-se para mim: onde quer que o leve? Antes de eu alinhar qualquer ideia, já ele disparava para esposende. Aí nos aguardavam pontualíssimas duas fabulosas criaturas. De um lado, o sólido e abundante presidente, carregado de mantimentos e duma escrita gastronómica soberba. Do outro, o líquido fernandes da silva, com um cristalino poema na imensa mala do carro. De ambos se pode dizer que a estética lhes comanda a vida. Ambos nativos da

região, imprimem aos encontros bens essenciais. O primeiro dá-nos o corpo, isto é, o pão. O segundo dá-nos a alma, isto é, o vinho. Cria-se assim uma harmonia musical, um concerto de afectos, que nos beneficia a todos, elevando-nos a uma espiritualidade integradora, tanto mais verdadeira quanto melhor incorpora a matéria que a suporta.

Minutos depois, a A28 expande-nos o olhar pelas verdíssimas colinas minhotas, à medida que vai subindo pela serra de arga, para depois nos mergulhar nas dobras íntimas da paisagem. É então que emerge ORBACÉM, um nome que passa a integrar a área reservada das nossas incursões, que já cobre o território nacional. Os extremos norte e sul tocam-se agora através duma ponte, que não é de betão mas de braços e palavras recentes, que a idade encheu de sabedoria. Orbacém sobe a colina em férteis e lentos socalcos, amparados por paredes de xisto. Quando o horizonte se amplia para sul e poente, lê-se numa placa: “Caminho do Fradinho”. Concordámos sem hesitações. Nada acontece por acaso. É aqui, disse o manel, com autoridade. E era. Era o caminho que leva a vida do francisco e nos levou a nós a uma ilha de um verde excessivo e barroco. A casa quase se senta para não ser vista. Veste-se de burel, para se perder em meditação e frugalidade. O xisto dá-lhe um ar doce e calmo, como se fizesse um intervalo numa já longa viagem. É uma casa de romeiros sem nome, que em vez de orações rezam quilómetros de pura fruição. A natureza sim, essa é rainha sem castelo. Move-se profusamente pelo espaço inclinado, ora rolando irreverente de socalco em socalco, ora extraindo de um violino invisível melodias apaziguadoras. Quando entrares neste lugar sagrado, meu irmão, descalça os sapatos urbanos e deixa lá fora os mil cuidados que atrapalham os dias. É a hora de estar calado, de olhar a feminilidade da terra, de absorver o seu perfume, de ver as suas vestes transparentes. E de provar a sua fecundidade. Os seus frutos de mil cores, uns para consumo imediato, outros humildemente prometidos. O francisco, sereno e feliz, explica e vai contando. Como nasceu a casa, como abriu as portas a quem passa, como acumulou flores, como fez correr a água nas pedras, em cujas fendas as boninas de camões deitam raízes.

Depois foi o delírio FAVAL. Enquanto a maioria comentava a brevidade dos suaves prazeres terrenos, lá dentro algumas abelhas produziam mel. Um mel que se extrai do coração duma fava ecológica, que a mãe-terra deu à luz. Um exemplar foi submetido às convenções métricas. Um prodígio de tamanho e volume. Quantos não terão tido maus pensamentos! Aquilo ultrapassava os quarenta centímetros. Mas o que importa é vê-las, as favas, a fumegarem já na mesa, e as respectivas guarnições. Se o eça viesse lá de tormes e provasse destes vinhos e comesse destes frutos no século vinte um, em mesa de irmãos chegados de longe, teria de reescrever a cidade e as serras e perceber como tudo na vida é surpreendentemente relativo. Éramos dez os comensais mas cabíamos lá cinquenta e a comida dava para cem. A fala jorrava sem fim à vista. Um dia assim é mesmo escasso. Mas aberto o caminho de par em par, outros favais nascerão, outros dias mais amplos hão-de vir. Por fim, ensaiou-se a urgência e a paz dos cânticos finais, com breves incursões no gosto popular. E deu-se por terminada a liturgia, com doces e melancólicos abraços de despedida. Parabéns, francisco! E um obrigado colectivo fica-nos a todos muito bem.

 

 

2012-05-27

manuel vieira - esposende

Ontem rumou-se ao lugar de Cabanas, em Orbacém e a mesa estendeu-se com 10 convivas que se aprontaram cedo..

Apreciou-se a paisagem magnífica pelos montes até ao mar de Vila Praia de Âncora e acendeu-se a fogueira, onde se grelhou o entrecosto e também umas morcelas.

No fogão guisaram-se favinhas com chouriço e presunto e não faltou um arrozinho das ditas com toque de coentros a que o Eça daria boa nota.

Vinhinho verde branco do Meira e um vinhão de Ponte de Lima deram acerto a um correr de boas comidas e a casinha em xisto do Assis fumegava de apetitosos aromas.

Bebeu-se dos bons licores, sem esquecer o de fisális, escoaram-se sobremesas e já mais tarde saboreou-se um champanhe francês.

Parecíamos espanhóis à mesa: horas de bom garfo e animadas e longas conversas.

Cantamos o Vivat e ligámos ao Castro para o escutar em directo. Rumamos ao alentejo em cantigas e demos nota alta ao convívio das favas. Foi muito bom.

2012-05-21

Assis - Folgosa - Maia

Olá! meus Amigos... - Já cheira a favas...pelo menos ao arrozinho do Eça e do seu amigo Jacinto...

Agora pergunto aos esquecidos - para responder ao "quantos são, quantos sao?" do Peinado, embora ele não tenha os direitos ao Valentim... - quando vos increveis? É que a favada é já no próximo sábado, 26 de Maio. - Talvez me tenha esquecido de vos indicar o número do meu telemóvel. Aqui vai pois ele - 964 657 753

Já estão inscritos e sem pagar qualquer jóia, pois não é preciso, os seguintes Associados: Martins Ribeiro, Manuel Vieira, Peinado, Aventino, Barros, Alexandre, Meira, Sacadura, Freitas Esacleira (este ainda a meio pau...vai ainda confirmar). - Portanto, amigo Peinado, já somos "quase" 10. Espero que ainda mais associados apareçam... Entretanto, até sábado, eu continuo de lata e pau em mão, para espantar os atrevidos gaios.

O meu abraço fraterno

 

2012-05-21

manuel vieira - esposende

A gastronomia queirosiana também fala do arroz de favas:

“E pousou sobre a mesa uma travessa a transbordar de arroz com favas. Que desconsolo! Jacinto, em Paris, sempre abominara favas! ... Tentou todavia uma garfada tímida – e de novo aqueles seus olhos, que pessimismo enevoara, luziram, procurando os meus. Outra larga garfada, concentrada, com uma lentidão de frade que se regala. Depois um brado:
– óptimo!... Ah, destas favas, sim! Oh que fava! Que delícia! “

É claro que A cidade e as Serras não previa as boas comidas que também se confeccionam na quintinha do Assis com os bons produtos da sua horta, pesem outros acrescentos e temperos de ervas aromáticas que dão  cheiros tenrinhos saídos dos tachos esfumados.

No lugar de Cabanas, de onde a paisagem abarca o mar, o quintal do Assis enche-se de legumes frescos e no sábado a paisagem vai ter novos visitantes. E tem espaços para todos!

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