fale connosco


2012-11-26

Delfim Pinto - almada

Do Padre Mário...sabe-me a pouco...

2012-11-25

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Com a descrição gulosa que o Vieira fez dos manjares em Orbacém  é, de facto, de fazer inveja. A tarde escorria calma, como diria o Eça no conto d ‘ O Tesouro, mas enquanto neste conto a paisagem partilhava de um cenário lúgubre, na cabana do Assis partilhava-se a amizade à volta de umas papas, de castanhas assadas e, sobretudo de muitas falas e risos à mistura.

                É sempre festa quando os amigos se juntam, mesmo quando para isso é preciso fazer tantos quilómetros. A força e a generosidade vêm do coração e só ele alimenta verdadeiramente. O repasto vale e vale muito, mas o que mais conta é a força que leva os amigos ao encontro uns dos outros.

                Sinto-me contente por o Vieira ter partilhado esse encontro e por não perder esse e tantos encontros, à procura de amigos da Barrosa, deleitando-se com o gosto da memória e recriando uma vontade que não pode morrer, enquanto a saúde lho permitir. E oxalá que lho permita para poder continuar a ser uma força de solidariedade e de incentivo à amizade.


2012-11-25

manuel vieira - esposende

O dia de ontem estava escuro de núvens  e ligeiramente frio. Em Cabanas as chaminés fumegavam e de longe a paisagem parecia natalícia, amaciada pela lenta nebelina entre montes.

Na "cabana"  do Assis  sentia-se o afago da lareira e lentamente o grupo se foi juntando.

O último foi o José de Castro que prometera saciar-nos com umas entradinhas de alheira e paio dos lados do Pinhão, primorosos em generosidade gustativa. Um vinho do Porto branco daquela vila duriense, com uma subtil casquinha de limão requintou um brinde à amizade.

O Castro ia justificando a proveniência dos enchidos enquanto deslizava a faca bem afiada em largas fatias que iam desaparecendo sobre pão fresquinho de mistura de milho.

Na cozinha aprimoravam-se os rojões com outras subtilezas de porco que iam acompanhar um arroz  guloso de estrutura bem minhota.

Dispôs-se a mesa e a panelinha a fumegar empratou generosamente de arroz de sarrabulho bem escurinho e de carnes desfiadas, quentinho e de comer à colher.

Saboroso, com os cheiros pronunciados dos cominhos e o toque contrastante do limão a fraturar a substância das carnes porcinas, este arroz de sarrabulho enchia a alma, acolitado pelos rojõezinhos e tripinhas enfarinhadas, mais o bucho, o fígado e sangue cozinho bem passados no tacho, bem ao modo das gentes do vale do Lima.

À sobremesa a macieza de um leite creme sobre bolacha torrada com cobertura de canela e em uso no Minho nos dias de sarrabulho, seguiu religiosamente a receita  tradicional. O que distingue este leite creme de outras receitas é a particularidade da bolacha que absorve lentamente a humidade do creme , a que se junta o polvilhar da canela como substituto do açucar queimado por ausência da ferramenta adequada, mas que completa bem.

O grupo era de 8 e tivemos a companhia do Padre Mário da Lixa, amigo do Assis e que foi uma presença muito agradável.

De tarde usamos a lareira do Assis para assar as castanhas com outras cozidas para satisfazer preferências, acompanhadas de uma jeropiga abafada pelo Meira na sua quinta que produziu também os vinhos servidos durante o lauto almoço. Completamos o lanche com as alheiras trazidas pelo Castro, que eram magníficas na sua consistência e sabores.

A tarde esteve sempre sombria mas na "cabana" do Assis o clima é sempre bom. Mas as tardes deste tempo também são curtas e a luz do dia foge sem contemplações. Tivemos que dar os abraços aos que ficaram e eu e o Meira rumamos aos destinos  da partida matinal.

E destes Encontros e Reencontros se vai reforçando a AAAR, quase sempre a uma boa mesa que em tempos de inverno aquece o corpo e anima a alma.

 

2012-11-20

manuel vieira - esposende

O nosso colega Meira não é fã das novas tecnologias como instrumento de comunicação e até o telelé vive modestamente condicionado.

Mas é um entusiasta  da convivência com os seus antigos colegas e daí ter sido o único nortenho a rumar há dias até à sagrada Palmela dos olivais estreitos.

Já hoje me ligou a marcar lugar na Quinta do Assis e partiremos juntos de Esposende, acompanhados do seu verde branco casta loureiro que tão bem produz na sua quinta para os lados de Braga.

É deste entusiasmo que os grupos se alimentam e se reforçam. Também o Assis já ontem colheu os fetos secos que lhe avizinham a casa e servirão para abafar o calor que coze as castanhas.

Claro que o seu recanto em Orbacém tem um encanto que deslumbra e envolve e se a nossa vida se completa pelas oportunidades que se aproveitam, um magustinho na montanha do Assis vale pelo gozo que transfere.

2012-11-16

manuel vieira - esp

A Palmeira do Natal está em fase adiantada e vai reforçar a corrente que nos une.

O Assis convida-nos para um dia de S.Martinho no seu paraíso em Cabanas, Orbacém, no próximo dia 24, Sábado.

As castanhas estão bem boas e as subtilezas de porco completarão uma ementa quentinha e aromática.

Os interessados deverão informar o Assis da presença apenas  para se escolher o tamanho das travessas de barro que vão à mesa bem cheirosas, para que o aconchego não falhe.

Uns rojõesinhos à moda do Minho e um arrozinho malandro de sarrabulho podem ser cartaz apelativo que completará  a oferta.

Agora é só apontar na agenda e rumar bem ao norte...

Quer partilhar alguma informação connosco? Este é o seu espaço...
Deixe-nos aqui a sua mensagem e ela será publicada!

.: Valide os dados assinalados : mal formatados ou vazios.

Nome: *
E-mail: * Localidade: *
Comentário:
Enviar

Os campos assinalados com * são de preenchimento obrigatório.

Copyright © Associação dos Antigos Alunos Redentoristas
Powered by Neweb Concept
Visitante nº