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2012-12-19

Peinado Torres - Porto

Bom dia AMIGOS E COMPANHEIROS Hoje a minha presensa aqui é para desejar a todos os AAAR e respectivas famílias um FELIZ NATAL e PROSPERO ANO NOVO, com saúde, fraternidade e amizade. Voltarei Peinado P S subscrevo o convite do AVENTINO
2012-12-16

Arsenio de Sousa pires - Porto

Poucos são os que falam dela porque a linguagem dos afectos nunca foi e não vai ser, agora que o inverno se instalou sem promessa de retorno, o nosso forte.

Poucos são os que falam dela porque fomos - todos - arrancados aos abraços quando não aos beijos daqueles que nos tinham como adoráveis ou tudo na vida.

Poucos são os que falam dela porque fomos – todos – relançados no século sem eira nem beira e começámos tudo de novo com se tivéssemos saído pela primeira vez à rua.

Poucos são os que falam dela porque fomos – quase todos – saídos de lá e enclausurados (novamente!) na guerra não sem antes aprendermos as melhores maneiras de matar homens, mulheres e crianças.

A linguagem dos afectos nunca foi nem será o nosso forte!

Ela que o diga!

Ela… é a Mulher. Como a Palmeira.

Tudo o que é feminino, é-nos estranhamente estranho!

2012-12-16

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

O nosso " saite " ( aceito a nacionalização que o Nabais fez do termo ) é realmente um espanto pois varia de temas e de ritmo com uma frequência que dá gosto acompanhar. Às vezes, parece uma cozinha pois só cheira a petiscos; em outras ocasiões surpreende-nos com assuntos de alto " gabarito " que nos levam a pensar em coisas elevadas e, nos intervalos, fica-se pela charla alegre e descomprometida que também lhe fica bem.

Não gostaria de ser catalogado como espectador ( não quero ser um espetador) de palanque mas a realidade é que não tenho sido dos mais interventivos. Razões? Várias mas nenhuma válida. Mas hoje vou fugir à preguicite e falar com os meus amigos.

Antes que enfronhe nos meus assuntos quero louvar, acarinhar e agradecer a todos os que teimam em dar vida a este espaço com uma regularidade incansável e, se não fosse dar um tiro no pé, diria que só é pena que sejam quase sempre os mesmos. Mas vamos ao que  tenho para vos dizer.

Acedendo a um convite do nosso amigo Ricardo Morais, fui com ele para o Nordeste transmontano a armar-me em apanhador de azeitona. Não posso afirmar que me saí bem na fotografia porque, nós os dois, conseguimos bater um " record " invejável : em três dias enchemos três sacos de azeitona. Mas calma aí : a culpa foi da azeitona que, neste ano agrícola, foi muito pouco abundante naquela região. Mas o  importante foi viver uma  semana com aquela alma boa, amiga, calma, alegre, sabedora com que a natureza dotou o nosso Morais.

Fala com entusiasmo da sua agricultura, do seu vinho ( excelente ),da sua região e da etnografia da mesma e, embora ele não o diga, dá para ver que apenas conseguiu arranjar amigos entre os seus conterrâneos. Aqueles serões, passados no escano à lareira, foram muito agradáveis. Mas, nos oito dias que por lá nos demorámos, ainda fizemos algumas incursões pela região e numa delas fomos almoçar a Macedo de Cavaleiros com os nossos caros companheiros Gumercindo, F.Correia e J.Rodrigues. Não vou chamar nada a este convívio, mas foi muito agradável ver cinco amigos juntos, a falar com entusiasmo das nossas coisas e da nossa AAAR.

Ainda voltando ao R. Morais, posso dizer-vos que ele persiste em escrever bons artigos sobre a etnografia da sua região e, na semana que por passámos em Macedo do Mato, teve ele a alegria de ver publicado um longo artigo seu num jornal cujo nome eu vou citar porque, com a internet a ajudar, talvez os interessados o consigam ler :  A SINETA ( Nome do jornal que não o do artigo )

Não falo da PALMEIRA porque ainda só a folhiei.

Para finalizar, ( e para não destoar ), desejo que todos tenham um NATAL FELIZ.          

     

2012-12-15

Aventino - PORTO

OH VÓS QUE IDES PASSANDO

Lembrai-vos de nós que estamos penando. Quem de nós se organiza, quem de nós tem uma palavra doce, uma visita, um afecto para levar àqueles AAAR´s  a quem a solidão, a doença e a idade espreitam, todos os dias, como quem espreita aqui, neste nosso FALE CONNOSCO, em busca da sua própria identidade?

Quem são aqueles AAAR´s que estão no leito, no hospital, num lar, sòzinhos. E pior que tudo isso, nada esperam senão o esperar?

Organizemo-nos, pois, digamos o nome e o local onde se encontram e vamos lá, levar um sorriso ou um silêncio. E esse tão pouco é tanto que tem a palavra amor. Começo eu, permiti-me!

O nosso AAAR, AMÂNCIO DE QUEIRÓS ALVES, 77 anos de idade, está recolhido no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Espinho, em ANTA, ESPINHO. Desde há alguns anos que faz ali a sua residência onde o visito com regularidade e, como na inevitável sorte da vida, a vida começa a entardecer.

STENDALL escreveu-nos: "sonha tudo, deseja pouco, não peças nada". Não vos peço nada mas sei que nos corações dos AAAR´s há sempre uma eternidade para um momento breve.

2012-12-12

Assis - Folgosa - Maia

Amigos da AAAR, saúde e boa disposição.

Bem diz o Ismael Vigário que o Manel nos espicaça com o "aguilhão socático" e ele não 'para, para' que também nós correspondamos com novas perguntas e espicacemos outros talvez um pouco adormecidos pela doçura da época. Eu era já um tanto morno, sentado no sofá a aguardar que a digestão me não atrapalhasse o arrumo da mala que levará os agasalhos para a neve. Senti-me pois espicaçado pelo tal aguilhão e aqui me tendes. Não para grandes conversas, pois o tempo as não permite, mas apenas para confessar que ainda não li totalmente 'A Palmeira' que se toca, se cheira e se saboreia. Todavia, posso dizer que é 'gustoso' o manjar que iniciei. Vou, amanhã, aproveitar o tempo de voo até à Alemanha para completar esse manjar de palavras. Como sempre, apenas lamento que muitos dos nossos associados se ponham no passeio da romaria apenas para aplaudir a caravana de escrivães que passam serenamente nas folhas da nossa palmeira. O meu pedido, ou pelo menos sugestão, é o de que tenham a ousadia de se colarem à procissão e com eles subirem o monte até ao templo da vida. Já temos tão pouco tempo para fazermos disparates, para fazer aquilo que gostamos de fazer com prazer, viver...É essa a força que hoje me trouxe até vós e amanhã me levará até às terras nevadas de Alemanha e Polónia. O frio já reina por lá, mas um Natal com neve, o Natal dos meus tenros anos de menino, chama por mim. Um Natal diferente de quantos tenho celebrado nestes últimos quarenta e tantos anos. Um Natal talvez sem presépio, mas um Natal com Fraternidade Humana, mesmo que as palavras faladas venham a ser escassas.   Deixo aqui um pouco dessa Fraternidade que a todos/as me une e comigo levo no coração a Fraternidade de todos/as vós. O meu abraço fratetrno e

FELIZ  NATAL !

 

 

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