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2012-07-31

Arsénio Pires - Porto

Caro Assis:

Porque suspeitei de alguma confusão é que te telefonei logo na 2ª feira a saber o que se passava. E foi isso: ao dizer-te que ia domingo a Trás-os-Mostes aos 90 anos da minha irmã mais velha, tu depreendeste que iria lá passar todo o fim-de-semana. De facto, só saí do Porto no domingo de manhã. POr ese motivo nem te passou pela cabeça telefonares-me.

Está o equívoco desfeito. Só escrevi aqui o meu post porque era e é, como sabes, meu desejo encontrar-me com o Luís Guerreiro e fiquei com muita pena. Mas ainda hoje ele me telefonou e fica prometido um outro encontro tal como nós tínhamos pensado.

Com o Martins Ribeiro também já falei. Está tudo esclarecido. Ele partiu para férias não sem antes dizer que, apos ouvidas as sugestões dalguns colegas, está completo o vídeo sobre o nosso encontro em Messines na quinta do Delfim e que o trará para o Encontro Nacional a fim de que, quem quiser, o possa adquirir. Sempre se arranjarão uns euritos para a nossa Palmeira... que bem precisa pois está a ficar bastante cara a sua publicação.

Boa lavoura, amigo!

Até breve.

Grande abraço.

 

2012-07-31

Assis - Folgosa - Maia

"Escrever é escrever-se" (Ismael Vigário) - Deixai que me escreva em poucas palavras, pois tenho que desfazer equívocos que nasceram em meu quintal sem serem voluntariamente semeados. O nosso amigo Martins Ribeiro, como sempre voluntarioso e generoso em palavras descreveu um paraíso que não existe e então um santo qure nunca porá os pés nos altares. Disse uma coisa muito certa: "Que a porta esteve e está sempre aberta", e mais para os amigos. - Quanto ao convite do pequeno evento de sábado passado, ele teve oigem na 6ª feira no breve encontro que tive com o nosso amigo Luís Guerreiro e a D. Irene com quem lanchei a convite dos mesmos. Já no final da tarde, depois de eu lhes ter dito que o Arsénio tinha mostrado interesse em se encontrar com eles e com o Nabais, já que a esposa deste me falara também nesse sentido, mas que esse encontro só poderia realizar-se no sábado seguinte uma vez que o Arsénio ia para a sua terra para participar no 90º aniversário da sua irmã, o Luís Guerreiro disse, já eu estava a caminho do meu carro, que gostava de se encontrar com os amigos AAAR, em grupo ou separados, mas que não tinha planos para se deslocar a Gaia. Foi então que me lembrei de lhe dizer que eu iria telefonar a alguns associados que se encontravam mais perto de Gondarém, mais concretamente ao Martins Ribeiro e ao M. Vieira, ao que ele me respondeu que o Ribeiro já estava de férias. Como eu sabia que ele só sairia dos Arcos nos primeiros dias de Agosto, disse que ia fazer todos os possíveis para que eles viessem ainda no sábado. A D.Irene perguntou-me então se também vinha o Alex. Respondi que seria muito difícil já que se devia encontrar em Palmela. - Despedi-me e fiz os telefonemas seguidamente. Ficou-me o Alex no ouvido e toca a falar-lhe. "Que era difícil, pois que a sua irmã se encontrava hospitalizada. Mas que ia ver pois lhe haviam dito que que ela se encontrava já boa e lhe dariam alta no dia seguinte." Recebi ainda mais uns 3 telefonemas seus, um deles já do hospital a confirmar a vinda. Falámos do Meira e do Cardoso. Da possibilidade de ele vir com este desde Gaia. Do Nabais nem uma palavra, mas felizmente ele acabou por se juntar ao grupo. Falei com o Meira que logo se prontificou a aparecer na companhia do M. Vieira. Tentei mais alguns associados: ao Sacadura, ao Aventino, ao Peinado e ao Freitas Escaleira. Todos eles se mostraram indisponíveis por razões familiares. Não pude entrar em contacto com mais ninguém, pois o tempo foi curto. - Apenas uma palavra mais. Peço desculpa ao Arsénio por ter interpretado mal a conversa telefónica que havíamos tido dias antes. O facto de então me encontrar na horta a trabalhar será razão suficiente para que me desculpe? Espero bem que sim. - Não foi este, pois, um encontro formal. Apenas improvisado por mim e em pouco tempo. Que ninguém se sinta pois excluido do quer que seja. A minha porta continua aberta, como sempre esteve. É um pequeno quintal com "uma casa sempre em construção" como diz o poeta, onde todos cabem.- O meu abraço fraterno.

 

2012-07-30

Arsénio Pires - Porto

O Martins Ribeiro veio, atento como sempre, dar-nos conta de mais um acontecimento que dá vida à nossa Associação. Obrigado pela notícia.

É com estes pequenos-grandes encontros que a AAAR se prolonga no tempo. Ainda por cima tratando-se, como foi o caso, dum encontro à volta do nosso grande Mestre Luís Guerreiro.

O Martins Ribeiro diz-nos que ninguém se lamente nem sinta inveja porque só não esteve lá quem não quis”. Não foi bem assim pois eu (talvez como mais gente) não tive notícia da realização desse encontro. Se a tivesse, CERTAMENTE que marcaria presença!

 

A talho de gadanha será bom lembrar que também do Encontro Nacional se faz a vida da AAAR.

E só falta pouco mais dum mês: Dias 8 e 9 de Setembro.

Necessitamos da vossa confirmação de presença, tanto para a dormida como, sobretudo para a Visita e Almoço do dia 9.

Sabeis como estas coisas têm que ser confirmadas com antecedência. Por favor, não dificulteis a vida de quem tomou a seu cargo a tarefa da logística deste Encontro.

Obrigado pela vossa compreensão.

2012-07-29

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Por indecente e má figura, o género humano foi expulso do Éden e desde então carregou sempre na sua alma o castigo desse pecado original. Saudoso da sua felicidade, quando descobre uma réplica do que se lhe afigura um pretenso paraíso aí vai ele, correndo ansioso e carente, para usufruir das delícias perdidas. E tudo vale para o conseguir. Assim aconteceu ontem, num dia propício, no cantinho do Assis, local de privilégio onde se descansa o corpo e o espírito. Sítio deveras apetecível como convém a um paraíso. A propósito de nos encontrarmos com um companheiro nosso, um irmão mais velho que veio de longe, de muito longe, meia dúzia de AARs, inveterados pecadores de tais andanças, lá convergiu no cimo daquele cabeço entre o céu e o mar. E ali paramos a refrega diária numa tarde inteira, com a despreocupada ilusão de que a paz não terminará nunca mais. O casal Guerreiro vindo todos os anos das terras de Vera Cruz para repousar uns dias no ninho que o viu nascer, o Manuel Vieira, exímio Chefe de culinária que confeccionou uma deliciosa feijoada á transmontana, o Meira que forneceu um néctar de estalo da sua lavra, o Alexandre compulsivo palrador de filosóficas chachadas, eu próprio, o anfitrião e, haja Deus, mais dois novos parceiros que se juntaram a este grupo de pândegos. O Nabais e o Bernardo Cardoso que forneceu umas toneladas de camarão fresquinho como se tivesse sido pescado no mar ali perto. Uma mesa farta, cheia de irresistíveis tentações, vinho digno de Deuses olímpicos, frutos produzidos na horta do Assis, genuínos e simples, doces trazidos para delícia dos lambões, pão imprescindível para um ágape sagrado. Imaginem como se passou; íamos falando, entre deleites de sabores e apagadas securas de garganta: contava-se uma história e chupava-se impudicamente um camarão, partilhava-se uma experiência própria e trincava-se um delicioso fisalis, divagava-se sobre uma utopia e saboreava-se uma tralisquinha de esquisito queijo artesanal. Dissertou-se sobra as agruras da vida, sobre as recordações da juventude, sobre o amor, sobre o inato romantismo presente no coração da gente e aqui, vejam lá, alguém imaginou uma enseada tranquila que amainava o vento forte e desabrigado tornando-o numa suave e fresca brisa que ia perpassando pelo bronzeado corpo de uma mulher idealizada, espreguiçada na areia como deusa pagã e lhe revolvia com meiguice os cabelos soltos. Digo-vos: não foi um sermão de montanha onde se pregaram as bem-aventuranças porque foi muito melhor que isso; um céu aberto, um momento para relembrar, um pecado para repetir. Ao pensar nisto que ninguém se lamente nem sinta inveja porque só não esteve lá quem não quis, pois a porta esteve e está sempre aberta. Podem chamar-nos tudo, podem criticar tais extravagâncias, podem torcer o nariz, mas nós é que estamos certos e escolhemos a melhor parte. Bem hajas, Assis, promovo-te a santo por nos proporcionares um cheirinho a céu!

2012-07-28

Aventino Aventino - PORTO

SOBRE A TRISTE SINA DE NINGUÉM TER RECEBIDO "A PALMEIRA"

Não sofras, Arsénio, não sofras. Tu sabes o preço e o valor do silêncio. Este silêncio incontido de quem chega a casa, ao finzinho da tarde, no encanto triste de uma vida cansada e tem, ali, como se não fosse verdade, o retrato mais retrato de si próprio: A PALMEIRA.

Não sofras, Arsénio, não sofras. São os AAAR´s maravilhados pelo toque, pela cor, pelas memórias que ali se desfilam, por um passado que se exorciza.

Não sofras, Arsénio, não sofras. São os AAAR´s, filhos órfãos de mães vivas, a namorar a menina A PALMEIRA como se tudo fosse como foi a primeira vez. Lá está ela, no melhor lugar do coração, de vez em quando volta-se a ela de novo, como quem volta ao seu lugar de felicidade.

Somos feitos de silêncio, como se o nosso silêncio não fosse, afinal, um inferno de onde queremos, urgentemente, fugir. 

 

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