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2012-11-27

DAVIDE VAZ - ALMADA - SOITO

Olá amigos e companheiros. Teenho pena de não ter estado em Orbacém na casa do Assis mas...paciência. É que a saúde também não tem andado muito boa... E falando de saúde, e é especielmente por iaao que hoje aqui venho, aproveito para informar qu eo nosso Fernando Viterbo foi operado ontem à noite ao coração. Segundo me informopu a mulher tudo correu bem e ele encontra-se internado nos cuidados intensivos. Agradeceu o interesse mostrado por todos pela sua recuperação e pediu-me para não lhe telefonarem pois nem pode atender. Mais me disse que oportunamente iria dando notícias. Eu, logo que tenha mais informações transmiti-las-ei. Por hoje fico por aqui. Um abração a todos Davide Vaz
2012-11-26

manuel vieira - esposende

De Cabanas trouxemos saudades e consolo das conversas à lareira.

Quem mais falou foi o Castro e mostrou saber das artes de enxertia nos 400 pés de videira que enterrara nos arrabaldes onde Miguel Torga semeou palavras aos ventos quentes que amadurecem as vagas de mesa de castas várias que eu não sei repetir o nome. Mostrou dotes e ficamos prenhes de curiosidade.

O padre Mário cantou um poema ao jeito de Zeca Afonso no silêncio da mímica que prendeu olhares.

O padre Mário conversou amenamente em conversas várias e foi um de nós. Os seus livros não ficaram indiferentes.

 Na cozinha  mostrou que não estranha os saberes da mesa a que a vida obriga quotidianamente na sua messe..

O tez chuvoso não permitiu espaços amplos e vivemos rapidamente o tempo. e sentimos que o padre Mário se sentiu um de nós.

2012-11-26

Assis - Folgosa - Maia

Olá, Amigos da AAAR...

Depois do que o mestre da culinária Né Vieira e o professor Ismael disseram, só me ocorre dizer "OBRIGADO" a quantos vieram a Cabanas - Martins Ribeiro, Barros Lima, José Sacadura, Duarte de Almeida (operado na 6ª feira à garganta), Meira (que não é Meira mas nos permite continuemos a chamar-lhe assim em vez de Sr. Silva, não venha de lá o Jardineiro da Madeira a reclamar os direitos de autor...), Manuel Vieira, José Castro e Mário de Oliveira -, mas também a quantos me telefonaram a dizer da sua impossibilidade em estarem presentes: Freitas Escaleira, Humberto Morais, Gaudêncio, Peinado Torres, Arsénio, Alexandre, Delfim e Aventino. Para que ninguém fique de fora, o meu obrigado também a quantos desejosos de virem, por qualquer razão não puderam. Creio que não faltou ninguém. O Peinado, ainda tentou iludir-nos com um novo telefonema dizendo que estava à entrada de Orbacém com um motorista...grande maroto, a vontade não lhe faltava, também a todos nós. "Uma vez por mês, já é muito", diria ele e nós compreendemos...

No adorno da mesa partilhada por todos, uns com isto, outros com aquilo, foi farta como sempre. E foi alegre, embora o tempo não ajudasse. Pena tenho em que não tivessem escutado a sinfonia dos melros e rouxinois costumeiros. Os músicos tinham as unhas frias e as gargantas roufenhas e por isso fizeram gazeta. Para o tempo das favas e das ervilhas prometem apresentar-se afinados. Ainda apareceu o companheiro Pisco, mas nem ele cantou, apenas piou. Tive de responder-lhe, é claro. Hoje porém já se apresentou mais alegre enquanto eu preparava a terra para as pencas. As minhocas devem-lhe ter afinada a garganta.

Os diospiros estão no resto, abundam ainda os physalis - foi o amigo Ribeiro quem me ensinou a escrevê-los de forma aristocrática - as laranjeiras e tangerineiras vergam com tanta fruta e são já um convite para quem por aqui possar dentro de um mês e pico... E por aqui me fico. l

2012-11-26

Delfim Pinto - almada

Do Padre Mário...sabe-me a pouco...

2012-11-25

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Com a descrição gulosa que o Vieira fez dos manjares em Orbacém  é, de facto, de fazer inveja. A tarde escorria calma, como diria o Eça no conto d ‘ O Tesouro, mas enquanto neste conto a paisagem partilhava de um cenário lúgubre, na cabana do Assis partilhava-se a amizade à volta de umas papas, de castanhas assadas e, sobretudo de muitas falas e risos à mistura.

                É sempre festa quando os amigos se juntam, mesmo quando para isso é preciso fazer tantos quilómetros. A força e a generosidade vêm do coração e só ele alimenta verdadeiramente. O repasto vale e vale muito, mas o que mais conta é a força que leva os amigos ao encontro uns dos outros.

                Sinto-me contente por o Vieira ter partilhado esse encontro e por não perder esse e tantos encontros, à procura de amigos da Barrosa, deleitando-se com o gosto da memória e recriando uma vontade que não pode morrer, enquanto a saúde lho permitir. E oxalá que lho permita para poder continuar a ser uma força de solidariedade e de incentivo à amizade.


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