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2012-10-27

Peinado Torres - Porto

Bom dia amigos e compamheiros Eu não acredito que andamos todos a dormir, o que acontece é que somos muito acomodados, e por norma delegamos as nossas responsabilidades nos outros. Nunca soubemos aproveitar a riqueza que obtivemos, nomeadamente com os Descobrimentos. Após essa época aurea, nos séculos 19, 2o e no actual estivemos várias vezez à beira da bancarrota, e não aprendemos nada. O nosso sistema político conforme está organizado não serve e não presta. Concerteza que ainda temos muita gente séria e com capacidade,mas são abafados por esta corja de incompetentes, corruptos e aventureiros que ocuparam o País. Com isto o que quero dizer é que subscrevo inteiramente o texto do nosso decano MARTINS RIBEIRO. Já agora. quero-vos dizer que através das escutas telefónicas soube que o ministério das finanças encomendou L E C ( laboratório de Engenharia Civil ) e à U L ( Universidade de Labacim ) o desenvolvimento de um engenho tipo conta kilómetros , talvez batisado com o nome de conta f...., obrigatório para aplicação em todos os leitos para passarem a taxar os actos sexuais. Era só isto que nos faltava, imaginação têm eles. Aproveito para felicitar o reaparecimento do nosso amigo DAVID VAZ e espero que este meu texto não o desiluda, pois eu preciso dos rendimentos da escrita que a AAAR me paga, e portanto tenho também que manter a audiência. Amigo Presidente MANÉ VIEIRA, contimuo à espera da informação sobre a deliberação da realização dos GRANDES ENCONTROS com a periocidade de 2 anos na casa mãe. Um abraço para todos especialmente para o ALEX deve andar muito ocupado, não com as vindimas, mas talvez com a evangelização dalgumas nativas VOLTAREI PEINADO
2012-10-27

alexandre gonçalves - palmela

MAGUSTO EM PALMELA (10 de novembro, sábado)


  Outono breve nos verdes campos de Palmela. O dia comecou com sol deslumbrante, espalhando ouro na paisagem. Um sábado litúrgico, celebrando o silêncio rústico das primeiras chuvas, que lavaram a folhagem, apurando as cores das árvores e das ervas. O primeiro a chegar foi o Chefe Davide, carregado de urgências e perdizes. Quase me apanhava na cama com a outra, mas eu, prevendo o perigo, sugeri-lhe uma fuga pela escada de serviço. Vieram pouco depois o António e o Ricardo, cheios de garra para limpar o quintal. Ficou tudo que nem um brinco. Vai agora aparecer o Fernando, disposto a fazer tudo o que faltava fazer. Mas o último, como vem sendo norma, é o Zé Maria, que traz às costas a sua horta inteira. Sala de exterior varrida, mesa posta, pátios lavados. Enquanto o Davide dá os últimos retoques às ditas, abrimos os vinhos do sul e desembrulhamos os abundantes frutos outonais, colhidos pelos bosques, conforme as inspirações dos fiéis citados. As primeiras libações ocorreram ao som festivo dos aromas. As perdizes rescendiam a carqueija, a esteva e a feno. Desenvolvemos de imediato a teoria da felicidade terrena, que no caso se confundiu com a do céu. Avançámos depois para a execução formal dos salvíficos sabores e saberes recriados, em cumplicidade total com a mãe natureza, que patrocinou o inefável encontro. A degustação premiou sobejamente a expectativa e o esforço investidos, onde predominaram os frutos vermelhos, com um final complexo e prolongado. Na sobremesa, as papilas ficaram submersas num delicado pudim de ovos, que longas mãos femininas teceram de véspera. Para que a perfeição do dia fosse indiscutível, a doçura do outono entornou-se pelo céu abaixo, numa tropical chuvada avassaladora. Tivemos tempo para nos abrigarmos no alpendre poente, e ver de perto, quase tactilmente, os grossos cordões de água, fertilizando raízes e vegetações.

Acabámos o encontro com sólidos abraços, garantindo que a vida é mais uma arte do que outra cousa qualquer. Se não podemos mudar de governo, mudemos ao menos de vida e de hábitos. E por isso convidamos todos os que acreditam nesta narrativa, e os que não acreditam também, a virem testar as nossas teorias no próximo dia 10 de novembro, aqui em oliveira do paraíso, a fim de dar glória ao S. Martinho e às mais nobres tradições da cultura que professamos. É óbvio que este convite inclui particularmente as Senhoras, a quem atribuímos mais sensibilidade para estes eventos de carácter espiritual.    

2012-10-25

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Nasci, há muitos anos, 


“Numa Pátria … e que Pátria; 

a mais formosa e linda 

que ondas do mar e luz do luar viram ainda!”


Pois é Junqueiro, isso era no teu tempo e também foi em certo bocado do meu, mas agora essa Pátria está morta, saqueada e vendida. Se foi boa para nascer, debaixo dum céu limpo e dum sol brilhante que nos aquecia a vida, agora tudo se tornou caliginoso e gélido como uma sepultura. Neste tempo não existe pior nem mais triste País para se morrer; porque se vai morrendo lentamente, sem esperança, sugados por vermes e parasitas asquerosos, antes mesmo de já estarmos depositados nas entranhas da terra. Pulula por toda esta Pátria uma bicharada tal que não há pesticida que dê cabo dela. Pois é, Junqueiro, agora essa Pátria engelhou, perdeu a formosura, o mar recuou, o luar apagou-se no romantismo do seu infeliz Povo. Não venhas cá agora que te comem vivo e nem os ossos te deixam!

2012-10-23

Assis - Folgosa - Maia

Ao nosso amigo Luís Guerreiro e à sua esposa, D. Irene, o agradecimento pelas três novas páginas da História da Igreja, em "Pontos de Vista" : O caso do franciscano Frei Juvenal; a conferência de D. Helder Câmara; e os 50 anos do Vaticano II.

Não devemos deixar que as mesmas passem ao lado, como se elas não fizessem parte da nossa vida.

O meu abraço fraterno



2012-10-23

manuel vieira - esposende

Acabei de almoçar e aproveitei para colocar na rubrica "Pontos de Vista" mais um texto que nos foi enviado pelo Luís Guerreiro.

E assim o nosso site vai permanecendo actualizado com uma única excepção: a entrevista.

Mas também esse espaço deverá em breve ter novo texto e só agradeço a paciência do Davide.

A vida continua e hoje está um dia de prenúncio do verão de S.Martinho, este santo que tem uma festa numa freguesia próxima chamada Gandra, onde abundam os nabos (de cabeça para baixo) e onde em noite festiva se oferece a quem se achegue, castanhas, caldo de nabos e vinho. Façam-se de convidados e sairão de lá fartos.

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