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2012-12-03

manuel vieira - esposende

"Na casa do Assis é que se é feliz" como dizia o Aventino, mas não só.

O Davide já regressou a casa com as vistas afinadinhas e tem que lhes dar algum descanso. Como convém!

Em breve teremos disponível na casa de cada um a nossa revista Palmeira, o mensageiro privilegiado que bate a todas as portas.

Em leitura branda tenho sobre a mesa "O Livro dos Salmos" do Padre Mário de Oliveira, que merece uma abordagem de espírito aberto.

2012-12-02

manuel vieira - esposende

Foi suave a mensagem do Viterbo. Notícias boas de que tudo correu bem e agora será o tempo também a contribuir para uma boa recuperação. Foi bom "escutar" em palavras próprias essa boa notícia.

Também o Davide vai fazer uma pequena intervenção oftalmológica  já a partir de amanhã e junta-se à lista de colegas com tratamentos mais cuidados e para ele vai um abraço amigo.

 

2012-12-02

AVENTINO - PORTO

E AQUELES QUE FICARAM

Na casa do ASSIS é que se é feliz.

( e o meu pai a dizer silêncio, silêncio, que as paredes têm ouvidos. E o meu pai a dizer guerra civil de Espanha, cinco anos, combatente, republicano, clandestino, depois a Legião Francesa, a fronteira, França, de novo a clandestinidade, a Gendarmarie a expulsá-lo, repatriado, Portugal, Salazar e a miséria)

Na casa do ASSIS é que se é feliz.

(Soalhães. Marco de Canaveses. E o meu pai a contar-me, criança de oito ou nove anos de idade que eu era. Silêncio. À lareira da minha casa velha velha, de um país velho, de um ditador velho. Na Freguesia ao lado havia um padre. O padre era convidado para almoçar aos domingos em casa da senhora, casa senhorial, proprietária, rica, criados e criadas, caseiros, regime, Salazar. O padre foi, o primeiro domingo, à mesa com a senhora, mesa longa, farta, os dois, as criadas a servirem).

Em casa do ASSIS é que se é feliz.

( e o padre a dizer: se os criados não vierem comer para esta mesa ao nosso lado eu não como nada e não volto cá. O meu pai a contar-me e esta criança encantada, o meu pai encantado, o sonho, a liberdade, a igualdade, um mundo novo imaginado que nunca, nunca, vim a conhecer).

Em casa do ASSIS é que se é feliz.

(o padre era o padre MÁRIO DE OLIVEIRA, vim a saber muitos anos mais tarde, infância passada, seminário passado, Coimbra e o cheiro a liberdade).

E assim se foram os sonhos com que o meu pai, ateu, republicano, anti-clerical e sonhador me foi encantando, num misto de sonho e de mentira, num  misto do imaginado e do possível. Depois, houve uns tipos que se disseram padres e me expulsaram do seminário. Uma carta a 17 de Agosto de 1970 dava a notícia. Bela ou monstruosa ainda não sei. O que sei é que o futuro é este dia de hoje. Ausente do terno afecto que me tiraram; presente da rectidão, da honra, da lealdade, do carácter com que o seminário me fez cidadão, português, Aventino.

(Corria o meu terceiro ano do curso de direito da Faculdade de Direito da Academia de Coimbra. Os jornais diziam, os jornais falavam Padre Mário de Oliveira, julgamento no Porto, Tribunal Plenário. E lá vim eu, manhã cedo, cinquenta escudos de combóio, esperança a rodos, (e as palavras de meu pai a ecoarem, os olhos de meu pai, os sonhos de meu pai pela liberdade).

Ao tempo, o regime estabelecia que os estudantes de direito, entre outros, naturalmente, tinham preferência nas salas de audiência dos tribunais portugueses. E este sonhador lá rumou adentro pelas portas de ferro do Tribunal de S. João Novo, polícias á porta, polícias pelos corredores, polícias na sala. Estudante da Faculdade de Direito. Coimbra, disse-lhes. Cartão na mão. Pose empertigada. Seguro que "aqui ao leme sou mais do que eu". E o polícia: a sala está completa; não pode entrar. E barrou-me o caminho. Completa de Pides? perguntei-lhe eu. Completa, respondeu-me esse miserável cidadão).

Bem haja Padre Mário de Oliveira. Bem hajas, meu querido ASSIS. 

Na tua casa ainda somos felizes. 

 

2012-12-02

Fernando Viterbo Abrunhosa Sousa - SETÚBAL

 

Como o colega David Vaz noticiou neste espaço, fiz uma plastia da válvula mitral, no Hospital da Luz, no passado dia 26. Ontem, antes de decorrida uma semana, já me encontrava em casa. A intervenção foi complexa mas, ao que me disseram e os exames já feitos parecem demonstrar, muito bem sucedida.

Também nestes momentos se aprende e eu tirei deste dois ensinamentos: Um, que os receios são quase sempre desproporcionados. Não tive dores ou grande sofrimento e fui tratado por uma equipa médica, de enfermagem e auxiliares verdadeiramente fantástica. O outro, foi conhecer o verdadeiro significado da amizade. Definições conhecia inúmeras e de gente sábia. Para conhecer o seu valor e quanto ela nos é importante, tive que passar por este momento.

A vossa foi-me particularmente grata.  Bem hajam!

2012-11-29

manuel vieira - esposende

A chuva empurra-nos para Dezembro com um zinote de acomodar a samarra até às orelhas.

Na sua última mensagem o nosso amigo Martins Ribeiro esboça   o guião para 2013 enquanto a insensibilidade dos nossos contabilistas nos vai enchendo de raiva e de alguns receios, sempre ansiosos  por  nova bonança.

Na maré de problemas de saúde que tem afectado alguns colegas, também o  Pedro Barreira esteve há dias internado no Hospital Militar da Estrela para uma pequena mas incómoda cirurgia, que correu bem. As melhoras para ele e uma rápida recuperação.

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