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2017-05-01

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Desejo de crer

 

Gosto de sentiur-me crente.

Se não fosse crente

Sentia-me ateu e infeliz, talvez.

 

As ideias são quase sempre pesadas

Voltam-se para dentro e impedem de olhar

Lá fora a primavera a renascer com tanta cor, viço

e uma grande vontade de ser.

 

Acreditar em Deus é sentir a brisa da manhã

Amaciar os dias com luz

Abrir a minha janela do quarto e

Sentir vontade de querrer viver

Como uma flor aberta à luz.

 

Debater ideias, discodar de opiniões

Para quê!? Com tanta beleza à minha frente:

 

Rios imparáveis até ao Grande Mar,

 colinas e vales a desafiar as viagens das nuvens,

florestas a renascer a cada instante!...

 

E depois há Fátima, nome de um lugar,

Mas primeiro foi nome da filha do profeta.

Para mim é o nome da minha mulher.

 

A Fátima das peregrinações, das crenças

Dos pastorinhos, gente pobre

Ora enaltecida por gente humilde, ora politizada

Cai em mim como uma dúvida, um susto

Fico sem palavras. Não me apetece discutir.

Da discussão, raramente nasce a luz.

E a luz nasce independente da tua e da minha vontade.

 

Quem me dera crer, em Ti, meu Deus

E pudesse tocar-Te como a emoção de um desejo

Não de uma chaga que me repugna,

Mas de um beijo que se quer

A felicidade de uma comunhão.

 

Braga, 1 de maio de 2017

Ismael Malhadas Vigário

 

2017-04-30

ANTÓNIO GAUDÊNCIO - LISBOA

A verdade é que aconteceu : um escrito, no meu entender, extraordinário acabou esquecido, ofuscado pelo "ruído" de outras prosas que anunciavam o Encontro ou Passeio Anual. Creio ter sido mera coincidência mas é uma pena que o artigo do nosso companheiro António M Rodrigues tenha passado para o fundo da página  sem ter merecido, possivelmente, uma leitura, mesmo em diagonal, de todos, ou quase todos, nós.

Tenho que dar os parabéns ao AMRodrigues pela jeito como ele aborda o fenómeno de Fátima: imparcial, desapaixonado, focando vários aspectos com um equilíbrio sem facciosismo e nunca caíndo na tentação de deitar abaixo sem fundamento.

Eu subscrevo toda esta análise do António M Rodrigues e, se calhasse, ainda acrescentaria mais algumas achegas como, por exemplo, essa coisa escandalosa, quase pornográfica, de santificar esses pobres "lapuzes" dos pastorinhos.

Quando nós calcorreávamos os caminhos da Quinta ensinavam-nos que « SANTO » era um homem ou mulher que, pelo seu modo de vida, pelos seus actos, pela sua bondade, caridade nos era apontado(a) como exemplo de vida. Baixinho digam-me ao ouvido que exemplo eu deva colher do modo de vida desses pastorinhos para ser um exemplo de santidade. E o mais rídiculo é o milagre que a Igreja inventou e aceitou para nele se estribar para os elevar a santos. Haja vergonha e pudor e respeitem a nossa inteligência. E tenham em conta o próximo episódio : daqui  a pouco o " bagulho" da Lúcia também vai ser alcandorada aos altares. Com santos destes apetece-me pouco ir para o céu.....

Atenção: se a minha prosa vos parecer um pouco violenta creiam que é de propósito pois a minha intenção é obrigar-vos a ir ler o que o nosso prezado amigo AMRodrigues escreveu pois esse escrito sim merece ser lido.

Uma saudação amiga para os que, nos próximos dias, irão a Fátima e outra igual para os que não vão.

2017-04-29

AVENTINO - PORTO

A MORTE FICA-VOS TÃO BEM.

Se  existo, é porque há dois lugares de onde nasci: os braços de minha mãe e um lugar estranho, da margem esquerda do Douro, em Barrosa, onde me deram amor e desgraça, entendimento e dúvida, humanidade e o seu contrário. Àparte esses dias e esses cemitérios, não me lembro de mais nada. Se tu me dizes para voltar aos braços de minha mãe, estás a falar-me da felicidade. Elevas-me, transportas-me, dás-me asas para esse lugar eterno onde quero morrer.

Se tu me dizes, Aventino, Barrosa, junho às 11,30 horas para o nosso encontro de um fim de semana, tu dás-me as lágrimas que me acodem, o enlevo da espera, o encanto do lugar e da memória que dele construi. Tu dás-me o que já há tantas e tantas eternidades não tenho sentido: dias felizes. Mas se, porventura, no teu erro de sentir me falas de um outro lugar, não me falas de Cristo Rei, nem de Redentoristas, nem da minha alma carente te abraçar. Não serei o mesmo, nem tu serás o mesmo. Tu és o outro num outro lugar que nunca partilhámos: apenas o pudor, a hipocrisia ou a reserva mental me faz calar este grito para que não me leves para esses lugares.

Às vezes equaciono-me se verdadeiramente o que navegamos não é a repulsa, a negação, a ingratidão a um lugar que tudo nos deu e tudo nos voltou a dar. E nesse triste e solitário navegar inventamos outras viagens, outros e outros AVEIROS, apenas para alimentarmos a saudade dessa saudade de voltarmos a Cristo Rei. É como quem de joelhos se mortifica por um santuário adiante até à capelinha das aparições. O que queremos é a capelinha; não precisamos de começar tão longe.

Não sou, pois, de ir para onde vos enganais. Não, não vou. A minha tribo tem um lugar, um credo, um luar. Fora desse paraíso que inventei, não tenho tribo, nem as mesmas lágrimas com que encanto os dias do encontro em Cristo Rei. Nem eu sou o mesmo, nem tu és o mesmo: somos o outro, um qualquer grupinho de maganos que se foi emborrachar nas águas de Aveiro.

AVENTINO, algures em terras onde nunca houve comunas.

2017-04-26

alexandre gonçalves - palmela

ENCONTRO DE AVEIRO (3/4 de junho de 2017)           

 "FELIZ PÁSCOA! FELIZ SUBVERSÃO!" (Mensagem Pascal de L.Guerreiro)

 

Os astros concertaram-se todos para que o futuro imediato nos seja favorável. Em boa hora surgiu em plano de acção a promessa duma luminosa dupla: A.Vaz e Guida. Abril, em harmonia com os votos do Guerreiro e à boleia dum idealismo libertador, veio subverter a rotina associativa. Está no ar uma ideia feliz, um navio que passa à porta da nossa idade. Semeou-se em tempo de castanhas, no longínquo novembro, para emergir na primavera de abril. Aí está ela, em corpo de programa, com as contas já todas regateadas, os lugares já todos visitados e negociados. Quem ousará alegar desculpas amorosas ou financeiras? Quem irá nesses dois dias amanhar a vinha? Ou aprontar obscuros negócios? Ou tirar férias de cinco estrelas? 

Companheiros de jornada! Veneza também cá temos. Aveiro, tão perto da nossa infância, tão longe das nossas escolhas. Já aposentámos cousas indizíveis, mas não a estética da amizade, nem a alegria da mesa comum, nem a sede de olhar e ver. A velha palmeira feleceu de velhice e de abandono. Mas a nova, a que emergiu da saudável subversão dos costumes, da erosão de um uso impróprio dos nossos talentos, essa tem recursos para andar. É vê-la agora na sua existência virtual, tanto no facebook quanto no site de abril. Ela mexe, ela deseja, ela tem sede, ela questiona e abana a cabeça, quer para dizer sim, quer para dizer não. É muito cedo ainda para nos resignarmos. Digamos um SIM do tamanho da viagem que vamos fazer. Trata-se de salvar a pele dos afectos e das memórias que enraizaram há muitos anos e perduram. É um bem sem defeito, uma força espiritual, que dá vigor aos anos gastos a ver passar navios sem regresso. E por favor, persuadam delicadamente as companheiras, que pouco a pouco se foram tornando indispensáveis. A sua presença deu ânimo e um equilíbrio inconfundível aos nossos encontros.  

Segundo as últimas informações, partirá de Lisboa um autocarro até à estação da CP de Aveiro. Aí recolherá os guerreiros vindos do norte, a quem se pede a máxima pontualidade, para às 11.30 darmos início à execução do programa já apresentado. Os anfitriões esperam dispor, até 5 (CINCO) de maio, de um número aproximado de inscrições, para assumirem, com a devida antecedência, os compromissos já negociados. Não é esperar muito, para quem já tanto preparou.

Passem a palavra! Todos precisamos de todos. Abril e Maio é tempo de sair, de ver, de falar. Preparemos os sentimentos para tão gostoso encontro. O sol e a água de junho, a frescura de um branco da Bairrada ou do verde minho, os sabores marítimos de Aveiro, o reencontro há tanto tempo adiado, tudo se concerta com os astros, para dois inesquecíveis dias de festa.

N.B.  As INSCRIÇÔES devem ser comunicadas para o Vaz, para o Delfim ou para o Assis. 

2017-04-25

Delfim - Messines

Vou referir-me a Fátima e a Aveiro.

Com a devida autorização do A.M.Rodrigues dou aqui como reproduzido todo o pensamento vertido no excelente texto do dia 24. Os meus sinceros parabéns.

Quanto a Aveiro: este é um local para o qual todos devemos convergir. Este local de encontro nacional foi escolhido por consenso de muitos que se encontravam num convívio em casa do Alex.

E também por consenso ficou estabelecido que seria o Vaz a dar expressão a tal anseio.

No que a mim diz respeito apenas me foi dada a responsabilidade de contratar um autocarro para nos transportar nas deslocações em Aveiro.

Pedi orçamentos de empresas do Porto e de Lisboa. 

Por estranho que pareça os orçamentos do Porto e de Lisboa foram idênticos. 

Perante esta situação optei por contratar a empresa de Lisboa.

Escusado será dizer que eu estarei presente, acompanhado por mais duas pessoas.

E tenho a certeza de que vai ser o encontro nacional que vai juntar mais de nós.

Até sempre.

Delfim Nascimento…

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