fale connosco


2012-12-15

Aventino - PORTO

OH VÓS QUE IDES PASSANDO

Lembrai-vos de nós que estamos penando. Quem de nós se organiza, quem de nós tem uma palavra doce, uma visita, um afecto para levar àqueles AAAR´s  a quem a solidão, a doença e a idade espreitam, todos os dias, como quem espreita aqui, neste nosso FALE CONNOSCO, em busca da sua própria identidade?

Quem são aqueles AAAR´s que estão no leito, no hospital, num lar, sòzinhos. E pior que tudo isso, nada esperam senão o esperar?

Organizemo-nos, pois, digamos o nome e o local onde se encontram e vamos lá, levar um sorriso ou um silêncio. E esse tão pouco é tanto que tem a palavra amor. Começo eu, permiti-me!

O nosso AAAR, AMÂNCIO DE QUEIRÓS ALVES, 77 anos de idade, está recolhido no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Espinho, em ANTA, ESPINHO. Desde há alguns anos que faz ali a sua residência onde o visito com regularidade e, como na inevitável sorte da vida, a vida começa a entardecer.

STENDALL escreveu-nos: "sonha tudo, deseja pouco, não peças nada". Não vos peço nada mas sei que nos corações dos AAAR´s há sempre uma eternidade para um momento breve.

2012-12-12

Assis - Folgosa - Maia

Amigos da AAAR, saúde e boa disposição.

Bem diz o Ismael Vigário que o Manel nos espicaça com o "aguilhão socático" e ele não 'para, para' que também nós correspondamos com novas perguntas e espicacemos outros talvez um pouco adormecidos pela doçura da época. Eu era já um tanto morno, sentado no sofá a aguardar que a digestão me não atrapalhasse o arrumo da mala que levará os agasalhos para a neve. Senti-me pois espicaçado pelo tal aguilhão e aqui me tendes. Não para grandes conversas, pois o tempo as não permite, mas apenas para confessar que ainda não li totalmente 'A Palmeira' que se toca, se cheira e se saboreia. Todavia, posso dizer que é 'gustoso' o manjar que iniciei. Vou, amanhã, aproveitar o tempo de voo até à Alemanha para completar esse manjar de palavras. Como sempre, apenas lamento que muitos dos nossos associados se ponham no passeio da romaria apenas para aplaudir a caravana de escrivães que passam serenamente nas folhas da nossa palmeira. O meu pedido, ou pelo menos sugestão, é o de que tenham a ousadia de se colarem à procissão e com eles subirem o monte até ao templo da vida. Já temos tão pouco tempo para fazermos disparates, para fazer aquilo que gostamos de fazer com prazer, viver...É essa a força que hoje me trouxe até vós e amanhã me levará até às terras nevadas de Alemanha e Polónia. O frio já reina por lá, mas um Natal com neve, o Natal dos meus tenros anos de menino, chama por mim. Um Natal diferente de quantos tenho celebrado nestes últimos quarenta e tantos anos. Um Natal talvez sem presépio, mas um Natal com Fraternidade Humana, mesmo que as palavras faladas venham a ser escassas.   Deixo aqui um pouco dessa Fraternidade que a todos/as me une e comigo levo no coração a Fraternidade de todos/as vós. O meu abraço fratetrno e

FELIZ  NATAL !

 

 

2012-12-11

manuel vieira - esposende

É bom quando sentimos que as nossas mensagens são bem descodificadas. Obrigado caro Ismael pelo teu apronto.

Ontem o Duarte Almeida fez anos e o Diamantino no domingo. São as vantagens do Facebook!

O Assis vai passar o Natal na Polónia, onde tem o filho a viver e com família constituída. Parte esta Quinta para a Alemanha e segue depois com o filho de carro até ao país de Paulo II. Boa viagem Assis e esperamos as tuas notícias fresquinhas.

2012-12-10

Ismael Malhadas Vigário - Braga

Lá está o Vieira sempre oportuno e qual aguilhão socrático a interrogar-nos, às vezes com umas interrogativas indiretas, como quem não quer a coisa, outras vezes plagiando uma dica ou, como refere Mikhail Baktine – dando réplicas, que são novas perguntas e respostas que se condimentam com novas perguntas, sempre num tom dialetizante.

Pois é Vieira... Não posso ficar indiferente ao tem tom... E tu mereces que a fala aconteça, que a tua réplica encangue noutras réplicas e se amplie em círculos concêntricos de todas as forças centrípetas e menos centrífugas. Porque a inércia pode convidar os menos afoitos e, ainda que haja a emoção, o delírio, a falta de vergonha e de pudor d’alguns para mexer com outros e assim sucessivamente, vamos à volta de nós e desafiamos o além de nós.

Pois é, também recebi a dita cuja, a nossa querida Palmeira. E no meu caso, senti-a muito personalizada, vinha acompanhada de um post-it endereçado pelo Arsénio a dar conta da minha colaboração, que muito me sensibilizou. O meu texto, que não me canso de reler, já me fez emocionar várias vezes, pelas recordações irrepetíveis de natais passados. Como é que fui capaz de escrever este texto tão íntimo, tão pessoal e de repente dar-me conta das sensações, soluços e apertos na garganta que tão reprimidos ao longo dos anos tinham sido remetidos para um inconsciente longínquo. Neste caso, o repto do Arsénio para colaborar foi libertação terapêutica. Obrigado a todos por isso. A Palmeira também tem essa função.... Os meus amigos da aaar são família, só eles podem compreender uma parte do meu ser, no fundo uma certa génese do que hoje sou, que não se explica em palavras, mas tão só na comunhão dos sentimentos enlaçados em memórias comuns do tempo em que ainda eramos folha em branco, no tempo em que tempo em tudo sorvíamos com  espanto, ansiosos por uma libertação que julgávamos próxima, mas que se calhar ainda não alcançámos.

Num mundo às vezes tão desumano ainda é bom sentirmos a força de pertença e de sentido que os nossos amigos têm para nós. Permitem-nos o desabafo, a comunicação íntima, a dúvida, o aconchego, a generosidade, sobretudo neste nosso saite, como refere o Nabais: “exprimem-se os estados de espírito mais diversos”. E nele acontece a fraternidade. E às vezes sabe bem ler tantas falas que inebriam o nosso eu, tantas falas que de repente achamos que poderiam ser por nós escritas. E mesmo quando recebemos notícias tristes de falecimentos e doenças, é um aconchego sentir a solidariedade dos colegas, através desta tecnologia que aproxima o coração à distância de um clic.

Ismael Vigário

2012-12-10

manuel vieira - esposende

Eu até podia pensar que o Martins Ribeiro não tem mais nada que fazer do que "responder" no Fale Connosco reagindo de forma pronta ao que lhe aparece e claramente diga respeito à Associação.

Dizia-me há dias um médico meu amigo e com mais idade que o Martins Ribeiro quando eu muito rapidamente lhe retorqui com rápido engenho verbal  a uma das suas invectivas, que essa era uma das vantagens do "ainda ser novo" pois o intelecto funciona com  bastante mais agilidade e prontidão.

E folgo em dizer que o nosso amigo Ribeiro dos Arcos, que alguns apelidam de Decano, está sempre em cima... do acontecimento e não perde uma oportunidade para decantar de forma elogiosa a última edição da nossa Palmeira, de colorido atraente e gostosa nos conteúdos.

Por vezes quebro algum silêncio com o Ribeiro e ligo-lhe e habitualmente responde-me que tem tido muito que fazer nas suas lides digitais e não só e compreendo. Enfim, vida penosa de reformado.

Muitos dos nossos colegas gozam naturalmente do mesmo esforço "reformista" mas foge-lhes a lide para outros trabalhos e compreendem-se as ausências que engrossam os silêncios nesta "Conversa" que tem ouvintes.

Vá lá... afinal somos quase todos homens de letra (s)!

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