fale connosco


2012-11-10

Francisco Cabral de Sousa - Estoril

É um prazer o "Fale connosco" da AAAR. Desconhecia o grau literário e poético dos colegas, sem dúvida, um dos melhores frutos colhidos na Quinta da Barrosa que, também ,saboreei. Foi o Português e a Literatura que me fizeram brilhar nos estabelecimentos de ensino que seguiram ao da Barrosa e, posteriormente, na vida profissional. Gostei dos diospiros do Assis na eloquente descrição do Martins Ribeiro, e da favada referida pelo Peinado. A primeira vez que fui obrigado a comer favas, foi na Barrosa. E aquilo é que eram favas!!! Agora, já gosto duma favada, mas, pelo que diz o Peinado, é difícil voltar e degustar outra como a que saboreou no cantinho do Assis. O Arsénio deseja que o Pai Natal lhe traga a Palmeira e eu também. Apesar de aqui tão perto não poderei estar no Magusto do dia 10, o que me priva de avaliar os dotes culinários do David. Um grande abraço
2012-11-09

Assis - Folgosa - Maia

Que generoso e poético o texto do nosso amigo Martins Ribeiro, mesmo em ano de não fartos diÓ(?)spiros. Salvam-no os deliciosos Phisalis, em quantidades desmedidas, bem como a promessa de deliciosas laranjas e tangerinas que em exagero vergam os ramos das pobres plantas. Mais generoso ele é quando compara o meu ao canto do Pisco. Se aos ouvidos do DÒTÔR Relvas este seu louvor chega, que em meu cantinho um diploma de bom cantor em tão pouco tempo se adequire, logo ele subirá da cidade às serras de Cabanas para em Música se doutorar. Não só em canto, mas em douta composição seu diploma ao pobre Pisco ele vai exigir.

Outras músicas para o sul, em Palmela, se vão no sábado cantar. "Quentinhas e boas...quem as quer?" Regadinhas com a melhor jeropiga do mundo, diz o Alex e eu não apenas acredito. CONFIRMO. Ainda anda cá por riba uma botelha da generosidade do mesmo Alex. Meus amigos...tenho pena não poder acompanhar-vos desta vez, não por razões de saúde como alguns dos colegas. Apenas compromissos antes assumidos com terceiros me tolhem os passos na direcção de Além-Tejo. Procurarei estar com todos vós em espírito, como é costume dizer-se e levantarei o meu copo brindado com os vossos lá pela tardinha. 

Com Favada, ou sem ela, amigo Peinado, o convite é perene como a folha da oliveira do quintal.Não terei pois de repeti-lo. É perene e é geral. "Que ninguém se sinta excluido", é a minha única mensagem.

Aproveito para informar que, sem pedir a devida autorização, remeti para os Emailes disponíveis dos AAARs a mensagem que ontem me foi enviada desde Pirambu / Vila Velha / Fortaleza, com notícias do nosso amigo Pe. Henri Le Boursicau, foto em companhia do Advogado da Favela, José Airton, em resposta ao pedido que me havia sido feito pelos seus sobrinhos desde França. Espero que ningém leve a mal este meu atrevimento. Obrigado e o meu abraço fraterno .

2012-11-08

manuel vieira - esposende

O paraíso das oliveiras do Alex apenas contrasta com o do Assis em planura e não vê o mar ao longe. Por isso se encosta à Ericeira para sentir a brisa salgada em tardes cândidas que sugerem o amor.

O Magusto de sábado espera tempo adequado ao ambiente de uma boa fogueira e não faltarão os enchidos na grelha que antecedem entrecosto e entremeada e febras. Umas entradas de cogumelos e uns queijinhos acompanhados de vinhos da região darão abertura a um bom repasto que culmina sempre com a doçaria caseira.

As castanhas na fogueira e a jeropiga vão reforçar o ânimo do grupo que leva normalmente ao fogo do conselho.

O Alexandre mimou-nos com 2 textos de êxtase novelesco e o Martins Ribeiro descreveu o cantinho do Assis com a doçura dos diospiros e o agridoce dos fisális, com o lirisco e a sociabilidade dos piscos.

O Peinado lembrou a ditosa favada que ainda há de repetir, com os condimentos e acrescentos  adequados.

O Arsénio passou volátil com a Palmeira e um dia destes vamos voltar ao tema, com mais objectividade.

2012-11-08

Peinado Torres - Porto

Bom dia AMIGOS E COMPANHEIROS No meu último escrito, reclamei a ausência neste site do nosso caro amigo ALEX PINTO, e escrevia eu que provavelmente andaria a evangelizar " NATIVAS ", não me enganei muito, pois foi " CURTIR " para a Ericeira uma paixão que é eterna para toda a sua vida. È bom recordarmos os momentos felizes que tivemos , normalmente só nos lembramos dos menos bons, é a nossa condição humana a funcionar da pior forma. O nosso decano MARTINS RIBEIRO, grande retratista literário, descreveu soberbamente o " cantinho do Frei ASSIS ", é efectivamente um lugar belissimo e repousante. No dia que lá estive a degustar a famosa " FAVADA ", que já não voltarei a comer, estava ventoso e com pouco SOL, mas mesmo assim fiquei maravilhado com a paisagem, é local a revisitar sempre que o anfitrião nos chamar. Para toos os participantes no MAGUSTO CONVIVIO em Palmela o meu abraço. Voltarei Peinado
2012-11-06

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Hoje, acedendo ao amável convite do amigo Assis, fui até ao calmo refúgio do seu paraíso privativo. Volto a invejá-lo repetindo que é um privilegiado; ele diz que não, porém, aquele quintalzinho é verdadeiramente um paraíso rústico. Então nesta altura é que ele se encontra viridente e com ramagens a rebentar de viço. Fui com o cheiro dos dióspiros e lá estavam eles, alguns, é certo e como se afirmava, meio comidos pelos melros e restante passarada, os melhores, que essa fauna não se engana, contudo, mesmo assim, ainda restavam muitos inteiros e de incrível doçura. A tarde estava límpida, apenas com uma ou outra pequena farripa de nuvem, muito branca, suspensa no diáfano azul do céu, deixando brilhar o sol em toda a sua plenitude. Sabia bem aquele morno calor de calmo Outono e não fazia mal. Fomos até ao pomar, prenhe de diversas variedades de plantas; lá estavam os cantados fisális numa espantosa profusão, cestos e cestos deles, como se nunca mais parassem de produzir, ao lado uma tangerineira a abarrotar de frutos, quase muitos mais que as próprias folhas, de igual modo uma pequena árvore de clementinas, carregadinha, já a sarapintar. Ele eram os maracujás de que ainda provei o seu sabor acre e acidulado, ele eram os chuchus que pendiam do arbusto como tetas de velha, ele era um limoeiro vergando sob o peso de limões maduros misturados com outros ainda verdes, numa ininterrupta e generosa colheita, escorados por grossos arejões para não escachar as galhas. Ás tantas ouviu-se uma ave, pareceu-me um melro, diz o Assis que era o Pisco e então pude assistir a um facto bizarro e nunca visto. Trinava o pássaro uns maviosos gorjeios quando me apercebi que ali perto outro lhe retorquia no mesmo tom. Julguei ser outra parceiro mas enganei-me: era o próprio Assis que numa espantosa imitação respondia ao cantador como se fosse um sumido eco. Que mais verei eu? E compreendi o nosso companheiro na sua concepção de trabalhar também para alimentar todas as criaturas da Natureza. Desta vez fui eu sozinho, mais ninguém, nem sequer o Né Vieira apareceu, fazendo-me perceber que com mais gente a convivência se torna mais apetecível. Na verdade, o quintal do Assis é um pequeno paraíso, só é pena que não anda por lá, perdida no meio da exuberante folhagem, uma Eva tentadora, de cabelos soltos a cobrirem-lhe a nudez do pecado e da fantasia. Quando regressei, já um clarão da tarde tintava de fogo a silhueta da serrania fronteira e se esvaía na fímbria lucífuga do dia moribundo. Trouxe comigo um pequeno braçado de espinafres carnudos para com eles fazer uma apetitosa sopa. Só queria era que, depois de comê-la, ganhasse a lendária força do “Popey, the Sailor” para poder dar uns valentes murros em todos os “Brutus” que por cá nos chateiam. 

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