fale connosco


2012-12-10

manuel vieira - esposende

Eu até podia pensar que o Martins Ribeiro não tem mais nada que fazer do que "responder" no Fale Connosco reagindo de forma pronta ao que lhe aparece e claramente diga respeito à Associação.

Dizia-me há dias um médico meu amigo e com mais idade que o Martins Ribeiro quando eu muito rapidamente lhe retorqui com rápido engenho verbal  a uma das suas invectivas, que essa era uma das vantagens do "ainda ser novo" pois o intelecto funciona com  bastante mais agilidade e prontidão.

E folgo em dizer que o nosso amigo Ribeiro dos Arcos, que alguns apelidam de Decano, está sempre em cima... do acontecimento e não perde uma oportunidade para decantar de forma elogiosa a última edição da nossa Palmeira, de colorido atraente e gostosa nos conteúdos.

Por vezes quebro algum silêncio com o Ribeiro e ligo-lhe e habitualmente responde-me que tem tido muito que fazer nas suas lides digitais e não só e compreendo. Enfim, vida penosa de reformado.

Muitos dos nossos colegas gozam naturalmente do mesmo esforço "reformista" mas foge-lhes a lide para outros trabalhos e compreendem-se as ausências que engrossam os silêncios nesta "Conversa" que tem ouvintes.

Vá lá... afinal somos quase todos homens de letra (s)!

2012-12-07

A. Martins Ribeiro - Terras de Valdevez

Recebi agora mesmo a nossa revista PALMEIRA. Mas o que é isto? Que coisa linda! Na minha opinião este é o melhor número que até hoje viu a luz da publicação. O papel muito bom, como sempre! Os textos duma espantosa qualidade e, depois, o aspecto gráfico cheio de colorido e rigorosamente cuidado. Particularmente gostei muito da ideia, penso que do Nabais, da referência ao nosso "site", que considero magnífica. Este espaço da Internet é, na verdade, a coroa de glória da nossa Associação porque, como se torna evidente, tem muito mais pano para mangas e só atingirá a sua plenitude quando todos a ele tiverem acesso coisa que, do coração, muito desejo. Bem me dizia o amigo Barros que ia sair uma obra digna de ser vista. Por isso, estou aqui a felicitar todos os que nela trabalharam para a editar. Mesmo tendo sido roubado - e bem roubado - pelos cães de fila do capital internacional e se tal for preciso, contem com a minha gostosa contribuição pois, para manter tal maravilha, não me importo de pagar o que for preciso: como diz o outro "não chamam a polícia … que eu pago!" Caros amigos, aproveito o ensejo para, se até lá não voltar mais aqui, endereçar a todos, os que escrevem e os que lêem refastelados no sofá, os meus sinceros votos de um Feliz Natal, na medida do possível e de um Ano menos negro que aquele que se espera. Abraços!

2012-12-05

manuel vieira - esposende

O nº34 da Palmeira foi hoje colocado no Correio.

Esperamos uma leitura agradável e o feed back não habitual que sensibilizará os seus mais directos colaboradores.

Colaboraram entre outros o Ismael Vigário, o Aventino, o Jerónimo, o Nabais e o Martins Ribeiro com textos bem curiosos que prestam à nossa revista a qualidade a que já nos habituou.

Surpresas? Talvez.

2012-12-05

Mário de Oliveira - Macieira da Lixa

Companheiros, Amigos, Irmãos. Lá, onde onde formos Mesa compartilhada, somos sempre felizes. Mesmo que não haja casa. Só trincheiras, que estes dias de Primeira Grande Guerra Mundial Financeira que vivemos, até as casas nos roubam. E não nos roubam a alma/identidade, se, como Jesus, vivermos sempre em deserto e resistirmos ao Tentador, Tudo te darei, se prostrado, me adorares; ou, Diz a estas pedras que se transformem em pão; Ou, Atira-te daqui do alto do Templo abaixo, que Deus enviará os seus anjos para te ampararem, a fim de não magoares os teus pés nas pedras. Fomos felizes, naquele 24 de Novembro, em Casa do nosso querido F. Assis, porque fomos Mesas compartilhadas. Sermos Mesas compartilhadas, é a via Jesus, a da sororidade/liberdade/vasos comunicantes. Só SOMOS plena e integralmente HUMANOS, se somos Mesas compartilhadas uns com oss outros. Para chegarmos a este patamar do plena e intergralmente HUMANO, temos de recusar transformar as pedras em pão; ter um deus à medida das nossas ambições de animais racionais; sermos Poder e agentes do Poder, o sagrado e o laico, ou no vértice de pirâmide, ou no meio da pirâmide, ou na base da pirâmide. Quem diz que sermos humanos é coisa fácil, mente-nos. Para Jesus, a nossa referência última, ser plena e integralmente HUMANO, leva-o não ao céu, mas à cruz do Império, numa decisão primeira dos sumos-sacerdotes do Templo de Jerusalém. O que faz dele, o Maldito dos Malditos. Para sempre. Mas também o nosso Paradigma. A quem nos quiser levar por outra via, que não a do plena e integralmente HUMANO, sempre havemos de ser Jesus e praticar/dizer, sem que as pernas e a voz nos tremam, Vade retro, Satana! E, como ele, sermos a toda a hora e em toda a parte, Pão Partido que se dáa comer, Vinho Derramado que se dá a beber. Bendito o dia 24 de Novembro 2012, em ORBACÉM, na Casa do Assis, onde ensaiamosser Mesas compartilhadas. Prossigamos, que estreita é a porta e apertado o caminho que nos leva à plenitude do Humano, outras, outros, Jesus, terceiro milénio. Dou-Vos o meu colo.

2012-12-05

alexandre gonçalves - palmela

O RIO DA ESPERANÇA

 

Há um tempo atrás, armei-me em geógrafo e fiz correr nestas paisagens devastadas o rio da indignação. Para que as margens o não detivessem com a sua hipócrita legitimidade, prometi um outro rio, menos visível, mas igualmente real, que é a esperança. Onde nasce esse rio? Por onde passa? Qual a sua foz? Será possível indignar-se e manter acesa a esperança? Não são conceitos contraditórios. Nem a raiva é absoluta, nem a esperança é ficar sentado, à espera dum salvador. São dois rios que correm para o mesmo oceano. Desligados são a desordem, que qualquer general de aviário pode arrasar em manhã de mau humor. Unidos, são o começo da justiça e da liberdade. É claro que não se trata das chamadas virtudes teologais, tão inúteis como solenes. Não é a resignção ingénua, defendida pelo Sr. Policarpo, segundo o qual não é nas ruas que se defende a democracia mas sim respeitando as leis democráticas, produzidas pelos órgãos de soberania. Essa resignação aguentou meio século de salazarismo. Em nome da esperança cristã, puderam esperar sentados, durante séculos, povos inteiros, a quem se pregou que a felicidade não é coisa deste mundo, mas do que há-de vir.

O rio da esperança nasce num fio de água límpida, dessa que corre pelas montanhas abaixo. Juntar-se-á a outros milhares de fios de água, até formar um caudal imparável, capaz de submergir imperadores, ditadores, exploradores e outros violadores da dignidade humana. Este rio será uma nova ÉTICA, para uma humanidade em mudança, que de repente se viu a morar na mesma aldeia que é o mundo. É preciso acordar deste sono imenso, que é aceitar passivamente as verdades gerais, veiculadas pelos novos catecismos estatísticos. Em cada homem há um homem único, sem numeração possível, sem qualquer possibilidade de caber em cálculos. E cada homem deve portar-se como único e exigir que como tal seja tratado. Por isso, esta esperança exige de todos um constante trabalho de casa. O homem não nasce feito. Tem que se fazer a si próprio. Tem que se construir ao longo da sua vida. Em solidariedade e não em concorrência, num movimento de vasos comunicantes, descobrindo-se a si mesmo através dos outros. Descobrindo os outros através de si mesmo.

Esperar é acreditar. É encarregar-se de si.  É não sobrar nem desistir. É informar-se e formar-se. É participar. É fazer cidade. É denunciar as fontes putrefactas, que envenenam a terra. É ter coragem  e incomodar. É não deixar dormir nem cidadãos nem instituições. Em suma, é habitar a vida e as casas, e praticar a alegria como um direito. HAVERÁ OUTRA MANEIRA DE JUSTIFICAR A EXISTÊNCIA, que embora breve é a única oportunidade de adquirir sentido? 

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