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2012-12-05

manuel vieira - esposende

O nº34 da Palmeira foi hoje colocado no Correio.

Esperamos uma leitura agradável e o feed back não habitual que sensibilizará os seus mais directos colaboradores.

Colaboraram entre outros o Ismael Vigário, o Aventino, o Jerónimo, o Nabais e o Martins Ribeiro com textos bem curiosos que prestam à nossa revista a qualidade a que já nos habituou.

Surpresas? Talvez.

2012-12-05

Mário de Oliveira - Macieira da Lixa

Companheiros, Amigos, Irmãos. Lá, onde onde formos Mesa compartilhada, somos sempre felizes. Mesmo que não haja casa. Só trincheiras, que estes dias de Primeira Grande Guerra Mundial Financeira que vivemos, até as casas nos roubam. E não nos roubam a alma/identidade, se, como Jesus, vivermos sempre em deserto e resistirmos ao Tentador, Tudo te darei, se prostrado, me adorares; ou, Diz a estas pedras que se transformem em pão; Ou, Atira-te daqui do alto do Templo abaixo, que Deus enviará os seus anjos para te ampararem, a fim de não magoares os teus pés nas pedras. Fomos felizes, naquele 24 de Novembro, em Casa do nosso querido F. Assis, porque fomos Mesas compartilhadas. Sermos Mesas compartilhadas, é a via Jesus, a da sororidade/liberdade/vasos comunicantes. Só SOMOS plena e integralmente HUMANOS, se somos Mesas compartilhadas uns com oss outros. Para chegarmos a este patamar do plena e intergralmente HUMANO, temos de recusar transformar as pedras em pão; ter um deus à medida das nossas ambições de animais racionais; sermos Poder e agentes do Poder, o sagrado e o laico, ou no vértice de pirâmide, ou no meio da pirâmide, ou na base da pirâmide. Quem diz que sermos humanos é coisa fácil, mente-nos. Para Jesus, a nossa referência última, ser plena e integralmente HUMANO, leva-o não ao céu, mas à cruz do Império, numa decisão primeira dos sumos-sacerdotes do Templo de Jerusalém. O que faz dele, o Maldito dos Malditos. Para sempre. Mas também o nosso Paradigma. A quem nos quiser levar por outra via, que não a do plena e integralmente HUMANO, sempre havemos de ser Jesus e praticar/dizer, sem que as pernas e a voz nos tremam, Vade retro, Satana! E, como ele, sermos a toda a hora e em toda a parte, Pão Partido que se dáa comer, Vinho Derramado que se dá a beber. Bendito o dia 24 de Novembro 2012, em ORBACÉM, na Casa do Assis, onde ensaiamosser Mesas compartilhadas. Prossigamos, que estreita é a porta e apertado o caminho que nos leva à plenitude do Humano, outras, outros, Jesus, terceiro milénio. Dou-Vos o meu colo.

2012-12-05

alexandre gonçalves - palmela

O RIO DA ESPERANÇA

 

Há um tempo atrás, armei-me em geógrafo e fiz correr nestas paisagens devastadas o rio da indignação. Para que as margens o não detivessem com a sua hipócrita legitimidade, prometi um outro rio, menos visível, mas igualmente real, que é a esperança. Onde nasce esse rio? Por onde passa? Qual a sua foz? Será possível indignar-se e manter acesa a esperança? Não são conceitos contraditórios. Nem a raiva é absoluta, nem a esperança é ficar sentado, à espera dum salvador. São dois rios que correm para o mesmo oceano. Desligados são a desordem, que qualquer general de aviário pode arrasar em manhã de mau humor. Unidos, são o começo da justiça e da liberdade. É claro que não se trata das chamadas virtudes teologais, tão inúteis como solenes. Não é a resignção ingénua, defendida pelo Sr. Policarpo, segundo o qual não é nas ruas que se defende a democracia mas sim respeitando as leis democráticas, produzidas pelos órgãos de soberania. Essa resignação aguentou meio século de salazarismo. Em nome da esperança cristã, puderam esperar sentados, durante séculos, povos inteiros, a quem se pregou que a felicidade não é coisa deste mundo, mas do que há-de vir.

O rio da esperança nasce num fio de água límpida, dessa que corre pelas montanhas abaixo. Juntar-se-á a outros milhares de fios de água, até formar um caudal imparável, capaz de submergir imperadores, ditadores, exploradores e outros violadores da dignidade humana. Este rio será uma nova ÉTICA, para uma humanidade em mudança, que de repente se viu a morar na mesma aldeia que é o mundo. É preciso acordar deste sono imenso, que é aceitar passivamente as verdades gerais, veiculadas pelos novos catecismos estatísticos. Em cada homem há um homem único, sem numeração possível, sem qualquer possibilidade de caber em cálculos. E cada homem deve portar-se como único e exigir que como tal seja tratado. Por isso, esta esperança exige de todos um constante trabalho de casa. O homem não nasce feito. Tem que se fazer a si próprio. Tem que se construir ao longo da sua vida. Em solidariedade e não em concorrência, num movimento de vasos comunicantes, descobrindo-se a si mesmo através dos outros. Descobrindo os outros através de si mesmo.

Esperar é acreditar. É encarregar-se de si.  É não sobrar nem desistir. É informar-se e formar-se. É participar. É fazer cidade. É denunciar as fontes putrefactas, que envenenam a terra. É ter coragem  e incomodar. É não deixar dormir nem cidadãos nem instituições. Em suma, é habitar a vida e as casas, e praticar a alegria como um direito. HAVERÁ OUTRA MANEIRA DE JUSTIFICAR A EXISTÊNCIA, que embora breve é a única oportunidade de adquirir sentido? 

2012-12-04

Assis - Folgosa - Maia

Amigos meus,

Saúde para todos, mas sobretudo para quantos se encontram em estado de recuperação.

"Na tua casa ainda somos felizes" disse o Aventino. As coisas acontecem muito naturalmente mas a passos lentos. Doutra forma, a queda era certa e a divisão entre os AAARs mais que evidente. - Como disse em Cabanas e conforme o princípio filosófico anuncia "não se ama o que se desconhece", a presença entre nós do Pe. Mário de Oliveira, no passado dia 24 de Novembro, foi um acontecimento que considero normal. Já não era a primeira vez que ali tinha estado, com muito agrado de ambos, dele e meu. Desta vez, houve a novidade de vários colegas terem a oportunidade de o poderem ver, cumprimentar pessoalmente e com ele conviver e até de poderem ter uma ideia clara da sua personalidade. - Houve uma verdadeira empatia entre ele e todos os presentes. Como desejo comum, ficou o de nos voltarmos a encontrar mais tarde e, se possível, com muitos outros AAARs, desejo sublinhado por alguns ssociados que não puderam estar em Cabanas no dia 24. - O Pe. Mário deixou para cada um dos presentes o seu 'O Livro dos Salmos /versão TERCEIRO MILÉNIO, também para ateus', todos eles com dedicatória e assinatura pessoal. Agradeço me remetam a direcção pessoal por Email a fim de eu os poder enviar por correio o mais rapidamente  possível. É um livro que todos gostarão de ler e meditar, assim espero. Ele é como que a Refeição da Palavra que, por falta de tempo ou talvez por mesa a mais, dada a generosidade de todos os presentes, faltou no encontro do dia 24 de Novembro. Espero que, em próximos encontros, a Refeição da Palavra seja mais farta, mesmo que tenhamos de cortar ao tempo e à quantidade de bens comestíveis, não à sua qualidade.

Como na minha, na casa de todos os AAARs continuaremos as ser felizes, amigo Aventino. Não tenho dúvidas.E não precisamos de ordenar "silêncio..."

O meu abraço fraterno

2012-12-03

manuel vieira - esposende

"Na casa do Assis é que se é feliz" como dizia o Aventino, mas não só.

O Davide já regressou a casa com as vistas afinadinhas e tem que lhes dar algum descanso. Como convém!

Em breve teremos disponível na casa de cada um a nossa revista Palmeira, o mensageiro privilegiado que bate a todas as portas.

Em leitura branda tenho sobre a mesa "O Livro dos Salmos" do Padre Mário de Oliveira, que merece uma abordagem de espírito aberto.

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