fale connosco


2013-01-30

Arsénio Pires - Porto

Amigo Martins RIbeiro:

Tens que recuperar depressa!

Já que estamos em maré de Amizade, aqui vai poema (que já conheces!)

 

 

Estranha coisa é esta: a amizade.

Estranha coisa é esta em nossos dias: ter amigos.

 

Os amigos fazem parte da nossa vida.

Ampliam os minutos das nossas horas

com palavras vagarosas.

Dão cores diversas às tardes dos nossos dias

com verdades transparentes.

 

Corrigem a nossa rota em dias de nevoeiro

com o GPS da crítica serena e sem amuos.

Dão sabor picante às nossas noites

com o saudável humor sem corrosão.

 

Cada amigo que temos possui metade da nossa alma.

E temos tantas metades de alma

quantos os amigos que nos cercam.

                                                                       (Arsénio Pires)

2013-01-30

manuel vieira - esposende

O Alexandre falou sobre o ócio da amizade ou...o esplendor da amizade, ou o privilégio de ter amigos.

"Tens sorte  porque tens amigos", dizia-me alguém quando com o entusiasmo de quem conta peripécias de dias marcantes conversavamos sentados no muro rasteiro de onde se avistava a foz do Cávado a entrar no mar.

Este privilégio de erguer o telemóvel e escolher a vítima de umas palavras amigas sem olhar à distância, indiferente à chuva e ao vento que trpeçam nos vidros, num intervalo ligeiro para alongar a memória, é um consolo para quem desdenha da solidão diária de quem age por compromissos.

O círculo é generoso e é um dom para quem consentiu a amizade e não se desprende dela.

Não é por indigente acaso que muitos colegas passam por aqui diariamente à procura de escutar palavras dos seus amigos para preencher espaços de silêncios.

O nosso Martins Ribeiro tem estado adoentado e os seus 20 anos obrigam-no a maiores preocupações e cuidados e quando falei com ele desembolsei milhentos conselhos para que contrarie a maleita com toda a eficácia e paciência.

Eu sei como é bom ter amigos...

 

2013-01-25

alexandre gonçalves - palmela

O  ÓCIO  GREGO  DA  AMIZADE

 

Não peço desculpa da minha ausência nem das muitas faltas vermelhas acumuladas. Quando muito, presumo que seja excesso de ruído. Apesar de levar uma vida conventual, por entre os verdes muros que me cercam, a verdade é que transgrido com notável empenho os clássicos votos da santidade. A ponto de até os próprios pensamentos se assustarem com a obesidade sonora dos papagaios que assaltaram a cidade. São eles que matam a palavra impunemente, inibindo a fala, a escrita, os afectos e a festa. E tão alto mentem que invadem todos os espaços. E até os mais preservados, com altos muros e não poucos impropérios.

Introduzida a questão, junto-me com entusiasmo ao coro dos que, com palavras e actos, celebraramaram o esplendor da amizade. Os textos citados são luminosos e quase comovidos. Perturbam. Convocam gestos e tempos que resistem à efemeridade. E a mim trouxeram-me de volta aquela casa de granito quente, a saltar na telha ou na lareira acesa. Choveu a tarde toda lá fora. E havia vento nos montes. Mas alguém viu chegar o frio? No rosto, nos abraços, nas palavras, na alegria da abundante mesa, na simplicidade arcaica dos símbolos, o que se respirava era a mais sábia e a mais ociosa das amizades. Ali sentados, em subversão dos confortos urbanos, sem utilidade pública ou privada, nós erguíamos um hino à nossa idade. O aniversário era nosso e o que nos movia não era acrescentar mais um ano aos anos passados. Era antes um pacto de amigos que, não querendo ser póstumos a si próprios, se declaram indisponíveis para a morte. Ou um qualquer seu sucedâneo. Morrer não é difícil. Mas não é uma questão de idade. Morre-se antes por distracção. Por ingenuidade. Por indolência. Se outro mérito não tivera, a PALMEIRA já ganhou este combate. Não éramos só dezassete os que ali saudávamos o Martins Ribeiro, o leão dos Arcos. Tantos éramos que nem contá-los pudemos. A associação tem-nos convocado e leva-nos a ver o mar, a neve, a montanha. E fala-nos aos sentidos, à memória e ao presente que ainda arde nas mãos. E nós temos respondido que sim. Nós vamos com alegria, erguemo-nos por sobre o nosso quotidiano ambíguo e muitas vezes exausto. Mas estamos vivos e por mais que o envólucro tenda a decair, o espírito resiste e renova-se. O exemplo referido, que nas margens do Vez aguenta o bom combate (quem terá abrandado semelhante fera?...) é um estímulo geral e a prova de que na PALMEIRA cultivamos os mais elevados valores espirituais. Quando derramamos o vinho e a palavra, não é para aumentar o ruído no mundo. Nem para esbanjar o tempo, como se nada soubéssemos fazer com ele. É apenas a liturgia dum ócio superior, de inspiração helénica, virado para a exaltação do sentido, dos sinais, dos  valores. E claro está, desta in-útil amizade que nos faz atravessar a terra. Pegando no oportuníssimo texto que o S.Pires descobriu em Pessoa, também nós suportamos com maior ou menor coragem a sucessiva morte dos amores. Amar é uma actividade de risco. E uma nobre utopia, mas utopia. E às vezes um doce veneno, mas veneno. Dito doutra maneira, pode sobreviver-se sem um pingo de amor. Mas enlouqueceríamos se morressem todos os nossos amigos. Se vires um homem mergulhado em absoluta solidão, garante Aristóteles, ou é um deus ou uma besta, mas homem não é. 

2013-01-23

manuel vieira - esposende

O nosso Ismael Malhadas Vigário, que o Delfim diz não conhecer ainda, mas talvez por lapso de memória, inaugurou a imagem no fale connosco, com alicerces num texto que aborda a amizade.

A celebração dos 80 anos do Martins Ribeiro vem na senda da "festa" em homenagem aos 80 do Luís Guerreiro no dia 18 de Julho de 2009 em Caminha, uma jornada de grande amizade que só teve mais sol, tal o entusiasmo dos comensais de ambos os acontecimentos.

Ficamos ansiosos por novas celebrações da marca octogenária e os candidatos andam por aí.

2013-01-23

António Peinado Torres - Porto

 Bom dia companheiros e amigos AARS.

Hoje é um dia muito especial para mim, pois celebro o aniversário de quem me deu o SER e me fez ver a luz do dia.

 É portanto motivo suficiente para abordar o convivio que tivemos no passodo dia 18.

 Desta vez coube a iniciativa do evento ao nosso caro ALEX, um convivio simples, como mandam os tempos que correm ,mas cheio de significado, duma sã convivência, fraternidade e alegria.

 Da gastronomia já falou o nosso Presidente, foi uma ementa própria para aniversário.

 É com estes encontros que se reforçam os nossos laços de amizade, e para quem ainda tem dúvidas, alguns de nós percorreram centenas de kilómetros para estarem presentes no aniversário do nosso DECANO MARTINS RIBEIRO, dobrando a língua ou seja a escrita, Sua Excelência o MARQUÊS DE VALDEVEZ. Também de cultura foi o repasto, pois o ARSÉNIO abriu os discursos lendo como ele sabe um belo texto, e também a poesia de Pessoa pela voz timbrada do AVENTINO, houve mais elementos a falar e bem .

O ponto mais alto do convivio, foi ouvir a palavra do aniversariante, ele não só nos delicia com os textos que por vezez nos envia, mas não é menos encantador quando nos fala, por isso e mesmo sem ALVARINHO teve muitos de nós à sua volta.

 Foi enternecedor, e quando se falou que os presentes ( EX-reclusos ) já são todos maduros, a sensibilidade de todos nós fez-nos estremecer.

MARTINS RIBEIRO, para o ano já não é surpresa, conte com estes rapazes e outros que se juntarão, como diz o OUTRO " que se lixe a crise " ( as eleições ), um grande abraço para si , deste AAR que muito o estima. VOLTAREI Peinado

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